1/08/2026

 Santo Afonso ensinou que cada pessoa é chamada para a santidade

Ele ensinou que “Deus quer que todos se tornem santos, cada um em seu estado de vida: o religioso exatamente como religioso, o padre como padre, o leigo como leigo, o casado como uma pessoa casada, o comerciante como um comerciante e as outras pessoas como caminham na vida”. 

Santo Afonso colocou na sua obra fundamental: “Toda santidade consiste em amar Jesus Cristo, nosso Deus, nosso sumo bem”.  

Ele enfatizou o amor a Deus por nós e o amor que nós devemos ter por Jesus.

Santo Afonso tentou de diversas maneiras fazer com que as pessoas compreendessem o quanto Deus as ama. 

Com ênfase particular, ele escreveu sobre “os três grandes sinais”: a manjedoura, a cruz e o tabernáculo

É oportuno mencionar que Afonso escreveu dois livros inteiros para cada um destes três grandes mistérios. 

Um dos caminhos que Santo Afonso indicou para um cristão ser santo era sua opção pelas pessoas pobres e abandonadas. 

É curioso como ele fez “uma opção preferencial pelos pobres” mais de duzentos anos antes das Conferências Gerais de Medellín, Puebla e Aparecida! 


                      ORAÇÃO A SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Senhor concedei-me pelos méritos de santo Afonso Maria de Ligório, o dom do verdadeiro amor fraternal.  Com vossa graça, ajudai-me, pois não quero mais julgar, condenar, desprezar, excluir. Contudo para isso torna-se necessário realizar uma reforma intima, para isto é que venho até vós, em nome de Santo Afonso Maria de Ligório, implorar-vos que me mantenha firme neste propósito. Que eu humildemente reconheça as doenças de minha alma e com propósito firme as cure.

 Que Assim Seja.



1/05/2026

História de Gurupá com Gilvandro Torres, a conquista portuguesa na Amazô...

Viver !

 Na alegria da Solenidade da Epifania do Senhor, a Igreja celebra a manifestação de Cristo a todos os povos. Assim como os Reis Magos, deixemo-nos conduzir pela estrela que é Jesus, oferecendo-Lhe fé, amor e sincera adoração.

 

Gurupá, no Pará, é um município histórico na região do Marajó, conhecido como "Porto de Canoas" em origem indígena. A frase "Gurupá nosso lugar" evoca o orgulho local por sua rica herança cultural e identidade amazônica.

Fundada em 1623 com o Forte Santo Antônio, Gurupá surgiu após batalhas entre portugueses, holandeses e indígenas tupinambás na margem do rio Amazonas. O local foi elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885, servindo de base para expedições que consolidaram o território português na Amazônia.

O Forte de Santo Antônio destaca-se como principal atração, com escavações arqueológicas revelando ocupações indígenas, europeias e quilombolas. Projetos como o OCA promovem memória coletiva por meio de oficinas e exposições comunitárias.

Símbolos municipais, como a bandeira com seringueira e fortaleza, representam florestas, rios e história.

O nome Gurupá tem origem indígena, significando "Porto de Canoas", e o povoado surgiu com a construção do forte pelos portugueses após derrotarem os holandeses na área habitada por tupinambás. Elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885 pela Lei Provincial nº 1209, o município passou por mudanças administrativas, como a incorporação temporária de Porto de Moz em 1930.

Com área de aproximadamente 8.540 km² e população estimada em torno de 32 mil habitantes (dados de 2016), Gurupá apresenta densidade baixa e economia baseada em agricultura, pecuária e extrativismo.

Limita-se com municípios como Porto de Moz, Breves e Afuá, integrando unidades de conservação como a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço.

A região foi palco da Cabanagem (1835-1840), revolta que intensificou a miscigenação local entre indígenas, negros e ribeirinhos.

Hoje, festas como a de São Benedito preservam tradições, enquanto o forte representa o patrimônio histórico defendido por projetos comunitários.

​Em 1623, Bento Maciel Parente liderou forças portuguesas na conquista do Forte de Tucujus (ou Mariocai), uma fortificação holandesa na região de Gurupá, às margens do rio Amazonas próximo à foz do Xingu.

Com cerca de 70 soldados e mil indígenas em canoas, os portugueses atacaram os invasores, que abandonaram a posição após manobras táticas, permitindo a construção do Forte de Santo Antônio no local.

Os holandeses, da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, ocupavam pontos estratégicos na Amazônia para controlar o comércio de produtos como madeira e indígenas escravizados.

A vitória em Gurupá serviu de base para expedições que expulsaram os neerlandeses de áreas como Muturú (Porto de Moz), Baixo Xingu e Tapajós entre 1623 e 1647.

O forte enfrentou novos assaltos holandeses em 1629, 1639 e 1647, além de ingleses em 1629, mas os portugueses, sob líderes como João Pereira de Cáceres e Sebastião Lucena de Azevedo, defenderam a posição, consolidando o controle luso-brasileiro na região amazônica.


GILVANDRO TORRES


1/03/2026

GURUPÁ NOSSO LUGAR POR GILVANDRO TORRES


GURUPÁ: O NOSSO LUGAR

 Gurupá, no Pará, é um município histórico na região do Marajó, conhecido como "Porto de Canoas" em origem indígena. A frase "Gurupá nosso lugar" evoca o orgulho local por sua rica herança cultural e identidade amazônica.

História

Fundada em 1623 com o Forte Santo Antônio, Gurupá surgiu após batalhas entre portugueses, holandeses e indígenas tupinambás na margem do rio Amazonas. O local foi elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885, servindo de base para expedições que consolidaram o território português na Amazônia.

​Patrimônio Cultural

O Forte de Santo Antônio destaca-se como principal atração, com escavações arqueológicas revelando ocupações indígenas, europeias e quilombolas. Projetos como o OCA promovem memória coletiva por meio de oficinas e exposições comunitárias.

​Cultura e Tradições

Celebrações como a Festividade de São Benedito e a Dezembrada reúnem fé, música e danças tradicionais, reforçando a identidade de um povo acolhedor e trabalhador. Símbolos municipais, como a bandeira com seringueira e fortaleza, representam florestas, rios e história.

