1/25/2026

UM POUCO DE HISTORIA COM GILVANDRO TORRES

 

Pe. Giulio Luppi (déc. 1980) Defensor da Teologia da Libertação, organizou 88 Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na zona rural, dividiu a paróquia em 11 setores, promovendo formação política contra latifundiários e aviamento.

Edgar Pantoja Escritor, poeta e ativista; organizou trabalhadores contra controle oligárquico de terras, inspirou eleições democráticas e transformações sociais via CEBs e STR.

Manoel Francisco Evangelista de Matos Presidente do STTR, continuou reformas agrárias inspiradas no Acre, liderou acampamentos por autonomia sindical e direitos rurais.

Moacir Gonçalves Alho (1992) Primeiro prefeito trabalhador rural eleito democraticamente pelo PT, com apoio de CEBs e STR, avançou assistência técnica e alfabetização.


O coronelismo em Gurupá manifestou-se pelo controle de cerca de dez famílias oligárquicas sobre eleições e economia local, via sistema de aviamento e voto de cabresto, até os anos 1980. Isso perpetuou desigualdades, com posseiros endividados entregando produção aos "patrões" e votando conforme ordens para manter favores e evitar violência.


Controle Político

Coronéis locais manipulavam votos em eleições municipais, garantindo aliados em prefeituras e câmaras, alinhados à "política dos governadores" para apoio estadual em troca de lealdade federal. Famílias latifundiárias cobravam "taxa de uso do solo" (5%) e monopolizavam comércio, usando jagunços para reprimir opositores e manter clientelismo. A governança local ficou concentrada nessas oligarquias, atrasando reformas agrárias e serviços públicos, com terras declaradas em cartórios superando o tamanho do município. Mudanças ocorreram nos anos 1980 via CEBs, STTR e eleições democráticas em 1986 e 1992, enfraquecendo o coronelismo com conscientização e títulos de propriedade para ribeirinhos.

402 anos de Gurupá, tradição e riqueza!!! POR GILVANDRO TORRES

 402 anos de Gurupá, tradição e riqueza!!!

 Um dos lugares mais antigos do arquipélago do Marajó e região do Xingu,  quatro séculos encanta nativos e estrangeiros, moradores e turistas, seja pela beleza natural, seja pela riqueza histórica e patrimonial. 

Quem conhece, nunca mais esquece, seja quem nasceu aqui ou quem chegou depois. 

A riqueza que vem da floresta, das palmeiras de açaí, das gigantes castanheiras, das dezenas de rios e furos, das várias espécies de peixes, do maior rio caudaloso do mundo. 

A cultura revelada através dos séculos, na história do seu povo, na imigração que até hoje não para.

 Conhecendo mais Gurupá - A colonização da região remete às disputas territoriais durante as Grandes Navegações portuguesas. Segundo o historiador Dércio Gusmán, o navegador inglês John Ley alcançou a região ainda no século XVI (1598) e os holandeses, liderados por Jan de Moor, estabeleceram feitorias de Orange (Maturu) e Nassau (Gomoaru), onde se produzia principalmente cana-de-açúcar e construíram um Forte militar na região da foz do rio Xingu, em busca da defesa da extração das chamadas Drogas do Sertão na região. 

A colonização portuguesa nessa região foi fortalecida em 1623, com a destruição do já citado forte holandês existente no local pelo militar Maciel Parente, e a consequente mudança de nome para Forte de Santo Antônio de Gurupá, dando origem ao nome atual da cidade.

 Em 1639, a povoação foi elevada à condição de Vila. Em 1885, foi elevada à condição de cidade, pela Lei 1.209, de 11 de novembro

Hoje é formada pela sede, e pelos distritos de Carrazedo e Itatupã, totalizando cerca de 31 mil habitantes (estimativa do IBGE para 2015). Além desses distritos, devemos destacar também as comunidades localizadas nos rios Marioni, Murupucu, Mararu, Mojú (todos na Ilha Grande de Gurupá), Marajoí, Pucuruí, Gurupá Miri, Ipixuna, entre outras. 

O município está localizado a uma latitude 01º24'18" sul, e a uma longitude 51º38'24" oeste, a uma altitude de 20 metros. 

