Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
11/16/2025
11/14/2025
11/11/2025
AMAZÔNIA...
A Floresta Amazônica é o maior bioma de floresta tropical do mundo, ocupando mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e abrigando a maior biodiversidade terrestre. 🌳🐆 Sua bacia hidrográfica, alimentada pelo rio Amazonas, forma o maior sistema de drenagem do globo, com extensão que abrange grande parte da América do Sul:
📍 Distribuição por país e curiosidades
🇧🇷 Brasil (60 %)
🌿 A maior parte da Amazônia fica no norte do país, que concentra a maior diversidade biológica do planeta.
💡 Você sabia? Há tribos indígenas não contatadas vivendo nas áreas mais remotas da floresta.
🇵🇪 Peru (11,2 %)
🌲 Ocupa quase metade do território peruano, sobretudo a região leste.
💡 Você sabia? O rio Amazonas nasce nos Andes, no departamento de Arequipa, ao sul do Peru.
🇨🇴 Colômbia (7,2 %)
🚣♀️ Região amazônica extensa e praticamente inacessível por rodovias.
💡 Você sabia? O departamento do Amazonas, na Colômbia, só pode ser alcançado por via fluvial ou aérea.
🇧🇴 Bolívia (6,9 %)
🐾 Floresta rica em fauna e culturas indígenas, ao norte do país.
💡 Você sabia? O Parque Nacional Madidi é um dos mais biodiversos do mundo.
🇻🇪 Venezuela (6,7 %)
⛰️ Regiões de savanas, montanhas e mata densa no estado do Amazonas.
💡 Você sabia? O Monte Roraima, nessa área, inspirou o filme “Up – Altas Aventuras”.
🇬🇾 Guiana (3,0 %)
🌴 Mais de 80 % do território coberto por floresta tropical intocada.
💡 Você sabia? Quase todo o país permanece como floresta virgem.
🇸🇷 Suriname (2,1 %)
🌱 Um dos países com maior proporção de área verde no mundo.
💡 Você sabia? O Suriname tem a menor pegada ecológica da América do Sul.
🇪🇨 Equador (1,5 %)
🏞️ Região chamada “Oriente”, repleta de riqueza cultural e natural.
💡 Você sabia? No Parque Nacional Yasuní há mais espécies por km² do que em qualquer outra parte do planeta.
🇫🇷 Guiana Francesa (1,2 %)
🚀 Abriga o Centro Espacial de Kourou, de onde são lançados foguetes diretamente da selva.
💡 Você sabia? Apesar de seu tamanho, mantém extensa cobertura de floresta tropical.
11/10/2025
11/07/2025
Campanha da Fraternidade 2026 tem como tema "Fraternidade e Moradia" e o lema bíblico "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14). A iniciativa, promovida pela CNBB, visa despertar a conscientização sobre a moradia digna como um direito fundamental e expressão concreta da fé cristã e da fraternidade. A campanha destaca o grave déficit habitacional no Brasil, com cerca de 6 milhões de moradias faltantes e 26 milhões de residências inadequadas, enfatizando a necessidade de ações sociais e políticas públicas para garantir o direito ao lar digno para todos.
Inspirada no exemplo de Jesus Cristo, que escolheu habitar entre os homens, a Campanha convida a igreja e a sociedade a construir sinais do Reino de Deus no âmbito da moradia, promovendo justiça social e dignidade, principalmente para os mais vulneráveis. O cartaz da campanha traz a imagem da escultura "Cristo sem-teto", simbolizando a identificação de Jesus com os marginalizados e vulneráveis.
Essa campanha dialoga com a tradição da CNBB em questões habitacionais, buscando mobilizar comunidades para reflexão, oração e ações concretas, como arrecadação e parcerias solidárias, além de inspirar políticas públicas eficazes. A Coleta Nacional da Solidariedade é uma das ações previstas para apoiar essas iniciativas durante a Quaresma de 2026.
Em suma, a Campanha da Fraternidade 2026 é um chamado à conversão social e à promoção do direito sagrado da moradia digna, reafirmando o compromisso cristão com a justiça, a fraternidade e a dignidade humana
Os principais pontos do texto base da Campanha da Fraternidade 2026 giram em torno do tema "Fraternidade e Moradia" e do lema bíblico "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14). O texto convida comunidades, pastorais e grupos a refletirem sobre a moradia digna como um direito fundamental e expressão concreta da fé cristã e da solidariedade.
Destaques do texto base incluem:
A análise da moradia como direito humano essencial, vinculando-a à dignidade da pessoa e à justiça social.
A realidade do déficit habitacional no Brasil, com milhões de famílias vivendo em condições precárias ou sem casa.
A importância da encarnação de Jesus, que "veio morar entre nós", como paradigma para a ação da Igreja em favor dos excluídos.
A necessidade de conversão social e compromisso com políticas públicas que garantam moradia digna a todos.
O papel da Igreja em mobilizar a fé para a solidariedade, justiça e construção de comunidades acolhedoras e inclusivas.
A promoção de ações concretas entre as comunidades para dar resposta à crise habitacional local e nacional.
A articulação entre espiritualidade e engajamento social, incentivando orações, estudos e práticas fraternas relacionadas ao tema.
O texto base, com cerca de 112 páginas, serve como guia para o aprofundamento do tema, baseando-se na Doutrina Social da Igreja e estimulando diferentes expressões comunitárias desde escolas, paróquias até movimentos sociais. Ele propõe uma reflexão que une fé, pastoral e cidadania para enfrentar a realidade da moradia no Brasil.
ara mobilizar paróquias e o poder público na garantia da moradia digna, algumas estratégias e ações podem ser adotadas:
Mobilização das Paróquias
Sensibilizar as comunidades com base no tema da Campanha da Fraternidade 2026, destacando a moradia como direito humano fundamental e expressão da fé cristã.
Organizar grupos de estudo, rodas de conversa e celebrações que reforcem a importância da solidariedade e da ação comunitária em prol dos mais vulneráveis.
Promover ações concretas de apoio, como arrecadações, mutirões e parcerias com projetos sociais e movimentos populares de moradia.
Incentivar a articulação com outras pastorais, movimentos sociais e ONGs que atuam na área habitacional para ampliar a rede de apoio.
Utilizar a voz da Igreja para pressionar autoridades locais e exigir políticas públicas eficazes e investimento em habitação digna.
Engajamento com o Poder Público
Exigir o cumprimento da Constituição Federal, que garante o direito à moradia, por meio de diálogos com vereadores, prefeitos e governadores.
Participar ou fomentar espaços públicos de debate e conselhos municipais de habitação para acompanhar e influenciar políticas públicas.
Promover o diálogo entre poder público, comunidade e movimentos sociais para criar soluções coletivas, inclusivas e sustentáveis.
Apoiar programas habitacionais existentes, como Minha Casa Minha Vida e Casa Verde e Amarela, e pleitear ampliação de recursos e melhoria nas políticas públicas.