Formação Histórica

O nome Gurupá tem origem indígena, significando "Porto de Canoas", e o povoado surgiu com a construção do forte pelos portugueses após derrotarem os holandeses na área habitada por tupinambás. Elevado a vila em 1639 e a cidade em 1885 pela Lei Provincial nº 1209, o município passou por mudanças administrativas, como a incorporação temporária de Porto de Moz em 1930.

​Geografia e Demografia

Com área de aproximadamente 8.540 km² e população estimada em torno de 32 mil habitantes (dados de 2016), Gurupá apresenta densidade baixa e economia baseada em agricultura, pecuária e extrativismo. Limita-se com municípios como Porto de Moz, Breves e Afuá, integrando unidades de conservação como a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço.

​Importância Cultural

A região foi palco da Cabanagem (1835-1840), revolta que intensificou a miscigenação local entre indígenas, negros e ribeirinhos. Hoje, festas como a de São Benedito preservam tradições, enquanto o forte representa o patrimônio histórico defendido por projetos comunitários. ​Em 1623, Bento Maciel Parente liderou forças portuguesas na conquista do Forte de Tucujus (ou Mariocai), uma fortificação holandesa na região de Gurupá, às margens do rio Amazonas próximo à foz do Xingu. Com cerca de 70 soldados e mil indígenas em canoas, os portugueses atacaram os invasores, que abandonaram a posição após manobras táticas, permitindo a construção do Forte de Santo Antônio no local. 

Os holandeses, da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, ocupavam pontos estratégicos na Amazônia para controlar o comércio de produtos como madeira e indígenas escravizados. A vitória em Gurupá serviu de base para expedições que expulsaram os neerlandeses de áreas como Muturú (Porto de Moz), Baixo Xingu e Tapajós entre 1623 e 1647. 

O forte enfrentou novos assaltos holandeses em 1629, 1639 e 1647, além de ingleses em 1629, mas os portugueses, sob líderes como João Pereira de Cáceres e Sebastião Lucena de Azevedo, defenderam a posição, consolidando o controle luso-brasileiro na região amazônica.


Apresentação Histórica e Geográfica de Gurupá

Gurupá é um município brasileiro no estado do Pará, localizado na Ilha de Marajó, às margens do rio Amazonas, próximo à foz do rio Xingu. Com rica herança colonial e identidade amazônica, destaca-se pelo Forte de Santo Antônio e tradições ribeirinhas.

Localização e Geografia
Posicionado a 1°20'S 51°59'W, Gurupá abrange 8.540 km² com relevo plano de várzea, clima equatorial quente-úmido (média 26°C) e vegetação de manguezais e florestas inundáveis. Limita-se com Porto de Moz, Breves, Melgaço, Afuá e faz fronteira marítima; integra a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço e possui economia de agricultura, pesca e extrativismo.
​História Colonial
O nome "Gurupá" significa "porto de canoas" em tupi, habitado por tupinambás. Em 1623, Bento Maciel Parente conquistou o forte holandês de Tucujús (Mariocai), erguendo o Forte de Santo Antônio, base para expulsões de invasores até 1647. Elevado a vila em 1639 e cidade em 1885, sofreu com a Cabanagem (1835-1840).
Evolução Administrativa
Desmembrado de Bagre em 1911 como distrito de paz, tornou-se município em 1939 pela Lei nº 172. Alterações ocorreram em 1961 (criação de Anapu) e 1988 (Porto de Moz), com população atual em torno de 32 mil habitantes.
Símbolos e Cultura
A bandeira azul e branca simboliza rios, florestas e a fortaleza; o hino exalta São Benedito e o povo trabalhador. Festas como a de São Benedito preservam danças, música e fé católica em comunidades de caboclos e quilombolas.

A gente gurupaense

Os gurupaenses formam um povo miscigenado, descendente de indígenas tupinambás (como os Mariocay), europeus colonizadores, africanos escravizados e quilombolas, moldado por séculos de resistência e adaptação amazônica. Gentílico oficial "gurupaense", destacam-se pela hospitalidade, criatividade cultural e laços com a natureza, vivendo em 33% urbana e 67% rural.
Diversidade surge de ocupações pré-coloniais indígenas, fluxos europeus e presença africana marcante, com quilombos como Jocojó preservando solidariedade e fugas estratégicas contra o escravismo. Herança inclui danças, festas e narrativas de resistência holandesa e cabanagem, promovidas por projetos como OCA que valorizam origens plurais.
População de cerca de 33 mil habitantes depende de extrativismo (açaí, madeira, castanha), pesca (dourada, camarão), agricultura familiar e pecuária, com transformações via sindicatos rurais (STTR) e eleições de líderes comunitários desde 1992. Cultura viva em grupos folclóricos, festivais do Dourado e São Benedito reflete inovação social e econômica.
A constituição identitária do gurupaense a partir de suas composições étnicas

A identidade gurupaense constitui-se por uma miscigenação profunda entre indígenas (tupinambás como Mariocay), europeus (portugueses colonizadores), africanos escravizados (via tráfico transatlântico de Cacheu e Cabo Verde até o século XVIII) e quilombolas remanescentes. Essa composição pluricultural, forjada em resistências como fugas quilombolas e ocupações pré-coloniais, gera uma identidade ribeirinha resiliente, marcada por solidariedade coletiva e adaptação ao ambiente amazônico.​

Contribuições Indígenas e Europeias: 
Pré-contato europeu, grupos indígenas diversificavam o território com práticas agroextrativistas; portugueses, desde 1623, introduziram estruturas militares e econômicas, misturando-se via casamentos e alianças. Essa base euríndia absorveu fluxos judaicos como os Aben-Athar, que influenciaram redes sociais e políticas, enriquecendo a formação identitária local.
Presença Africana e Quilombola: 
Africanos escravizados, dispersos no Marajó oriental, formaram quilombos como Jocojó (século XIX-XX), Alto Ipixuna e Santo Antônio do Ipixuna, via fugas e redes de proteção com fazendeiros. Estratégias como escravidão por dívida pós-abolição e trocas agroextrativistas (farinha por bens) preservaram heranças culturais, visíveis em sincretismos euráfricanos na religiosidade e lutas por terra.
Manifestações Contemporâneas: Hoje, 10 comunidades quilombolas (ex.: Gurupá-Mirim, Flexinha) e projetos como OCA do IPHAN valorizam essa pluralidade via arqueologia colaborativa e memória oral, fortalecendo autoestima e inclusão social em meio a desafios territoriais.

