1/29/2026

Paisagens de Gurupá

 Município de Gurupá, localizado na Ilha do Marajó, é possível identificar pelo menos 50 sítios arqueológicos, além  dos não identificados. Os sítios servem como evidências do saber e do fazer, tanto de grupos indígenas, que povoaram a região antes da invasão europeia, quanto das comunidades de quilombolas e imigrantes que a antecederam.


Antes mesmo que os portugueses iniciassem seu processo de dominação em território paraense, holandeses e ingleses já estabeleciam edificações fortificadas à margem direita do rio Amazonas. 

Dentre essas construções é possível destacar o Forte de Santo Antônio (Figura 8), localizado no município de Gurupá. 

A edificação é datada do século XVII e no ano de 1963 foi reconhecida como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional (IPHAN).

FONTE: BOTELHO, G. de A. Subprojeto: A Historiografia do forte Santo Antônio de Gurupá: O relato do encontro europeu com a cultura Mariocai, através de documentação e cultura material. Belém, 2016.

O sítio arqueológico Maria Ribeira está localizado na comunidade de mesmo nome situada a aproximadamente 12 km da sede de Gurupá, sua origem é  datada do período pré-colonial e composto por uma área de aproximadamente 250 x 75 m de TPA. 

A região é dividida entre dois povoados que são interligados por um caminho de terra. 

O primeiro povoado a ser ocupado, foi o quilombo original, fundado por Dona Maria Ribeira, que abrigava os negros escravizados que após escaparem de seus senhores, buscavam por refúgio na região, daí veio o nome da comunidade, sendo uma homenagem a uma moradora que tanto contribuiu para a história do local. 

A comunidade é banhada pelo igarapé da Maria Ribeira e está localizada a 2 km do rio Amazonas. 

O segundo povoado, apesar de mais recente, é o que mais têm maior concentração de habitantes, tendo sido ocupado, principalmente, durante as décadas de 60.


Fonte: LIMA, H. P.; MORAES, B. M.; BOTELHO, G.A.; RODRIGUES, L.N.; PENA, L.P.; 

CUNHA, C. M. “Acompanhamento e Salvamento do Patrimônio Arqueológico 

Impactado na Rede de Distribuição Rural de Energia Elétrica “Comunidade Nossa Senhora de Nazaré”. Relatório Final. IPHAN. Belém, 2018.

 Visitadas no município de Gurupá encontra-se a Vila de Carrazedo, de origens indígenas, conhecida 

inicialmente como Arapijó, passando a ser reconhecido como Carrazedo por  volta do século XVIII

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo

do céu”. (Eclesiastes 3:1)

1/27/2026

GURUPÁ EM 2010- AUTOR DAS FOTOS: GILVANDRO TORRES

 















POEMA HOMENAGEM A MOVIMENTO POPULAR PAVULAGEM- AUTOR: GILVANDRO TORRES

 Misturando-me na canção popular

Vejo na rua o povo dançando carimbo.

Com chapéu de palha com fitas diversas,

Alegra a cidade num cortejo de alegria

No bar do parque, me abasteço.

Ao som do reco reco, me encantando dos tambores do povo

A cidade de Belém se inspira, num gole de alegria.

Numa caligrafia linda em ritmo de poesia.

O pavulagem contagia nestas ruas da capital coloridas.

Entre as mangueiras centenárias

A bela cultura é admirada.

Recanto da boêmia belenense

O cortejo termina na praça da república

Ali todos se misturam

Dançando nossa cultura paraense

Belém encanta com seu povo e seus ritmos.

