10/20/2025

O Papa Leão XIV recorda a força da Irmã Dorothy Stang, que diante da violência mostrou que sua única arma era a Bíblia. Dorothy e os mártires da Amazônia continuam inspirando as novas gerações a lutar em defesa da floresta e de seus povos.

 


As palavras de Irmã Dorothy continuam ecoando como profecia e esperança.





 

Como os jornais retrataram a trágica morte do escritor Euclides da Cunha? 😮 A morte do escritor Euclides da Cunha ficou conhecida como a "Tragédia da Piedade". E este é um jornal publicado alguns dias depois do seu assassinato. A esposa de Euclides, conhecida como Anna de Assis, tornou-se amante de um jovem cadete 17 anos mais novo do que ela, Dilermando de Assis. Ainda casada com Euclides, teve dois filhos de Dilermando. Um deles morreu ainda bebê. O outro filho era chamado por Euclides de "a espiga de milho no meio do cafezal", por ser o único louro da família. Aparentemente, Euclides criou como seu esse menino. A traição de Anna desencadeou uma tragédia em 1909, quando Euclides entrou armado na casa de Dilermando dizendo-se disposto a matar ou morrer. Dilermando reagiu e matou Euclides, mas foi absolvido pela justiça militar. Até hoje discute-se o episódio.

A primeira máquina de escrever prática surgiu em 1868, fruto de uma revolução mecânica e de uma ideia quase por acaso! 🔹 Christopher Latham Sholes, editor de jornal, teve a ideia ao adaptar uma máquina de numerar páginas para digitar letras. 🔹 Com a ajuda de Soule, Glidden e Pratt, criou a Sholes and Glidden, patenteada em 23 de junho de 1868. 🔹 O modelo usava pedais como máquinas de costura e só digitava em MAIÚSCULAS. 🔹 Em 1873, a fábrica de rifles Remington começou a produzir o equipamento, após a Guerra Civil dos EUA. 🔹 Foi nesse projeto que nasceu o teclado QWERTY, padrão até hoje! 🔹 Sholes vendeu a patente por falta de recursos, mas deixou um legado que mecanizou a escrita. De um experimento improvisado ao início da digitação moderna — a escrita nunca mais foi a mesma!

Em 6 de agosto de 1945, nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima, destruindo-a e matando quase 100.000 pessoas. Dias depois, outra bomba foi lançada sobre Nagasaki, com o mesmo impacto devastador. A Faixa de Gaza sitiada foi bombardeada por Israel com 79.000 toneladas de explosivos ao longo de dois anos consecutivos, cinco vezes a potência da bomba de Hiroshima, matando mais de 60.000 pessoas e deixando mais de 10.000 desaparecidos.

Mais de meio milhão de palestinos desalojados do norte de Gaza para o sul retornaram com o início da implementação do cessar-fogo. Mais de 80% da cidade de Gaza está completamente destruída. As pessoas estão montando barracas sobre as ruínas de suas casas, destruídas pelos bombardeios israelenses durante dois anos inteiros de genocídio e devastação.

Fazemos a memória do testemunho de fé e vida de dois grandes missionários no Xingu: Pe. Salvatore Deiana( Pe. Tore) faleceu em 16 de outubro de 1987 naquele acidente da Transamazônica quando viajava com Dom Erwin Krautler, Pe. Mateus Antonello e Sônia Portugal; Pe. Frederico Tschol faleceu em 16 de outubro de 2016.

 



Ademir Federicci, o Dema ✨ Liderança das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja do Xingu, forjado na luta do povo, Dema entregou sua vida em defesa da agricultura familiar e das comunidades tradicionais. Hoje, sua memória segue viva, inspirando lideranças e fortalecendo a luta socioambiental nas margens dos rios e pelas estradas da Amazônia.





 

O chocolate Diamante Negro foi criado pela Lacta em 1932, inicialmente com outro nome. Em 1940, ele foi rebatizado em homenagem ao jogador Leônidas da Silva, apelidado de “Diamante Negro” após seu destaque na Copa do Mundo de 1938, quando foi artilheiro do torneio e considerado um dos maiores jogadores da época. O apelido surgiu da imprensa francesa, encantada com o talento e a elegância do atacante brasileiro. A Lacta aproveitou o sucesso de Leônidas e usou o nome como forma de homenagem, o que acabou se tornando um dos chocolates mais icônicos do país.

 https://www.fatosdesconhecidos.com.br/ | Site

https://instagram.com/fatosdesconhecidos | Instagram



A palavra “católico” vem do grego katholikós, que significa “geral”, “universal”, em oposição a “particular”. Desde a sua origem, a Igreja fundada por Jesus sobre Pedro é Universal, Internacional, Mundial Católica. Foi este o desejo do Senhor quando enviou os apóstolos a todos os povos: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações” (Mt 28,19). Cristo quis que Sua Igreja abrangesse toda a terra, levando a mesma fé, o mesmo Evangelho e os mesmos sacramentos a todos os povos e culturas. Séculos mais tarde, surgiram instituições humanas com nomes como Universal do iReino de Deus, Internacional da Graça, Mundial do Poder de Deus... Mas a verdadeira Igreja Universal já existia há dois mil anos: é a Igreja Católica Apostólica Romana, presente em todos os continentes, em todas as línguas e culturas, guardando fielmente a fé transmitida pelos apóstolos. Nenhuma instituição humana alcançou tal presença, unidade e continuidade.

