Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
1/14/2025
Proteja, Senhor, os explorados. E que nenhum sangue seja derramado, nunca mais.
A nomeação de uma mulher para chefiar um dicastério decorre da reforma da Cúria Romana feita pelo papa Francisco por meio da constituição apostólica Praedicate Evangelium, de 2022.
Jesus viveu e pregou na Palestina, berço de civilizações antigas, habitada por árabes (muçulmanos e cristãos) antes da colonização sionista em 1948, que instaurou o apartheid israelense.
1/04/2025
Gurupá é um dos 144 municípios do estado do Pará, na região Norte do país. O município possui 34.127 habitantes, 32,97% localizados em área urbana e 67,03% em área rural. Sua área é de 8.570,33 km² e a densidade populacional é de 3,98 hab/km², enquanto o estado tem, em média 7,05 hab/km². ” (Dados do IBGE 2021).
Que Igreja de Xingu Altamira Queremos ser durante os próximos cinco anos?
Que Igreja de Xingu-Altamira
Queremos ser durante os próximos cinco anos?
VER
A REALIDADE SOCIAL E ECLESIAL.
Dentro
do contexto eclesial da Diocese de Xingu- Altamira, aprofundar os documentos da
Igreja com formação continuada e permanente para os leigos(as) trabalhando a
conscientização da população em relação as Leis existentes, implantação nas
comunidades a nível Diocesano, trazendo para este novo caminhar concluindo
assim a união das pastorais como PASTORAL SOCIAL a nível Diocesano. Retomar o método do VER, ILUMINAR, AGIR e
CELEBRAR.
Em
parceria com a Escola de Fé e Cidadania Ir. Doroty
Stang com implantação de núcleos em todas as Paróquias da Diocese
mantendo amplo dialogo com os Párocos e respeitando a hierarquia da Diocese.
Rever
a identidade das Cebs com as diferentes realidades sociais( rural e urbana),
promover um amplo dialogo de reflexão sobre os avanços dos grandes empreendimentos
na região, estar com olhar critico e preparado para a COP 30 que acontecera em
2025.
Trazer
para o debate as questões sociais, incluir ações concretas referentes as
questões ambientais da região. Elaborando um documento norteador.
GRITO:
O
modelo de desenvolvimento implantado na AMAZÔNIA LEGAL [1]não corresponde com a vida
e a realidade dos povos originários, comunidades tradicionais, agricultores
familiares, pescadores e trabalhadores urbano, é realidade o ECOCÍDIO[2] nestas realidade do
contexto social a implantação da pastoral social nível Diocesano e a formação
dos núcleos da Escola de Fé e Cidadania Ir. Doroty Stang nas paróquias,
respeitando a Hierarquia Eclesial.
Em
parte as comunidades devem retomar através do processo de RENOVAÇÃO DAS
COMUNIDADES que são as Coordenações eleitas ou escolhidas sucessivamente e
evitar dentro das comunidades o apego ao poder( comunitário) o que gera: INDIVIDUALISMO,
ROMPIMENTO DE DIALOGO, CORRUPÇÃO, e transforma a comunidade em uma COMUNIDADE
ADOECIDA.[3]
Neste
compromisso fortalecer os círculos bíblicos, grupos de reflexões através das
novenas comunitárias, inclusão das pessoas nos serviços pastorais, são amplos
desafios e incertezas, mais também propor um debate sobre as questões acima
citado.
Desafios
para uma Pastoral Libertadora é manter fiel a Jesus Cristo e seu projeto: DIGNIDADE
E A LIBERDADE DA PESSOA HUMANA E DA FAMÍLIA.
Precisando
priorizar o fortalecimento das Cebs, na vivência da fé e na presença junto aos
quilombos, ribeirinhos, pescadores artesanais, agricultores e povos
originários com parceiros:
Ø Criação
ou fortalecimento das CPT, Pastoral Afro Indígena e Pastoral dos Pescadores.
Ø Criação
da Pastoral da Saúde com práticas sustentáveis e intercâmbio intercultural de
saberes e conhecimento tradicional.
Ø Defender
Direitos Humanos com opção aos pobres; dar continuidade da Sinodalidade[4] e processos
participativos. Com denúncias de violações de Direito e a destruição
extrativista pelos megaprojetos de infraestrutura( ferrovia, hidrovia e
hidrelétricas).
Ø Evitar
a extrema direita católica e ala reacionarista vem crescendo na CNBB.
