No Evangelho, as mulheres chegam ao túmulo de Jesus e o encontram vazio.
Não há corpo, só faixas de linho e o anúncio dos anjos: "Por que procuram o vivo entre os mortos?" (Lc 24,5).
Para nós, esse "túmulo vazio" não é apenas história antiga – é profecia para a nossa vida!
Pode ser um projeto que parecia acabado, como aquela iniciativa de desenvolvimento comunitário que o desânimo enterrou.
Mas Deus abre nova porta: com fé e organização, ele ressuscita em mutirões de trabalho, parcerias e frutos inesperados.
Pode ser uma família que perdeu alguém querido, no luto das enchentes ou das durezas da vida ribeirinha.
A memória dele não é fim, mas semente de vida: inspira os filhos a lutar pela educação, pela saúde e pela dignidade, florescendo em novos caminhos de esperança.
Pode ser uma comunidade que parece esquecida, como tantos rincões do Pará e Amapá, à mercê da política distante ou das crises ambientais.
Mas ela ressurge na força da fé, da oração coletiva e da organização popular – virando motor de mudança, com assembleias, projetos sustentáveis e voz profética.
Assim, o túmulo vazio nos ensina lições eternas para o hoje:
A morte não tem a última palavra. Nem o fracasso, nem a perda, nem o abandono – Cristo venceu tudo isso.
Deus age no que parece "vazio" e "sem sentido". No silêncio da oração, no jejum da espera, ele semeia vida nova.
A fé nasce quando, em vez de fechar o sepulcro com medo, entramos nele com esperança. Vamos ao "vazio" das nossas dores, confiando no Ressuscitado!
Irmãos, nesta Páscoa, levantemo-nos! Do túmulo vazio de Jesus flui a força para transformar Gurupá e nossa região. Aleluia!
Com carinho em Cristo,
Gilvandro Torres
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