Rio amazonas em Gurupa

O Batismo Católico por Aspersão é Válido A forma essencial do Batismo é a água e a fórmula trinitária Jesus mandou: “Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). A Igreja ensina que o elemento essencial do sacramento é a água natural e a invocação da Santíssima Trindade. A maneira de aplicar a água (imersão, infusão ou aspersão) não altera a validade do sacramento, pois o essencial é a ação purificadora da água e a intenção sacramental. A imersão era comum, mas não exclusiva De fato, a imersão era frequente nos primeiros séculos, pois simbolizava bem a morte e ressurreição com Cristo (Rm 6,4). Contudo, a própria Bíblia mostra que nem todos foram batizados assim: Em Atos 2,41, cerca de três mil pessoas foram batizadas em Jerusalém no mesmo dia — impossível por imersão, dada a escassez de água na cidade. Em Atos 10,47-48, Pedro batiza Cornélio e sua família dentro da casa, sem mencionar tanque ou rio. Em Atos 16,33, o carcereiro de Filipos foi batizado “na mesma hora da noite”, dentro da prisão — novamente improvável por imersão. O significado do termo “batizar” O verbo grego baptizein não significa apenas “mergulhar”. Nos textos bíblicos e gregos posteriores, significa também lavar, purificar — até mesmo de modo simbólico: “João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” (At 1,5). “Tenho de receber um batismo, e como estou angustiado até que ele se realize” (Lc 12,50). Em ambos os casos, o “batismo” é uma purificação espiritual, não uma imersão física. Exemplo simbólico em 1 Coríntios 10,2 “Todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar.” Mas os israelitas não se molharam — passaram a pé enxuto (Ex 14,22). Quem realmente foi submerso os egípcios morreram! Logo, o símbolo do batismo cristão não exige a imersão física, mas a passagem libertadora e purificadora pela graça. A Igreja sempre reconheceu o batismo por aspersão como válido e legítimo.

Ao som amazonico

Ao vivet

Ilha grande de Gurupa

Beleza de Deus

Ilha do gurupai,em Gurupa

Rio muruchaua, em Gurupa

Vivencia

Em Gurupa

Rio amazonas

Rio

Frente do rio moju em Gurupa

Pelos rios de Gurupa

Rio Muruchaua

PARÁ : Coração da Amazônia e dono de uma das culturas mais ricas do Brasil. O Pará é um universo de rios, sabores e tradições que encantam quem chega. História: • Fundado em 1616, com a construção do Forte do Presépio, que deu origem à cidade de Belém. • Foi palco da Cabanagem (1835–1840), uma das revoltas populares mais marcantes do período imperial. • Enriquecido pelo Ciclo da Borracha, Belém viveu uma era de luxo e modernização no fim do século XIX. Importância: • 2º maior estado do Brasil, com 1,24 milhão de km². • Potência em mineração (ferro, bauxita, cobre), energia hidrelétrica e exportações. • Destino turístico em ascensão, com destaque para Alter do Chão, conhecido como o “Caribe Amazônico”. População e território: • População estimada (2025): 9,1 milhões de habitantes. • A maioria vive nas margens dos grandes rios, com destaque para Belém e Santarém. • O estado é cortado por centenas de rios que formam a maior bacia hidrográfica do mundo. Costumes e cultura: • O Círio de Nazaré, em Belém, é uma das maiores festas religiosas do planeta. • A culinária paraense é uma das mais autênticas do Brasil: tacacá, maniçoba, pato no tucupi e açaí verdadeiro. • A música e o artesanato expressam o orgulho da identidade amazônica. Capital: Belém | Língua: português | Moeda: real (BRL) E você, se pudesse ver o Pará do alto, escolheria as lagoas de Alter do Chão, o Círio em Belém ou o encontro dos rios Tapajós e Amazonas? Terra Trend


Futebol de "brinquedo" 🕹️ O futebol de botão foi inventado em 1930, pelo brasileiro Geraldo Cardoso Décourt. Naquela época, eram usados botões de madeira e posteriormente os botões de plástico. O jogo se popularizou no mundo e tem adeptos até nos dias de hoje. Em 14 de fevereiro de 2001 o governador de São Paulo, na época, Geraldo Alckmin, oficializou a data como "dia do botonista" em referência à data de nascimento de Geraldo Décourt.

Campeões da Série B! Ano 1991 Nesse ano, a Série B contou com 64 participantes e durou de janeiro a maio. Na primeira fase, os times foram divididos em oito grupos de oito times cada, onde os dois primeiros de cada grupo avançavam para a fase mata-mata. A final foi decidida entre Paysandu e Guarani-SP. O Papão do Norte até perdeu o jogo de ida em Campinas, por 1x0. Mas no Mangueirão, com mais de 34 mil pessoas o time paraense venceu por 2x0 e sagrou-se campeão. A noite de 26 de maio de 1991 foi de festa em Belém.