A presença africana em Gurupá chegou principalmente via tráfico transatlântico de escravizados, com cerca de 7.606 indivíduos da África Ocidental (Cacheu, Cabo Verde e Angola) desembarcados no Grão-Pará até o final do século XVIII, muitos dispersos para o Marajó oriental, incluindo a região de Gurupá. Esse fluxo, fomentado pela Coroa portuguesa e companhias pombalinas, supriu demandas de mão de obra para agricultura, pecuária e extração de "drogas do sertão", integrando-se a um comércio triangular local-regional.
Estratégias de Resistência: 
Africanos escravizados formaram quilombos como Jocojó, Alto Ipixuna e Santo Antônio do Ipixuna, usando fugas, redes de solidariedade com fazendeiros e trocas agroextrativistas (farinha por bens) para desafiar o sistema. Pós-abolição, persistiu a "escravidão por dívida", mas comunidades mantiveram autonomia via produção local e relações econômicas com Gurupá.


​Aspectos da cultura gurupaense

A cultura gurupaense reflete uma rica fusão de tradições indígenas, africanas e portuguesas, manifestando-se em festas religiosas, danças e práticas cotidianas ligadas ao rio Amazonas. Elementos como a festividade de São Benedito destacam-se como principal expressão, com música vibrante, danças tradicionais e levantamento do mastro votivo. A Festa de São Benedito, celebrada em dezembro, une fé católica e sincretismos afro-indígenas, atraindo comunidades com procissões, marujadas e apresentações artísticas que reforçam laços sociais. Outros eventos, como aniversários municipais com concursos de poesia e missas, preservam narrativas orais e identidade local.
Patrimônio e Memória
Projetos como OCA (Origens, Cultura e Ambiente) promovem arqueologia colaborativa no Forte de Santo Antônio e sítios quilombolas, valorizando diversidade étnica por meio de oficinas, exposições e história oral. Manifestações incluem grupos folclóricos, festival do Dourado e valorização de heranças plurais.

A Festividade de São Benedito em Gurupá ocorre anualmente em dezembro, iniciando tradicionalmente no dia 8 ou 9 com alvoradas, visitas folclóricas e novenas. 

O ponto alto concentra-se entre 24 e 27 de dezembro, destacando-se a "Dezembrada" nos dias 25, 26 e 27, com música, danças, banho de cerveja e celebrações populares. 

A festa começa com batucadas e cânticos casa a casa das 4h às 6h, seguida de missas, procissões e apresentações de grupos como marujadas. 

Em 2025, estendeu-se até 28 de dezembro, sob o tema "São Benedito, modelo de fé, tradição e resistência popular". ​Padroeiro coadjuvante da cidade, São Benedito (o Mouro) simboliza humildade e milagres, unindo fé católica a sincretismos afro-indígenas em eventos que atraem milhares, reforçando a identidade gurupaense. 

Na festividade de São Benedito em Gurupá, a alvorada marca o início festivo, com foliões percorrendo casas das 4h às 6h do dia 9 de dezembro, tocando tambores, cantando toadas e batucadas para acordar a população em devoção ao padroeiro. 

o vésperal ocorre nos dias finais da Dezembrada, especialmente 26 e 27 de dezembro, com celebrações vespertinas, cortejos, paredões de som e apresentações noturnas que misturam fé e folia ribeirinha. Características da Alvorada onde os Grupos saem em comboios com carro de som ou marujadas, visitando bairros e comunidades para saudar São Benedito, com cânticos tradicionais que evocam milagres e resistência cultural afro-indígena. 

A Irmandade dos Foliões de São Benedito de Gurupá organiza a festividade do padroeiro com hierarquia militar simbólica, inspirada em irmandades católicas coloniais, atuando há mais de um século como guardiões da tradição afro-indígena. 

Coordenada por dois mantenedores (maiores autoridades), sargentos, alferes, mestres-salas e tamboreiros, realiza visitas casa a casa com opas vermelhas, bandeiras e instrumentos como tamborins, raspadores, cacetes e milheiros. 

Desde 9 de dezembro, foliões perpétuos (28 membros fixos, selecionados por domínio de toadas antigas e trajetória) lideram alvoradas (4h-6h), levantamento do mastro às 18h e vesperais da Dezembrada (23-27/12), visitando promesseiros que recebem graças como casa própria, retribuindo com comida e acolhida. Encerram com derrubada do mastro, varrição e cânticos de purificação. Representam resistência quilombola contra apagamentos históricos, ressignificando dor ancestral em fé coletiva, com rituais que unem negros, indígenas e ribeirinhos em devoção a São Benedito, o "Mouro", reforçando identidade gurupaense.

A Irmandade dos Foliões de São Benedito em Gurupá organiza-se em hierarquia militar simbólica, inspirada em irmandades católicas coloniais, com dois mantenedores como maiores autoridades, responsáveis pela coordenação geral das atividades festivas. Seguem-se sargentos, alferes, mestres-salas (que comandam cantos e ritmos), tamboreiros e foliões mirins, totalizando 28 membros perpétuos selecionados por domínio de toadas antigas e devoção. Mantenedores supervisionam alvoradas, levantamento e derrubada do mastro; sargentos e alferes lideram cortejos com bandeiras e opas vermelhas; mestres-salas dirigem grupos em visitas casa a casa, enquanto tamboreiros executam ritmos com tamborins, raspadores e milheiros. De raízes quilombolas afro-indígenas, essa estrutura reforça resistência cultural, atuando como "guarda real" do santo, com rituais que unem fé, memória ancestral e identidade gurupaense há mais de um século.