Possui duas unidades de conservação e uso sustentável: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Itatupã-Baquiá e Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço.

 O Forte de Gurupá localiza-se na na cidade, próximo à foz do rio Xingú, na margem direita do rio Amazonas, sobre um rochedo em posição elevada, hoje tombado pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 1962. 

 Segundo Theodoro Braga, é de origem indígena e significa "Porto de Canoas". Devido esse nome ter surgido na fundação do Forte de Santo Antônio (1623), é que o município comemora seu aniversário a partir da data de fundação do Forte. 

A História de Gurupá é marcada por lutas e conquistas desde seu povoamento, pois foi palco e grandes batalhas, conflitos e resistências, entre estrangeiros e os povos que aqui viviam, os índios Mariocay (ou Maru cai), por isso o povo de Gurupá traz em suas raízes essa resistência. É um povo que luta pelos seus ideais. 

Percebemos isso no decorrer de sua história, seja na época dos estrangeiros, na época da borracha contra os patrões, ou na luta dos trabalhadores rurais em prol de seus direitos. 

Essa história de luta e resistência se reflete nas várias organizações criadas em Gurupá, como as Comunidades Eclesiais de Base (CEBS), as associações, partidos políticos, sindicatos e pastorais católicas.

GILVANDRO TORRES


 Figuras Históricas e Culturais de Gurupá

Manoel do Carmo: Identificado em estudos acadêmicos como um "filósofo da realidade camponesa" de Gurupá, cujas ações e reflexões contribuem para o entendimento da transformação da realidade local.

Família Aben-Athar: A presença de famílias judias, como os Aben-Athar, que se estabeleceram em Gurupá por volta de 1890, é um estudo de caso relevante sobre a memória e história local.

Gilvandro Torres: Historiador e morador de Gurupá, autor do livro "Gurupá: uma conquista pelo povo" (2019). Ele atua na valorização da memória, cultura e na resistência da população, além de discutir a identidade do município, questionando sua inserção no Marajó. 

 O QUE EU ENTENDI LAUDATO SI

Teólogo Leonardo Boff ressalta que o sujeito histórico desta libertação seria o POVO OPRIMIDO que deve elaborar a CONSCIÊNCIA de sua situação de oprimidos, organizar-se e articular práticas que intencionem e apontem para uma sociedade alternativa menos dependente e injustiçada. 

Paulo Freire no livro “Pedagogia do oprimido” esclareceu “Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? 

Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? 

Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação?

Libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela. 

A ideia de libertação em relação à dada condição social passa pelo próprio sujeito seria necessário que no papel pedagógico se desenvolvesse um posicionamento crítico, levasse as pessoas a pensarem na sua condição, para então, refletindo sobre as desigualdades, estaria preparada para engajar-se na luta por sua libertação. 

“A Igreja está na Amazônia não como aqueles que têm as malas na mão para partir depois de terem explorado tudo o que puderam”. 

Papa Francisco. Aprendemos com a Encíclica Laudato SÌ (Louvado Sejas) que há duas crises graves e urgentes que se articulam e se influenciam: 

CRISE CLIMÁTICA: Mudanças Climáticas: o impacto mais pesado dessas alterações recai sobre os oprimidos. 

CRISE ECOLÓGICA: o meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos, os seres humanos de "cultivar e guardar". Papa Francisco critica o CONSUMISMO e desenvolvimento irresponsável e faz um apelo à mudança e à unificação global das ações para combater a DEGRADAÇÃO AMBIENTAL e as ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS. CAPITALISMO: 

O individualismo consumista como centro da vida social. Os efeitos causados pelos grandes projetos predatórios: hidrelétricas, mineradoras e garimpos, agropecuária e madeireiros. 

PROVOCA: desordenado êxodo rural; o deslocamento forçado; aumento dos índices de violência urbana, no campo e contra indígenas; PIOR: desemprego e degradação humana. O Papa Francisco nos propõe : 

ECOLOGIA INTEGRAL, onde o ser humano e a natureza encontram-se interligados. 

PARA MANTER UMA POSTURA: de defesa da vida no Planeta, QUE VISA: a promoção da educação ambiental e o compromisso com as atuais e futuras gerações. 