 


Campeões da Série B! Ano 2001 A Série B de 2001 teve a participação de 28 equipes, divididas na primeira fase em dois grupos, com turno e returno. As quatro melhores equipes de cada grupo se classificaram para as quartas-de-final. Os quatro classificados diputaram um quadrangular final com jogos de ida e volta. Os dois primeiros colocados garantiram acesso para a Série A de 2002, sendo Paysandu e Figueirense. Além deles, o quadrangular também contou com Caxias e Avaí. Em 22 de dezembro, a Curuzu foi o palco do título do Papão. Após golear o Avaí por 4x0, o Paysandu se tornou Bicampeão Brasileiro Série B. É o único clube do Norte do país com dupla conquista da segunda divisão.


 

Campeões da Série B! Ano 1985 Mais uma vez o regulamento foi alterado e o número de clubes foi reduzido de 32 para 24. O campeão do torneio veio da região norte do Brasil, a Tuna Luso Brasileira, de Belém-PA. O título foi disputado num triangular final com Figueirense e Goytacaz. Em 04 de abril de 1985 a Tuna Luso venceu o Goytacaz por 3x2, no Mangueirão e terminou o triangular em primeiro lugar, sendo assim campeã da Série B daquele ano.


 

10/14/2025

Em 18 de maio de 1781 Tupac Amaru é executado pelas autoridades espanholas na cidade de Cuzco. Tinha 43 anos. Seu nome era José Gabriel Condorcanqui, era descendente dos líderes Incas que havia resistido à Conquista do Peru no século XVI. O nome em Quechua significa "Cobra Brilhante". A rebelião que liderou foi a maior contra as autoridades espanholas desde a descoberta da América. Reclamou a liberdade de todas as colônias e proclamou o fim da escravidão no final de 1780. Após sofrer várias derrotas em janeiro e março de 1781, os espanhóis conseguiram apanhá-lo. Ele foi torturado, mas ele se recusou a denunciar pessoas. Em 14 de maio, foi condenado à morte, mas antes disso, foi forçado a testemunhar as execuções de vários familiares, incluindo a esposa, Micaela Bastidas. Cortaram-lhe a língua e quiseram esquartejá-lo, amarrando as pernas e braços a quatro cavalos, mas ele conseguiu resistir e finalmente decapitaram-no. Após décadas mais tarde, o processo independentista tornou-se imparável e reconhece na revolta de Tupac Amaru II o seu mais importante antecedente. Créditos:. Historia s.xix

A palavra de Deus quando ela ė compartilhada ela orienta, restaura e refaz nossa força alimentada na espiritualidade. Jesus é o cumprimento e anunciação libertadora. Alimentados pela fé e pela Eucaristia. O senhor Jesus Cristo nos chama e transforma toda nossa vida. A conversão de São Paulo é um grande exemplo da manifestação da Graça, transformação e renovação espiritual. Decisão de cada um como Batizado, ser seguidores de Cristo ressuscitado. Autor: Gilvandro Torres

10/13/2025


 

Uma das formações do Paysandu Sport Club ⚽ na Libertadores de 2003. Em Pé : Tinho, Ronaldo, Jorginho, Luís, Fernando e Rodrigo. Agachados: Lecheva, Vélber, Iarley, Vanderson, Róbson e Sandro Goiano. ------- Escalação 🔵 > (12)Ronaldo; (13)Rodrigo Chagas, (15)Jorginho Baiano, (14)Tinho e (6)Luís Fernando; (8)Sandro Goiano(cap), (21)Lecheva, (10)Vanderson e (7)Iarley; (20)Vélber e (9)Róbson - Robgol. 🇺🇾 Técnico: Dario Pereyra. ------- A campanha do Papão da Curuzu foi de 5 vitórias, dois empates e uma derrota em 8 jogos. Seu ataque marcou 17 gols e sua defesa foi vazada 9 vezes, somou 17 pontos ganhos. ------- Colocação 🐺: 9º Lugar. ------- (9)Robgol ⚽ marcou 6 gols, foi o artilheiro do Papão no torneio. ------- OBS: O Paysandu 🇧🇷 chegou às oitavas de final, foi eliminado pelo Boca Juniores 🇦🇷, venceu o jogo de ida no La Bombonera por 1 a 0, gol de (7)Iarley e perdeu o jogo de volta por 4 a 2 no Mangueirão. ------- Artilharia do Paysandu ⚽: Robgol (6 gols), Iarley (3), Vélber (3), Sandro Goiano (2), Lecheva (1), Jorginho e Burdisso - contra (1 gol). ------- A Taça Libertadores da América de 2003, contou com a participação de 32 clubes.

 



 

Apesar das tentativas de apagar todos os vestígios de vida e forçar o desalojamento, os moradores de Gaza continuam a se posicionar com determinação inabalável diante dos planos da ocupação israelense e de seus apoiadores, afirmando que manter a terra não é uma escolha, mas um direito, um dever e a essência da dignidade.

