24 de março, recordamos Dom Oscar Romero, assassinado em 1980 enquanto celebrava a Missa na capela do Hospital da Divina Providência, em San Salvador. Arcebispo que inicialmente tinha posição mais moderada, Romero passou a denunciar com coragem a repressão, a violência do Estado, a exploração do povo e também os abusos da guerrilha, tornando-se voz profética em defesa dos pobres e oprimidos.
Nascido em 1917, em Ciudad Barrios, El Salvador, Oscar Arnulfo Romero viveu uma trajetória marcada pela fé, pelo serviço pastoral e pela fidelidade ao povo salvadorenho.
Sua mudança mais profunda acontece após o assassinato do padre jesuíta Rutílio Grande, em 1977. A partir daí, suas homilias, transmitidas pela rádio católica, tornaram-se sinal de esperança para o povo e motivo de perseguição por parte dos poderosos.
Em fevereiro de 2015, o papa Francisco reconheceu Romero como mártir, aprovando seu decreto de beatificação.
A cerimônia aconteceu em 23 de maio de 2015, em San Salvador, reunindo cerca de 300 mil pessoas. Para muitas comunidades cristãs da América Latina, porém, Dom Romero já era santo desde o dia do seu martírio.
São Romero da América Latina permanece como símbolo da Igreja comprometida com a paz, a justiça social e a dignidade dos pobres.

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