2/27/2026

Gilvandro Torres é um educador popular, escritor e militante social de Gurupá, no Pará. Nascido em 14 de março de 1980 no rio Mararú, ele tem uma trajetória marcada por engajamento político e cultural na região do Marajó.


 As plantações de açaí a beira do rio Mararú.

A mata da várzea com seus buritizeiros.

A grandeza do rio, seu povo simples. 

Acolhedor e amigo, as áreas alagadas pela água escura. 

Os açaizeiros são fonte inesgotável de renda Manejado se transforma em um garimpo.

A pele reflete o esforço do tirador de açaí.

A naturalidade e a destreza que o ribeirinho executa seu serviço retira o cacho do açaí com folhas do açaizeiro faz sua peçonha em cesta de cipó, garante a renda e alimentação das famílias. 

Onde os rios possuem um papel fundamental na vida dos ribeirinhos, é através dos rios que são estabelecida das ligações entre localidades.

autor: GILVANDRO TORRES




GILVANDRO TORRES, um Gurupaense apaixonado pela vida, petista sonhador e idealista, ex. líder estudantil com experiencia na assessoria no Legislativo estadual e no poder municipal de Gurupá sempre acreditei no desenvolvimento de Gurupá através de um governo popular, minha frase de vida é "Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos."



LEONARDO BOFF

 

Genézio Darci Boff adotou o pseudônimo Leonardo e é neto de imigrantes italianos. Formado em teologia e filosofia, foi silenciado pelo Vaticano em 1985 por críticas à hierarquia eclesial em seu livro "Igreja: Carisma e Poder", deixando a ordem franciscana em 1992.

Contribuições Teológicas

Boff articulou a indignação contra a pobreza com a fé cristã, promovendo uma cristologia libertadora influenciada por Teilhard de Chardin. Ele vê a salvação como totalizadora, ligada a libertações sociais, e apoia movimentos como o MST.

Ecologia e Espiritualidade

Pioneiro na teologia ecológica, critica o progresso técnico-científico e propõe um paradigma cosmocêntrico, unindo o "grito dos pobres" ao "grito da Terra" (Rm 8:19-25). Continua ativo como padre leigo em comunidades pobres.


Quem é Frei Betto?

Frei Betto (Carlos Alberto Libânio Christo) é um frade dominicano, escritor, jornalista e militante social brasileiro, nascido em 25 de agosto de 1944, em Belo HorizonteEle é uma das principais vozes da Teologia da Libertação na América Latina e se destacou pela atuação política, religiosa e intelectual em defesa dos direitos humanos e da justiça social.


📚 Formação e Vida Religiosa

  • Entrou para a Ordem dos Dominicanos ainda jovem, inspirado por uma fé cristã voltada para os pobres e o compromisso social. Estudou filosofia e teologia, aproximando-se das ideias renovadoras da Igreja após o Concílio Vaticano II.


✊ Atuação na Ditadura Militar

Durante a ditadura brasileira (1964–1985), Frei Betto:

  • Atuou na resistência ao regime, apoiando movimentos democráticos.

  • Foi preso duas vezes, entre 1969 e 1973, por ajudar perseguidos políticos.

  • Na prisão, aprofundou reflexões que depois apareceriam em seus livros.


🕊️ Teologia da Libertação e Ação Social

Frei Betto tornou-se um dos principais representantes da corrente cristã que:

  • Defende a fé ligada à transformação social.

  • Combate a pobreza, a desigualdade e a exclusão.

  • Dialoga com movimentos populares e políticos da América Latina.

Ele manteve proximidade intelectual com líderes religiosos como Dom Hélder Câmara, símbolo da Igreja comprometida com os pobres.


🏛️ Participação Política

Nos anos 2000, colaborou com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente no programa Fome Zero, voltado ao combate à fome no Brasil.
Apesar da colaboração, sempre manteve postura crítica e independente.


📖 Obras Importantes

Frei Betto é autor de mais de 60 livros, traduzidos em vários idiomas. Entre os mais conhecidos:

Sua escrita mistura espiritualidade, política, memória histórica e reflexão ética.


🌎 Importância Histórica

Frei Betto é considerado:

  • Um dos intelectuais católicos mais influentes do Brasil contemporâneo.