ABE DE QUEM ??? FAZ HISTÓRIA, CABO VERDE! Nossos irmãos de idioma superam Essuatíni na última rodada do Grupo D, deixando ninguém menos que Camarões, umas das seleções mais tradicionais do continente africano para trás, e carimbando a tão sonhada vaga para jogar a sua primeira Copa do Mundo! OS TUBARÕES VÃO PRA COPA!!!! Valorizando e fazendo História!!! 🇧🇷

 


Navios Negreiros A história dos navios negreiros é das mais comoventes. Homens, mulheres e crianças eram transportados amontoados em compartimentos minúsculos dos navios, escuros e sem nenhum cuidado com a higiene. Conviviam no mesmo local, a fome, a sede, as doenças, a sujeira, os agonizantes e os mortos. Sem a menor preocupação com a condição das pessoas, os responsáveis pelos navios negreiros amontoavam negros acorrentados como animais em seus porões que muitas vezes advinham de diferentes lugares do continente Africano, causando o encontro de várias etnias e que por vezes eram também inimigas. Seus corpos eram marcados pelas correntes que os limitavam nos movimentos, as fezes e a urina eram feitas no mesmo local onde permaneciam. Os movimentos das caravelas faziam com que muitos passassem mal e vomitassem no mesmo local. Os alimentos simplesmente eram jogados nos compartimentos uma ou duas vezes por dia, cabendo aos próprios negros promover a divisa da alimentação. Como os integrantes do navio não tinham o hábito de entrar no porão, os mortos permaneciam ao lado dos vivos por muito tempo. Quando o navio encontrava alguma dificuldade durante seu trajeto, o comandante da embarcação ordenava que os negros moribundos ou mortos fossem lançados ao mar, como alternativa para reduzir o peso do navio. Nestes casos, o mar acabava se tornando a única saída dos negros para a luz, antes de chegarem aos destinatários do comércio. Foi somente no século XIX que as leis proibiram o comércio de negros. Entre 1806 e 1807, a Inglaterra acabou com o tráfico negreiro em seu Império e em 1833 proibiu o trabalho escravo. No Brasil, mesmo após o tráfico negreiro ter sido proibido, a escravidão permaneceu até 1888. Navio negreiro (também conhecido como "navio tumbeiro") era um tipo de navio de carga para o transporte de pessoas raptadas e escravizadas, responsável por levar mais de 11 milhões de pessoas Africanas escravizadas para América, até o século XIX. Aprisionados no interior da África subsaariana, por incursões dos mercadores esclavagistas ou por outros Africanos que lucravam com o tráfico, os escravizados eram trazidos em marcha forçada até o litoral do continente, onde os sobreviventes eram despojados de suas roupas e eventuais pequenos pertences que ainda carregassem consigo, para serem vendidos aos comerciantes europeus, que os embarcavam nos navios negreiros. Neles, os escravizados eram destinados aos porões da embarcação, onde ficavam presos em grupos às correntes. Cada navio, levava em média quatrocentos Africanos amontoados. O mau-cheiro imperava, e o espaço para movimentação era mínimo, porque embora navios deste tipo fossem geralmente grandes, se otimizava o espaço do mesmo para caber o maior número possível de escravizados. Doenças As principais causas de mortes estavam relacionadas a problemas gastrointestinais, escorbuto e doenças infectocontagiosas. Revoltas Outro fator que contribuía para o elevado número de mortes eram os castigos aplicados aos revoltosos. Grande parte dos escravizados era obrigada a presenciar a punição a fim de que eles fossem persuadidos de não tentarem o mesmo. A mais conhecida foi a do navio La Amistad. No entanto, outras revoltas como a do barco "Kentucky", de 1845, foi sufocada e todos os negros jogados ao mar.


 

 


O Círio de Nazaré em Belém, Grão Pará. Litografia de Friedrich Hildebrand 1883. O Barco e os marujos fazem recordação do naufrágio do brigue português São João Batista, que saiu com 28 pessoas (entre tripulantes e passageiros) do porto de Belém em 11 de julho de 1846 com destino a Lisboa. Reza a lenda que os náufragos conseguiram se salvar e, depois de “desesperada luta com as ondas”, chegaram a Belém e relataram o milagre feito pela Virgem de Nazaré. Este fato deu origem à introdução dos escaleres e da marujada ao Círio de Nazaré. Instituído em 1793 em Belém do Pará, o Círio é a maior manifestação cristã do brasil - e um dos maiores eventos do mundo -, reunindo mais de dois milhões de pessoas em uma só manhã. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada pela manhã. Em 1882, o bispo Dom Macedo Costa, em acordo com o Presidente da Província, Justino Ferreira Carneiro, instituiu que a partida do Círio seria da Catedral da Sé, em Belém.

 


Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja, dizia que "quem reza se salva, quem não reza se condena".