AUTOR: GILVANDRO TORRES-2010

POEMA HOMENAGEM A CIDADE DE SOURE- AUTOR: GILVANDRO TORRES

 

SOURE

Atravessando a baía do Marajó
Em Soure, te poetizei
Ás margens do rio Paracauari
Do lado esquerdo, separando de Salvaterra
Admirei-te, terra sedutora
Ao ver o farol, do mata-fome.
Encantei-me.
Cidade marajoara
Pérola desta ilha
Raízes maruanazes.
Suas lindas praias
Surpreende na vila do pesqueiro
Tomando açaí com gurijuba,
Com um bom Araruna,
Buscando no mangue
O lado selvagem.
Ao sabor do queijo regional
Búfalos correndo neste extenso campo verde
Onde o vaqueiro domina o diabo preto
De olhos vermelhos.
Lindas caboclas marajoaras
Cavalgando pelas ruas
Desta fascinante, cidade de Soure.

GILVANDRO TORRES-2010

In Memoriam ao poeta santareno Rui Barata. AUTOR: GILVANDRO TORRES

 


In Memoriam ao poeta santareno
Rui Barata.

Olhar mocorongo
Entre versos amazônicos.
Essência intelectual da boemia
Deste poeta santareno.
Militante das palavras.
Perseguido pelos fardados opressores
Em seu canto paranatinga
Presença viva
Descansa no rio de palavras infinitas.

AUTOR: GILVANDRO TORRES

POEMA: CARNAVAL DE RUA EM BELÉM- AUTOR GILVANDRO TORRES

 Nas estreitas ruas da cidade velha, a figuras lendárias

Inspira o tradicional carnaval de rua em Belém.

Entre centenários casarões, surge os blocos carnavalescos.

Moradores ocultos da arquitetura portuguesa

Inquieta pelos seus desbravadores boêmios

Recanto de diversas manifestações culturais

Nos seus arrastões carnavalescos

Invade as ruas de alegria

Nas marchinhas e fanfarras

Destas históricas ruas de Belém

eu danço a cada ano o carnaval de rua

desta vida carnavalesca que é a minha.

autor: GILVANDRO TORRES-2010


 

 

Forte de Santo Antônio de Gurupá 

Das muralhas do forte, visto do alto do rochedo. 

O canal de Gurupá se torna uma figura absoluta 

Primeiramente pelos holandeses e depois pelos portugueses 

Que se renova a cada Maré e cada batalha 

Surpreendem todos, que te admiram. 

Não só pela sua história, mas pelas suas águas profundas. 

Vira referência na vida dos ribeirinhos.

Sua essência não se silencia, 

Com sua beleza incomensurável 

De esse pôr do sol. 

Nas margens do Amazonas 

Em torno da histórica fortaleza 

Canhões apontando para o horizonte Admiro-te belíssimo. 

Forte que originou a cidade de Gurupá.


AUTOR: GILVANDRO TORRES

 Fonte: Pesquisadora Gurupaense Historiadora Professora CÁSSIA LUZIA LOBATO BENATHAR

Demonstrativo de judeus proprietários de seringais em Gurupá: 

PROPRIETÁRIO LOCAL 

DAVID JOSÉ SICSU RIO MOJU 

MARCOS JAYME ABEN-ATHAR RIO TAIASSUI E IGARAPÉ ITAPEREIRA

JACINTO JAYME ABEN-ATHAR ILHA REDONDA

SALOMÃO SERFATY RIO IPIXUNA

 ISAAC SERFATY RIO MOJU 

SIMÃO BENAYON RIO INAJAÍ E RIO CARRAZEDO 

JOSÉ SALOMÃO DE BARROS RIO MOJU 

JACOB MARCOS BENATHAR RIO TAIASSUI E RIO IPIXUNA

UM POUCO DE GURUPÁ POR GILVANDRO TORRES


O chamado patrão fez parte da história do município de Gurupá desde o sistema de aviamento até o sistema de votos em que os fregueses eram obrigados a votar no candidato do “patrão”. 

Algumas famílias se diziam donas de grandes faixas de terra, exigindo que fossem os únicos compradores da produção dos posseiros que ocupavam sua propriedade. 

Nessa época como era preciso provocar uma mudança tanto social quanto política. 

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Gurupá começam a conscientizar o povo na questão de seus direitos.

O patrão cobrava ainda desses moradores 5% de "taxa de uso do solo". 