  • Ponte entre religião e transformação social.

  • Referência em debates sobre democracia, ética, desigualdade e direitos humanos.

O querigma cristocêntrico (o anúncio simples e central de Jesus Cristo) GILVANDRO TORRES
























O querigma cristocêntrico é o anúncio simples, central e fundamental de Jesus Cristo como o Verbo encarnado, morto e ressuscitado, que salva a humanidade e oferece vida nova. 

Não é apenas uma “mensagem”, mas o núcleo do Evangelho que suscita a fé inicial, a conversão e a adesão confiante a Cristo.

O querigma cristocêntrico contém, em síntese, o mistério pascal de Jesus:

1- Ele é o Filho de Deus, tornado homem; 

2- Morreu por nós na cruz; 

3- Ressuscitou e vive.

É o que o Papa Francisco resume em: “Jesus Cristo ama‑te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar”.

​Diz‑se “cristocêntrico” porque Jesus Cristo é o centro e o conteúdo da mensagem, não um elemento entre outros. 

Tudo gira em torno d’Ele: a Bíblia é lida como testemunho de Cristo; a catequese começa por apresentar Jesus, não por regras ou doutrinas abstratas; a missão da Igreja é, antes de tudo, anunciar Jesus.

O que distingue o querigma de outros anúncios (ensinamentos, moral, doutrina) é que ele: é o primeiro passo que suscita a fé e a conversão; é a base sobre a qual se constrói toda a catequese, a liturgia e a vida moral.

O Concílio afirma que Jesus é o “Verbo encarnado”, plenitude da revelação de Deus, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens.  

O Concílio Vaticano II (1962–1965) foi um grande Concílio Ecumênico da Igreja Católica que procurou renovar a vida da Igreja à luz de Jesus Cristo, tornando‑A mais aberta ao mundo moderno. 

Ele não mudou o núcleo da fé, mas reformulou formas de expressá‑la, destacando a Bíblia, a participação do povo e a missão da Igreja na história. 

O Vaticano II foi convocado pelo Papa João XXIII e continuado pelo Papa Paulo VI, reunindo bispos de todo o mundo para discutir a Igreja, a liturgia, a Bíblia, a missão e a relação com o mundo contemporâneo. Seus principais documentos são quatro “constituições”:

Lumen gentium (sobre a Igreja);

Dei Verbum (sobre a Palavra de Deus);

Sacrosanctum Concilium (sobre a liturgia);

Gaudium et spes (sobre a Igreja no mundo moderno).

Os documentos conciliares colocam Jesus Cristo como centro de toda a teologia: Ele é o Verbo encarnado, plenitude da revelação, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens. 

A Constituição Lumen gentium, por exemplo, afirma que “a cabeça deste corpo é Cristo” e que a Igreja é corpo místico d’Ele, unido ao seu mistério de morte e ressurreição.

O Vaticano II promoveu a participação ativa do povo na Missa (por exemplo, uso da língua vernácula, rotação dos textos bíblicos nas leituras e maior compreensão dos gestos), tornando a celebração mais algo em que se “vive” e não apenas se “assiste”. 

Também reforçou a vocação de todos os batizados (sacerdócio comum), a importância da Bíblia na vida da Igreja e a chamada à missão a todo o mundo, com preocupação especial pela dignidade humana e pela paz.

O Concílio resgatou a centralidade da Palavra de Deus, mostrando que a Bíblia não é apenas um livro antigo, mas o testemunho de Jesus Cristo, Verbo eterno de Deus feito homem.  

Numa catequese em Gurupá, isso se traduz em: ler a Bíblia com os olhos voltados para Cristo;  escutar a Palavra na missa e na vida comunitária como encontro com Ele, não como “aula” fria.

O querigma cristocêntrico (o anúncio simples e central de Jesus Cristo) renova a vida eclesial porque coloca o encontro pessoal com Cristo no centro de tudo: evangelização, catequese, comunidade e missão. 

Quando a Igreja volta a proclamar, com força, que “Jesus morreu, ressuscitou e oferece vida nova”, isso muda não só a mente das pessoas, mas também a forma como a comunidade vive sua fé.

