3/29/2026

As Maldivas aprovaram recentemente uma emenda à sua Lei de Imigração que proíbe a entrada de portadores de passaporte israelense, como gesto de solidariedade aos palestinos em meio ao conflito em Gaza.

Essa decisão, ratificada pelo presidente Mohamed Muizzu após aprovação parlamentar em abril de 2025, gerou repercussão global, com Israel recomendando que seus cidadãos evitem o destino e negando acusações de genocídio.

A medida reflete a posição pró-Palestina do governo maldivo, apoiada por governo e oposição, e não é inédita—uma proibição similar foi anunciada em junho de 2024. 

O presidente Muizzu destacou "atrocidades" israelenses, reafirmando solidariedade à causa palestina, o que reacende debates sobre sanções unilaterais em fóruns internacionais.

O turismo responde por cerca de 21% da economia das Maldivas, mas o efeito deve ser limitado: em fevereiro de 2025, o país recebeu 214 mil visitantes, dos quais apenas 59 eram israelenses. 

Especialistas preveem pouca repercussão financeira, dado o baixo volume de turistas israelenses comparado a mercados como Europa e Ásia.

Israel rejeita as alegações e alerta riscos aos seus cidadãos nas ilhas, enquanto organizações como Anistia Internacional ecoam críticas semelhantes em relatórios.

 Não há relatos de retaliações econômicas diretas até março de 2026, mas o caso destaca tensões entre política externa e turismo de luxo.

Outros destinos muçulmanos ou pró-Palestina, como Indonésia ou Líbano, já impõem restrições semelhantes, mas paraísos turísticos como Maldivas amplificam o debate. 

A tendência depende de escaladas no conflito de Gaza, podendo influenciar boicotes em resorts globais.


GILVANDRO TORRES

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