4/23/2026

Olga Benário foi assassinada pelo nazismo, mas sua história permanece como símbolo de coragem, convicção e luta contra o fascismo. Militante comunista, Olga enfrentou a prisão, a separação da filha e, mesmo diante da morte, não abriu mão de seus ideais. Sua vida e sua luta seguem como exemplo de resistência e de compromisso com um mundo mais justo. Olga Benário, presente.

 

 Ludovico Pavoni nasceu em Bréscia (Itália), no dia 11 de setembro de 1784. Primeiro de cinco filhos, ele viveu em um tempo de mudanças políticas e sociais: a Revolução Francesa (1789), a Revolução Jacobina (1797), a dominação napoleônica com suas diversas denominações e, enfim, desde 1814, a dominação austríaca.

Política do amor aos jovens pobres
A política de Ludovico Pavoni, ordenado padre em 1807, foi sempre e unicamente a do amor. Renunciando à fáceis perspectivas de carreira eclesiástica, soube doar- se com generosa criatividade a quem tinha mais necessidade: os jovens, e entre esses os mais pobres. Para eles, abriu seu Oratório em 1812.
Empenho catequético
Dedicava-se, ao mesmo tempo, como notará o bispo, a ajudar os párocos, instruindo, catequizando com homilias, catecismos e com retiros, fazendo grande bem à juventude, especialmente à mais pobre que tem maior necessidade.
São Ludovico Pavoni e o Instituto de São Barnabé
Encargos e fundação
Aos 34 anos, foi nomeado cônego da Catedral e lhe foi confiada a reitoria da basílica de São Barnabé. Percebendo, no entanto, que muitos oratorianos, sobretudo os pobres, fraquejavam e se desviavam do bom caminho ao se inserirem no mundo do trabalho, que, infelizmente, não garantia um ambiente moral e cristão sadio, Ludovico Pavoni decidiu fundar um Instituto beneficente ou Colégio de Artes onde, pelo menos, os órfãos ou os descuidados pelos próprios pais fossem acolhidos, gratuitamente mantidos e educados de forma cristã. Ludovico sonhava habilitar os jovens para o desempenho de alguma profissão. Com o objetivo de formá-los, ao mesmo tempo, afeiçoados à religião, úteis à sociedade e ao Estado. Nasceu, assim, o Instituto de São Barnabé.
Oficinas de salvação
Entre as artes, a mais importante foi a tipografia, querida por padre Pavoni como “Escola Tipográfica” que pode ser considerada a primeira Escola gráfica da Itália e que logo se torna uma verdadeira Editora. Com o passar dos anos, multiplicaram-se os ofícios ensinados em São Barnabé. Em 1831, padre Pavoni enumera oito oficinas existentes: tipografia e calcografia, encadernação, livraria, ourivesaria, serralheria, carpintaria, tornearia e sapataria.
Seguindo a inspiração
O Instituto de São Barnabé reunia, pela primeira vez, o aspecto educativo, o assistencial e o profissional, mas a marca mais profunda, a ideia característica do novo Instituto era que os meninos pobres, abandonados pelos pais e parentes mais próximos, aí encontrassem tudo o que tinham perdido: não somente um pão, uma roupa e uma educação nas letras e artes, mas o pai e a mãe, a família de que a desventura os privou, e com o pai, a mãe, a família, tudo o que um pobre podia receber e gozar.
Condecorado Cavaleiro da Coroa Férrea
Além do esperado…
Padre Pavoni pensou também nos camponeses e projetou uma Escola Agrícola. Em 1841, acolhe também deficientes auditivos. Em 3 de junho de 1844, foi condecorado pelo imperador com o título de Cavaleiro da Coroa Férrea.
Cuidados Extendidos
Para sustentar e dar continuidade ao Instituto, Ludovico Pavoni cultivava há muito, a ideia de formar com seus jovens mais fervorosos uma regular Congregação. Consistia na unidade com os vínculos da caridade cristã e fundamentada nas virtudes evangélicas. Além da dedicação inteiramente ao acolhimento e à educação dos filhinhos abandonados e se disponha a estender gratuitamente seus cuidados também em favor da tão recomendada Casa da Indústria, prejudicada com a falta de mestres competentes nas artes.
Aprovação
Obtido o Decreto da finalidade da Congregação, por parte do Papa Gregório XVI, em 1843, alcançou finalmente a aprovação imperial, com a criação da Congregação dos Filhos de Maria Imaculada.
A Congregação dos Filhos de Maria Imaculada
Os Pavonianos
Quanto à marca da nova família religiosa, os contemporâneos reconhecem-lhe a originalidade e a novidade. Devendo a mesma compor-se de religiosos sacerdotes para a direção espiritual, disciplinar e administrativa da obra e de religiosos leigos para a condução das oficinas e a educação dos jovens. Surge assim a nova imagem do religioso trabalhador e educador: o irmão coadjutor pavoniano, inserido diretamente na missão específica da Congregação, com paridade de direitos e de deveres com os sacerdotes.
Morte no Domingo de Ramos
Com a saúde comprometida, Ludovico a teve agravada e, na madrugada de 1º de abril, domingo de Ramos, morreu.
Santidade
Na beatificação de Ludovico Pavoni, sancionada pelo Papa Pio XII, o Pontífice fala sobre a heroicidade das virtudes no qual é chamado de um outro Felipe Neri, precursor de São João Bosco, “rival” perfeito de São José Cottolengo.
Minha oração
“A sede pela salvação das almas habitava o coração de São Ludovico Pavoni. ‘Senhor, que meu coração seja incendiado pelo ardor evangelizador. Dá-me o Teu Espírito Santo com cada um dos seus dons. Amém’.”
São Ludovico Pavoni, rogai por nós!