Ø Apoiar
e acompanhar a Pastoral da Juventude numa dinâmica de evangelização, retomando
processos de Educação Popular fomentando uma rede de articulação nas pastorais
já existente e conselhos municipais. A longo prazo entender e conhecer o Estatuto
da Juventude[5]
Ø A
criação ou implantação da PASTORAL DA
PESSOA IDOSA é um AGIR de extrema
importância dentro deste questionamento. Criar parcerias com o CRAS- Centro de
referência da Assistência Social para desenvolver projetos sociais educativos,
encaminhando Idosos(as) que não consegue comprovar renda para solicitar a
concessão de Benefício- BPC. Buscar parceria com as Caritas com projetos de
horta comunitária, incentivando alimentação saudável aos Idosos(as); e projetos
educacionais com inserção ao EJA nas escolas locais.
Ø A a longo prazo rever as leis orgânicas de
cada município com ampliação e inserção de politicas públicas que valorizem as
pessoas Idosas, conhecendo seus Direitos adquiridos em constituição Federal no Estatuto
da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741, de 1 de Outubro de 2003), [6]é uma lei destinada a
regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60
(sessenta) anos.
Ø Sem
esquecer que tais políticas públicas são trabalhos feitos visando este novo
caminhar da esperança.
Referencias:
48ª dia mundial da Comunicação em 2018- Papa Francisco dizia que “ A internet
pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre
todos”.
Ø Curto
prazo: com implantação do Site oficial e mecanismo de chegar a
todas as paróquias mensagens e ações pastorais diocesanas. Parcerias com as
rádios comunitárias e online.
Ø Médio
prazo: parcerias para programa em rede televisiva com mensagens
diocesanas( ex: momento de fé com o Bispo).
Ø Longo
prazo: implantar semente da esperança na 1º Assembleia Diocesana
do Povo de Deus para adquirir mecanismo de transmissão de rádio ou TV de
propriedade diocesana.
Ausência
de políticas públicas e falta de engajamento do LAICATO [7]nos conselho de
participação social e nas esferas políticas, sendo uma grande questionamento
compreender a missão de ser “IGREJA EM SAÍDA[8]”. Neste sentido ir de
encontro com Jesus no rosto sofredor dos pobres. Trabalhar pelos 4 T(
TERRA, TETO, TRABALHO E TERRITÓRIOS).
“Queremos
uma mudança nas nossas vidas, nos nossos bairros, no vilarejo, na nossa
realidade mais próxima; mas uma mudança que toque também o mundo inteiro,
porque hoje a interdependência global requer respostas globais para os
problemas locais. A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce
entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença”.
Papa Francisco- II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, ocorrido em
Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, de 7 a 9 de julho.
A
importância dos leigos(as), batizados, mas não ordenados, mais tem um chamado
próprio e específico no anúncio do reino de Deus dentro de suas próprias
comunidades.
A
Sinodalidade expressa a natureza da Igreja, a sua forma, o seu estilo, a sua
missão”, afirmou o pontífice em 2021. Como resposta a está Igreja Missionária
no sentido de caminhar juntos na escuta e no dialogo, proporcionando novas
perspectivas de convivência ecumênica e inter- religiosa.
Nestas
palavras o Papa Francisco expressa que
nos aproximarmos de Deus, estudar a Palavra e fortalecer nossa fé, são passos
importantes para viver em comunhão na Igreja, buscando sempre ser cada vez
melhor.
O
esperançar é caminhar numa Igreja de Xingu- Altamira como objetivo ser:
Ø Uma
Igreja Missionária capaz de anunciar a alegria do Evangelho, respeitando as
culturas, que lute pela Dignidade e Direitos dos pobres. De modo que sua voz
seja ouvida.
Autor texto: GILVANDRO TORRES
[1]
A Amazônia Legal é uma área que corresponde a 59% do território brasileiro e
engloba a totalidade de oito estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará,
Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Estado do Maranhão (a oeste do
meridiano de 44ºW), perfazendo 5,0 milhões de km². Nela residem 56% da
população indígena brasileira. O conceito de Amazônia Legal foi instituído em
1953 e seus limites territoriais decorrem da necessidade de planejar o
desenvolvimento econômico da região e, por isso, não se resumem ao ecossistema
de selva úmida, que ocupa 49% do território nacional e se estende também pelo
território de oito países vizinhos. Os limites da Amazônia Legal foram
alterados várias vezes em conseqüência de mudanças na divisão política do país.
O Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado em maio deste ano pelo governo
federal, considera integralmente o Estado do Maranhão como parte da Amazônia
Brasileira.
[2]
Ecocídio é uma expressão que pode ser usada para fazer referência a qualquer
destruição em larga escala do meio ambiente ou à sobre-exploração de recursos
não-renováveis. O termo foi também usado em relação aos danos ambientais
devidos à guerra, como por exemplo o uso de desfolhantes na Guerra do Vietnam
[4] De acordo
com seu sentido etimológico, o termo grego “sínodo” significa “caminhar juntos”. A
sinodalidade expressa a participação e a
comunhão em vista da missão. A unidade, a variedade e a
universalidade do Povo de Deus se manifestam no caminho sinodal.
[5] O Estatuto da Juventude no Brasil, é
a denominação conferida à lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. Esta Lei
institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os
princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema
Nacional de Juventude.
[6] Dispõe
sobre o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às
pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
[7]
Leigos, em sua origem, referia-se ao povo que, segundo determinada elite
religiosa, não possuía os conhecimentos necessários para determinadas funções
dentro da organização religiosa, fazendo parte, portanto, de uma hierarquia.
[8]
Trata-se de uma nova maneira de pensar a realidade pastoral da Igreja de forma
descentralizada e missionária, não nos moldes da época da cristandade, mas
saindo em busca das periferias humanas que precisam do evangelho.
PROPOSTA
DE PLANO DE TRABALHO NAS CEBS
OBJETIVO
DO PLANO DE TRABALHO AÇÃO PASTORAL
·
Evangelizar as pessoas e as comunidades,
anunciando e testemunhando a alegria do Evangelho, por meio da formação de
discípulos (as) missionários (as) de Jesus Cristo para uma significativa
experiência de vida em comunidades eclesiais missionárias, comprometidas com a
vivência dos valores do Reino de Deus, à luz da opção preferencial pelos
pobres.
·
EVANGELIZAR, pelo
anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo,
em comunidades eclesiais de Base, à luz da evangélica opção preferencial pelos
pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à
plenitude.
METODOLOGIA:
VER A REALIDADE COM ATENÇÃO E CUIDADO:
• Mudança de época
• Época de muitos embates (econômicos, culturais, políticos
e religiosos)
• Época de contradição:
• Esperança x Medo
• Globalização x Nacionalismos
• Pandemia x Negacionismo
• Pobreza x Riqueza
• Ciência x Opinião
• Verdade x Pós-verdade
VER
A REALIDADE COM OS OLHOS DA FÉ, DA ESPERANÇA E
DA
CARIDADE:
• Deus está presente neste mundo.
• Deus não é indiferente à realidade do mundo.
• Igreja, Povo de Deus: - é chamada e convocada a anunciar
o
Evangelho não é indiferente à realidade atual; - propõe
Jesus
Cristo como caminho, verdade e vida; - é a casa de portas
abertas “em saída”; - é a casa da Palavra, do Pão, da
Caridade
e da Missão.
PALAVRA
DE DEUS
• Identidade da Palavra.
• Centralidade da Palavra na vida das comunidades.
• Intimidade entre Palavra de Deus e Iniciação à Vida
Cristã.
• Manifestação do amor de Deus.
• Revelação da presença de Deus na vida do Povo.
• Palavra de Deus é alicerce sólido para construção da vida.
• Apelo à conversão contínua.
OPÇÃO
PREFERENCIAL PELOS POBRES
• Opção preferencial pelos pobres é questão essencial da
vida de fé
Cristã: Ela não é uma invenção da Igreja.
• Trata-se da compreensão radical da proposta de Deus à
humanidade.
• Opção pelos pobres conecta o discipulado e a
missionariedade.
• Opção pelo pobre é fidelidade ao Evangelho.
• Os pobres são os destinatários privilegiados do Evangelho.
CASA
COMUM
• Desafio ambiental não está distante da ação
evangelizadora da Igreja
• Crise ecológica impõe-se à humanidade de forma irrenunciável.
• Crise ecológica tem sua raiz na crise antropológica.
• Emergência da busca do desenvolvimento humano integral e
a inclusão social.
• Trata-se de cuidar da casa comum que é de todos.
• Ecologia integral envolve a vida cotidiana, a economia, a
cultura, a política e a religião, trata-se de superar o crescimento focado no
lucro e na exclusão para o desenvolvimento sustentável do todo.
