Essa decisão, ratificada pelo presidente Mohamed Muizzu após aprovação parlamentar em abril de 2025, gerou repercussão global, com Israel recomendando que seus cidadãos evitem o destino e negando acusações de genocídio.
A medida reflete a posição pró-Palestina do governo maldivo, apoiada por governo e oposição, e não é inédita—uma proibição similar foi anunciada em junho de 2024.
O presidente Muizzu destacou "atrocidades" israelenses, reafirmando solidariedade à causa palestina, o que reacende debates sobre sanções unilaterais em fóruns internacionais.
O turismo responde por cerca de 21% da economia das Maldivas, mas o efeito deve ser limitado: em fevereiro de 2025, o país recebeu 214 mil visitantes, dos quais apenas 59 eram israelenses.
Especialistas preveem pouca repercussão financeira, dado o baixo volume de turistas israelenses comparado a mercados como Europa e Ásia.
Israel rejeita as alegações e alerta riscos aos seus cidadãos nas ilhas, enquanto organizações como Anistia Internacional ecoam críticas semelhantes em relatórios.
Não há relatos de retaliações econômicas diretas até março de 2026, mas o caso destaca tensões entre política externa e turismo de luxo.
Outros destinos muçulmanos ou pró-Palestina, como Indonésia ou Líbano, já impõem restrições semelhantes, mas paraísos turísticos como Maldivas amplificam o debate.
A tendência depende de escaladas no conflito de Gaza, podendo influenciar boicotes em resorts globais.
GILVANDRO TORRES
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