MASSACRE DE ELDORADO DO CARAJÁS- GILVANDRO TORRES

 O Massacre de Eldorado do Carajás é um dos episódios mais violentos e marcantes da história recente do Brasil, simbolizando o conflito agrário e a luta pela terra no país.

Aqui está um resumo detalhado do ocorrido:

1. O Contexto (Abril de 1996)

Cerca de 3.500 famílias de trabalhadores rurais sem-terra, ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), estavam acampadas na região sudeste do Pará. O objetivo principal era marchar até Belém para reivindicar a desapropriação da fazenda Macaxeira, que consideravam improdutiva, para fins de reforma agrária.

2. O Bloqueio na Curva do S

No dia 17 de abril de 1996, os manifestantes bloquearam a rodovia PA-150 (atual BR-155), em um trecho conhecido como "Curva do S", no município de Eldorado do Carajás. O bloqueio era uma forma de pressionar o governo estadual por comida e transporte para continuarem a marcha.

3. O Ataque

Por ordem do então governador do Pará, Almir Gabriel, a Polícia Militar foi enviada para desobstruir a rodovia. A operação envolveu cerca de 155 policiais militares de Marabá e Parauapebas.

O confronto resultou em uma tragédia:

  • Mortes: 19 sem-terra morreram no local e 2 faleceram pouco depois no hospital (totalizando 21 vítimas fatais).

  • Feridos: Mais de 60 pessoas ficaram feridas, muitas com sequelas permanentes.

  • Violência: Laudos posteriores indicaram que muitos foram mortos com tiros à queima-roupa ou por instrumentos cortantes (facões), sugerindo execuções sumárias após a rendição.

4. Consequências e Impunidade

O massacre gerou indignação internacional e colocou a reforma agrária no centro do debate político brasileiro.

  • Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária: Em memória às vítimas, o dia 17 de abril foi instituído como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária no Brasil e o Dia Internacional da Luta Camponesa pela Via Campesina.

  • Julgamento: O processo judicial foi longo e complexo. Apenas em 2012, os comandantes da operação, o coronel Mário Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira, foram presos com penas que ultrapassavam os 150 anos. No entanto, os policiais que efetuaram os disparos e as autoridades políticas que ordenaram a ação não foram condenados ou cumpriram penas curtas.

5. O Local Hoje

A "Curva do S" tornou-se um local de memória. Ali foi erguido o Monumento das Castanheiras Mortas, composto por troncos de castanheiras queimadas, simbolizando as vidas interrompidas e a persistência da luta camponesa na Amazônia.