Defender a adoção de instrumentos legais que garantam a permanência dos moradores em suas moradias, como os termos coletivos de uso do solo.
Combater a especulação imobiliária e o uso inadequado da terra, defendendo a função social da propriedade e o direito ao acesso à terra urbana.
Articulação e Pressão Social
União entre Igreja, sociedade civil e poder público é fundamental para pressionar e acompanhar a execução de políticas habitacionais.
Envolver a mídia, redes sociais e canais de comunicação para ampliar a visibilidade da pauta da moradia digna.
Promover campanhas permanentes, como a Coleta Nacional da Solidariedade, para fortalecer financeiramente as iniciativas locais.
Essas estratégias, aliadas ao espírito de fraternidade e justiça promovidos pela Campanha da Fraternidade 2026, possibilitam que paróquias e poder público atuem juntos para efetivar o direito à moradia digna, combatendo a exclusão social e promovendo o bem comum.
catálogos e inventários que listam relatos jesuítas sobre Gurupá incluem obras como o livro "Crônicas de uma comunidade amazônica" do Museu Paraense Emílio Goeldi, que reúne estudos e documentos históricos sobre a região e suas comunidades. Também há inventários de bibliotecas conventuais amazônicas que identificam títulos e volumes existentes nas celas dos frades jesuítas, com registros detalhados de suas bibliotecas e arquivos.
Outros catálogos relevantes são os inventários e apontamentos para a história dos jesuítas no Brasil, publicados pelo Senado Federal, que organizam e catalogam documentos históricos sobre a atuação jesuítica na Amazônia e no Brasil colonial.
No âmbito acadêmico e arquivístico, há catálogos brasileiros dos séculos XVI e XVII que apresentam referências a manuscritos jesuítas, disponíveis em repositórios universitários e bibliotecas digitais especializadas em história colonial.
Portanto, para localizar esses relatos jesuítas catalogados, recomenda-se consultar:
O Museu Paraense Emílio Goeldi (obra "Crônicas de uma comunidade amazônica")
Arquivos e bibliotecas acadêmicas, como as da USP, UFRJ, UFPA
Portal do Senado Federal (editores históricos sobre jesuítas)
Iventários de arquivos históricos como o Arquivo Histórico Ultramarino e Torre do Tombo
Esses recursos são essenciais para pesquisas aprofundadas sobre a presença e documentos jesuítas em Gurupá e região amazônica.
Os relatórios jesuítas sobre Gurupá, data de 1623 e registros relacionados, estão arquivados em vários centros históricos importantes. Entre os principais estão:
Arquivo da Companhia de Jesus em Roma, onde se preservam muitos documentos e cartas dos missionários jesuítas que atuaram no Grão-Pará e Maranhão.
Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa, que contém documentos oficiais da administração colonial portuguesa, incluindo correspondências e relatórios jesuítas.
Biblioteca Nacional de Lisboa, especialmente na seção de documentos reservados que abarcam documentos da "Coleção Pombalina" relativa às disputas e atividades jesuíticas.
Arquivo Público do Pará, que conserva registros locais ligados à história colonial da região.
Arquivo Nacional do Brasil no Rio de Janeiro, que possui documentos coloniais e relatórios sobre as capitanias brasileiras.
Edições publicadas da "Crônica da Missão dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão", como a disponível no portal do Senado Federal, que reúnem e organizam esses relatos.
Esses arquivos são as principais fontes para acesso aos documentos originais e transcritos que relatam as ações dos jesuítas em Gurupá no início do século XVII
Documentos primários jesuítas sobre Gurupá em 1623 podem ser encontrados em crônicas e relatórios produzidos pelos próprios missionários da Companhia de Jesus, especialmente na "Crônica da Missão dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão", escrita por João Felipe Bettendorff, que relata as ações jesuíticas na região.
Esses documentos originais e suas cópias estão preservados em arquivos históricos como o Arquivo Histórico Ultramarino em Lisboa, o Arquivo Nacional do Brasil, e a Torre do Tombo em Portugal. Além disso, publicados e organizados em edições acadêmicas e coleções históricas, alguns estão acessíveis digitalmente em portais como o do Senado Federal (edição da crônica), bibliotecas acadêmicas brasileiras e acervos digitais do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Para pesquisa e acesso presencial ou remoto, os principais locais para se encontrar esses documentos são:
Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa)
Arquivo Nacional do Brasil (Rio de Janeiro)
Torre do Tombo (Lisboa)
Biblioteca digital do Senado Federal (edição da crônica)
Bibliotecas universitárias com acervos coloniais (como da USP, Unicamp, UFPA)
Repositórios acadêmicos e digitais focados em história colonial e missão jesuítica
Dessa forma, pesquisadores têm acesso a essas fontes primárias tanto por consultas físicas nesses centros quanto por versões digitais disponibilizadas em plataformas institucionais brasileiras e portuguesas
Gurupá foi fundada em 1623 com a construção do Forte de Santo Antônio de Gurupá pelo capitão Bento Maciel Parente, após expulsar os holandeses que haviam se estabelecido na região. O forte foi erguido em taipa e madeira na aldeia da nação tupinambá, na margem direita do rio Amazonas, e deu origem ao povoado que se tornou a cidade. Em 1639, a freguesia de Santo Antônio de Gurupá foi elevada a vila, e só em 1885 recebeu o título de cidade.
O forte e a fundação da povoação tiveram papel estratégico nas disputas entre portugueses, holandeses e ingleses pela região amazônica, servindo de base para as expedições portuguesas que consolidaram o domínio da Coroa portuguesa sobre o território. A região era habitada por povos indígenas tupinambás e outros grupos amazônicos que interagiam com os colonizadores no período colonial inicial.
João Felipe Bettendorf (ou Johannes Philippus Bettendorff) nasceu em 25 de agosto de 1625 em Lintgen, Luxemburgo.
Era um padre jesuíta português de grande destaque nas missões na Amazônia portuguesa, especialmente nas regiões do Maranhão e do Grão-Pará. Ele fundou a cidade de Santarém, Pará, em 22 de junho de 1661, quando instalou uma missão jesuítica na aldeia dos indígenas Tapajós, marco inicial da formação do município.
Além de sua atividade missionária, Bettendorf foi também um importante gestor e líder jesuíta, exercendo cargos superiores nas missões e promovendo reformas.
Ele ficou responsável pela construção e decoração de várias igrejas na Amazônia, destacando-se pela documentação via sua escrita em crônicas e pela produção artística ligada à evangelização na região. Bettendorf faleceu em 5 de agosto de 1698 em Belém do Pará.
oão Felipe Bettendorf teve atuação importante em Gurupá, Pará, dentro do contexto das missões jesuíticas na Amazônia portuguesa no século XVII.