Em outubro de 1717, nas margens do Rio Paraíba do Sul, no vilarejo de Guaratinguetá (SP), três pescadores — Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves — lançaram suas redes em busca de peixes para o banquete em homenagem ao conde de Assumar, governador da capitania. Após várias tentativas sem sucesso, eles retiraram primeiro o corpo de uma pequena imagem de terracota escurecida e, logo depois, a cabeça que se encaixava perfeitamente. A partir daí, os peixes abundaram no rio. A imagem, que media cerca de 36 cm, foi reconhecida como uma representação da Imaculada Conceição, e passou a ser chamada de Nossa Senhora Aparecida — “a que apareceu”. O achamento ocorreu em um Brasil colonial escravista, marcado pela exploração econômica, pela profunda desigualdade social e pelo sofrimento do povo negro escravizado, trazido à força da África. Nesse contexto de opressão e fé popular, o culto à Virgem Aparecida se espalhou rapidamente entre os pobres, os escravizados e os marginalizados — os que viam na imagem uma mãe que acolhia todos, independentemente da cor, condição ou origem. Os milagres atribuídos à santa reforçaram essa devoção. Um dos mais antigos e simbólicos é o do escravo Zacarias, acorrentado e castigado por tentar fugir. Diante da imagem da Senhora Aparecida, ele teria pedido libertação — e as correntes se romperam milagrosamente. Esse episódio, amplamente difundido na tradição popular, tornou-se um símbolo de liberdade e dignidade humana num tempo em que a escravidão era sustentada até por parte da própria elite católica. A cor escura da imagem — originalmente causada pela argila e pelo tempo no rio — também foi interpretada como um sinal de identificação com o povo negro e com os pobres. A “Santa Morena” tornou-se, assim, um ícone de resistência e esperança em um Brasil dividido entre a casa-grande e a senzala.

"Senhora amabilíssima, Senhora sublimíssima, Senhora graciosíssima, volvei vosso olhar para um pobre pecador que a Vós se recomenda e em Vós põe a sua confiança." (Santo Afonso Maria de Ligório)

Comunidades Eclesiais de Base

A história do Brasil realista e inventada!

RIO AMAZONAS NA AMAZÔNIA GURUPAENSE

Questão de Direito Indígena

Papo Sinodal com Gilvandro Torres

Um papo Sinodal

VISITA PASTORAL SETOR MARARU- 2024 COM PADRE JOSÉ AMARO

10/11/2025

Papo Sinodal com Gilvandro Torres

Um papo Sinodal

Gilvandro Torres e Claudinei Alves, bate papo sobre IGREJA SINODAL

Historia de Gurupá por Gilvandro Torres

Democracia

GURUPÁ de Gilvandro Torres Marajó de Bolso 21 CANAL MARAJOANDO CULTURAL

Educação Política é o caminho para recuperar esperança da DEMOCRACIA!

Comunidades Eclesiais de Base

A história do Brasil realista e inventada!

RIOS DO MARAJÓ AS BELEZAS NATURAIS

RIO AMAZONAS NA AMAZÔNIA GURUPAENSE

 Poesia entorpecida

 

Na capital as fumaças entorpecidas de ilusão 

Uma forma de estar feliz no altar sagrado 

Amo-te tua existência, 

Capital morena, curando tua fraqueza. 

Extensa na beleza de teus rios.

No alto da torre, vejo o relógio do tempo. 

Não posso ficar parado Corro contra as ilusões. 

Até o limite do rio Guamá 

Agradando meu íntimo caboclo Faço de ti, uma bela poesia. 

Beijando-te intensamente Doce inspiração amazônica. 

Nas palafitas da vila da barca 

Misturo-me numa dose pura de aguardente

Encho minha cara num bar decadente 

Sequestro almas numa poesia sínica 

Estranha alquimia branca 

Na noite revelada das fumaças proibidas 

Exaltados sentimentos. 

De um poeta subversivo e anestesiado 

Pela imagem urbana e suja da noite, 

vagando pelo silêncio. 

És uma obra incompleta e inédita.

autor: GILVANDRO TORRES- 1996

 1998 fui para um longo exilio num cenário poético e reflexivo no rio mararú absorvendo novas experiências

Eu sempre estava indignado porque uns tinham e outros não, fui aluno frequentador da fundação Curro Velho no Telegrafo onde a cultura era arte em tudo que fazíamos, fiz alguns cursos e aprendi a pintar, conheci o outro lado do asfalto nessa época nas favelas da vila da barca onde mantinha amigos de infância, aquele cenário de pobreza me chocou vi de perto a desigualdade social e onde as pessoas trabalhavam em subempregos, crianças pedindo no sinal de transito, tráfico de drogas e meninas se vendendo nas esquinas, a policia estava corrompida e facilitava tudo.

Alguns amigos morreram nessa época outros viraram assaltantes e não tiveram tempo de contar suas histórias,


Enfim o sistema não me corrompeu e sobrevivi diante das coisas que aconteciam tinha que adquirir experiência e ideologicamente já estava inclinado ao socialismo ,está fuga que resultou na solidificação de minha convicção esquerdista.

Vivi tudo na minha adolescência e claro algo incontrolável e agitado está na capital paraense tudo era sonhos rebeldes sem causa onde decifrar a palavra liberdade era escrever uma poesia entorpecida por um som que virava a cabeça de uma geração, onde aprendi a respeita as diferenças e me arriscar intensamente.

Percebi uma sociedade consumista vendida pelo capitalismo a imagem de Che Guevara nas estampas de camisas. 

Afastei-me da religião e fiz um pacto comigo mesmo seria o mestre de minhas próprias situações.

Ocupei espaços indevidos num mundo que não era o meu, fui exilado para longe num cenário poético e reflexivo no rio mararú absorvi novas experiências, iniciei minha militância ainda jovem nas passeatas mais agora a natureza que via era uma nova história na foz do rio amazonas em 54 meses de minha vida, estive nas mobilizações estudantis e rurais, fui um líder estudantil, nunca escondendo minha visão política.