A CULINARIA DE GURUPÁ

A culinária de Gurupá reflete a identidade amazônica ribeirinha, com pratos baseados em peixes do rio Amazonas, mandioca, frutas regionais e influências indígenas, africanas e portuguesas. Predominam preparos simples, assados em moquém ou cozidos em panelas de barro, consumidos em festas como a de São Benedito e no dia a dia.
Ingredientes Principais
Peixes como dourada, pirarucu, tambaqui e camarão dominam, acompanhados de farinha de mandioca, açaí, tacacá com tucupi e jambu, além de frutas como cupuaçu e bacaba. Farinha e caldos fermentados são essenciais, com temperos de pimenta de cheiro e cheiro-verde.
Pratos Típicos
Tacacá: sopa azeda de tucupi, goma, jambu e camarão seco, servida quente em cuias.
Caldeirada de peixe: tambaqui ou dourada cozidos com tomate, cebola e ervas.

AS ARTES

As artes em Gurupá expressam a rica herança cultural amazônica, com manifestações performáticas, artesanato e projetos de memória coletiva que valorizam origens indígenas, africanas e coloniais.
​Danças e Grupos Folclóricos

Artesãos locais exibem criações em fibras, cerâmica e trançados de buriti em agrofeiras durante aniversários municipais, simbolizando a conexão com rios e florestas. 


DANÇAS

As danças folclóricas de Gurupá têm raízes na miscigenação colonial, com origens ligadas à resistência quilombola e indígena desde o século XVII, evoluindo em irmandades religiosas como a dos Foliões de São Benedito.
Origens Quilombolas
O Gambá de São Benedito, principal dança, surgiu na comunidade quilombola de Gurupá-Mirim por volta do século XIX, como "mão de samba" ou batuque sagrado trazido por africanos escravizados fugidos. Integrado à festividade desde 1957, expressa resistência via ladainhas, toadas e passos que narram a busca do mastro, preservando identidade negra contra apagamentos históricos.





AUTOR: GILVANDRO TORRES




1/01/2026

 Ano novo. Nossa alegria é imensa e nossa fé se sente renovada e reanimada pela luz da presença de Deus por meio de Santa Maria de Guadalupe, nossa Menina do Céu, nossa Morenita, que assumiu em seu rosto esta pele morena na qual estamos todos nós, para nos abraçar com a alegria que só Deus pode dar. Nossa Mãe bendita, que é nossa proteção e nosso refúgio, que é a fonte da nossa alegria, que nos leva no interior de seu manto, isto é, em suas próprias entranhas, no primeiro lar, santuário e imaculado tabernáculo de Jesus. Ela também nos coloca no cruzar de seus braços, em seu coração, ali onde palpita pelo bem de cada um de nós, ali nos mantém onde Ele está, Aquele que tudo pode, onde está o Deus verdadeirissimo por quem se vive. Sim, é ali que cada um de nós está colocado, ali está o nosso coração, ali onde está essa felicidade, essa alegria, no coração humilde e alegre de Maria, que se une ao Coração Sagrado de Jesus.


 Após 25 meses de luta nas montanhas da Sierra Maestra, a tirania de Fulgencio Batista em Cuba foi derrotada militar e politicamente pelos Barbudos, os heróicos guerrilheiros da Sierra Maestra em 1 de janeiro de 1959 e 7 dias depois, o Exército Rebelde entrava na cidade de Havana

Desde então, em Cuba começou-se a construir um mundo novo, sem a exploração do homem pelo homem, sem analfabetismo, sem especulação financeira nem à custa do campo cubano, sem crianças dormindo nas ruas. Hoje recordamos a gesta heróica dos comandantes Fidel Castro, Raúl Castro, Ernesto o Che Guevara, Camilo Cienfuegos, Juan Almeida, Celia Sánchez, Vilma Espin e outros revolucionários cubanos que construíram pela primeira vez o socialismo-comunismo em Cuba e deram o exemplo, não só para o resto do continente, mas também do mundo.

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Beleza amazônica

Mararu

Murupucu, na ilha grande e Gurupá

Mararú

Ilha grande de Gurupá

Rio amazonas

Rio amazonas

Rio mararu em Gurupá

Acaizal em Gurupá

Amazônia

Veja a beleza da Amazônia gurupaense

Desvendando Amazônia gurupaense

Ribeirinhos

12/28/2025

Quem influenciou a Teologia da Libertação

 1. A Bíblia

Ênfase no Êxodo (libertação do povo oprimido)

Mensagem de Jesus voltada aos pobres, excluídos e marginalizados

Ideia de justiça social e amor ao próximo


✝️ 2. O Concílio Vaticano II (1962–1965)

Incentivou a Igreja a se aproximar dos problemas do mundo real

Defendeu maior compromisso social da Igreja

Valorizou o papel dos leigos


🌎 3. A realidade social da América Latina

Pobreza extrema

Desigualdade social

Exploração econômica

Ditaduras militares

Essas situações levaram teólogos a refletirem sobre a fé a partir do sofrimento do povo.


📚 4. Pensamento social e econômico (especialmente o marxismo, de forma crítica)

Análise das estruturas de opressão

Ideia de luta contra a injustiça social

⚠️ Não como doutrina religiosa, mas como ferramenta de análise social.


👤 5. Teólogos e líderes importantes

Gustavo Gutiérrez (Peru) – principal nome da Teologia da Libertação

Leonardo Boff (Brasil)

Jon Sobrino

Dom Hélder Câmara (Brasil)


🏘️ 6. Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)

Grupos de fiéis que liam a Bíblia à luz da realidade social

Fortaleceram a participação popular e a consciência social

Leilão dis búfalos

Procissão São Benedito de Gurupá 2025

FE NAS RUAS DE GURUPÁ

Nas ruas de Gurupá é fé

Procissão DP Glorioso São Benedito de Gurupá

Foliões de São Benedito de Gurupá

Ramada de São Benedito de Gurupá

12/25/2025

Amazônia gurupaense é vida!