Após fundar a missão dos Tapajós, que deu origem à cidade de Santarém, Bettendorf também passou por Gurupá, onde esteve junto com outros jesuítas em momentos de tensões com colonos locais.
Durante esse período, Gurupá era uma localidade estratégica para as missões devido à sua posição fluvial. Bettendorf participou da defesa dos interesses jesuítas na região, inclusive em conflitos com colonos contrários à proteção que os jesuítas garantiam aos indígenas, que os colonos queriam como mão de obra.
Em 1662, ele chegou a ficar preso em Belém por envolvimentos relacionados a essas disputas, mas continuou importante no projeto missionário de evangelização e aldeamento dos povos indígenas da Amazônia.
Sua passagem por Gurupá faz parte do processo mais amplo da consolidação das missões jesuíticas no Estado do Maranhão e Grão-Pará, com forte impacto social, cultural e religioso na região amazônica do Brasil colonial.
Fontes primárias sobre os contatos de João Felipe Bettendorf em Gurupá incluem suas próprias crônicas detalhadas da missão jesuítica no Estado do Maranhão e Grão-Pará, que compreendem vários volumes e mais de 600 páginas.
Nessas crônicas, Bettendorf descreve suas atividades missionárias, catequese, construção de aldeias, relações com os indígenas, incluindo os Tapajós, e os desafios enfrentados nas missões.
Essa documentação é considerada uma das principais fontes para o estudo da ação jesuítica na Amazônia no século XVII. Além das crônicas, existem documentos oficiais da Companhia de Jesus e correspondências envolvendo a administração das missões na região, que registram as disputas e o cotidiano das missões em Gurupá e arredores.
A obra mais referenciada é a "Crônica da Missão dos padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão", escrita por Bettendorf e dispõe de relatos sobre a fundação de aldeias, catequese, produção artística, e as tensões com os colonos e autoridades civis locais.
Essas fontes primárias são preservadas em arquivos históricos, como o Arquivo da Companhia de Jesus, e estão disponíveis para estudo em acervos acadêmicos e históricos que tratam da história colonial da Amazônia brasileira
Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José têm uma história particularmente relevante em Gurupá, Pará. Em 1692, eles assumiram a responsabilidade pastoral da Matriz de Santo Antônio de Gurupá, que já havia sido erguida como a segunda paróquia do estado do Pará. Nesse mesmo ano, o rei Dom Pedro ordenou a construção de um convento no Carrazedo, como apoio para a atuação dos capuchinhos na região.
Os Capuchinhos substituíram os jesuítas em Gurupá, após estes terem abandonado a missão local devido a conflitos com a administração portuguesa e a resistência às práticas de escravidão indígena. Assim, os Capuchinhos passaram a ser os missionários e pastores da localidade, tendo papel importante na evangelização e assistência aos habitantes da região, incluindo os indígenas.
A atuação dos capuchinhos em Gurupá é parte do contexto maior das missões franciscanas na Amazônia, onde eles foram considerados missionários heroicos, dedicados à causa pastoral, com forte presença no interior do Brasil, incluindo o Pará desde o final do século XVII. Eles foram instituídos formalmente para substituir os jesuítas após a expulsão destes pelo Estado português.
Portanto, a história dos Capuchinhos da Piedade de São José em Gurupá está associada à consolidação da Igreja local, à evangelização das populações locais, e à presença do convento erguido por ordem do rei Dom Pedro, configurando-se como uma referência religiosa e social importante no início da história oficial do município
Para ser padrinho ou madrinha conforme o Código de Direito Canônico, os requisitos principais são os seguintes (Cânones 872 a 874):
Deve ser designado pelo batizando, pelos pais, ou, na ausência destes, pelo pároco ou ministro, com aptidão e intenção de cumprir o encargo.
Ter no mínimo 16 anos de idade, salvo exceções autorizadas.
Ser católico, confirmado, ter recebido a Eucaristia e levar uma vida coerente com a fé católica e com o encargo que vai assumir.
Não estar atingido por nenhuma pena canônica legítima.
Não ser pai ou mãe do batizando, pois a função dos padrinhos é distinta.
Pode ser um padrinho ou uma madrinha, ou ambos (normalmente um de cada), não podendo haver dois do mesmo sexo oficialmente como padrinhos, embora haja adaptações pastorais.
Deve estar em situação canônica regular, ou seja, solteiro, casado validamente na Igreja, e não em situação irregular segundo a doutrina.
Esses requisitos visam garantir que os padrinhos cumpram bem o papel de acompanhar e ajudar o batizado na vida cristã e no compromisso com o sacramento.
11/06/2025
O título "Mater populi fidelis" significa "Mãe do povo fiel" e é o nome de uma Nota doutrinária publicada em 2025 pelo Dicastério para a Doutrina da Fé do Vaticano.
Esse documento trata da devoção mariana, enfatizando Maria como Mãe associada à obra de Cristo e à ação salvífica, sendo reconhecida como a expressão perfeita da graça de Cristo que transforma a humanidade dos fiéis.
A nota valoriza títulos marianos tradicionais e amplamente aceitos, como "Mãe dos fiéis", "Mãe espiritual" e "Mãe do povo fiel" (Mater populi fidelis), destacando seu fundamento bíblico e teológico.
Ao mesmo tempo, alerta contra o uso inadequado de outros títulos, como "Corredentora", que é considerado impróprio, e sobre interpretações errôneas que podem causar confusão doutrinal.
Assim, o documento reafirma a centralidade de Cristo na fé católica, mostrando Maria como uma mãe que conduz os fiéis a Ele, com mediação inclusiva e participativa, sem usurpar o papel único de Jesus Cristo na redenção.
Essa Nota tem a aprovação do Papa e é fruto de um trabalho colegiado que combina tradições da Igreja, contribuições dos Padres, Doutores, a tradição oriental e o pensamento dos últimos Pontífices, buscando orientar e preservar a ortodoxia na devoção a Maria.
A Nota doutrinária "Mater Populi Fidelis", publicada em 2025 pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, reafirma que Jesus Cristo é o único Redentor e Mediador, enquanto Maria é vista como a Mãe do povo fiel, que participa de forma subordinada e colaborativa na obra da salvação.
O documento valoriza títulos marianos tradicionais como "Mãe dos fiéis", "Mãe espiritual" e "Mãe do povo fiel", ressaltando seu fundamento bíblico e teológico, ao mesmo tempo que alerta contra o uso de títulos como "Corredentora", considerado impróprio e capaz de gerar confusão doutrinal.
A nota indica que a maternidade espiritual de Maria se exerce "com e na Igreja", em comunhão com Cristo, e que sua mediação é inclusiva e participativa, não substituindo a única mediação de Jesus.
Ela reforça a importância de uma devoção mariana autêntica, que sempre conduza os fiéis de volta a Cristo, preservando a ortodoxia e a dignidade da figura de Maria na fé católica.
