2/25/2026

No Angelus deste I Domingo da Quaresma, o Santo Padre deteve-se no Evangelho proposto pela liturgia (cf. Mt 4,1-11), que apresenta Jesus conduzido pelo Espírito ao deserto, onde é tentado pelo diabo após quarenta dias de jejum.

 

A Quaresma, explicou o Papa, é um “itinerário luminoso” no qual, por meio da oração, do jejum e da esmola, os fiéis são chamados a renovar a própria cooperação com Deus na realização da “obra-prima única” que é a própria vida.

Leão XIV advertiu para o risco de se deixar seduzir por formas fáceis e imediatas de gratificação, como a riqueza, a fama e o poder, que também estiveram presentes nas tentações enfrentadas por Jesus

Essas propostas, sublinhou, são apenas substitutos pobres da alegria para a qual o ser humano foi criado e acabam por deixar o coração inquieto, vazio e insatisfeito.

Recordando o ensinamento de São Paulo VI, o Pontífice destacou que a penitência não empobrece a pessoa, mas a enriquece, purificando-a e fortalecendo-a no caminho que tem como finalidade o amor e o abandono confiante em Deus. 

Assim, a penitência torna o cristão mais consciente das próprias limitações, ao mesmo tempo que lhe dá a força para superá-las com a ajuda divina.

Na parte central de sua mensagem, o Papa insistiu na necessidade de criar espaços contínuos de escuta a Deus:

“Vamos dar espaço ao silêncio: silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os celulares. Meditemos a Palavra de Deus, aproximemo-nos dos Sacramentos; escutemos a voz do Espírito Santo, que nos fala ao coração.”


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