4/22/2026

DESVIO ACIDENTAL EM 22 DE ABRIL DE 1500

A narrativa tradicional de um "desvio acidental" pela frota de Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500 tem sido questionada por historiadores, que apontam para um planejamento estratégico português. 

O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, já posicionava uma linha divisória (370 léguas a oeste de Cabo Verde) que incluía o território brasileiro na esfera portuguesa, resultado de negociações intensas onde Portugal insistiu em deslocar essa linha para o oeste.

Portugal e Espanha disputaram a divisão do mundo não europeu após as viagens de Colombo em 1492. D. João II negociou diretamente para mover a linha da bula papal Inter Coetera (1493), garantindo o Atlântico Sul aos portugueses sem interferência castelhana. 

Essa cartografia avançada sugere conhecimento prévio de terras no hemisfério sul, possivelmente de expedições secretas como a de Duarte Pacheco Pereira em 1498.

A rota de Cabral desviou-se intencionalmente para Cabo Verde, longe da costa africana usual para a Índia, indicando um desvio planejado para o oeste. 

A frota de 13 navios — a maior até então, com mais de 1.400 homens e para 18 meses — representa um investimento colossal improvável para uma missão puramente indiana arriscada por "ventos". 

A frota seguiu uma trajetória conhecida para explorar o Atlântico Sul, desviando em Cabo Verde para oeste, o que não ocorreria por mero acaso climático — ventos teriam levado a um ponto mais ao norte. 

Expedições secretas anteriores, como a de Duarte Pacheco Pereira (1498-1499), mapearam terras brasileiras, mantidas em sigilo para evitar disputas.

Com 13 navios (10 naus e 3 caravelas), 1.500 homens e suprimentos para 18 meses, era a maior esquadra portuguesa até então, um custo altíssimo para arriscar em uma rota "acidental" à Índia. 

Cabral recebeu 10 mil cruzados (cerca de 35 kg de ouro) como recompensa, sinalizando expectativas de resultados além da Índia.

O Tratado de Tordesilhas (1494) já garantia o Brasil a Portugal, negociado para incluir o Atlântico Sul; a expedição visava tomar posse formal dessas terras conhecidas. 

A Carta de Pero Vaz de Caminha descreve ações de posse imediata, reforçando o planejamento.


“Eu irei até às fronteiras, Para nunca mais voltar Como era, com sou Voltarei, grandes os olhos, Porque passei o horizonte. E o coração requerido Pela Presença do Ausente Com Quem vivi mais liberto.” Pedro Casaldáliga

Dai-nos, Senhor, a paz Uma paz que nasce no meio da luta, que atravessa a noite, que não desaparece diante da dor. 🤍 “Dai-nos, Senhor, aquela paz estranha que brota em plena luta como uma flor de fogo; quebra em plena noite como um canto escondido; que chega em plena morte como o beijo esperado... ” — Pedro Casaldáliga, oração “Dai-nos, Senhor, a paz”

 


Esse bispo, viveu para os pobres, caminhou com eles, sofreu com eles, o que eu posso dizer sobre Dom Pedro, homem sábio, a estrada que nos leva a Deus, é a estrada dos pobres.

  A caminho do Dia dos Povos Indígenas

Reconheça a história para transformar o presente
Como nos lembra Ailton Krenak, o Brasil nasceu de um processo de invasão que não terminou, mas mudou de forma.
Hoje ainda vivemos uma continuidade dessa violência, com novas ameaças aos direitos originais e territórios indígenas em nome de um modelo de "desenvolvimento" que muitas vezes destrói mais do que constrói.
Nesta mesma linha, Pere Casaldáliga, no seu caminho ao lado das cidades do Araguaia, denunciou fortemente essa realidade.
Para ele, a terra não era uma mercadoria, mas uma terra sagrada, uma vida compartilhada e um direito daqueles que sempre a habitaram.
Neste momento de preparação para o Dia dos Povos Indígenas, renovamos nosso compromisso:
1️⃣ Ouça a sabedoria dos povos originais
2️⃣ Denunciar políticas anti-indígenas
3️⃣ Defender a vida e a sustentabilidade acima do benefício econômico
🤍 Que a memória e a luta continuem abrindo caminhos para a justiça.
Fonte: Ailton Krenak (entrevistas e conferências públicas) / Escritos e arquivos de Pere Casaldáliga / Fundação Pere Casaldáliga.