Ver o rio em frente ao Guajara, Belém

Várzea na ilha grande de Gurupá

Meia lua

GURUPÁ

GURUPÁ NA CAMINHADA DA FÉ

GURUPÁ

Foliões de São Benedito de Gurupá

Foliões de São Benedito de Gurupá na meia lua

Alvorada dia 24

Em Gurupá

Em frente a cidade de Gurupá

12/23/2025

 REPENSAR: cada produto que você utiliza passa

Por várias produções, matéria-prima, manuseio.

As condições que levam esse produto até você, e

Como será na hora de descartar esse produto?

Então: REPENSE!

RECUSAR: produtos que causam danos ao meio

Ambiente.

REDUZIR: reduza o lixo, por isso controle o

consumo! Evite exageros, use somente o necessário e opte por produtos a favor da natureza como os de refil.

REUTILIZAR: reaproveitar alguns produtos, use sua

criatividade, muitas vezes fazemos coisas incríveis

com o que menos imaginamos!

RECICLAR: Separe o papel, o plástico, o vidro, o

metal e tudo aquilo que for lixo orgânico, ajude a

transformar um lixo velho num produto novo!


Queridos irmãos e irmãs de fé, toda construção de paz e bem! Mais uma vez nos reunimos para refletir sobre o cuidado com a casa comum. Esta cartilha tem como objetivo trazer de forma simples orientações para adoção de práticas sustentáveis, visando a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente para nossas comunidades. Temos grandes desafios a enfrentar, como a destinação correta dos resíduos, preservação da nossa água, solo e ar, cuidar das árvores e dos animais. Para que tudo isso seja possível, é necessário que você também se responsabilize pelo meio que vivemos. A campanha da Fraternidade 2025, nos propõe uma reflexão a respeito da ecologia INTEGRAL. A Palavra de Deus nos anima a contemplar sua beleza ao concluir sua obra criadora. Essa contemplação, no entanto, deve sempre nos recordar que o senhor nos colocou no mundo “ para cultivar e guardar” a criação(Gn 2,12). Esperamos que as comunidades sejam comprometidas com a defesa da casa comum, estimular em nossas casas a prática do consumo sustentável. 

                  

ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE

Áreas de Preservação Permanente são Áreas, cobertas ou não por vegetação nativa, localizadas na zona rural ou urbana, com a função. De preservar os cursos d'água, a paisagem, a Biodiversidade, proteger o solo e assegurar o Bem-estar das populações humanas.

A expressão do papa Francisco sobre a Terra. Ele a chamou, na encíclica Laudato Si, de “a nossa casa comum”. De fato, o planeta sobre o qual nos movemos e no qual construímos a existência é a nossa casa comum. Devemos cuidar como quem cuida daquilo que é mais precioso: os nossos amores todos.

RECICLAGEM

A Reciclagem é um conjunto de técnicas de reaproveitamento de materiais descartados, reintroduzindo-os no nosso dia-a-dia. Confira abaixo como reciclar os resíduos em sua residência: 

SEPARAÇÃO: separe o lixo seco (reciclável) do lixo úmido (orgânico e comum). 

REAPROVEITAMENTO: ao separar o lixo orgânico é possível criar uma composteira e utilizar o adubo para nutrir a terra de uma horta caseira. 

Quando depositado em local inadequado, o lixo traz inúmeros prejuízos para a sociedade, como por exemplo: MORTANDADE DE ANIMAIS: muitos morrem ao ingerir sacos plásticos e outros materiais. Outros são contaminados por resíduos jogados nas margens e nas águas dos rios. INUNDAÇÕES: o lixo jogado nas ruas e estradas entope os bueiros e, quando chove, pode provocar inundações e erosão, devido ao desvio do caminho natural da água. CONTAMINAÇÃO DAS ÁGUAS: o esgoto lançado nas águas sem tratamento provoca a contaminação e torna a água imprópria para o consumo e para a vida dos peixes e outros animais.

QUEIMADAS

Nunca queime lixo de qualquer tipo, inclusive matos, galhos ou folhas caídas, resultantes de limpeza de terrenos, pois a fumaça emitida pela queima, além de contribuir para a elevação da temperatura no planeta, polui o ar com a emissão das cinzas que, com o vento, prejudicando a saúde, principalmente das crianças e idosos, bem como daqueles que possuem problemas respiratórios como asma, bronquite, rinite alérgica e outras doenças. Se você quer se desfazer de lixo ou de folhas que caem no seu terreno, há alternativas limpas e corretas: 

USAR O LIXO ORGÂNICO NA COMPOSTEIRA; 

Se forem em pequenas quantidades, os ramos podem ser quebrados e ensacados junto com as folhas para a coleta de resídos; Se for em grande quantidade, contrate uma caçamba. A educação ambiental é uma das formas mais eficazes de incentivar a população a adotar práticas mais sustentáveis.

POLUIÇÃO AMBIENTAL é o resultado de qualquer tipo de ação ou obra humana capaz de provocar danos ao meio ambiente. Representa a degradação do solo, das águas e do ar, o que compromete a capacidade das próximas gerações de suprir as próprias necessidades. 

Poluição do Solo: ocorre através da contaminação ou poluição dos solos, afetando o ambiente ao seu redor. 

Poluição da Água: ocorre pelo acúmulo de resíduos e poluentes nos cursos de água. Trata-se de um dos mais graves problemas ambientais. 

Poluição atmosférica: poluição por substâncias que degradam a qualidade do ar que respiramos. 

Poluição sonora: é causada pelo excesso ou produção de ruídos e sons em volumes que prejudiquem o bem estar e a saúde. 

Poluição visual: é causada pelo excesso de publicidade, cartazes em geral e outras formas de transformar as paisagens. 

VANTAGENS PARA O MEIO AMBIENTE 

O lixão recebe o lixo doméstico coletado pelos caminhões, são grandes áreas que geram bastante poluição. Isso porque o processo de decomposição do lixo gera uma grande quantidade de gás metano

O metano é um dos gases poluentes da atmosfera responsável pela destruição da camada de ozônio e também contribui para o efeito estufa que aumenta a temperatura da Terra. 

Além disso, o acúmulo do chorume produzido pode contaminar o solo e chegar até os lençóis freáticos, de onde é captada a água para consumo e uso geral. 

