Pedro, impetuoso, diz: “Eu darei a minha vida por ti!”. Mas Jesus, sem humilhá‑lo, responde com ternura realista: “O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.
Isso nos fala de presunção e humildade: Muitas vezes, na missa, nos sentimos fortes, mas, depois, na vida diária, nos escondemos de nossa fé por medo de serem zombados, por medo de perder proveito, por medo de enfrentar a verdade. Muitas pessoas negam Jesus ao ficarem caladas diante da destruição da natureza, da exploração do povo e da corrupção. “Assim como Pedro negou Jesus, também nós negamos Cristo quando não nos posicionamos em favor da vida, do povo e da terra.”
Mesmo com a traição de Judas e a negação de Pedro, Jesus afirma: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele”. A glória aparece não no poder, mas na entrega; não na vitória fácil, mas na fidelidade até o fim. São cruzes de trabalho duro, de injustiças, de expropriação da terra, de filhos que vão embora buscando vida melhor.
Mas, mesmo nisso, Deus se glorifica onde há amor, serviço, cuidado com a família e com a comunidade. Jesus não fica preso somente na traição e na negação: depois desse texto, ele anuncia o “novo mandamento”: “Amai‑vos uns aos outros, como eu vos amei”. Esse mandamento é o coração da nossa vida cristã aqui em Gurupá.
Defendendo a vida da Amazônia, não apenas com palavras, mas com ações concretas. Acolhendo o pobre, o idoso, o sofrido, o que chega à nossa igreja com a dor no coração.
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