A Palestina vive no seu povo, na sua memória e em cada geração que continua resistindo.

 A Palestina nunca vai cair.

Nem com paredes
Nem com bloqueios
Nem com ocupação
Porque quando um povo resiste,
Não há como fazê-lo desaparecer.
Você pode tentar apagar um território.
mas não a sua história, cultura ou identidade.
Hoje, mais de 2 milhões de pessoas em Gaza vivem sob bloqueio.
Na Cisjordânia, mais de 700.000 colonos ocupam território palestino em colonatos ilegais.
E desde 1967, mais de 800.000 palestinos passaram por detenção.
Mesmo assim, a Palestina continua de pé.
A Palestina vive no seu povo, na sua memória e em cada geração que continua resistindo.

Hugo Sánchez (México)

 






















Títulos

Pumas UNAM
Atlético de Madrid
Real Madrid
América
Seleção Mexicana

GILVANDRO TORRES, A VIDA DE UM GURUPAENSE


 GILVANDRO DOS SANTOS TORRES é um destacado Historiador, militante social, escritor e educador popular natural de Gurupá, no Estado do Pará. Nascido em 14 de março de 1980, no rio Mararú, na comunidade Bom Pastor na zona rural do município. 

Gilvandro se mudou para Belém aos três anos, onde viveu a efervescência cultural na infância e juventude com a família no bairro do Telégrafo (bairro dos artistas). Praticou Karatê, Teatro e Artes plástica na fundação " Curro Velho". 

Recebeu influências de seus livros de cabeceira: Escrava Isaura de Bernardo GuimarãesAs Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, o Capital de Karl Marx e EngelsOs miseráveis de Vitor Hugo, tornando um frequentador nato da biblioteca da UEPA, em sua contagem leu mais de 200 livros antes dos 18 anos. 

Nesta época era admirador confesso do guerrilheiro argentino Che Guevara, ao ler sua biografia, a sua coragem e história de vida. Ex aluno Afonseano (Primário e Ginásio) nos anos de 1987 à 1994 com formação pastoral. 

Católico é devoto de Santo Afonso Maria de Ligório. Tem formação católica social de esquerda, também conhecida como "esquerda católica" ou cristandade progressista, é um campo de pensamento e ação política que une os princípios da fé católica (especialmente a Doutrina Social da Igreja) com ideais de igualdade social, justiça e, em muitos casos, transformações estruturais de viés socialista ou progressista. 

Alinhado a Teologia da Libertação e as mensagens cristã do saudoso Papa Francisco. Torcedor do Paysandu Sport Club

Segundo Gilvandro, o amor pelo Paysandu Sport Club "se cristalizou" quando o Paysandu ganhou o Campeonato Brasileiro da 2ª divisão em 1991 e o campeonato paraense de 1992. 

Casou-se no dia 24 de setembro de 2021 na capela do Santíssimo Redentor na Paróquia N. Sra. Perpétuo Socorro em Belém com a Enfermeira Nilda Diamantino. Pai de Arthur Diamantino Torres(2011), Gilvannia Torres(2001) e Gisele Torres(2004). 

Aos 18 anos passou 54 meses exílio voluntário, deixando Belém para residir no Rio Mararu na Comunidade Bom Pastor

Aos 22 anos de idade conheceu todo Estado do Amapá trabalhando numa Distribuidora. Morando na cidade de Santana. Participando do processo político. 

Retornado a residir em Belém em 2003. Sua trajetória profissional também inclui experiência como feirante sindicalizado na Telégrafo(2003-2006) e como funcionário do ex-Governador do Pará, Santos(2007-2008). 

Sua formação acadêmica ensino superior completo em Licenciatura em História, graduado pela Universidade Estácio de Sá.  

Sua atuação profissional como Assessor Parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Pará- ALEPA (2009-2018). Chegando ao Gabinete da Presidência na gestão Engº Domingos Juvenil(MDB). Participando ativamente da Coordenação de sua campanha para Governo do Estado do Pará(2010). Obtendo 380 mil votos ficando em 3º lugar no pleito eleitoral. Período este que conheceu várias cidades do nordeste paraense. 