A Encíclica em seu ponto reflexivo permite questionar: "QUE TIPO DE MUNDO QUEREMOS DEIXAR A QUEM VAI SUCEDER-NOS, E AS NOVAS GERAÇÕES COMO VÃO VIVER E CRESCER?" 

A encíclica chama todos a reconhecer que os efeitos da crise ambiental atingem, sobretudo os pobres e lembra que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem de questões sociais. 

FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE são virtudes Teologais, infundidas por DEUS e em tudo o que nos revelou, onde a nossa igreja propõe e crer. Pela FÉ: cremos em Deus; Pela ESPERANÇA, esperamos nele; Pela CARIDADE, amamos a DEUS e ao PRÓXIMO. 

Quando estudamos um pouco de SOTERIOLOGIA que se relaciona com “salvação”, pois a palavra deriva de SOTER que em grego significa: “SALVAÇÃO” “LIBERTAÇÃO” “PRESERVAÇÃO”, isto porque uma palavra grega pode ter mais do que um significado, trata da redenção da humanidade pecadora pelo sacrifício de Jesus Cristo. “Liberdade” é um dos significados de “SOTER”. 

Esse é o caminho, a quem adere a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Somos todos discípulos de Jesus. 

Cristo não morreu numa prisão, foi preso torturado condenado e crucificado por esta ao lado dos oprimidos, a pergunta quando a gente encontra um cristão que não faz nada, que tipo de Fé que tem que ficam inertes as opressões e as situações de desigualdade, o cristão tem que ser ativita. 

Quem cruza os braços e fica olhando para cima não entendeu nada, não entendeu a mensagem do evangelho de Cristo que veio para ficar ao lado dos pobres e não dos opressores.

GILVANDRO TORRES

CEBS por GILVANDRO TORRES

Depois de um longo processo de transformação social no município de Gurupá através dos movimentos sociais e religiosos, surge a figura do Padre Italiano Giulio Luppi, defensor da Teologia da Libertação, que conduz um processo de formação política em toda zona rural do município de Gurupá, através de 88 comunidades, formando as comunidades eclesiais de base

Nestas comunidades o povo ribeirinho conquistou os seus direitos após terem acesso às informações necessárias, desbancando o poder local controlado pelos grandes latifundiários improdutivos que utilizavam o sistema de Aviamento como base de opressão junto aos moradores que tomavam conta de suas propriedades.

Com a mudança social e política na região o sistema de aviamento foi extinto e os produtores rurais passaram a vender sua produção livre, sendo reconhecido seu direito a propriedade. 

Com participação ativa do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Cebs, onde o povo organizado passa a ser responsável pela condução de sua própria comunidade. Várias interrogações eram feitas na formação das comunidades eclesiais de base: 

Por que o município de Gurupá era concentrado no poder por dez famílias locais, que se diziam proprietárias de extensas áreas de terras na zona rural. Essas e outras questões eram levantadas aos moradores como forma de consciência crítica, apontando para uma mudança no modo de agir como cidadão e cidadã. 

As questões mais desafiadoras na época foram socializar a luta pela terra sem derramar uma gota de sangue e organizar as comunidades. 

Manoel Francisco Evangelista de Matos ao ser eleito Presidente do STTR deu continuidade no propósito inspirado nas lutas sociais que aconteciam ao mesmo tempo no estado do Acre

Edgar Pantoja foi uma das pessoas que participou ativamente neste processo de transformação social e política da época após diversos encontros nas comunidades em formação, a população sentiu a necessidade de se auto afirmar como autor de seu próprio destino, que nos levou a conquistar todo esse espaço político, social e econômico. 

As comunidades da zona rural se organizaram e elegeram democraticamente em 1992 um trabalhador rural para o cargo de Prefeito Municipal de Gurupá histórico líder comunitário Sr. Moacir Gonçalves Alho pelo Partido dos Trabalhadores

No final de l992 se viveu outro momento importante da luta dos trabalhadores. 

Os trabalhadores rurais participaram da Campanha Eleitoral e elegeram um trabalhador rural para prefeito do município. Instalou-se em Gurupá, um momento favorável para o avanço da luta sindical. 

Era preciso mais do que nunca fortalecer as organizações, para se poder exigir dos Governos Municipal, Estadual e Federal, sempre de forma organizada e com autonomia, as melhorias que necessitavam. 