Esse modelo se perpetuou por décadas, até que um levantamento fundiário feito com apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais mostrou que a maioria das escrituras desses latifundiários não tinha validade, havia extensão de terra declarada em escrituras no cartório quase duas vezes maior do que o tamanho do município, sendo que estes documentos não teriam validade. 

A ONG FASE teve um importante trabalho de assessoria e implantou a consciência ambiental na população da zona rural, sendo um instrumento de promoção social do desenvolvimento sustentável, na sua visão como foi essa luta de conscientização. 

Aspectos relevantes para compreensão e promoção da cultura gurupaense .

O acampamento de 1996 é considerado um marco histórico do STTR- Gurupá e do movimento social de Gurupá, os companheiros de chapa, tiveram grande importância de cada um no processo sindical de organização sindical e os preparativos da luta sindical, onde era uma necessidade tomar o sindicato e ser verdadeiramente representado pelos trabalhadores rurais. 

Na década de 1980 a FASE, apoiou o movimento sindical na conquista do sindicato rural, além de ajudar a programar alguns projetos, como o projeto Bem Te Vi que apoiava os agricultores e pescadores. Esse apoio foi essencial para o meio rural. 

As terras de Gurupá pertenciam a cerca de 10 grandes proprietários, isso aconteceu pelo colapso da época da borracha na região com seu processo de aviamento e algumas famílias não conseguindo saldar as dívidas junto ao patrão e entregavam as estradas de borracha como forma de pagamento e com o tempo essas famílias acumularam muitas posses de terras passando a ser latifundiários.

 A madeireira multinacional norte americana BRUMASA S.A que havia comprado em 1966 uma grande área de terras no município de forma duvidosa. 

Os rastros da exploração ilegal no município de Gurupá causaram destruição nos seringais na ilha grande de Gurupá. 

A consequência foi avassaladora dos latifundiários onde os posseiros extraiam madeira e palmito sem consciência ambiental. 

O povo ribeirinho tomou conhecimento dos seus direitos ao se organizarem e perceberem que a mata em pé dá mais lucro do que derrubada, em 1989, com o apoio de Ongs realizou-se um seminário com o seguinte tema: ―Trabalhador Rural de Gurupá em Busca de Alternativas. 

As conclusões da pesquisa socioeconômica realizadas com o auxílio das lideranças sindicais e comunitárias possibilitaram as condições para que, no seminário, fossem definidos os rumos da luta sindical por melhores condições de vida e de trabalho. 

Com base nas decisões tomadas no seminário, foi elaborado um projeto, o qual apontava caminhos para melhores condições econômicas no campo da agricultura, do extrativismo e na capacitação de trabalhadores para atuarem contra a exploração capitalista e na defesa dos recursos naturais. 

 GILVANDROTORRES 

 

ESTRUTURA POLÍTICO-ADMINISTRATIVA. Distrito criado com a denominação de Gurupá, em 1639. 

Elevado à categoria de vila com a denominação de Gurupá em 1639. 

Elevado à condição de cidade com a denominação de Gurupá, pela lei provincial nº 1209, de 11-11-1885. 

Desde o ano de 1960, o município é constituído de três distritos: Gurupá, Carrazedo e Itatupã. 

Foi sancionada a Lei Municipal nº 1.174 de 10 de Julho de 2014, que dispõe sobre o Sistema Municipal de Cultura de Gurupá, seus princípios, objetivos, estrutura, organização, Gestão e dá outras providencias. 

Esta lei foi sancionada pelo ex Prefeito Municipal de Gurupá Senhor Raimundo Nogueira Monteiro dos Santos, que regula o Sistema Municipal de Cultura no município com a finalidade de promover o desenvolvimento humano, social e econômico e cultural. 

Definindo a politica publica cultural e o papel do gestor da cultura, a implantação da Secretaria Municipal de cultura, esporte e lazer de Gurupá promoveu seminários com participação popular e eventos de expressão artística e comemorativa, assim garantindo o direito de participação na vida cultural e estimulo a criação artística com cantores da terra artesões.