O Concílio Vaticano II (1962-1965) enfatiza Jesus Cristo como centro da revelação divina e da Igreja, apresentando-O como Verbo encarnado, mediador e plenitude da verdade salvífica. 

Seus documentos dogmáticos destacam Cristo como revelador do Pai, Cabeça da Igreja e instrumento de redenção universal.

Revelação em Cristo: 





A Constituição Dei Verbum afirma que Jesus, Verbo feito carne, completa a revelação: "vê-lo a Ele é ver o Pai", por meio de palavras, obras, morte, ressurreição e envio do Espírito Santo. 

Ele fala as palavras de Deus e consuma a salvação, libertando-nos do pecado para a vida eterna.








Cristo e a Igreja





Na Lumen Gentium, Cristo é a luz dos povos, Cabeça do Corpo místico que é a Igreja, fundada por Ele como Reino de Deus na terra. 

A Igreja, seu instrumento visível, participa de Seu sacerdócio único, crescendo pelo poder do Espírito até a consumação final. 





Encarnação e Dignidade Humana: 






A Gaudium et Spes ensina que, pela Encarnação, o Filho de Deus uniu-Se à humanidade, elevando sua dignidade e reconciliando-nos com Deus pelo Seu sangue. 

Assim, Cristo é chave, foco e meta da história humana.







O Catecismo da Igreja Católica ensina que confessar “Jesus é o Senhor” é o coração da fé cristã: 

Ele é o mediador único entre Deus e os homens, o consubstancial ao Pai e a fonte da reconciliação com Deus. 

Para nos católicos, ler a Bíblia, rezar, participar da missa e viver a moral cristã só faz sentido se conduzir ao encontro pessoal e comunitário com Cristo. 

O saudoso Papa Francisco, falando da centralidade de Jesus, diz que a atitude do cristão é reconhecê‑Lo no centro dos pensamentos, palavras e obras, para que tudo seja “pensamento de Cristo, obra de Cristo, palavra de Cristo”.


GILVANDRO TORRES

O Concílio afirma que Jesus é o “Verbo encarnado”, plenitude da revelação de Deus, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens.

 O Concílio Vaticano II (1962–1965) foi um grande Concílio Ecumênico da Igreja Católica que procurou renovar a vida da Igreja à luz de Jesus Cristo, tornando‑A mais aberta ao mundo moderno. Ele não mudou o núcleo da fé, mas reformulou formas de expressá‑la, destacando a Bíblia, a participação do povo e a missão da Igreja na história. O Vaticano II foi convocado pelo Papa João XXIII e continuado pelo Papa Paulo VI, reunindo bispos de todo o mundo para discutir a Igreja, a liturgia, a Bíblia, a missão e a relação com o mundo contemporâneo. Seus principais documentos são quatro “constituições”: Lumen gentium (sobre a Igreja); Dei Verbum (sobre a Palavra de Deus); Sacrosanctum Concilium (sobre a liturgia); Gaudium et spes (sobre a Igreja no mundo moderno). Os documentos conciliares colocam Jesus Cristo como centro de toda a teologia: Ele é o Verbo encarnado, plenitude da revelação, cabeça da Igreja e único mediador entre Deus e os homens. 

O Vaticano II promoveu a participação ativa do povo na Missa (por exemplo, uso da língua vernácula, rotação dos textos bíblicos nas leituras e maior compreensão dos gestos), tornando a celebração mais algo em que se “vive” e não apenas se “assiste”. Também reforçou a vocação de todos os batizados (sacerdócio comum), a importância da Bíblia na vida da Igreja e a chamada à missão a todo o mundo, com preocupação especial pela dignidade humana e pela paz. O Concílio resgatou a centralidade da Palavra de Deus, mostrando que a Bíblia não é apenas um livro antigo, mas o testemunho de Jesus Cristo, Verbo eterno de Deus feito homem.  Numa catequese em Gurupá, isso se traduz em: ler a Bíblia com os olhos voltados para Cristo;  escutar a Palavra na missa e na vida comunitária como encontro com Ele, não como “aula” fria.