Então, a vantagem da COMPOSTAGEM DOMÉSTICA para o meio ambiente é que essa prática reduz a quantidade de lixo que vai para o LIXÃO, dando utilidade para os resíduos que seriam descartados. 

Para reduzir o consumo de plástico, você pode evitar o uso de plásticos descartáveis, comprar a granel, e usar alternativas reutilizáveis.


Evitar plásticos descartáveis. 

Não use canudos de plástico.

Evite copos, pratos, e talheres descartáveis.

Evite embalagens de plástico.

Evite cosméticos com microesferas de plástico.

Comprar a granel.

Compre mais alimentos a granel e menos produtos embalados.

Evite produtos embalados sempre que possível

Usar alternativas reutilizáveis.

Use sacolas reutilizáveis ao fazer compras.

Substitua garrafas plásticas por garrafas de água reutilizáveis.

Troque talheres, copos e pratos de plásticos por utensílios reutilizáveis.

PARA REDUZIR O CONSUMO DE PLÁSTICO, VOCÊ PODE: 

Reduzir o uso de sacolas plásticas.

Usar sacola retornável.

Comprar comida a granel.

Substituir embalagens de plástico por embalagens de vidro ou metal.

Evitar produtos de higiene pessoal com microesferas de plástico.

Substituir garrafas plásticas por garrafas reutilizáveis.

Evitar produtos embalados.

Preferir marcas que usam embalagens sustentáveis.

Escolher produtos com menos embalagens.

Reutilizar objetos de plástico.

O tempo de decomposição do plástico na natureza pode variar de décadas a centenas de anos. O tempo depende do tipo de plástico, das condições ambientais e do tamanho e espessura do material. Tempo de decomposição do plástico: Garrafas de plástico: levam mais de 400 anos para se decompor. Copos descartáveis: levam de 200 a 450 anos para se decompor.

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IMPACTOS DO PLÁSTICO NO MEIO AMBIENTE

O plástico é um dos materiais que mais demoram a se decompor e podem permanecer no ambiente por várias gerações. 

O plástico polui os oceanos, matando animais marinhos que confundem o plástico com comida ou se acidentam ao tocar nele. 

O plástico é feito a partir de petróleo ou gás natural, recursos naturais não-renováveis

 A conscientização ambiental na escola, família e sociedade é importante para a preservação do meio ambiente e para a qualidade de vida das pessoas. 

ESCOLA 

Desenvolver atividades na natureza, como plantar árvores ou construir uma horta.

Participar de tarefas de limpeza, como recolher lixo ou limpar rios.

Separar resíduos na sala de aula.

Debater sobre problemas ambientais.

Reduzir o consumo de energia.

Reutilizar papel.


Família: Incentivar a separação de resíduos, Incentivar a reutilização de produtos, Incentivar a redução do consumo, Incentivar a escolha de produtos que geram menos resíduos. 


SOCIEDADE 

Denunciar crimes ambientais, participar de campanhas de conscientização ambiental, optar por produtos que utilizam materiais recicláveis e optar por produtos que geram menos resíduos.

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COMO PROMOVER A CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL NA COMUNIDADE ESCOLAR?

1- Implementar programas de reciclagem e redução de resíduos. 

2- Integrar a sustentabilidade no currículo.

3- Promover atividades e projetos ambientais.

4- Adotar práticas sustentáveis na infraestrutura escolar.

5- Fomentar parcerias com a comunidade.

Assim, inserir a EDUCAÇÃO AMBIENTAL nas escolas é capacitar estudantes com pensamento crítico para que saibam se posicionar sobre as questões que envolvem a relação com o meio ambiente e que, certamente, impactarão as COMUNIDADES a longo prazo.

CALENDÁRIO AMBIENTAL ANUAL


O Dia Nacional da Educação Ambiental é celebrado em 3 de junho e busca lembrar o quanto são necessárias políticas e práticas educativas socioambientais para construir uma sociedade sustentável. A data foi definida por meio da Lei 12.633/2012. 

Outra data importante é o Dia do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de julho. A data foi escolhida em 1972, pela Assembleia Geral da ONU, em  homenagem ao dia da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano. 


LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BÁSICA QUE VOCÊ E TODOS DEVEM CONHECER.

Em 1988, a Constituição Federal estabeleceu oficialmente em seu Artigo 225 as diretrizes sobre meio ambiente e sobre Educação Ambiental, que transcrevemos para você saber direitinho sobre seus direitos e deveres:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público: I – Preservar e restaurar os processos ecológicos; essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; II - Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; III - Definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; IV - Exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; V - Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; 


GILVANDRO TORRES


 A IMPORTÂNCIA DO CONSELHO TUTELAR PARA A SOCIEDADE!

   Chega a suas mãos uma cartilha muito importante. Sabe por quê? 

Ele fala dos direitos das crianças e dos adolescentes. É o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Um Estatuto é um conjunto de regras neste estatuto, são os seus direitos, para exigir que eles sejam cumpridos e cada um tem também deveres a cumprir, e as crianças e os adolescentes não ficam de fora. A prioridade das crianças e os adolescentes estão sempre em primeiro lugar. 

E a família, a sociedade e o Estado têm o dever de garantir o seu bem-estar. Chamando a responsabilidade para todos.  

A Constituição Federal de 1988 garantiu vários direitos aos cidadãos, inclusive às crianças e ficou decidido que, desde o início da vida, quando ainda estão na barriga das mamães, as crianças merecem um carinho especial e devem ser cuidados e protegidos pela família, pela sociedade e pelo Estado.   

Agora vamos juntos entender e conhecer sobre essa Lei Federal n. 8.069 de 13 de julho de 1990 e mais conhecida como ECA, às atribuições e a importância do Conselho Tutelar nas comunidades.

O autor

Gilvandro dos Santos Torres

  Qual a importância do Conselho Tutelar para a sociedade.

Integrante do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGD), o Conselho Tutelar é um órgão público municipal que tem como missão representar a sociedade na proteção e na garantia dos direitos de crianças e adolescentes, contra qualquer ação ou omissão do Estado ou dos responsáveis legais.

  O que são os conselhos tutelares?