Aspectos relevantes para compreensão e promoção da cultura gurupaense 

O governo local teve muitos limites; algumas lideranças sentiram-se Governo e não tinham mais a quem cobrar. 

Manoel Francisco Evangelista de Matos, ex Vice Prefeito de Gurupá (2013/2016). Mas o Apoio recebido da Administração Municipal foi fundamental para o avanço das lutas e conquistas como: apoio com assistência técnica aos trabalhadores rurais, alfabetização de adultos, qualificação dos professores, tudo isso marcou profundamente o povo gurupaense. 

Com essa forma de trabalhar Pe. Giulio Luppi revolucionou a Paróquia de Santo Antônio de Gurupá formando 11(onze) setores formada as comunidades eclesiais de bases CEBs sendo elas:

 A diversidade cultural em Gurupá e ampla e rica em criatividade. 

São grupos e pessoas que com muito carinho e dedicação mantém as diversas culturas vivas em Gurupá. São entidades e pessoas que fazem a diferença na sociedade gurupaense. 

A cultura faz parte da dinâmica de inovação social, econômica e tecnológica.

Da complexidade do campo cultural derivam distintos modelos de produção e circulação de bens, serviços e conteúdo, que devem ser identificados e estimulados, com vistas na geração de riqueza, trabalho, renda e oportunidades de empreendimento, desenvolvimento local e responsabilidade social. 

Foi através das reuniões e encontros nas comunidades que foi redigido os marcos regulatórios que se incorporaram na Lei Orgânica Municipal Art.208. Cabe ao município prover o desenvolvimento cultural da comunidade local mediante:

I Oferecimento de estímulos concretos ao cultivo das ciências, artes e letras; 

II Cooperação com a União, e Estado e outros municípios, na proteção aos locais e objetos de interesse histórico e artístico; 

III a promoção e divulgação da história, dos valores humanos e das tradições locais. Art. 210. 

O Município apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais, prioritariamente, e diretamente ligados as histórias de sua comunidade e seus bens. Art. 211.

 O Município promovera o levantamento e a divulgação das manifestações culturais da memória da cidade, e a realização de concursos, exposições e festivais, e as publicações para sua divulgação. 

Art. 212. É assegurado o livre acesso a conquista dos arquivos da documentação oficial do Município. 

Art. 213. O Município criará a casa da cultura, a fim de incentivar crianças e jovens a conhecer, apreciar e valorizar o bom e o belo de nossa cultura. 

(LEI ORGÂNICA MUNICIPAL DE GURUPÁ, 1990). promulgada a Lei Orgânica Municipal de Gurupá no dia 5 de abril de 1990, capitulo V, art. 208 § I, II, III, art. 210, art. 211, art.212