GILVANDRO TORRES

O Concílio Vaticano II (1962-1965) enfatiza Jesus Cristo como centro da revelação divina e da Igreja, apresentando-O como Verbo encarnado, mediador e plenitude da verdade salvífica. Seus documentos dogmáticos destacam Cristo como revelador do Pai, Cabeça da Igreja e instrumento de redenção universal.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que confessar “Jesus é o Senhor” é o coração da fé cristã: Ele é o mediador único entre Deus e os homens, o consubstancial ao Pai e a fonte da reconciliação com Deus

Para os católicos, ler a Bíblia, rezar, participar da missa e viver a moral cristã só faz sentido se conduzir ao encontro pessoal e comunitário com Cristo. 
O saudoso Papa Francisco, falando da centralidade de Jesus, diz que a atitude do cristão é reconhecê‑Lo no centro dos pensamentos, palavras e obras, para que tudo seja “pensamento de Cristo, obra de Cristo, palavra de Cristo”.

GILVANDRO TORRES- 



2/26/2026

*XLII Encontro de Mulheres de Gurupá* 06 de março de 2026 – Painel 01 Tema: Mulheres em defesa da vida e da dignidade


 

Reconhecimento da Opção pelos Pobres Ela valida a teologia da libertação e a defesa dos oprimidos como caminho evangélico, mostrando que a Igreja apoia bispos profetas contra injustiças, especialmente na América Latina. Francisco destacou Romero como Bom Pastor que consumiu a vida junto dos pobres, inspirando clérigos a priorizar os necessitados

 

Óscar Romero foi um arcebispo católico de El Salvador, conhecido por sua defesa dos pobres e denúncia das injustiças sociais durante a guerra civil no país.

Óscar Arnulfo Romero nasceu em 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios, El Salvador, e foi ordenado sacerdote em 1942, após estudos na Itália. Ele serviu como bispo auxiliar de San Salvador em 1970 e bispo de Santiago de María em 1974, antes de se tornar arcebispo de San Salvador em 1977.

Após o assassinato de seu amigo padre Rutílio Grande em 1977, Romero mudou sua postura conservadora inicial e passou a criticar publicamente a violência do regime militar, os esquadrões da morte e as violações de direitos humanos. Conhecido como "a voz dos sem-voz", usava rádios e sermões para denunciar abusos contra camponeses e pobres.

Romero foi assassinado em 24 de março de 1980, enquanto celebrava missa em um hospital de San Salvador, por ordem de grupos de extrema-direita. Declarado mártir em 2015 por papa Francisco, foi beatificado em 23 de maio de 2015 e canonizado em 14 de outubro de 2018.

Seu exemplo inspira a teologia da libertação e a opção preferencial pelos pobres na Igreja latino-americana. Romero é celebrado em 24 de março e simboliza resistência à opressão.

2/25/2026

No Angelus deste I Domingo da Quaresma, o Santo Padre deteve-se no Evangelho proposto pela liturgia (cf. Mt 4,1-11), que apresenta Jesus conduzido pelo Espírito ao deserto, onde é tentado pelo diabo após quarenta dias de jejum.

 

A Quaresma, explicou o Papa, é um “itinerário luminoso” no qual, por meio da oração, do jejum e da esmola, os fiéis são chamados a renovar a própria cooperação com Deus na realização da “obra-prima única” que é a própria vida.

Leão XIV advertiu para o risco de se deixar seduzir por formas fáceis e imediatas de gratificação, como a riqueza, a fama e o poder, que também estiveram presentes nas tentações enfrentadas por Jesus

Essas propostas, sublinhou, são apenas substitutos pobres da alegria para a qual o ser humano foi criado e acabam por deixar o coração inquieto, vazio e insatisfeito.

Recordando o ensinamento de São Paulo VI, o Pontífice destacou que a penitência não empobrece a pessoa, mas a enriquece, purificando-a e fortalecendo-a no caminho que tem como finalidade o amor e o abandono confiante em Deus. 

Assim, a penitência torna o cristão mais consciente das próprias limitações, ao mesmo tempo que lhe dá a força para superá-las com a ajuda divina.

Na parte central de sua mensagem, o Papa insistiu na necessidade de criar espaços contínuos de escuta a Deus:

“Vamos dar espaço ao silêncio: silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os celulares. Meditemos a Palavra de Deus, aproximemo-nos dos Sacramentos; escutemos a voz do Espírito Santo, que nos fala ao coração.”