Além disso, o documento aborda desafios pastorais e ecumênicos, advertindo contra formulações imprecisas e o uso inadequado de redes sociais para promover títulos marianos sem base teológica sólida.
Em resumo, a "Mater Populi Fidelis" orienta a Igreja e os fiéis a manter uma devoção equilibrada, fiel e centrada em Cristo, reconhecendo Maria como Mãe da Igreja e intercessora poderosa, sem diminuir seu lugar de honra dado por Deus.
11/04/2025
11/03/2025
11/02/2025
ua água salgada
Tão pura e intensa
Que vai, se condensa
Me molha, me agrada
Segue som que brada
Que leva alegria
Pra minha jornada
Temos que tomar cuidado
O mar também é perigoso
Mas tirando esse defeito
Ele é maravilhoso
Se eu não estivesse lá
Não poderia provar
Como é gostoso ouvir
O gritante som do mar
Escrevi essa poesia na praia
Para também lhe mostrar
Como foi um lindo dia que viajamos
eu e ela estavamos lá no mar
Com os pés tocando a areia
Com a mente a sonhar
E daquele lindo sonho
Não queria despertar
cazuza: o tempo não para
Dentre as cinebiografias que merecem aplausos de pé, "Cazuza: O Tempo Não Para" não poderia ficar de fora dessa. Lançado em 2004, o filme leva o nome do cantor e também do seu último álbum em vida, e reconstrói, com sensibilidade e intensidade, a trajetória de um dos maiores ícones do rock nacional, o nosso eterno exagerado. Dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho, a produção conta com Daniel de Oliveira em uma atuação memorável, que capta com precisão toda a força, vulnerabilidade e rebeldia de Agenor de Miranda Araújo Neto, também conhecido como Cazuza.
A trama acompanha sua jornada desde a entrada no Barão Vermelho até o sucesso da carreira solo, passando pelos amores, os excessos e, por fim, a luta contra o HIV — em uma época em que o vírus ainda era cercado de desinformação e preconceito.
"“Não fiquemos presos ao passado, às lágrimas da nostalgia. Nem tampouco estejamos lacrados ao presente, como num túmulo. Que a voz familiar de Jesus nos alcance, e alcance a todos, porque é a única que vem do futuro. Ele nos chama pelo nome, prepara-nos um lugar, liberta-nos do sentido da impotência com o qual corremos o risco de renunciar à vida.” Papa Leão XlV no Dia de Finados"
10/31/2025
O primeiro campeão da série D é o primeiro campeão brasileiro do interior da região do norte! É o pantera do Santarém
🔸️ ano: 2009
🔸️ campeão: São Raimundo Esporte Clube
🔸️ cidade: Santarém-PA
🔸️ campanha: 8v, 4e, 4d
🔸️ vice-campeão Macaé-RJ
🔸️ jogo do título: São Raimundo 2x1 Macaé, Colosso dos Tapajós, 01/11/2009.
IVC significa Iniciação à Vida Cristã e é um processo catequético que visa aprofundar a fé, introduzindo os fiéis, tanto crianças quanto adultos, em uma experiência mais profunda com Cristo. A IVC se diferencia da catequese tradicional por sua abordagem mais "catecumenal", focada na vivência, na conversão e no encontro pessoal com Jesus através de etapas bem definidas e ritos significativos.
Características principais da IVC
Inspiração catecumenal: A IVC se inspira nos ritos e no processo de iniciação dos adultos na fé.
Sinodalidade: É um método que valoriza a colaboração e a troca de experiências entre catequistas, fiéis e a comunidade.
Missionariedade: É um chamado a que cada pessoa se torne missionária, evangelizando e vivendo sua fé.
Etapas da IVC
Querigma: O primeiro anúncio da fé.
Catecumenato: A catequese principal, com o estudo do Credo e do Pai Nosso, e a entrega do Evangelho.
Purificação e Iluminação: Momento em que os sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma são celebrados.
Mistagogia: A etapa de aprofundamento da vivência cristã após o recebimento dos sacramentos.
Importância e objetivos
Formação integral: Busca desenvolver a vida espiritual, a convivência, a formação humana e a liturgia dos fiéis.
Encontro pessoal com Jesus: O objetivo principal é que as pessoas o conheçam profundamente, o amem e sigam seus passos.
Acolhida e acompanhamento: A catequese de adultos, por exemplo, acolhe e acompanha pessoas que desejam retomar sua caminhada de fé.
Oração e ritos: Resgata a importância do rito e da oração, como o Credo e o Pai Nosso, para a vida cristã, inspirando-se no Catecismo da Igreja Católica.
10/28/2025
São Benedito é considerado um modelo de fé, tradição e resistência popular por ser um santo de origem africana, filho de escravos, que se tornou um símbolo de humildade, caridade e persistência para as comunidades negras e pobres no Brasil. Sua devoção se manifesta por meio de festas populares vibrantes, que misturam fé católica e elementos da cultura afro-brasileira.
Fé e humildade
Origem humilde: Nascido na Sicília, na Itália, no século XVI, Benedito foi filho de escravos etíopes alforriados. Embora tenha enfrentado o racismo de sua época, sua fé inabalável guiou seu caminho.
Frade franciscano: Após se juntar aos eremitas, ingressou na Ordem Franciscana como irmão leigo. Mesmo analfabeto, sua sabedoria e discernimento espiritual eram tão notáveis que ele chegou a ser nomeado mestre de noviços e, mais tarde, superior do convento.
O "santo cozinheiro": Ele serviu como cozinheiro no convento e, na tradição popular, é associado à multiplicação de alimentos para os mais necessitados. A cozinha se tornou seu santuário de oração, e o pão que ele partilhava é um símbolo de sua caridade.
Tradição e cultura popular
As festas de São Benedito são uma das maiores manifestações culturais e folclóricas do Brasil, especialmente onde a população negra tem forte presença.
Celebração popular: Em muitos lugares, a celebração começa na segunda-feira após a Páscoa. Essa data especial era a única permitida por senhores de engenho para que os escravos pudessem celebrar seu santo.
Sincretismo religioso: A figura de São Benedito se entrelaçou com as crenças africanas, sendo sincretizado com a entidade Preto Velho na Umbanda e associado a orixás como Ossain.
Elementos culturais: As festas são conhecidas pelas danças, cantos e ritmos afro-brasileiros como as congadas e moçambiques, além de procissões, carreata e o levantamento do mastro.
Resistência e identidade
A devoção a São Benedito se tornou um símbolo de resistência e afirmação da identidade negra ao longo da história do Brasil.
Santo dos oprimidos: A adoração dos negros pelo santo gerou o surgimento de irmandades e confrarias dedicadas a ele e a outros santos negros, como Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia, como forma de manter sua fé e preservar suas tradições culturais.
Memória e ancestralidade: As festas não são apenas celebrações religiosas, mas também um ato de valorização da memória, da fé e da história dos antepassados, mantendo viva a luta por justiça e igualdade.