 

Participei como Assessor do XVIII Encontro da Pastoral Afro Indígena 2018 na Paróquia Santo Antônio de Gurupá. 






 

A democracia é conquistada e ratificada no voto, qualquer outro tipo de quebra do direito é golpe, não há crime não há justificativa para saída da presidenta legitimamente eleita, meu voto e a defesa da democracia é questão de respeito aos meus princípios , deveres e direitos constitucionais!


A verdade é que antes do PT chegar ao poder a direita ficou 500 anos mandando aqui no Brasil e esse país se tornou um pais de 3° mundo. 

Entramos na década de 80 ainda sendo uma república governado por ridículos generais e coronéis sem voto. 

Os tucanos venderam e sucatearam o poder público, aqui no estado do Pará Almir Gabriel vendeu a CELPA por 1 real. 

Eu era líder estudantil, militante  na época não me calei, até hoje tenho marcas de bala de borracha no corpo da policia esquematizada pelo governo da época. 

Aí finalmente vem um partido feito pelos trabalhadores que faz esta republica avançar, tira nossa coleira dos EUA, dá um pé no traseiro do FMI, fazendo o PIB saltar de 1 milhão para mais de 2,4 trilhões em uma década, tirando mais de 50 milhões de brasileiros da pobreza. 

Tenho orgulho de pertencer a está geração que elegeu um operário Presidente da Republica Federativa do Brasil em 2002, votei em 2006 e nos meus 44 anos de idade em 2022 votei novamente em Lula. 


GILVANDRO TORRES



 

Relatado pelo Coronel José Lopes de oliveira, publicado no livro “Fortificações da Amazônia”, de Carlos Roque. 

Segundo fontes históricas os portugueses foram a quarta nacionalidade europeia a se estabelecer na região amazônica. 

Certamente houve muito derramamento de sangue tanto indígena, quanto europeu nesta região, diversas lutas com os Indígenas, entre flechas e armas de fogo da época, foi um genocídio silencioso em nossa historia. 


 A PRIMEIRA FORTALEZA DE GURUPÁ NÃO SE CHAMOU MARIOCAY E SIM SÃO PEDRO DE CORPAPI. 

As ruínas do forte Mariocay, reconstruído de taipa e pedregulho, seria a posição portuguesa mais ocidental da América. Revendo algumas fontes históricas chego ao mapa publicado em 1625 pelo holandês Joannes de Laet, aparece a fortaleza de São Pedro de Corpapi, no local onde se localiza Gurupá. 

O mesmo acontece com outro mapa publicado em 1646 por um holandês Robert Dudley, que cita o tal forte. 


FONTE: GILVANDRO TORRES

GURPÁ- GILVANDRO TORRES



 

 















COMUNIDADE N. SRA DE NAZARÉ- QUILOMBO JOCOJO- 20 DE JANEIRO DE 2026











 

 Bento Maciel Parente, como Capitão de Entradas e Descobrimentos, liderou expedições exploratórias no Grão-Pará e regiões adjacentes durante as décadas de 1609 e 1610-1620, focadas em mapear rios, construir fortificações e combater invasores.

Expedições Principais no Pará

1609: Nomeado Capitão de Entradas e Descobrimentos em São Vicente, Maranhão e Pará, iniciou prospecções iniciais na "Conquista do Pará", usando o Forte do Presépio (Belém, fundado em 1616 por Francisco Caldeira Castelo Branco) como base contra holandeses e ingleses.

​1616-1621: Explorou rios desaguando na baía de São Marcos (norte e sul de São Luís), rio Mearim e rio Pindaré; construiu o Forte da Vera Cruz do Itapecuru (próximo a Rosário-MA), seguindo táticas bandeirantes para expansão territorial.

1623: Liderou a expedição militar contra fortes holandeses de Muturu e Mariocai (foz do Xingu), com 70 soldados e mil indígenas, fundando o Forte de Santo Antônio de Gurupá como base para expulsões subsequentes no Baixo Xingu e rio Tapajós.