SETOR BAQUIÁ- 07 COMUNIDADES

SÃO FRANCISCO – PIRACUI

SANTO ANTONIO

N.S. P. SOCORRO

SÃO JOSÉ

BOM JESUS

DIV. ESP. SANTO – BAQUIA BRANCO

SÃO PEDRO MURUCHAUA


SETOR AGRJF- 06 COMUNIDADES

SANTA LUZIA – FLEXINHA

N. S. NAZARÉ – JOCOJÓ

DIV. ESP. SANTO – RIBEIRA

N.S. NAZARÉ – GURUPA-MIRIM

N. S. CONCEIÇAÕ – ARINHOA

SANTA MARIA – ARINHOA


SETOR PUCURUÍ- 04 COMUNIDADES

DIA MÊS COMUNIDADE

Nsa. Sra. Perp. SOCORRO

Nsa. Sra. DE FÁTIMA

SÃO JOSÉ

N. SRA. CONCEIÇÃO


      SETOR MARARU- 10 COMUNIDADES

N. SRA DA CONCEIÇÃO- MARIONI

SÃO FRANCISCO- MURUPUCU

SÃO SEBASTIÃO- MURUPUCU

SÃO JOSÉ- MARARU

N. S. DE NAZARÉ- MARARU 

BOM PASTOR- MARARU

SÃO SEBASTIÃO BAIXO MARARU

N. S. DAS GRAÇAS - MARARUZINHO

N. S. DAS GRAÇAS – URUTAI

SÃO FRANCISCO- JAPIIM 

SETOR BAGIM- 06 COMUNIDADES/ 01 GRUPO


N. S. DE NAZARÉ - GINIPAU 

N. S. LIVRAMENTO – MAMBUAÇU 

GRUPO SÃO BENEDITO 

SÃO RAIMUNDO – GURUPAI

SÃO SEBASTIÃO – ICARIPUCA

SANTA MARIA- ARACUTEUA

N. S. CONCEIÇÃO –BACÁ

SÃO PEDRO – BACÁ


SETOR MARAJOÍ- 10 COMUNIDADES


SÃO FRANCISCO - PUCURUÍ

SÃO JOSÉ – AREIAS

CRISTO REI

SANTO ANTÔNIO

SÃO SEBASTIÃO

SANTA MARIA

DIV. ESP. SANTO 

SS. TRINDADE

SANT’ANA

SÃO TOMÉ


SETOR COJUBA- 03 C0MUNIDADES

BOM JESUS

SANTA MARIA

N. S. NAZARÉ


SETOR IPIXUNA- 07 COMUNIDADES/ 01 GRUPO

Nra. Sra. DAS GRAÇAS

SANTO ANTÔNIO

N.sa. Sra. DO LIVRAMENTO

SÃO PEDRO

SÃO FRANCISCO

SÃO JOSÉ – CARRAZEDO

BOM JESUS – BOCA DO XINGU

GRUPO N. SRA. APARECIDA- TERRA PRETA


Setor Cidade: Santo Antônio, São Francisco, Santana, São José, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Paulo, Nossa Senhora das Graças, São Benedito, Nossa Senhora de Fátima, São Judas Tadeu, Nossa Senhora da Conceição, Grupo Santa Maria. 


SETOR AMAZONAS  06 COMUNIDADES/ 01 GRUPO

PAZ DE JESUS

SANTA CRUZ DO AMAZONAS

BOM JESUS – AMAZONAS

GRUPO SANTO EXPEDITO

N. S. P. SOCORRO – VEADOS

SÃO SEBASTIÃO – SANTA BARBARA

SÃO RAIMUNDO


SETOR MOJU 09 COMUNIDADES-

SANTO ANTONIO – URUAY - MOJU

SANTA MARIA - MOJU

SANTO ANJO DA GUARDA - MOJU

SANTA LÚCIA – MOJU

SANTA LUZIA – MOJU

SÃO JOÃO – MOJU

SANTA ANA – MOJU

N. SRA DE NAZARÉ- MOJU

BOM JESUS – SARAPOY - MOJU


COMUNIDADES ZONA RURAL: 59   GRUPOS:03  TOTAL: 62

CIDADE: 12  TOTAL GERAL:74: 




Histórias de Gurupá por Gilvandro Torres

 O Padre Giulio Luppi, foi um dos fundadores do movimento que se organizou em comunidade eclesiais de base, esteve em muitas lutas em defesa do direito dos trabalhadores rurais de Gurupá.

Ele é uma pessoa muito respeitada pelos trabalhadores rurais de Gurupá, responsável pela conscientização do povo, se organizando em comunidades de base na zona rural e tomando o sindicato dos trabalhadores rurais na cidade, assim fundaram o partido dos trabalhadores na região. Tornando senhores do seu próprio destino. 

A história do movimento popular de Gurupá por sua atuação junto ao Sindicado dos Trabalhadores Rurais de Gurupá. 

Em1986 entrou em forte confronto contra as classes conservadoras que até então dominavam a entidade. 

O conflito, que culminou em um acampamento de protesto em frente ao prédio do sindicato durante 54 dias, resultou na retomada da instituição pelos trabalhadores rurais. E o afundamento da embarcação " LIVRAMENTO" de propriedade da Paróquia Santo Antônio de Gurupá. 

A história de mobilização política de Gurupá é um dos grandes orgulhos da classe trabalhadora e seus líderes. O processo de conscientização e educação popular na zona rural foi iniciado pelo padre Giulio Luppi desde que chegou à cidade no início dos anos 70. 