Herança cultural: A devoção a São Benedito inspirou a construção de igrejas e capelas por comunidades negras e escravizadas, solidificando a tradição e o culto ao longo dos séculos
A primeira comunidade cristã na Europa foi a comunidade de Filipos, fundada pelo apóstolo Paulo por volta do ano 50 d.C. Ele encontrou hospitalidade na casa de Lídia, uma vendedora de púrpura, e a família dela foi a primeira a se converter ao evangelho, tornando sua casa o local da primeira igreja na Europa, como mencionado em Atos 16:15.
Fundação: A comunidade foi estabelecida por São Paulo durante sua viagem missionária na região da Macedônia, em Filipos.
Primeira cristã na Europa: A casa de Lídia se tornou o primeiro local de reunião cristão no continente europeu.
Localização: A cidade de Filipos é uma localidade antiga na Grécia.
10/27/2025
RAIMUNDO NOGUEIRA MONTEIRO DOS SANTOS O maior político do município de Gurupá. Gurupaense nasceu no rio Mararu no dia 08 de junho de 1948, filho de Antônio Nogueira dos Santos e da Sra. Alda Monteiro dos Santos, casado com a sra. Humbertina Silva dos Santos, comerciante, pai de dois filhos. Iniciou na vida pública na comunidade São José do rio Mararu zona rural do município de Gurupá, na década de 1970. Mudou para zona urbana onde se destacou como um habilidoso comerciante na cidade de Gurupá montou um estabelecimento denominado de Nogueira Tecidos. Membro fundador do Partido dos Trabalhadores no município de Gurupá. Em 1982 candidatou-se ao cargo de Vereador Municipal de Gurupá, sendo eleito e um dos primeiros representantes do PT no Estado do Para. Seu mandato foi prorrogado até 1988. Reeleito Vereador em 1989 para um segundo mandato, representando o rio Mararu, passou a ser um dos principais articuladores do PT tanto na zona urbana quanto na zona rural, participou da elaboração do Regimento Interno da casa e da primeira Lei Orgânica do Município (LOM). Sendo Vereador Constituinte. Em 1992, foi eleito Vereador Municipal de Gurupá pela terceira vez. De 1997 a 1999, exerceu a função de Coordenador Gerencial na organização não governamental Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional (FASE) e foi Presidente da Cooperativa Mista Agroextrativista de Gurupá (COMAG), onde iniciou vários projetos para o fortalecimento da agricultura familiar no município. Em 2000, foi eleito, Prefeito Municipal de Gurupá, realizando um inédito Governo Popular onde o povo participou de muitas ações governamentais através de Conselhos Municipais e Conferencias de Saúde, Educação e ações do Governo itinerante, sendo reeleito Prefeito Municipal de Gurupá em 2004. Em 2009, exerceu a função de Assessor da Governadora do Pará Ana Júlia como articulador político na Secretaria de Estado de Integração Regional (SEIR). Foi condecorado com a medalha do Mérito Legislativo, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará, pelos relevantes serviços prestados. Em 2010 foi eleito Presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, onde deu inicio a nova sede do diretório e reorganizou o partido administrativamente. Em 2012 foi eleito pela terceira vez Prefeito Municipal de Gurupá, com 6.505 votos, com apoio do povo gurupaense ao comando do Executivo Municipal. Como gestor público destaca-se as principais obras: -Implementação do ensino fundamental (5a a 8a série) 100% do município; -Melhorou a infraestrutura da zona urbana com asfaltamento das três principais ruas do centro da cidade e aterramento de vários bairros, tirando boa parte da população de áreas alagadas. - Restaurou o Mercado Municipal, Trapiche da Fortaleza, prédios públicos entre eles a Prefeitura Municipal de Gurupá e Forte de Santo Antonio. - Regularizou o pagamento do funcionalismo. - Conseguiu trazer médicos para o Hospital Municipal de Gurupá (HMG), pois o Hospital estava a um ano funcionando sem médico, e estruturou o HMG com equipamentos. - Realização de concurso público em 2006 e 2014. - Reforma e ampliação das 89 escolas de ensino fundamental no município. - Articulação para instalação da Agencia do Banco do Brasil. Entre outras obras seu nome será sempre lembrado como o maior político de Gurupá, honraria esta concedida pelo povo com humildade, seriedade e honestidade!
Francisco Alves Nogueira Nasceu no Rio Mararú é filho do senhor Raimundo Alves de Azevedo e da senhora Ana Nogueira Alves, nesceu no dia 15 de janeiro de 1943, casado com a senhora Maria Dinair Martins Diamantino, começou sua vida na comunidade São José do Rio Mararú desde o ano de 1973, participou de de encontros no sindicato dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Gurupá, foi uma das pessoas que saiu casa em casa filiando trabalhadores para fortalecer ainda mais o órgão que defende os direitos e interesses dos seus sócios, participou diretamente da tomada do sindicato, articulação e fundação do Partido dos Trabalhadores no ano de 1982, inclusive participa de semanas catequéticas desde que iniciou nesta paróquia., é líder comunitário da comunidade de Nossa Senhora de Fátima no setor cidade. É um exemplo de pai de família e cidadão.
Os gritos silenciosos de um povo Quando as matas se fecham, surge no lugar uma voz que tenta gritar, um povo que merece viver, anos de tradição levados pela obsessão Aqueles que trouxeram a desenvolvimento,
Comprado pelo escambo tradicional;
Palavras enganadas ao povo indígena, um grito ecoou nas florestas deste imenso Xingu.
Cala-se a voz, é imposto um muro de concreto.
É visto de longe um belo monte de mentiras Desenvolvimento a custa de exploração
Mais uma vez nos brancos civilizados colocamos em risco etnias indígenas.
Para que tanta troca de favores, se o certo é que nem sabemos se vai dar luz a todos....
A seca do Xingu, impactos ambientais e tudo por apenas....luz.
Se perceber que um dia podemos sofrer, paralisa este poeta de escrever.
A verdade é dita, certa e imposta.
O sacerdote luta, o trabalhador contorce ferros no belo monte, pescadores tentam trazer do rio seu sustento e acaba indo para estatística do êxodo urbano.
Grita-se os índios, luta pela intoxicação das centenas de cimento, criando seu próprio departamento.
Fala-se de desenvolvimento, só vejo o lamentável enriquecimento das empreiteiras que lavam o rio Xingu.
Em 2017 participei do XIX Encontro das Comunidades Eclesial de Base no rio Sarapoí no município de Gurupá a convite do meu amigo e companheiro de Militância Social e politica Raimundo Nonato Pimentel, esse foi meu primeiro encontro e com certeza minha conversão espiritual. Nesse encontro tinha como tema: Igreja mãe de coração aberto com o lema Ceb’s ribeirinha povo de Deus em saída. Esse encontro foi estudado com as lideranças presentes, o Padre Giulio Lupp e a Irmã Manelina, prestando atenção em todos os debates me deu conta: o que faço pela minha comunidade, o que realmente é meu compromisso.