De acordo com o artigo 131 da lei nº 8.069 / 1990, o Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, envolvido pela sociedade de direito com a competência de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, aplicado por lei.

O Conselheiro tem funções importantes, como prestar atendimento a crianças, adolescentes, pais e responsáveis, requisitar serviços públicos em todas as áreas, além de encaminhar casos ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, quando necessário.


  O que é o Conselho Tutelar e qual seu papel?

Com atribuições previstas no artigo 136 do ECA, o conselheiro tutelar atende crianças e adolescentes diante de situações de violação de direitos. Também é papel do conselheiro atender e aconselhar os pais ou responsáveis dessas crianças e adolescentes. A partir do atendimento, o profissional aplica medidas de proteção. O Conselho Tutelar deve ser acionado sempre que se perceba abuso ou situações de risco contra a criança ou o adolescente, como por exemplo, em casos de violência física ou emocional.


  A responsabilidade é de todos pela efetivação dos direitos da criança e do adolescente.

Art. 4º : É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.


  Em 1990 a República Federativa do Brasil assina a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança

  Em 1993 é Criada a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente.

  A Lei nº 10.097 proíbe qualquer trabalho os menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos. 

  A Lei 9.970 institui o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. 

  Em 2003 é criado os Canais de Denúncias e de Proteção: Disque 100 ou Disque Direitos Humanos é assumido pelo Governo Federal como um canal de denúncias de violações de direitos contra crianças e adolescentes. 

  Em 2012 através da Lei nº 12.594 institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo que regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas a adolescente que pratique ato infracional. 

  Em 2014 promulgado a Lei “Menino Bernardo” que condena violência moral e física na educação, em homenagem ao menino Bernardo Boldrini, morto no Rio Grande do Sul com uma injeção letal. 



DIREITO À VIDA E À SAÚDE: Toda a criança e adolescente tem direito à vida e à saúde. Os cuidados começam bem cedo e continuam até a adolescência. O acompanhamento médico da mãe durante toda a gravidez é essencial. Após o nascimento, ele precisa ser feito na fase de bebê, criança e adolescente.


DIREITO À lBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE: São direitos de toda a criança e adolescente. Ter opinião é importante. Respeite e converse. É indispensável impor limites, mas com carinho e paciência. Nunca sendo violento. Tudo tem a sua hora. Disciplina é essencial na vida de todos.


DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA: Toda criança e adolescente tem direito a convivência saudável com sua família, vizinhos e comunidade. 

O Estatuto da criança e do adolescente é a Lei que cria condições de proteção para os direitos da criança e do adolescente, que estão definidos no artigo 227 da Constituição Federal, aplicando as medidas e expedindo encaminhamentos para o Juiz.  

  Conselho Tutelar NATUREZA JURÍDICA (Artigo 131) Permanente, Autônomo.  Não Jurisdicional• Encarregado pela sociedade de ZELAR pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente• Órgão Colegiado.

  O QUE SIGNIFICA SER PERMANENTE, AUTÔNOMO E NÃO JURISDICIONAL?

Porque não pertence ao Poder Judiciário e não exerce suas funções é vinculado ao Poder Executivo Municipal, mais é um órgão autônomo.

  O CONSELHO TUTELAR COMO ÓRGÃO ENCARREGADO PELA SOCIEDADE

 Ser encarregado pela sociedade traduz a iniciativa da comunidade local, em escolher alguém, com alguns requisitos e qualidades, para ser o executor das atribuições constitucionais e legais no âmbito da proteção integral à criança e ao adolescente.


  O Conselho Tutelar, não foi criado para substituir a FAMÍLIA, a SOCIEDADE ou o ESTADO. Não é atribuição sua atender direitos que não foram atendidos por quem devia atender. Isto significa zelar para que a FAMÍLIA, A comunidade, a SOCIEDADE em geral e o Estado – que têm obrigação de respeitar e cumprir a efetivação dos direitos previstos no ECA de fato respeitem e cumpram. 


A garantia da prioridade absoluta compreende, entre outras coisas, a preferência na formulação e na execução das políticas públicas e a destinação de recursos públicos relacionados à infância e a juventude, neste processo envolve mais o Conselho de Direitos do que o Conselho Tutelar com a experiência que o Conselheiro adquire a partir do conhecimento da carência de serviços públicos, acaba desenvolvendo a capacidade para assessorar o Executivo e até mesmo o CMDCA e o legislativo no sentido da destinação dos recursos necessários a organização dos programas de atendimento.

  A nova edição do Estatuto foi anunciada como um “novo ECA”, e traz três principais mudanças:

A instituição da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, na lei nº 13.798, de 3 de janeiro de 2019; Será realizada anualmente na semana que incluir o dia 1º de fevereiro, e tem como finalidade a divulgação de informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência. Essas ações ficarão a cargo do poder público em conjunto com organizações da sociedade civil, e serão dirigidas prioritariamente ao público adolescente.

O ECA é um marco regulatório, nele determinado que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar aos jovens o direito a saúde, educação, cultura, lazer, entre outros direitos.


  A mudança na idade mínima para que uma criança ou adolescente possa viajar sem os pais ou responsáveis e sem autorização judicial, passando de 12 para 16 anos – na mesma lei nº  ; A lei proíbe que crianças ou adolescentes menores de 16 anos possam viajar para fora da comarca onde reside desacompanhados dos pais ou dos responsáveis sem expressa autorização em voos nacionais. É desnecessária a autorização quando: tratar-se de comarca contígua à da residência da criança ou do adolescente menor de 16 (dezesseis) anos, se na mesma unidade da Federação, ou incluída na mesma região metropolitana; a criança ou o adolescente menor de 16 (dezesseis) anos estiver acompanhado de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado documentalmente o parentesco; ou de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável. 

A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, conceder autorização válida por dois anos. Se a viagem for para o exterior, não é necessário a autorização, caso a criança ou adolescente estiver acompanhado de ambos os pais ou responsáveis; ou viajar na companhia de um dos pais, autorizado expressamente pelo outro através de documento com firma reconhecida.


Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas e de estabelecimentos congêneres assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas.