2002 em Macapá cenas que marcaram minha vida!

Cenas que marcaram essa campanha no meio do mundo, considerando uma Experiência pessoal muito importante. Não tínhamos hora para almoçar, nem para dormir. 

De dia estava nas periferias buscando e conquistando votos e lugares para colocarmos as placas conseguimos eleger Capiberibe para senado e com meu voto elegemos Lula para presidente do país, pela primeira vez um operário comandaria um país exausto desigualdade social e desemprego. 

Vi Lula então candidato de perto, afinal meu cunhado subiu no palanque para apoia Dalva(PT),para governo, ela perdeu para o gurupaense radicado no Amapá Waldez (PDT). 

Perdemos a campanha por contratempos e traições politicas, mais valeu muito a experiência e a convivência com este povo, o mais engraçado foi o parto que aconteceu no carro, a caminho do hospital, não deu tempo de chegar e meu cunhado que é médico fez o parto ali mesmo a beira da pista, eu e minha irmã Mariana ajudamos,

Cenas e situações que nunca esqueceria. Foi dias de sufoco, ainda recordo com saudades, daqueles dias que levamos parentes e amigos para o estado do Amapá para transferir o titulo de eleitor para este estado, levamos muitas pessoas e fomos para Gurupá de voadeira e de lá fizemos compras e alugamos um barco, eu e minha irmã Mariana Duarte. 

Chegamos em casa de madrugada e de manhã ia buscar o pessoal, o dia ia ser longo a viagem foi tranquila, mais estávamos viajando clandestinamente para Santana, ajudei a fazer a comida e chegamos a noite na cidade de Santana, solo amapaense depois pegamos um micro ônibus e fomos para Macapá onde alguns ficaram na casa da minha irmã Mariana e outros na casa da mãe dela, conheci meu irmãos que moravam na capital amapaense e para mim tudo era novidade, foi uma grande experiência ter participado dessa campanha de reeleição do meu cunhado Alexandre Torrinha à deputado estadual.

Uma fase de minha vida ricamente ilustrada, lugares que nunca tinha imaginado ir, perto do povo estava no caminho certo, fatos e situações que a vida me oferecia.

Toda essa experiência vivida em 54 meses foi base daquilo que vivi desde minha viagem para o rio mararú,  aquela viagem me causou um impacto no sentido de moldar minha personalidade, quando comecei a viver com o povo ribeirinho, não só aprendi muitas coisas da vida como me serviram para avaliar futuras decisões que tive que tomar. 

As lembranças dessas viagens maravilhosas que participei num momento especial de minha vida,
desde a ilha grande de Gurupá. Ficam em minha memória como testemunho de momentos intensos que a vida me privilegiou aos meus conterrâneos a quem tenho muito estima e afeto ofereço esses relatos como uma forma de dizer o quanto tenho orgulho de ser gurupaense.

O verdadeiro ouro dos ribeirinhos de Gurupá

Quando cheguei no Mararú o comércio de palmito, já tinha perdido o mercado devido às exigências sanitárias no exterior, exportava-se muito para França através de compradores do estado do Amapá. 

A maior parte da produção de palmito naquela região é direcionada ao fornecimento de fabriquetas clandestinas, que não possuem qualquer controle de qualidade. 

Isso foi o grande motivo do fechamento de grandes fábricas instaladas na região chamada de areião(Melgaço). 

A fiscalização e o não cumprimento das exigências e o desmatamento da região. 

Se a fruta e o palmito de açaí do estuário amazônico perderem mais mercado, a sobrevivência dos ribeirinhos da região pode até ser comprometida no caso de monocultivo de açaí, por isso muitos ribeirinhos do rio Mararú transformaram seus terrenos em plantações de açaí. 

O açaizeiro É uma planta que prefere os terrenos alagados e áreas úmidas. Por isso sua ocorrência é mais frequente nas margens dos rios, como na ilha grande de Gurupá e especial do Mararú e Mojú. Como floresce e frutifica o ano todo, é possível encontrar na mesma árvore, diferentes estágios de maturação, desde flores até frutos maduros.

Dessa árvore, que chega a 30 m. de altura e se aproveita-se tudo. As folhas são usadas para cobertura de casas; a madeira é usada em construções rústicas; as fibras das folhas para tecer chapéus, esteiras e ''rasas'', cestas utilizadas como medida padrão no transporte e comércio da fruta; os cachos secos são aproveitados como vassouras. 

Alimento básico das populações ribeirinhas da Amazônia. (diário pessoal-2002)




 SOBRE O PROCESSO DE CRIAÇÃO DA ARQUIMIG DE GURUPÁ, CONTRIBUIÇÃO DO AMIGO PEDRO TAPURU

Em 21 de setembro de 1999 o Sindicato dos Trabalhadores Rurais apresentou o pedido de reconhecimento de domínio das comunidades quilombolas tendo como base legal o art. 68 do ADCT em nome das comunidades Gurupá Mirim, Maria Ribeira, Jocojó, Flexinha, Carrazedo, Camutá do Ipixuna, Bacá do Ipixuna, Alto Ipixuna e Alto Pucurui. No final do requerimento, assinado pelo presidente e pelo Diretor de Política Agrícola e Agrária do STR, e pelos representantes de todas as comunidades, se evidencia que: “informamos que as comunidades estão em processo de criação de uma Associação dos Remanescentes de Quilombos que irá administrar o título” . 