GILVANDRO TORRES, por ele mesmo!
De feirante a militante estudantil Aos sete anos ingressei na escola de 1º grau Santo Afonso no bairro do telegrafo em Belém, uma escola rígida ainda administrada pelos padres redentorista.
Estudava de tarde e de manha ajudava meu tio Edmilson, foi na feira que convivi com todos os tipos de pessoas, ideologias e preferências futebolísticas.
É nessa relação de amizade com os clientes do comercio do meu tio, a cada dia armazenava em minha mente o valor do “silêncio”, escutar sempre e cada conversa não impor o que acreditava e sim saber ser o bom vizinho.
A feira foi uma escola de vida dos 12 anos até a adolescência convivendo em harmonia com os vizinhos dando bom dia e ao mesmo tempo parando para escutar, de casa para a feira localizada atrás da agencia dos Correios era um percurso que fazia todos os dias.
Na escola não era diferente particularmente nunca sobre de bulling também nunca incentivei meus colegas a fazerem isso com os outros, desde cedo aprendi a respeitar as diferenças.
Os Padres Redentoristas eram severos e rígidos, nosso ensino religioso era padrão até eu questionar com a professora o porquê tinha que estudar a religião católica, imediatamente foi à diretoria e tive que ir ao confessionário rezar como forma de punição, ao poucos ia me afastando da religião, ao começar a frequentar a biblioteca da Universidade Estadual do Pará e aos treze anos li desde o manifesto comunista, iluminismo, renascença, Martinho Lutero, Florestan Fernandes, Paulo Freire e Karl Marx e sua obro “O capitalismo”. Tornei-me um esquerdista forjado nas leituras.
Estas escolas da vida me proporcionaram uma breve reflexão onde estou e porque estou. Ainda pré-adolescente era questionador, lia muito, mas devido eu ser reprendido pela direção da escola fique com certo trauma de falar de imediato o que pensava, aprendi a arte de Sócrates responder através de outra pergunta, isso me evito de arranjar inimigos, porque mesmo que não concorda-se com o que o colega de sala falava eu defendia o direito dele falar.
Logo fiquei amigo dos lideres da turma que eram os mais velhos, isso me forjou a ser liderança pelos meus atos, quando um colega de cor morena foi alvo de risos irreverentes de alguns alunos mais velhos do ginásio, eu vi de longe sai da sala de aula e encarei eles, quando vi ao meu lado estava mais de dez colega de sala e entre eles os nerds que tiraram os óculos para briga, acabamos todos na direção da escola.
São lições que tiramos ao decorrer da vida, aprendemos a cada dia e a cada momento, onde o silencio vale mais de que mil palavras. Mais saber fazer alianças é muito importante para sobreviver neste regime capitalista, meu reencontro com Deus veio após um breve inverno...
Ao começar a entender como funcionava a politica e seu sistema eleitoral, comecei a passar da teoria a pratica, nas manifestações de oposição ao Governador Almir Gabriel da época e suas desastrosas políticas neoliberais.
Assistir uma palestra aos 17 anos do ativista político Professor Babá, ex Parlamentar do PT e fundador do PSOL, onde aderi ao trotskismo e passei a militar no movimento estudantil em históricas passeatas estudantil, invasões da ALEPA, SEDUC contra as privatizações, contra ALCA, FMI entre protestos e balas de borracha.
Participei das reuniões da Convergência Socialista, militei no néctar da esquerda e até cheguei a vestir a camisa do idealismo radical. Era um pé na escola e outro nas passeatas até ser eleito em 2005 Conselheiro Escolar da E.E.E.M Magalhães Barata.
Pensei que meu ciclo tinha encerrado mais férias parra que abraçou a militância social e politica não existe.
Ao ser eleito numa disputa de doze alunos, percebi que tinha que viver com intensidade tudo e abracei nesta vida a bandeira vermelha.
Meu olhar não era o mesmo daquele aluno afonseano, meu olhar era crítico a situação que vivia, sentado a beira do Guamá após uma radical eleição DCE-UFPA, onde fomos apoiar e fomos derrotados, após algumas doses de heroísmo e fumaças ideológicas em uma rodada de idealistas sonhadores, vi que nossa luta não era em vão, mais precisava saber articular e não me fechar precisava pensar e me atualizar e não acreditar na mídia gráfica que davam para a gente ler precisa mergulhar em outras fontes ideológicas, mantendo mesmo perfil e a mesma luta. Precisei caminhar e pensar precisou olhar para o horizonte e adotar estratégias para sobreviver numa caverna onde os leões querem te devora a todo o momento. Quando imaginava percebi um mundo a ser revelado.
Quando me revelava percebia um enigma...
Numa noite fria e escura, a parteira veio de canoa fazer o parto, o quarto estava preparado e minha genitora já esperava, nasci às 19 horas na casa de meu pai, no dia 14 de março de 1980.
Aos dois anos o grande mestre me livrou de morrer afogado, vivia numa canoa com os filhos de meu padrasto, enquanto minha mãe ia para roça trabalhar sol a sol, morava nesta época em frente a serraria são João Batista de propriedade de meu pai, um dos empregados ao passar perto da casa onde morava de noite de canoa onde pratica caça chamada lanternagem, ouvia meu choro e era com fome, afinal os mantimentos que meu pai mandava os filhos do meu padrasto comiam tudo, a noite chorava e segundo este senhor ouviu relatos que ele me batia, passei uma semana na casa de um tio materno.
Meu pai ao saber disso pegou uma espingarda e com dois funcionários foi de barco e me tirou de lá, passei a morar na casa de meu pai, que era comerciante e não tinha tempo para cuidar de criança, passei a ser cuidado pela sua sogra Maria Cardoso, aos três anos meu avó me trouxe para Belém no navio Rouxinou, estava muito doente da garganta e minha irmã Marinete Alves veio cuidando de mim a viagem todo. Imagine uma criança dessa idade sem a mãe e calada, com poucas roupas e poucos brinquedos uma mala com apenas uma lembrança uma foto de são Benedito.
Sei que sofri com a falta de minha mãe e meu pai, que era uma viagem de Gurupá ate Belém de três dias, apenas lágrimas na partida ao me separar da sogra de meu pai que cuidava de mim como um filho.
Fui chorando e embarquei para uma nova jornada, assim começa minha vida de ciclos e jornadas, superação e motivação, se fosse para cair dez vezes eu cairia e me levantava onze vezes, assim prosseguia minha trajetória numa combinação de sentimentos e amor.
A terrível maresia balançava este barco de madeira carregado de mercadorias, a visão noturna do desespero das pessoas gritando, mais em fim chegamos a capital paraense, cheguei desconfiado em minha nova casa aos três anos de idade já tinha morado em três casas e agora seria uma nova casa com irmãs e tias e tios e avó e avô, no bairro do telegrafo sair do carro com minha irmã Marinete, fiquei escondido atrás dela e entrei naquela casa que seria minha família paterna.