​Outras Ações Relacionadas

Em 1626, ofereceu-se para subir o Amazonas em busca de sua nascente, mas a proposta não se concretizou. Suas explorações, combinadas com Pedro Teixeira, fortificaram o Presépio e estenderam o controle português na Amazônia.

A Capitania da Fortaleza de Santo Antônio do Gurupá, também chamada capitania-fortaleza do Gurupá, foi criada em 1623 após Bento Maciel Parente destruir o forte holandês de Mariocai e erguer a fortificação portuguesa na foz do Xingu.

​Fundação e Propósito Estratégico

Estabelecida como capitania régia — não hereditária —, subordinava-se ao Estado do Grão-Pará e Maranhão, com capitães-mores nomeados pelo Conselho Ultramarino por três anos. 

Servia para controlar a navegação amazônica, defender contra invasores e explorar "drogas do sertão", integrando uma rede com fortes de Belém, Tapajós e Pauxis.

O Regimento de 1683, dado a André Pinheiro de Lacerda, regulava deveres como propagar a fé católica, proteger indígenas da escravidão, reprimir desertores e registrar canoas. 

Cargos eram disputados por lucros, passando por famílias locais até intervenções reais no final do século XVII para evitar abusos. Perdeu relevância no século XVIII com reformas pombalinas, sob Francisco Xavier de Mendonça Furtado, sendo absorvida pelo Grão-Pará; seu legado persiste na identidade de Gurupá como enclave defensivo colonial. A fortaleza de Gurupá, fundada em 1623 por Bento Maciel Parente, tinha importância estratégica vital na Amazônia colonial por controlar a confluência dos rios Xingu e Amazonas, bloqueando invasões holandesas, inglesas e francesas.

Controle Fluvial e Defesa

Localizada na Ilha Grande de Gurupá, servia como posto avançado para monitorar navegação amazônica, interceptar canoas contrabandistas de "drogas do sertão" (como guaraná e cacau) e formar rede com fortes de Belém, Tapajós e Pauxis. Resistiu a ataques em 1629 (ingleses) e 1639 (holandeses), garantindo soberania portuguesa na bacia.

Aspectos Econômicos e Militares

Além da defesa, fiscalizava comércio indígena e sesmarias, sendo valiosa para capitães-mores por lucros; no século XVIII, apesar de reconstruções falhas (1690, 1760), manteve relevância até reformas pombalinas centralizarem no Grão-Pará.




GILVANDRO TORRES


Bento Maciel Parente (Caminha, 1567 — Recife, 1642) foi um explorador, sertanista e militar português que atuou como Capitão-mor da Capitania do Grão-Pará, destacando-se na defesa territorial portuguesa contra invasores europeus na Amazônia.

​Carreira Militar Inicial

Participou da Campanha do Salitre na Bahia e, em 1609, serviu como Capitão de Entradas e Descobrimentos em São Vicente, Maranhão e Pará. 

Em 1615, integrou a expedição de Alexandre de Moura que expulsou os franceses do Maranhão, forçando sua capitulação.

Conquistas na Amazônia

Em maio de 1623, ao lado de Luís Aranha de Vasconcelos, liderou o ataque que destruiu fortes holandeses em Muturu e Mariocai (foz do rio Xingu), fundando o Forte de Santo Antônio de Gurupá como base para expulsar neerlandeses do Baixo Xingu e rio Tapajós até 1647. 

Resistiu a ataques ingleses em 1629 e holandeses em 1639, consolidando o controle português na região.

Importância Regional

Governador interino do Grão-Pará-Maranhão (1621-1637) e donatário do Cabo Norte (1637), sua atuação definiu fronteiras amazônicas, pavimentando a colonização luso-brasileira contra holandeses, ingleses e franceses. Apesar de polêmicas como violência contra indígenas, é visto como "Conquistador do Norte" por proteger o território para Portugal durante a União Ibérica.