Foi residir aos 32 anos em Gurupá onde exerceu no Ministério Público o cargo de Secretário da Promotoria de Justiça de Gurupá(2013-2014). 

Na Prefeitura municipal de Gurupá exerceu a função Chefe do Departamento na Secretária municipal de Administração(2015) e Secretário do Gabinete do Prefeito(2016), período que atuou como Social(2016).  Prestou Assessoria Técnica na Prefeitura Municipal de Altamira(2017).  

Pela Secretária Municipal de Integração Social- SEMIS. Residindo na cidade de Altamira PA, finalizando o Curso de Extensão e Aperfeiçoamento em Gestão Cultural realizado pela Pró Reitoria da UFPA, na cidade de Brasil Novo-PA.

Em 2019 participou do processo de escolha sendo eleito com 343 votos para o cargo de Conselheiro Tutelar do município de Gurupá(2020-2024). Assumiu por duas vezes a função de Secretário Geral do Conselho Tutelar(2021-2022), (2023-2024). Atualizando o Regimento Interno do CTG em 2021. Apresentando o projeto de lei de iniciativa do Conselho Tutelar como rege nossa Lei orgânica aos Membros do Poder Legislativo municipal: Que proíbe e o uso do cerol (vidro moído e cola) venda da linha encerada, conhecida como "Linha Chilena", ou de qualquer produto similar utilizado no ato de empinar pipas, que contenham elementos cortantes. Sendo aprovado por unanimidade pelo colegiado do Poder Legislativo. Tornando Lei Municipal n. 1.256 de 02 de julho de 2021. 

Filiado no Partido dos Trabalhadores, desde 19 de abril de 2016. Com sua Militância e Reconhecimento desde jovem, se envolveu com movimentos estudantis secundarista em Belém na década de 90 e movimentos sociais. Na década de 1990, participou ativamente de passeatas contra a privatização de serviços essenciais, como CELPACOSAMPA e TELEPARÁ, durante o governo do PSDB. Afiliado na época UPES(União Paraense dos Estudantes secundarista). Recebeu medalha honra ao mérito da EEEM Magalhaes Barata, pelos relevantes serviços prestados a instituição como Conselheiro Escolar, representando alunos. 

Participou ativamente do Fórum Social Mundial(2009), sediado em Belém. Com várias formações políticas Movimento República de EMAUSFundação Perseu Abramo e Projeto ESPERANÇAR CATÓLICA pela Universidade Católica de Brasília-UCB. 

Em 2017 recebeu diploma de Honra ao mérito pelo SINTEPP sub sede Gurupá. Participando dos atos da histórica greve em Gurupá. Apresentou os programas radiofônicos na Rádio Comunitária Educadora 87,9 FM de Gurupá, Interativo do movimento social. Nesta associação exerceu a função de Secretário(2018-2021), Conselheiro Fiscal(2022- 2025). 

Filiado no Partido dos Trabalhadores, participou das eleições municipais de 2016, 2020 e 2024 como Delegado Eleitoral do PT. Pelo Diretório Municipal de Gurupá participou da Comissão Eleitoral 2025. 

Seu engajamento foi reconhecido pela Câmara Municipal de Gurupá, que, em 2024, concedeu-lhe o título de Cidadão Honorário, destacando sua contribuição à cultura. 

Em 2021 conheceu a cidade de Manaus- AM, em 2026 conheceu a cidade de Brasília-DF, aprofundando sua pesquisa cultural. 

Com Produção Literária e Cultural como escritor, Gilvandro é Membro da Letras(2024) empossado na cidade de Ponta de pedras na Ilha do Marajó. 

Toda essa bagagem de vida, essa imersão profunda na cultura e nos desafios do Marajó, culminou em seu reconhecimento como um grande intelectual. 

Gilvandro Torres é um dos membros fundadores da Academia Marajoara de Letras e Artes. Um espaço que ele ajudou a criar para valorizar e perpetuar a rica produção cultural da região. Ser um "imortal" da academia não é apenas um título; é o reconhecimento de uma vida dedicada a registrar, celebrar e lutar pela alma do Marajó. É autor de do livro povo, pela editora Paka-Tatu publicado em 2019. 