Com uma tosse de cachorro e feridas no corpo, apenas um par de roupas e um olhar distante, minha primeira noite foi simples, me embrulhei num lençol velho que trouxe e na rede dormir, nunca tinha visto tanta comida, jantei como um rei e até mingau tomei, será esta decisão de meu pai seria a correta e minha mãe será que sentia falta de mim...
Chorava com certeza... Minhas tias Odaleia e odazilma começaram a fazer roupa para mim, compraram brinquedos e me senti feliz, afinal tinha uma cuia, copo e prato só para mim.
Sentava no pátio de casa e minha feridas no corpo e na alma, meu dentes estragados doíam, minhas unhas grandes, enfim tudo mudaria em poucos dias estava com dentista, medico e até plano de saúde, escola particular e brinquedos.
Isso me fazia feliz, era uma criança que superou a dor, que se levantou quando meu padrasto me batia, que chorou escondido varia vezes, acho tinha viver e por isso não morri afogado, minha vida era um grande texto a ser escrito.
Os castiçais de prata Quando fui adotado, tive um tratamento de rei, a melhor escola particular do bairro e as melhores roupas e brinquedos que uma criança podia ter.
Aos domingos frequentava o santuário do perpetuo socorro e a noite ia com a família para o cinema. Tomava tacaca na praça da republica e tantos aniversários da elite, e jantares de confraternização de uma sociedade onde a fraternidade era um dogma exclusivo.
Era fervoroso católico, rezava toda noite com minha avó Palmira Torres, ela me ensinou tantas coisas de bom e a melhor das coisas ser honesto.
Quando fui comprar pão numa padaria de um português chamado Benfica, levei três moedas e o senhor que me vendeu um baguete me deu moedas a mais, cheguei a casa com o pão e doce, ela viu que aquele dinheiro não dava para comprar e mandou-me contar a verdade olhando para Jesus cristo crucificado eu falei a verdade, aos seis anos tive que entregar o troco e as balas que comprei desonestamente.
Neste dia ela me ensinou importante lição, que levei por toda vida e após terminar minha alfabetização fui indicado para uma escola particular em 1987 chamada Santa Cruz, passei apenas duas semanas eu não suportava os padrões rígidos e após um dos alunos maior que eu ao chamar um colega de escurinho, levantei da mesa e fui para cima dele e joguei no chão, depois pedi param minha família para não ir mais para aquela escola.
Fui para uma escola publica rígida mais de classes diferente, meu lar por mais de oito anos. Escola de 1º grau Santo Afonso.
Onde tive vários amigos ao decorrer das classes e idade, amores e muita diversão e provas de amizade.
Anos se passam às vezes por estripulias da idade parávamos sempre na diretoria eu defendia cada companheiro e não éramos suspensos, um ajudava o outro na prova.
Praticava karatê e era aluno da fundação Curro Velho, pinchava e fumava numa idade de descobertas.
A maioria dos amigos foi se perdendo nas descobertas, balas e sangue no caminho. Esta parte é silenciosa e oculta a segredos que nunca devem ser revelados por isso são chamados de segredos.
O tempo passa com o vento leva sonhos, com o vento leva sorriso de um dia tentar e vencer.
E se para vencer tenha que camuflar verdades, será sempre uma tática de ataque e não de defesa. Subindo as escadarias do Parlamento Estadual Alguns achavam que tinha largado a luta, jogado fora as camisas vermelhas, as bandeiras, mais não tinha que vestir o paletó e gravata para adotar o protocolo de uma nova etapa de minha vida. Após eleição do Ex Deputado Federal Constituinte por três mandatos, nesta época foi convidado para trabalhar como estagiário na seção de controle e Patrimônio da ALEPA, e posteriormente virei Assessor do Presidente, afinal já conhecia há muito tempo meu padrinho e madrinha D. Rute Souza, a quem muito me ajudou mesmo sabendo da minha posição ideológica mantive meu ideais e aprendi a burocracia dos gabinetes parlamentares.
O que podíamos falar o que podíamos ver e ouvir, regras para um bom funcionamento para impor articulações nos 41 gabinetes parlamentares. Primeiramente comecei a estudar e participar de seminários e palestras promovidas pela ALEPA, lendo bastante e convivendo diariamente com pessoas de opiniões diferentes.
Lembrei-me quando era adolescente onde eu era um rato de biblioteca, retorno agora como ratão dos documentos históricos da politica paraense.
Comecei a fazer meu acervo, também longa conversas com o Presidente, que me falava sobre a como foi dura a conquista da CF 88 onde ele foi um dos autores quando era Deputado Constituinte.
Comecei a fazer tudo que tinha aprendido ao longo dos anos, do simples aperto de mão ao cordial Vossa Excelência, aos Parlamentares que encontrava no corredor do parlamento, cumprimentava desde o limpador de vidro ao cozinheiro, só usava o terno dentro da instituição nunca me vi usufruindo o cargo de Assessor da Presidência, acumulei amigos de todos as esferas ideológicas.
Sem duvida aquele Parlamento contribuiu muito para me especializar em assessoria, tanto que acumulei muitas tarefas e tinha confiança de todos, quando o Presidente nos chamou em seu gabinete, estava convicto numa solida candidatura a Deputado Federal, mais resolveu disputar uma campanha a governo do Estado do Pará.
Ele próprio anunciou que seria candidato com uma simplicidade e um tom familiar, transbordava em sua figura carismática.
Todos esperavam que ele discursasse em estilo formal como Presidente, mais não ele falou como amigo convidando a participarem daquele projeto político como uma opção de mudança, foi à primeira lição que recebi deste engenheiro Domingos juvenil: Fidelidade partidária. Sua esposa D Rute Barros me convidou pessoalmente para fazer parte da coordenação da campanha no Comitê central, e fomos para a luta, não tinha hora para teminar, foram 90 dias de dedicação a candidatura do Vigiense Domingos Juvenil, onde fomos a terra natal dele em Vigia de Nazaré a cidade histórica paraense, andar nas ruas do bairro do Arapiranga as margens do rio Guajara Miri, sentir o calor do povo vigiense onde parávamos ele era aplaudido.
Arregaçamos as mangas e fomos à luta, carreatas, blitz, panfletagens, comícios, trabalhos no comitê central dia e noite. Visitas às cidades, distribuição de material de campanha aos candidatos e nas cidades onde tinha comitê.
Esta era uma comunicação importante entre o eleitor e o candidato, fizemos o curriculum dele na gráfica e distribuíamos pessoalmente nas casas, foi uma onda verde, e ao mesmo tempo traição entre candidatos.