• Passagem do bem-estar de uma parte da população para o
bem viver de todos.
O
Plano de trabalho, busca ser um “instrumento” de comunhão no conjunto das
muitas ações existentes e também nas proposições novas, não obstante o momento
seja difícil, e, devido à pandemia, dramático, o Plano de Pastoral busca
conjugar as ações e dar-lhes comunhão e unidade.
A Igreja é chamada a ativar em sinergia sinodal os ministérios e os
carismas
a Sinodalidade exprime o ser sujeito de toda a Igreja e de todos (as) na Igreja.
Dinamismo,
sensibilidade, corresponsabilidade, sentido de pertença, senso de comunhão, missionariedade...
Amor à
Igreja!
PRIORIDADES DE AÇÕES: PROBLEMÁTICA
1-consumo
e excesso de bebida alcóolica: realizar roda de conversa nas comunidades,
2-
segurança pública: promover audiência pública, agendar com órgãos competentes e
mobilizar as comunidades através das pastorais e dos programas católicos da
rádio comunitária.
3-combater
a pesca no período seguro defeso: cobrar os órgãos competentes, e distribuir a
portaria nas comunidades- mobilizar a sociedade civil organizada- cjp e z-49.
4-
valorização dos produtos da região: incentivo da produção familiar, promover
debates nas cebs mobilizar as comunidades- cjp e sttr.
5-
educação: fiscalizar, buscar informações- membros cme, fundeb e cjp participar
das conferências, audiências, visitar as escolas e propor dialogo entre as
instituições.
PROBLEMAS LOCAIS:
• Êxodo
rural: proposta analisar, buscar informações e acompanhar, os fatos que vem
fazendo com que as famílias deixem suas comunidades e vem para cidade: falta de
condições para viver na terra; vendas de terras; ocupação urbana:
PROBLEMAS:
A
saída desordenada da população do meio urbano, ocasionando inchaço populacional
nas cidades, com isso nasce as periferias locais, gera exclusão e pobreza, com
a violência na cidade.
PROBLEMÁTICAS
GRAVES: Trânsito, desrespeito e violência no transito,
conscientização das comunidades e das pessoas, ampliar a fiscalização. Poluição
sonora; praças e ocupações; calçadas públicas; hidroviária( desordem); TFD-
situações desumanas; • abandono cemitérios; esclarecimentos sobre iluminação
pública.
CAMINHOS:
Debater
a respeito da crise social, da crise do sistema de trabalho e da crise
ecológica, fazendo um levantamento de situações contrária a ética.
COMO
FAZER: Nos Encontros das comunidades, fazer as analises da realidade(
roda de conversa).
As CEBs têm como objetivo principal
promover a participação ativa dos fiéis leigos na vida da Igreja e na
transformação da sociedade.
Elas
enfatizam a importância da partilha da Palavra de Deus, da oração, da
solidariedade e da ação social como expressões da vivência do Evangelho no
contexto concreto em que vivem.
Algumas
características comuns das CEBs incluem:
1.
Participação ativa dos fiéis leigos: As CEBs buscam a valorização e a participação
plena dos leigos na vida da Igreja, incentivando-os a assumir responsabilidades
pastorais e a compartilhar seus dons e talentos.
2.
Encontro com a Palavra de Deus: A leitura e reflexão da Bíblia são fundamentais
nas CEBs, sendo consideradas fonte de inspiração e orientação para a vida dos
membros da comunidade.
3.
Celebrações litúrgicas e sacramentais: As CEBs celebram a Eucaristia, os
sacramentos e outras formas de oração comunitária, adaptando-as às necessidades
e realidades locais.
4.
Ação social e engajamento comunitário: As CEBs se preocupam com as questões
sociais e trabalham em prol da justiça, da solidariedade e da transformação das
realidades de injustiça e exclusão.
5.
Formação e educação: As CEBs valorizam a formação dos seus membros, oferecendo
momentos de estudo, reflexão e capacitação em temas relevantes para a vida da
comunidade e da sociedade.
6.
Liderança compartilhada: As CEBs promovem a participação de todos os membros na
tomada de decisões e no exercício da liderança, evitando concentrações
excessivas de poder e incentivando a colaboração e o serviço mútuo.
AUTOR:
GILVANDRO


































