Crime e Execução
O atentado ocorreu quando um carro emparelhou ao veículo da vereadora e disparou 13 tiros, motivado por sua atuação contra milícias na região. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu.
Avanços na Investigação
Em 2019, Ronnie Lessa (ex-PM, autor dos disparos) e Élcio de Queiroz (motorista) foram presos e condenados em 2021 a penas de 78 e 59 anos, respectivamente, por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Outros envolvidos, como Edilson Barbosa ("Orelha") por destruição de provas e Rodrigo Ferreira ("Ferreirinha") por obstrução, também foram condenados.
Condenações Recentes
Em fevereiro de 2026, o STF condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses cada por organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio, além de perda de cargos públicos e indenização de R$ 7 milhões às famílias e à assessora.
Outros réus, como o major Ronald Alves de Paula (56 anos) e Robson Calixto (9 anos), também foram sentenciados.
Marielle Franco combatia as milícias por meio de denúncias políticas, fiscalização e apoio a investigações sobre seu avanço em comunidades do Rio de Janeiro.
Denúncias e Fiscalização
Como vereadora do PSOL, ela fiscalizava projetos de lei que beneficiavam regularização fundiária em áreas controladas por milícias na zona oeste, opondo-se ao uso comercial e defendendo moradia popular e direitos sociais.
Ela atuava em comissões da Câmara Municipal, denunciando extorsões, agiotagem e controle territorial por grupos paramilitares, como na Taquara e Vargem Grande.
Apoio a CPIs e Investigação
Anteriormente assessora de Marcelo Freixo, ajudou na CPI das Milícias de 2008, que indiciou políticos e milicianos, e continuou expondo ligações entre vereadores e esses grupos em seu mandato.
Seu ativismo gerou embates com figuras como os irmãos Brazão, ligados a milícias, culminando na motivação do crime para proteger interesses econômicos.
Ronnie Lessa, ex-PM reformado e ligado a milícias, foi o executor material do assassinato de Marielle Franco, responsável pelos disparos fatais.
Execução do Crime
Na noite de 14 de março de 2018, Lessa usou uma submetralhadora de dentro de um Cobalt emparelhado ao carro das vítimas, mirando a cabeça de Marielle e atingindo-a com 4 tiros, além de ferir Anderson Gomes e a assessora Fernanda Chaves.
Confissão e Condenação
Preso em 2019 com Élcio de Queiroz (motorista), confessou o crime em delação premiada, alegando motivação financeira como matador de aluguel contratado pelos irmãos Brazão. Foi condenado em 2024 a 78 anos e 9 meses por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

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