Foi uma oportunidade onde visitamos muitas cidades, acompanhamos o sofrimento do povo nas periferias de Marituba, as incertezas dos moradores dos bairro de Ananindeua, entre outras cidades Santa Maria, Benevides, Castanhal, Santarém Novo, Ourém, Santa Luzia, Vigia, Salinopolis, entre outras que a memória deu um branco, mais foi gratificante entender como funciona uma campanha a Governo, ao sair da ALEPA após um produtivo estágio nos bastidores dos gabinetes parlamentares, prestando serviços de assessoria em fim encerra um ciclo em minha vida, acrescentando em meu currículo.
Muitas vezes é necessário abrir mão de uma estabilidade momentânea pode ser menos estressante ou duradoura, neste sentido percebemos que se faz de melhor é importante para se viver com alegria. Sempre fui o senhor do meu destino e responsável pelos meus atos improvisando e me adaptando as situações que crio.
Disciplina é algo que trago em minha vida aprendi esta palavra ainda criança na escola Santo Afonso, ética aprendi com a vida e por isso me qualifiquei com minhas experiências no movimento estudantil, experiência proletária e na sede do Legislativo Estadual do Pará, de Estagiário a Assessor da Presidência, o Palácio da Cabanagem se aprende tudo.
Não podemos desperdiçar as oportunidades, as chances que te dão de subir na vida profissional, independente de cor ideológica, não se feche, sejam profissionais.
Humildade é chave que abre gabinetes, ela nos ajuda a conquistar pessoas, quando realmente decidimos fazer o melhor em qualquer coisa que se propormos, convencemos que somos indispensáveis naquele gabinete ou naquele projeto político.
Que decepção Na adolescência tive um sonho em relação ao socialismo, revelou-se um pesadelo porque descobri que em todos os lugares onde o socialismo Stalinista passou foi implantado ditaduras ferozes e sanguinárias contra o povo.
Em uma viagem de Belém a Gurupá conheci e vim conversando com músicos de origem Estônia.
Onde me contaram sobre a Sibéria e todas as maldades dos governos russo, desde Josef Stalin a Wladimir Putim, fiquei bastante impressionado com os relatos. Sentei na proa do navio e pensei em toda minha experiência na teoria e pratica as passeatas em Belém contra o Governo Almir Gabriel, à esquerda no que se refere à revolução permanente.
O Marxismo que era nossa referência ideológica, as ideias Trotskista, que eram nossa ferramenta de luta, no encontra da massa e minha ruptura com este fase ideologia foi por divergências e decepção, ideias ainda bens claras desde os bancos escolares, percebi que era ainda militante apostilado apesar de tudo teria que me reinventar e atualizar.
Lembro que ao tomar conhecimento sobre politica ao conhecer o Professor Babá e seus inflamados discursos, busquei a consciência critica, em 1997 participei de passeatas de protesto em repudio a morte dos 19 sem terras em Eldorado dos Carajás, promovido por ordem do Governador Almir Gabriel, participando de históricas passeatas contra a privatização da CELPA, COSAMPA e TELEPARA.
Chegando a ser atingido por balas de borracha no braço. De oposição as desastrosas políticas de FHC, em meio às agremiações estudantis que vivei a efervescência do radicalismo, ainda estudante do ensino fundamental analisei profundamente as questões sociais.
Mais mesmo tendo lido mais de 100 livros sabia que tinha que viver aquilo que realmente acreditava. Aos 22 anos participei do processo político no Estado do Amapá, na Coordenação de campanha a reeleição Deputado Estadual Dr. Alexandre Torrinha, onde militamos nas ruas da capital amapaense engajado com a bandeira de luta, viajamos para varias cidades do Amapá, Vitória do Jarí, laranjal do Jarí, Santana, Macapá, Porto Grande, Ferreira Grande, Itaúba, Tartarugalzinho, Pracuuba, Amapá, Laranjal do Jarí, Calçoene e Oiapoque.
Fiz parte da geração que elegeu um operário a Presidente da República, depois retorno a Belém onde participo dos movimentos contra a ALCA, FMI e a politica de Bush. Sendo eleito e reeleito Representante dos Alunos, e depois candidato ao Conselho Escolar da E.E.E.M Magalhães Barata onde sou eleito com uma votação expressiva.
Recebendo medalha de honra ao mérito ao me destacar nas ações beneficentes da escola e na aquisição de livros para a biblioteca.
Se desligando do movimento radical, mais por divergências ao ver jovens que se metem no movimento sem noção daquilo que estamos lutando, por uma educação pública de qualidade, e vão só para badernar, beber e agredir pessoas que não tem nada a ver, universitários com cabeças de burguês que nem conhecem seu próprio bairro.
Usam mascara de Guy Fawkes sem saber da sua história, usam camisas com a figura de Che Guevara sem ter lido nada a seu respeito, isso me afastou das manifestações. Recrio-me novamente com uma pessoa burocrática, estudando tudo que seria importante na Administração Pública.
Fiz-me necessário entre os leões que queriam me devorar novamente.
Ventos ao norte Fica-me minha memória momentos intensa que a vida me privilegio, relatos de uma época onde amizade era fundamental, onde os ventos aproximam um do outro.
Como certa vez disse Fernando Gabeira “vivi um sonho errado”, a desilusão com os ideais da esquerda radical veio dos próprios militontos, acadêmicos calouros que pensam que sabem tudo, donos de uma situação que esbanjam nos bares próximos a UFPA.
O verdadeiro militante é aquele que luta e não se empolga e estuda profundamente a politica, seu bairro onde mora, os questionamentos.
Se quiserem ser verdadeiros militantes sejam sinceros consigo mesmo, preocupado com a próximo e a possibilidade de mudar o mundo de outra maneira sem agressão, sem violência, que só se perde tempo e só serve para posta fotos nas redes sociais do antigo Orkut, aprender que o verdadeiro militante é aquele que esta presente nos bastidores políticos, nos centro comunitários, ao lado do povo, leiam e realizem projetos sociais em sua comunidade, enriqueça sua biografia de militante.
A vida sempre me colocou em situações em que podia fugir, ou enfrento ou recuo, mais a segunda opção sempre é descartada.
O café com sonrisal Em uma época em que os gabinetes eram confortáveis, os cafezinhos servidos a toda hora, os olhares curiosos, se rasgam elogios entre parlamentares quando estava nos bastidores a votação do PCCR da ALEPA, tenho convicção que o Presidente do Parlamento estava engajado para aprova e melhorar a vida do servido público daquela instituição legislativa.
Foi uma grande articulação e apoio da ASALP ( Associação dos servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Pará), só a luta muda vida e só é possível melhorar nossos salários reivindicando as nossas propostas de reajuste salarial com greves e manifestações que produzam impacto como do tipo aquela que atrai os veículos de comunicação.
Como dizia Zun Tzu no livro arte da guerra: a invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitoria no ataque.
Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca mostra que ela é abundante.






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