Foi homenageado pelas EMEF Padre Giúlio Luppi( 2022) e Centro INCLUIR(2023), no dia da independência do Brasil no desfile escolar. Participou do Documentário " vidas em Cenas" em ocasião aos 400 anos de Gurupá. Produzido pela SEMAS Gurupá(2024). Participou do livro "Antologia Poética: Verão em Versos". 

Nesta coletânea, os poetas exploram os diversos aspectos desta estação tão singular, desde as cálidas tardes de sol até as noites estreladas à beira-mar.(2024). Participou como autor do livro didático "Nossa terra, nossa história" da editora Marajó LTDA, para o ensino fundamental (1º e 2º etapa). Com ênfase na história, Geografia e Cultura Regional e local do município de Gurupá-PA, a ser utilizado na rede municipal de ensino(2026).  Referência nas temática que refletem a realidade social e cultural de Gurupá. 

Autor do projeto cultural "AMAZÔNIA GURUPAENSE", onde compartilha textos, crônicas e reflexões sobre a história e cultura da região. Nas plataformas do Youtube e Blogspot. É artista artesanal com obras que retratam a vida ribeirinha. Com acervo Artístico de 100 obras produzidas e denominadas " olhar Amazônico". 

Seu trabalho literário e sua atuação em diversas frentes comunitárias contribuem significativamente para o Desenvolvimento e reconhecimento de sua cidade natal. 

Atuante como Educador Popular nas Comunidades Eclesiais de Base do município de Gurupá/PA. Apresenta o Programa católico " Caminhando com Maria". 

Na rádio comunitária 87,9 FM de Gurupá. Escolhido Conselheiro Paroquial(2023-2026); Membro do Conselho Paroquial Pastoral exerce a função de Secretário Geral-CPP. 

Em conjunto participou da atualização do Estatuto do CPP em 2024. Representa a Igreja Católica no Conselheiro Municipal de Educação(2025-2027).  

Participou da Coordenação da 51º(2025) e 52ª(2026) Semana Catequética Paroquial. Secretariou a 46º(2025) e 47ª(2026) Assembleia Paroquial. 

Período que conheceu nas Visitas Pastorais e Tríduos as 85 Comunidades divididas em 11 setores da Paróquia Santo Antônio de Gurupá. 

Palestrante na temática de Políticas Públicas no XLII Encontro do movimento de Mulheres de Gurupá(2026). 

É Membro do Conselho Diocesano de Pastoral(2025-2026). 

Participou(2019) ( 2020)(2022)(2023)(2024)(2025) da Diretoria da Festividade de São Benedito de Gurupá, na parte de assuntos sociais. 

Participou em 2017 do XIX Encontro das Cebs Ribeirinha que aconteceu na Comunidade Bom Jesus no Rio Sarapoi e do XXI Encontro das Cebs Ribeirinha que foi realizado na Comunidade São Sebastião no rio Marajoi zona rural de Gurupá. 

Em 2023 participou da Delegação da Regional Norte II na 15º Intereclesial das Cebs do Brasil, em Rondonópolis- MT. 

Em 2025 participou da 18º romaria da floresta na cidade de Anapu- PA. Caminhada nos dias 10 e 13 de julho de 2025, nesta edição, o tema foi “Juventudes e Ecologia Integral”. 

A Romaria é realizada anualmente desde o assassinato de Dorothy Stang, o trajeto simbólico marca a travessia entre o local onde Dorothy foi plantada/sepultada, o Centro de Formação São Rafael, até o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, local onde foi assassinada. 

A caminhada, de aproximadamente 54 quilômetros. Em 2025 na cidade de Porto de Moz-PA palestrou sobre políticas públicas no II Seminário Diocesano e Secretariou em 2026 no III Seminário Diocesano da Escola de Fé e Cidadania Ir. Dorothy Stang que aconteceu na cidade de Gurupá. Atua na Coordenação da Equipe de Formação Paroquial e na Comissão de Justiça e Paz(CJP).  