Mateus 6,7-15

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,7-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Quando orardes,
não useis muitas palavras, como fazem os pagãos.
Eles pensam que serão ouvidos
por força das muitas palavras.
Não sejais como eles,
pois vosso Pai sabe do que precisais,
muito antes que vós o peçais.
Vós deveis rezar assim:
Pai Nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;
venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como nos céus.
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Perdoa as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido.
E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.
De fato, se vós perdoardes aos homens
as faltas que eles cometeram,
vosso Pai que está nos céus
também vos perdoará.
Mas, se vós não perdoardes aos homens,
vosso Pai também não perdoará
as faltas que vós cometestes".




A Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano. Mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma 2026 .

 

No julgamento final, Cristo terá diante de seu trono glorioso todos os povos da terra. Estaremos lá naquele dia e Ele nos perguntará: estive com sede, com fome e vocês... o que fizeram?

Como viver esse Evangelho no dia de hoje?
Este Evangelho nos convoca a sair da ilusão de uma fé apenas teórica ou sentimental. Jesus nos perguntará se lhe amamos concretamente nos últimos, nos esquecidos, nos invisíveis da sociedade, no familiar sofrido, no imigrante, no doente. O amor sincero se revela na capacidade de enxergar Cristo nos rostos sofredores ao nosso redor e no agir com compaixão. Um copo de água dado com amor vale mais do que muitas palavras, mesmo emocionadas, mas vazias

O Senado aprovou projeto que garante a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima em casos de estupro de vulnerável. A legislação considera vulneráveis as pessoas menores de 14 anos ou "que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência".

 O texto aprovado (PL 2.195/2024) altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940) para determinar que as penas deverão ser aplicadas independentemente da experiência sexual da vítima ou da ocorrência de gravidez resultante do estupro. Atualmente o código prevê a penalidade independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime. 

Na justificação, a autora do projeto, deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), menciona decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que teria relativizado a vulnerabilidade da vítima de estupro de vulnerável, ao absolver homem de 20 anos que manteve relacionamento com menina de 12 anos, do qual resultou gravidez. Para ela, não se pode admitir que mais julgados desse tipo sejam produzidos Brasil afora.

O relatório da senadora Eliziane Gama foi previamente aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A relatora afirmou que a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima “reforça a intenção do legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção do incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça do país.”

Eliziane apresentou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 mostrando que a maior taxa de vitimização foi registrada entre crianças de 10 a 13 anos, com 233,9 casos por 100 mil habitantes. Entre crianças de 5 a 9 anos, foram 103,3 casos por 100 mil, e entre bebês e crianças de até 4 anos, a taxa chegou a 68,7 por 100 mil habitantes. Para a senadora, esses números mostram a urgência de uma legislação clara, que não permita relativizações quanto à vulnerabilidade da vítima e garanta maior efetividade no combate à violência sexual infantil.

Fonte: Agência Senado

 


Che Guevara Ernesto “Che” Guevara (1928–1967) foi um médico, guerrilheiro, escritor e um dos principais líderes da Revolução Cubana, tornando-se um dos ícones políticos mais reconhecidos do século XX.


🧭 Origem e Formação

Nascimento: 14 de junho de 1928, em Rosário.

Formou-se em Medicina pela Universidade de Buenos Aires.

Durante viagens pela América Latina (relatadas no livro Diários de Motocicleta), entrou em contato com a pobreza e a desigualdade social, experiências que moldaram sua visão revolucionária.

🔥 Encontro com Fidel Castro e a Revolução Cubana

Em 1955, no Cidade do México, conheceu Fidel Castro e integrou o movimento que lutava contra a ditadura de Fulgencio BatistaParticipou da guerrilha iniciada com o iate Granma em 1956. Tornou-se um dos comandantes mais importantes da Revolução Cubana, que triunfou em 1959. Após a vitória, assumiu cargos no novo governo de Cuba, incluindo presidente do Banco Nacional e ministro da Indústria.

📚 Pensamento e Ideologia

Che defendia:

O socialismo revolucionário internacional.