O processo foi acompanhado pelo mapa de localização da área (já neste documento se pode visualizar a exclusão da área ocupada por Foad, Fl. 465). Em 07.12.99 a ARQMG enviou cópia da certidão cartorial de seu registro, Estatuto, CNPJ, Ata de Fundação, cópia dos documentos pessoais do presidente e secretária da Associação, coordenadas geográficas dos limites da área pretendida (fls. 474-492). 

No pedido de juntada destes documentos a Associação pede: “Solicitamos que o supracitado processo, a partir deste momento seja formalizado em nome de nossa Associação“ (fl. 474). 

Em 20.12.99 foi elaborado o memorial descritivo com uma área de 85.428,2213 ha (Fls. 495-496). Em 20 de dezembro de 1999 o Diretor do Departamento Jurídico analisou detidamente o processo exarando seu parecer (fls. 497-501). 

Nele comprova a legitimidade de quem apresentou o pedido (o STR e os representantes das comunidades), comprovou o auto-reconhecimento considerando que o requerimento fazia explicita menção ao fato de serem comunidades remanescentes de quilombo e a referência ao Art. 68 do ADCT.

 Destaca também: “Devemos registrar, ainda, que como às fls. 13 dos autos (hoje 474), existe o requerimento da Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo de Gurupá, para que o processo seja autuado em seu nome, esta pessoa jurídica reafirma a condição de comunidades remanescente de quilombo das comunidades interessadas (fl. 499)”. 

Mais adiante escreve: “Percebemos que o pedido foi formulado por quem de direito, devidamente comprovada a sua legitimidade representativa, e juntando nos autos a declaração de auto-reconhecimento da comunidade como remanescentes de quilombo (...)”. 

No que diz respeito ao memorial descritivo o Dr. Ibraim José das Mercês Rocha escreveu: “A partir de dados fornecidos em complemento ao mapa preliminar da FASE – Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional - Programa Pará o Departamento Técnico, através da Divisão de Cartografia, elaborou o Memorial Descritivo Preliminar da área pretendida pela ARQM, inclusive excluindo do perímetro o total de 6.276,00 ha, correspondentes as áreas das posses Boa Vista, Curralinho, Laranjal, Iguara, Maria Ribeira e dos senhores Arnaldo e Foad”. 

Finalmente sugere que o processo seja recapeado em nome da Associação das Comunidades Remanescente de Quilombo de Gurupá - ARQM e expedido edital. 

Os editais foram publicados no DOE e Jornal O Liberal em 15 de fevereiro de 2000 e 2 de março de 2000. Em 15.02.00 e 23.05.00 os editais foram remetidos para a Prefeitura Municipal, Câmara Municipal, Juíza e Cartório de Registros de Imóveis. 

O Processo tramitou sob o número 1999172148 e culminou com a expedição do título em 28 de julho de 2000 com uma área de 83.437,1287 hectares beneficiando cerca de trezentas famílias. 

Em 08.10.2003 foi mandada uma equipe para fiscalizar os trabalhos de demarcação na área que faz limite com Foad Dib Tachy e Jorge Luiz Fonseca Tachy. Em 29.01.04 Foad Dib Tachy solicitou vista do processo por ser possuidor de algumas posses no local. Considerando que o pedido de ampliação abrange também o município de Porto de Moz o Dr. Pedro Marques da Conceição solicita publicação de novo edital. Neste processo foi apensado o processo 2003179986, de 18.07.03 do Raízes solicitando a efetivação da retificação do título da ARQMG ampliando a área. 

EM 24 de outubro de 2001, por meio do processo número 2001286451, a ARQM apresentou um pedido de substituição do título incorporando as áreas pleiteadas. 

Foi juntada a ata da Associação na qual se faz a inclusão das famílias que moram no Alto Pucuruy e Arinhoá; procuração; listagem dos novos pontos da área e mapa. 

Em 27 de março de 2002 foi juntado um novo croquis, memorial descritivo com uma área de 91.320,1066 ha. Em 27.05.03 o Dr. Raimundo Pedro Marques da Conceição sugere que os autos retornem ao DT para que seja elaborado estudo histórico-antropológico (fls. 31-33). 

Parecer aceito no mesmo dia pelo Diretor do DJ. Em 05.06.03 o presidente remete o processo para o DT para encaminhamentos. Em 20.06.03 o DT determinou: “Notificar o procurador da comunidade da necessidade de adequar o processo conforme está previsto no Dec. 357299 e IN 0299, como consta do parecer do DJ, que foi acolhido pelo Sr. Presidente (Fls 33). 

Em 01.07.03 Girolamo Domenico Treccani, procurador da associação, dirigiu um expediente para o presidente do ITERPA afirmando: “Considerando o disposto no inciso I, do art. 3˚ da IN n˚ 299 que prevê que a auto-declaração da comum idade permite comprovar sua situação como comunidade remanescente de quilombo, sugiro que o pleito da associação (ARQMG) relativo à ampliação da área, seja atendido (fl. 33v). 