A publicação foi realizada no dia 05 de junho. O artigo foi incluído pela lei Nº 13.840 de 2019 e alterou a Lei Nº 11.343 de 23 de agosto de 2006, para tratar do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre drogas, definir as condições de atenção aos usuários ou dependentes de drogas e tratar do financiamento das políticas sobre drogas e dá outras providências.

V – acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica.

Para o Estado brasileiro “criança” é uma pessoa de até 12 anos incompletos e “adolescente” de 12 a 18 anos. Excepcionalmente, nos casos previstos em lei, o ECA pode ser aplicado às pessoas de entre 18 e 21 anos. Com a criação do ECA, as crianças e os adolescentes começam a adquirir direitos e deveres garantidos por lei e reconhecidos.


O ECA também constituiu e definiu os poderes do CONSELHO TUTELAR, sendo este um grupo de especialistas que trabalham em prol da proteção das crianças e dos adolescentes, é responsável por garantir e assegurar o bem-estar desse grupo, por meio da efetivação de seus direitos e deveres: 

I- Atender e aconselhar crianças e adolescentes;

II - atender e aconselhar os pais e responsáveis na tutela ou guarda de seus filhos;

III - Informar os direitos e deveres (limites) da criança e adolescente;

IV - Ouvir queixas e reclamações dos direitos e deveres ameaçados e/ou violados;

V - Requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, providencia, trabalho e segurança;

VI - Garantir e fiscalizar os direitos e deveres da criança e do adolescente;

VII - Participar de ações que combata a violência, a discriminação no ambiente escolar, familiar e comunitário.

O conselho é composto de 5 membros, os quais são eleitos pela comunidade.


O Conselho Tutelar não é um órgão de execução. 

Para cumprir suas decisões e garantir a eficácia das medidas que aplica, utiliza-se das várias entidades governamentais e não-governamentais que prestam serviços de atendimento à criança, ao adolescente, às famílias e à comunidade em geral.

Para promover a execução de suas decisões, o Conselho pode, de acordo com o ECA, art. 136, III, fazer o seguinte:


Requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança.

Representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações.


Descumprir, sem justa causa, as deliberações do Conselho é crime previsto no art. 236 do ECA.  Diante do descumprimento injustificado de suas deliberações por órgão governamental ou não governamental, o Conselho encaminhará representação à autoridade judiciária, esclarecendo o prejuízo ou o risco que essa omissão traz para crianças, adolescentes e suas famílias. Se o juiz considerar a representação do Conselho procedente, o caso vai para o Ministério Público, que determina a apuração de responsabilidade criminal do funcionário ou agente público que descumpriu a deliberação.

O Conselho Tutelar começa a agir sempre que os direitos de crianças e adolescentes forem ameaçados ou violados pela própria sociedade, pelo Estado, pelos pais, responsável ou em razão de sua própria conduta.

Na maioria dos casos, o Conselho Tutelar vai ser provocado, chamado a agir, por meio de uma denúncia.

A perspectiva da ação do Conselho, compartilhada com a sociedade e o poder público, será sempre a de corrigir os desvios dos que, devendo prestar certo serviço ou cumprir certa obrigação, não o fazem por despreparo, desleixo, desatenção, falta ou omissão.

A denúncia é o relato ao Conselho Tutelar de fatos que configurem ameaça ou violação de direitos de crianças e adolescentes e poderá ser feita das seguintes formas: por escrito; por telefone; pessoalmente; ou de alguma outra forma possível.

Não há necessidade de identificação do denunciante, que poderá permanecer anônimo. No entanto, para que a denúncia tenha consistência e consequência, é importante que dela constem: qual a ameaça ou violação de direitos denunciada; • nome da criança ou adolescente vítima de ameaça ou violação de direitos; o endereço ou local da ameaça ou violação de direitos; ou, pelo menos, alguma referência que permita a apuração da denúncia.

GILVANDRO TORRES

 Jesus Cristo, morrendo, apagou nossa condenação com seu sangue para que assim recuperássemos a esperança do perdão e da salvação eterna.

                                                                    Santo Afonso Maria de Ligório


As Comunidades Eclesiais de Base são comunidades ligadas à Igreja Católica com o intuito de promover a vocação e missão, formação e espiritualidade, organização e atuação do laicato, particularmente da juventude, na igreja e no mundo.


 COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE (CEBS) são grupos de fiéis que se reúnem em nível local para viver sua fé de forma comunitária e engajada. As CEBs surgiram na década de 1960, como uma resposta às necessidades pastorais e sociais das pessoas nas áreas rurais e urbanas mais marginalizadas.

As CEBs têm como objetivo principal promover a participação ativa dos fiéis leigos na vida da Igreja e na transformação da sociedade. 

Elas enfatizam a importância da partilha da Palavra de Deus, da oração, da solidariedade e da ação social como expressões da vivência do Evangelho no contexto concreto em que vivem.

Algumas características comuns das CEBs incluem:

1. Participação ativa dos fiéis leigos: As CEBs buscam a valorização e a participação plena dos leigos na vida da Igreja, incentivando-os a assumir responsabilidades pastorais e a compartilhar seus dons e talentos.

2. Encontro com a Palavra de Deus: A leitura e reflexão da Bíblia são fundamentais nas CEBs, sendo consideradas fonte de inspiração e orientação para a vida dos membros da comunidade.

3. Celebrações litúrgicas e sacramentais: As CEBs celebram a Eucaristia, os sacramentos e outras formas de oração comunitária, adaptando-as às necessidades e realidades locais.

4. Ação social e engajamento comunitário: As CEBs se preocupam com as questões sociais e trabalham em prol da justiça, da solidariedade e da transformação das realidades de injustiça e exclusão.

5. Formação e educação: As CEBs valorizam a formação dos seus membros, oferecendo momentos de estudo, reflexão e capacitação em temas relevantes para a vida da comunidade e da sociedade.

6. Liderança compartilhada: As CEBs promovem a participação de todos os membros na tomada de decisões e no exercício da liderança, evitando concentrações excessivas de poder e incentivando a colaboração e o serviço mútuo.

AUTOR: GILVANDRO TORRES