1/22/2026

 A formação católica social de esquerda, também conhecida como "esquerda católica" ou cristandade progressista, é um campo de pensamento e ação política que une os princípios da fé católica (especialmente a Doutrina Social da Igreja) com ideais de igualdade social, justiça e, em muitos casos, transformações estruturais de viés socialista ou progressista. 

Esse movimento foca na dignidade humana, ajuda aos pobres e críticos às desigualdades do capitalismo. 

A esquerda católica costuma se organizar em três eixos principais:

Consciência Histórica: Compreensão de que a Igreja atua dentro de um contexto histórico e social em transformação.

Revolução Cristã: A ideia de que o Evangelho impulsiona mudanças estruturais para a justiça.

Fidelidade à Tradição: Defesa de que a luta social é o fiel intérprete da longa tradição de defesa dos desfavorecidos pelo catolicismo. 

Origens e Fundamentos

Catolicismo Social: Iniciado pelo padre francês Robert de Lamennais, propõe a ação política da Igreja para conter a exploração dos trabalhadores e humanizar a sociedade.

Doutrina Social da Igreja (DSI): Encíclicas como a Rerum Novarum foram fundamentais, pois, embora anticomunistas, iniciaram a politização de católicos na defesa de direitos trabalhistas e justiça social.

Ação Católica: Nos anos 1950/60, movimentos como a Ação Católica Popular e Juventude Universitária Católica (JUC) radicalizaram-se à esquerda no Brasil, buscando o engajamento direto na política. 

A Esquerda Católica no Brasil

Ação Popular (AP): Uma organização política de esquerda que surgiu de setores progressistas da Ação Católica no início dos anos 1960.

Teologia da Libertação: Movimento teológico que surgiu na América Latina, propondo uma "opção preferencial pelos pobres", influenciando fortemente leigos e clérigos na luta contra a ditadura e pela justiça social.

Base do PT: Setores da esquerda católica, Movimento dos Sem-Terra (MST) e comunidades eclesiais de base foram cruciais na formação do Partido dos Trabalhadores (PT), alicerçados na junção de fé e política sindical. 

Vertentes e Ações

Educação Popular: Forte atuação no Movimento de Educação de Base (MEB), que utilizava a educação para a conscientização política e social.

Defesa de Direitos: Atuação ativa na defesa dos direitos humanos, camponeses e trabalhadores, muitas vezes em oposição a regimes conservadores.

Partilha: Defesa do desapego a riquezas materiais e prioridade aos pobres e perseguidos. 

A esquerda católica difere da direita católica por buscar um igualitarismo social e maior intervenção estatal ou popular na economia, interpretando o Evangelho como um chamado à mudança social concreta. 



Ribeirinhos

1/21/2026

 

Ao falecer, o Papa Francisco possuía apenas €100 em bens pessoais. Não tinha contas bancárias, propriedades ou investimentos em seu nome.

Apesar de ter direito a um salário anual de €340.000, sempre se recusou a recebê-lo: fiel aos seus votos de pobreza, viveu modestamente e em consonância com seus princípios.
Jorge Mario Bergoglio – Papa Francisco – renunciou ao luxo do Palácio Apostólico e escolheu residir na simples Casa Santa Marta.
Suas necessidades eram supridas, mas seu estilo de vida permaneceu simples e fiel ao Evangelho que proclamava.
Conforme seu desejo, foi sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e não no Vaticano, como muitos de seus antecessores.
Seu caixão, feito de madeira simples, testemunha ainda mais sua humildade.
Em seu túmulo, consta apenas o nome "Francisco", sem qualquer título honorífico.
Seu legado não foi material, mas moral: humildade, constância e serviço.
Um exemplo luminoso para toda a humanidade.

FONTE: https://www.facebook.com/groups/596942670513909/user/100007356074326/

 O submarino argentino ARA San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017 com 44 tripulantes a bordo.

Seus restos foram encontrados um ano depois, a 907 metros de profundidade no Atlântico, após uma implosão causada pela pressão da água.


A profundidade extrema e o estado dos destroços tornam a operação tecnicamente inviável e extremamente cara.

Os 44 heróis permanecem sepultados no mar, em sua tumba eterna.