Em 20.08.03 o Dr. Carlos Lamarão Correa, Diretor DJ remeteu o processo para o presidente para última decisão. 

Em 27.08.03 o Dr. Sérgio Maneschy remeteu o processo para o DT: “conforme entendimentos mantidos na última reunião de Diretoria, realizada em 26 do mês corrente, encaminho os autos ao DT, para as providências cabíveis visando a re-ratificação (fl. 35)”. 

Em 13.10.03 o processo foi remetido para o técnico Justo Marques para que procedesse aos levantamentos necessários a re-ratificação. 

Em 20.11.03 foi juntado um novo memorial descritivo com uma área de 92.800,3481 há e, posteriormente uma proposta de decreto de ratificação do título. 

Em 29.01.04 Foad Dib Tachy solicitou vista do processo. 

Em seguida (19.02.2004) ele apresentou um documento requerendo a suspensão do processo até a publicação de um novo edital. Em 05.04.04 Pedro Marques solicitou ao DT um parecer sobre o pedido do Foad. 

No mesmo dia foi designado o técnico Justo Marques da Costa Filho para que realizasse uma nova vistoria. Em foi 30.04.04 Justo apresentou um relatório contendo levantamento de campo. 

O memorial descritivo apresenta uma área de 92.680,3601 ha (fl. 74-106). 

Em 18 de junho de 2004 Jorge Santos, Diretor DT, remeteu o processo para o jurídico com cópia do decreto de ratificação. 

Em seu relatório ele destaca: “Vale ressaltar que o agrimensor Justo Marques, ao executar a demarcação da área quilombola, respeitou os limites das áreas requeridas pelo Sr. Foad Dib Tachy, citadas nos documentos as fls. 67, 70-71 dos autos, saneando, assim, as pendências existentes (fl. 107)”. 

Em 01.07.04 o Dr. Carlos Lamarão remeteu o processo para o DT escrevendo: “devo alertá-lo qualquer providência subseqüente a ser adotada pelo ITERPA de área tida como de ocupação “quilombola”, deve ser precedida de documentação comprobatória de que as ditas terras se acham caracterizadas como tal, tornando-se por base as diretrizes traçadas pelo art. 68 do ADCT da Constituição Federal de 1988” (fl. 107v). 

Em 23.06.04 a cartografia afirmou: “com base nas coordenadas apresentadas as fls. 105 informo que a área em questão está localizada em dois municípios, em Porto de Moz e em Gurupá como demonstra o mapa em anexo (fls. 112-113). 

Em 05.07.04 Girolamo D. Treccani, procurador da associação, solicitou a juntada da ata da Assembléia Geral de constituição da ARQMG, ata da incorporação das famílias das comunidades de Arinhoá e Alto Pucurui e da ficha cadastral de todas as famílias da associação (fls. 114-464). 

Em 20 de novembro de 2000, também a Associação dos Remanescentes de Quilombo Maria Ribeira – ARQMR, foi beneficiada com uma área de 2.031,8727, beneficiando 32 famílias. 

Diante da necessidade de contemplar também as outras comunidades quilombolas que não tinha sido incluída no primeiro título (Arinoá e Alto Pucuruy), a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo de Gurupá (ARQMG), apresentou um pedido de ampliação da área cujo processo está ainda em tramitação.

Analisando o processo se percebe como o ITERPA não leva em consideração a Instrução Normativa n˚ 299 que permite o auto reconhecimento da comunidade. Se percebeu, também, que a morosidade da tramitação deste processo administrativo levou a impedir a ampliação da área pretendida pelos quilombolas, pleito hoje impossível de ser feito, considerando a existência do processo judicial movido pelo Foad Dib Tachy.

Á HISTÓRICO DA SEDE DA PREFEITURA MUNICIPAL DE GURUPÁ

O prédio onde funciona a Prefeitura Municipal de Gurupá foi construído em pedra, cimento e cal, a alguns arremates e tijolos, contendo dois andares,

As telhas são tradicionais de barro, sendo que existiam duas escadas construídas de pedras na área externa, hoje não existente.

O prédio localiza-se de frente do rio amazonas, entre as avenidas são benedito e santo Antônio, a praça Mariocay antiga praça Magalhães Barata fica na frente, há uma área em torno com calçadas de pedras decorativas. 

A praça de inauguração consta o nome do Intendente Municipal Wortigenes Castelo Branco, mais segundo alguns moradores antigos conta que seus avos falavam que se deu inicio na gestão do Intendente Municipal Rafael Castiel, que era filho de Moises Jacó Castiel e de Alegria Serfaty Castiel, ambos eram judeus marroquinos e comerciantes na cidade de Gurupa

Sabe-se que a construção foi no Governo Estadual de Augusto Montenegro entre os anos de 1905 ate 1909, interrompido por problemas econômicos como a queda do preço da borracha, tendo iniciado 31 anos depois no ano de 1943, sendo inaugurado no dia 10 de novembro de 1946 pelo Intendente Wostigenes. 

O prédio histórico já abrigou a Comarca de Gurupá e a Câmara Municipal de Vereadores e hoje é apenas sede da Administração Municipal.

GILVANDRO TORRES