Colabora com crônicas, poesias e assessoria em causas sociais e religiosas locais. Seus textos, abordam desigualdades sociais, resistência comunitária, conectando-se à sua expertise em história regional e pastoral em Gurupá. 

Sua militância social começou cedo, influenciada por estudos em bibliotecas e leituras como Leonardo Boff e Frei Betto, evoluindo para engajamento político e reencontro com a fé católica.

UMA IGREJA ACIDENTADA

 A frase do saudoso Papa Francisco é um chamado corajoso para romper com uma fé acomodada e autorreferente, que se protege em estruturas e certezas, mas perde o pulsar da vida real. 

Ela nos empurra para uma Igreja em saída, que não teme se sujar com a dor do povo, que não se escandaliza com as feridas da humanidade, mas as assume como lugar sagrado de encontro com Deus. 

Ser uma Igreja “enlameada” é aceitar o risco do amor concreto, é descer das seguranças institucionais e caminhar com os pobres, os invisibilizados e os descartados. 

É nesse chão imperfeito, marcado por lágrimas e esperança, que o Evangelho se torna carne viva, não como teoria distante, mas como libertação que nasce do compromisso, da justiça e da compaixão ativa.



O Bom Samaritano, uma inspiração para acolher os outros. Na encíclica Fratelli tutti, o saudoso Papa Francisco sugere uma releitura da parábola do Bom Samaritano. Ele traça os seus antecedentes no Antigo Testamento e pergunta ao leitor com que personagem se identifica. Olhando para o mundo de hoje e mesmo para a Igreja, afirma: "Ainda há aqueles que parecem sentir-se encorajados ou pelo menos autorizados pela sua fé a sustentar várias formas de nacionalismo fechado e violento, atitudes xenófobas, desprezo e até maus tratos daqueles que são diferentes". Saudoso Papa Francisco falava a que a catequese e a pregação sejam mais atentas ao falar da dignidade de cada pessoa.

 

“O meu partido é o Pão Partido.” — Padre Júlio Lancellotti Porque seguir Jesus é escolher sempre o lado da partilha, da dignidade e dos que mais precisam. Que a nossa fé se manifeste em gestos concretos. Que nunca nos falte coragem para repartir o pão… e a vida que temos. Este é o único partido capaz de transformar o mundo.

 
































Entregue nas mãos de Deus o seu passado, o presente e o futuro, pois ele sabe de todas as coisas e sempre concede a cada um de nós aquilo que é melhor e necessário. Tenha fé e creia nos propósitos de Cristo Redentor para a sua vida e de sua família!

 








Festividade N. Sra de Nazaré no Setor Mararu- 2024

 





A Igreja sinodal é uma Igreja da escuta, com a consciência de que escutar é mais do que ouvir. É uma escuta recíproca em que cada um tem algo a aprender. Ter ouvidos, ouvir, é o primeiro compromisso. Trata-se de ouvir a voz de Deus, colher a sua presença, interceptar a sua passagem e sopro de vida.

 




Os discípulos(as) tornam-se missionários(as), a partir do encontro com Jesus Cristo, que é o missionário do Pai. Somente experimentando o seu amor, podem anunciar o amor misericordioso de Deus que deseja abraçar a todos. Como diz São Paulo: "é o amor de Cristo que impulsiona". Ninguém é excluído dessa missão. Em virtude do sacramento do batismo, todos os membros da Igreja católica são missionários(a). Na fé, na esperança e na missão.

 


O HEZBOLLAH- POR GILVANDRO TORRES

O Hezbollah é, de fato, um movimento complexo: ele atua como partido político no Líbano, possui representação no parlamento e também mantém uma ala armada poderosa. Surgiu nos anos 1980 em meio à guerra civil libanesa e à ocupação israelense, com apoio do Irã

Vários países e organizações internacionais classificam o Hezbollah como grupo terrorista, total ou parcialmente, incluindo os Estados Unidos, a União Europeia (especialmente sua ala militar) e outros.

Isso se deve a ações como atentados, envolvimento em conflitos armados e ataques contra civis ao longo das décadas.

Por outro lado, alguns países e setores da população libanesa não o consideram terrorista, vendo-o como uma força de resistência e um ator político legítimo dentro do país.