FONTE: https://www.facebook.com/profile.php?id=100083960594010




 𝐕𝐈𝐈𝐈 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐞𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐒𝐚̃𝐨 𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜𝐢𝐬𝐜𝐨

Poucos sabem — e para muitos quase passa despercebida — mas a estátua de São Francisco de Assis, que se encontra diante da Basílica de São João de Latrão, não está ali por acaso.
Ela evoca um episódio decisivo da história da Igreja:
o sonho em que São Francisco de Assis sustenta a Basílica do Latrão para que não desabe.
No século XIII, o Papa Inocêncio III sonhou que a Igreja estava prestes a ruir, e que um homem pobre a sustentava com as próprias mãos.
Esse homem era São Francisco.
Um sinal profético da missão confiada ao Pobrezinho de Assis: sustentar, renovar e restaurar a Igreja não com poder humano, mas com pobreza, humildade e fidelidade ao Evangelho.
São Francisco de Assis, rogai por nós.

O VIII Centenário refere-se às comemorações de 800 anos dos eventos cruciais na vida de São Francisco de Assis, que abrangem o período de 2023 a 2026, culminando com o centenário de sua morte (o "Trânsito") em janeiro de 2026, um ciclo que inclui também o Cântico das Criaturas e os Estigmas. O Vaticano e a Família Franciscana iniciaram as celebrações em janeiro de 2026 com o tema da paz e reconciliação, com eventos em locais como Porziuncola e Assis, convidando os fiéis a reviverem o carisma franciscano e a buscarem a união com Cristo, com indulgências plenárias e um "Ano de São Francisco".
O que está sendo comemorado: 800 Anos do Cântico das Criaturas (1225-2025): Um hino de louvor à criação e à fraternidade universal. 800 Anos dos Estigmas de São Francisco (1224-2024): Recebimento das chagas de Cristo no Monte Alverne, com abertura oficial em janeiro de 2024. 800 Anos do Trânsito de São Francisco (1226-2026): O encerramento do ciclo, com as comemorações tendo início em janeiro de 2026, marcando o encontro do santo com a "Irmã Morte". Como são as comemorações: Peregrinação Espiritual: Um caminho que parte de Rieti, passa pelo Monte Alverne e chega a Assis, revivendo os últimos anos de Francisco. Ano Jubilar Franciscano: Convocado pelo Papa Leão XIV, concede indulgência plenária a fiéis que visitam locais franciscanos e cumprem as condições católicas. Foco na Paz e Reconciliação: Mensagens papais enfatizam a busca pela paz, a fraternidade e a missão de Francisco no mundo atual. Eventos Chave:
Abertura Oficial: 10 de janeiro de 2026, na Basílica de Santa Maria degli Angeli, em Porziuncola, Assis. Carta Papal: O Papa Leão XIV enviou uma carta aos franciscanos, pedindo que o centenário seja um tempo de renovação da fé e da missão.


 Maria é vista como a "Porta do Céu", pois por meio dela veio Jesus, a própria Porta da Vida e da Salvação, segundo a fé cristã. 

Ela é a abertura para a graça divina, a protetora e guia que conduz os fiéis a Cristo e à vida eterna.

 Francisco beijou o leproso e, naquele gesto, descobriu que o amor cura primeiro quem ama. 

O jubileu nos convida a tocar as dores do nosso tempo: a solidão, a indiferença, a dureza dos julgamentos, o cansaço espiritual.

Não para salvar o mundo sozinhos, mas para não passar por ele sem deixar misericórdia.



São Maximiliano, Kolbe, rogai por nós.

 São Maximiliano Maria Kolbe (1894–1941) foi um frade franciscano polonês conhecido por seu amor radical a Cristo e à Virgem Maria. 

Fundou a Milícia da Imaculada, movimento de evangelização dedicado à consagração mariana, e utilizou os meios de comunicação de sua época para anunciar o Evangelho.

 Durante a Segunda Guerra Mundial, foi preso pelos nazistas e levado ao campo de concentração de Auschwitz

Ali, ofereceu-se para morrer no lugar de um pai de família condenado à morte, entregando sua vida em um gesto supremo de caridade. 

Foi canonizado em 1982 por São João Paulo II e é lembrado como mártir da caridade, exemplo de amor que vence o ódio.










































São Maximiliano, Kolbe, rogai por nós.