A Primeira Guerra Mundial foi um conflito de escala global ocorrido entre 1914 e 1918, centrado na Europa, mas que envolveu também países da Ásia, da África, da América e da Oceania.
Os principais beligerantes se organizaram em dois grandes blocos: de um lado, a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria‑Hungria e, inicialmente, Itália), e, de outro, a Tríplice Entente (França, Reino Unido e Rússia), à qual depois se somaram outros aliados como Estados Unidos e Japão.
As causas profundas do conflito incluem o imperialismo, o revanchismo (como o desejo francês de recuperar a Alsácia e a Lorena perdidas para a Alemanha em 1871), a corrida armamentista e o nacionalismo exacerbado, com projetos como pangermanismo e pan‑eslavismo.
Como estopim imediato, conta‑se o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro‑húngaro, em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, por um nacionalista sérvio‑bósnio ligado à organização “Mão Negra”.
A guerra ficou famosa por introduzir ou popularizar o uso de metralhadoras, tanques, armas químicas (como gás cloro e gás mostarda) e aviões, além do uso mais amplo de rádio e outras tecnologias elétricas no campo de batalha.
Também se destacou pela guerra de trincheiras, sobretudo no front ocidental, onde exércitos ficavam encastelados em trincheiras por longos períodos, com poucos avanços territoriais e altíssimo custo em vidas.
Estima‑se que cerca de 8,5 milhões de militares e cerca de 10 milhões de civis morreram no conflito, além de dezenas de milhões de feridos e traumatizados.
A guerra levou ao colapso de quatro grandes impérios (Austro‑Húngaro, Alemão, Russo e Turco‑Otomano), mudou o mapa da Europa, fragilizou as democracias liberais e criou as condições para o descontentamento alemão que alimentaria o nazismo e, posteriormente, a Segunda Guerra Mundial.
GILVANDRO TORRES
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