Jango servira como vice-presidente nos governos de Juscelino Kubitschek (1956-1961) e Jânio Quadros (1961), assumindo a presidência em setembro de 1961 após a renúncia de Jânio. Seu mandato inicial operou sob o parlamentarismo, imposto como condição para sua posse, mas recuperou plenos poderes presidenciais em janeiro de 1963, via plebiscito que restaurou o presidencialismo.
O governo foi marcado pelas "reformas de base", anunciadas no comício da Central do Brasil (13 de março de 1964), incluindo reforma agrária, controle de remessas de lucros, nacionalização de refinarias de petróleo e habitação popular. Essas propostas inflamaram oposição de elites rurais, setores empresariais, Forças Armadas, Igreja Católica conservadora e Estados Unidos — no auge da Guerra Fria, temendo uma "ameaça comunista". Manifestações como a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em São Paulo (19 de março), mobilizaram a sociedade civil contra Jango.
O golpe, liderado por generais como Mourão Filho, consolidou-se entre 31 de março e 4 de abril, com Jango fugindo para o Uruguai. Exilado em países como Uruguai, Argentina e México, morreu em 6 de dezembro de 1976, em Corrientes (Argentina), vítima de ataque cardíaco — fato contestado por indícios de envenenamento, investigados em CPIs recentes.
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