Aqui estão os pontos chave sobre a natureza e as atividades do grupo, baseados em diferentes fontes:

O Hezbollah ("Partido de Deus") foi fundado no início dos anos 80, durante a Guerra Civil Libanesa, com apoio do Irã, inicialmente com o objetivo de combater a ocupação israelense no sul do Líbano. Ele se apresenta como um movimento de resistência contra Israel e a influência ocidental na região. 

No Líbano, o Hezbollah é um ator político legítimo e dominante, com representantes no parlamento e ministros no governo. 

Além disso, opera uma vasta rede de assistência social, escolas e hospitais, especialmente para a comunidade xiita, funcionando em algumas áreas como um "estado dentro do estado". 

O Hezbollah possui uma força paramilitar considerada mais poderosa que o próprio exército libanês. 

Após a Guerra Civil, foi a única milícia autorizada a manter suas armas sob o Acordo de Taif, justificando isso como resistência necessária contra Israel. 

Devido à sua história de ataques a alvos civis e ocidentais, bem como suas atividades paramilitares, o Hezbollah é classificado como organização terrorista — total ou parcialmente — por diversos países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e pela Liga Árabe. 

O grupo mantém confrontos frequentes com Israel, especialmente na fronteira, e busca a destruição do estado de Israel como um de seus objetivos ideológicos.

Mateus 25 é o vigésimo-quinto capítulo do Evangelho de Mateus no Novo Testamento da Bíblia e encerra a narrativa sobre o ministério de Jesus em Jerusalém, imediatamente antes do início da Paixão.

Passagem de Mateus 25 (especificamente dos versículos 31 ao 46), conhecida como o Discurso sobre o Juízo Final, apresenta uma das metáforas mais profundas da teologia cristã sobre a identidade divina.

O texto sugere que a "face de Deus" não é encontrada em uma imagem gloriosa ou em templos, mas sim no rosto do outro, especialmente daqueles em situação de vulnerabilidade.

A Identificação de Cristo com os Necessitados

Nesta parábola, o Rei (Cristo) não diz que os necessitados são "como" ele; ele afirma que eles são ele. A estrutura do texto é direta:

  • "Tive fome e me destes de comer"

  • "Tive sede e me destes de beber"

  • "Era estrangeiro e me hospedastes"

  • "Estava nu e me vestistes"

  • "Adoeci e me visitastes"

  • "Estive na prisão e fostes ver-me"

O Mistério da Invisibilidade

O ponto central do texto é que ninguém reconheceu a face divina no momento da ação. Tanto os "benditos" quanto os "malditos" perguntam: "Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede ou nu?".

Isso revela que:

  1. A face de Deus está oculta: Ela se manifesta no cotidiano e na fragilidade humana.

  2. O serviço é o encontro: O texto propõe que o encontro real com o sagrado acontece através da ética e da compaixão prática.

Implicações Teológicas

Para muitos estudiosos, Mateus 25 redefine o conceito de "sagrado". Se Deus se identifica com o faminto, o prisioneiro e o estrangeiro, então qualquer ato de injustiça contra um ser humano é, por extensão, um ato contra o próprio Criador.

Em resumo, o texto ensina que, se você deseja ver o rosto de Deus, não deve olhar para cima, para as nuvens, mas sim para o lado, para o seu semelhante.

Em Mt 25,31‑46, Jesus descreve o Filho do Homem sentado no trono da glória, separando povos como ovelhas e cabritos. O “rosto” desse Deus‑Juiz não é o de um tirano distante, mas o de Aquele que se identifica com os fracos: “Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). Esse texto mostra que o rosto de Deus aparece na vida concreta dos famintos, sedentos, estrangeiros, nus, doentes e presos.

Como o rosto de Deus aparece em Mt 25

  • Nas parábolas (10 virgens e talentos): o rosto de Deus é de Senhor fiel e severo, que exige vigilância e fidelidade no uso dos dons (Mt 25,1‑30).

  • No juízo das nações: o rosto de Deus é de misericórdia e justiça, que se revela na prática do amor ao próximo; não na doutrina ou no culto apenas, mas na obra concreta de caridade.