GILVANDRO TORRES

GURUPA UMA LINDA HISTÓRIA

 Gurupá, no Pará, destaca-se por atrações históricas e naturais ligadas à sua origem colonial e cultura amazônica

Suas principais belezas incluem fortificações antigas, igrejas e comunidades tradicionais, ideais para turismo cultural e ecológico.

Forte de Santo Antônio: Construído em 1623 por Bento Maciel Parente após destruir o forte holandês, localiza-se na confluência do Xingu com o Amazonas

É o marco inicial da cidade e principal ponto histórico, com vista privilegiada para os rios.

O Forte de Santo Antônio de Gurupá, tombado pelo IPHAN desde 1963, é aberto à visitação pública como patrimônio histórico sob jurisdição do Ministério da Defesa.

O Forte de Santo Antônio de Gurupá, localizado na confluência dos rios Xingu e Amazonas, no Pará, é um marco da colonização portuguesa na Amazônia, erguido sobre as ruínas de uma fortificação holandesa.

Origens Holandesas e Conquista Portuguesa

No início do século XVII, holandeses construíram o Forte de Tucujus (ou Mariocai) entre 1601-1619 para explorar a região, extraindo produtos como cana-de-açúcar e drogas do sertão. 

Em maio de 1623, Bento Maciel Parente, Capitão-mor do Pará, com apoio de Luís Aranha de Vasconcelos e cerca de 70 soldados mais mil indígenas em canoas, atacou e destruiu a posição holandesa, reconstruindo-a em taipa de pilão como Forte de Santo Antônio de Gurupá — base para expulsar invasores do Baixo Xingu e Tapajós até 1647.

Ataques e Reconstruções

Em 1629, resistiu a dois navios ingleses sob Roger North.

Em 1639, sob João Pereira Cáceres, repeliu novo assalto holandê

Abandonado e em ruínas no final do século XVII, foi reconstruído em 1690 por ordem de Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, com ampliações tentadas em 1760 e 1774, mas nunca concluídas devido a abandono.

Declínio e Legado Moderno

No século XVIII, serviu como defesa avançada do Amazonas; ocupada pelo Exército Brasileiro até 1958. 

Tombado pelo IPHAN em 1963 sob o Ministério da Defesa, abriga ruínas de muralhas poligonais, escadaria, obelisco e peças de artilharia; escavações recentes pelo Museu Goeldi revelam mais sobre a colonização europeia. 

Igreja Matriz de Santo Antônio: Erguida em 1864 por ordem de D. Pedro II, na Avenida São Benedito, sedia festas de São Benedito em dezembro. Representa o patrimônio religioso colonial e atrai devotos regionais.


GILVANDRO TORRES

GURUPÁ

 Gurupá é um dos municípios mais antigos do Pará, com origens ligadas às disputas coloniais entre holandeses, ingleses e portugueses na Amazônia. Sua história reflete a formação do território amazônico, marcada por conflitos, evangelização e economia extrativista.

Origens Indígenas e Colonização

Habitada originalmente por povos indígenas como os tupinambás, a região viu a chegada de exploradores europeus no século XVI. O navegador inglês John Ley teria alcançado a área em 1598, seguido por holandeses que estabeleceram feitorias como Orange e Nassau para produzir cana-de-açúcar e extrair drogas do sertão.

Fundação e Expulsão Holandesa

Em 1623, o militar português Maciel Parente destruiu o forte holandês na foz do Xingu e construiu o Forte de Santo Antônio de Gurupá, dando origem ao nome da localidade — de origem indígena, significa "Porto de Canoas" segundo historiadores como Theodoro Braga. Dali partiram expedições que expulsaram invasores até 1647.

Evolução Administrativa

Elevado a vila e freguesia em 1639.

Tornou-se cidade pela Lei Provincial nº 1.209, de 11 de novembro de 1885.

Hoje inclui distritos como Carrazedo e Itatupã.

Aspectos Culturais e Econômicos

A economia baseia-se em indústrias, comércio e unidades de conservação como a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço. Sua rica tradição inclui festas, música regional e pesquisas históricas, como as de Richard Pace sobre oito décadas da comunidade.

GILVANDRO TORRES