A criação do “homem novo”, guiado por valores coletivos e não pelo lucro.

A luta armada como caminho contra o imperialismo, especialmente contra a influência dos Estados Unidos na América Latina.

Seus escritos mais conhecidos incluem:


O Socialismo e o Homem em Cuba

🌎 Tentativas de Expandir a Revolução

Che deixou Cuba para incentivar revoluções em outros países:

Atuou no Congo (1965), sem sucesso.

Em 1966 foi para a Bolívia organizar uma guerrilha rural.

⚔️ Captura e Morte

Foi capturado pelo exército boliviano com apoio da CIA.

Executado em 9 de outubro de 1967, na localidade de La Higuera.

Sua morte o transformou em símbolo mundial de rebeldia e resistência.

🖼️ Um Ícone Cultural

A famosa foto Alberto Korda (Guerrillero Heroico) transformou Che em um dos rostos mais reproduzidos da história — presente em camisetas, murais e movimentos políticos diversos.

⚖️ Figura Controversa

Che Guevara é visto de formas diferentes:

Para admiradores: símbolo de justiça social, anti-imperialismo e luta pelos pobres.

Para críticos: defensor da violência revolucionária e participante de execuções após a Revolução Cubana.

✅ Em resumo: Che Guevara foi mais do que um guerrilheiro — tornou-se um mito político global, cuja imagem continua a inspirar debates sobre revolução, ética, desigualdade e poder.

Se quiser, posso explicar o pensamento político dele de forma mais simples, analisar frases famosas ou falar sobre a presença dele na cultura pop hoje.


Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, foi assassinada em 14 de março de 2018, junto com seu motorista Anderson Gomes, em um ataque a tiros no Estácio.

 Crime e Execução

O atentado ocorreu quando um carro emparelhou ao veículo da vereadora e disparou 13 tiros, motivado por sua atuação contra milícias na região. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu.

Avanços na Investigação

Em 2019, Ronnie Lessa (ex-PM, autor dos disparos) e Élcio de Queiroz (motorista) foram presos e condenados em 2021 a penas de 78 e 59 anos, respectivamente, por homicídio qualificado e tentativa de homicídio

Outros envolvidos, como Edilson Barbosa ("Orelha") por destruição de provas e Rodrigo Ferreira ("Ferreirinha") por obstrução, também foram condenados.

Condenações Recentes

Em fevereiro de 2026, o STF condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses cada por organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio, além de perda de cargos públicos e indenização de R$ 7 milhões às famílias e à assessora. 

Outros réus, como o major Ronald Alves de Paula (56 anos) e Robson Calixto (9 anos), também foram sentenciados.

Marielle Franco combatia as milícias por meio de denúncias políticas, fiscalização e apoio a investigações sobre seu avanço em comunidades do Rio de Janeiro.

Denúncias e Fiscalização

Como vereadora do PSOL, ela fiscalizava projetos de lei que beneficiavam regularização fundiária em áreas controladas por milícias na zona oeste, opondo-se ao uso comercial e defendendo moradia popular e direitos sociais.

Ela atuava em comissões da Câmara Municipal, denunciando extorsões, agiotagem e controle territorial por grupos paramilitares, como na Taquara e Vargem Grande.

Apoio a CPIs e Investigação

Anteriormente assessora de Marcelo Freixo, ajudou na CPI das Milícias de 2008, que indiciou políticos e milicianos, e continuou expondo ligações entre vereadores e esses grupos em seu mandato.

Seu ativismo gerou embates com figuras como os irmãos Brazão, ligados a milícias, culminando na motivação do crime para proteger interesses econômicos.

Ronnie Lessa, ex-PM reformado e ligado a milícias, foi o executor material do assassinato de Marielle Franco, responsável pelos disparos fatais.

Execução do Crime

Na noite de 14 de março de 2018, Lessa usou uma submetralhadora de dentro de um Cobalt emparelhado ao carro das vítimas, mirando a cabeça de Marielle e atingindo-a com 4 tiros, além de ferir Anderson Gomes e a assessora Fernanda Chaves.

Confissão e Condenação

Preso em 2019 com Élcio de Queiroz (motorista), confessou o crime em delação premiada, alegando motivação financeira como matador de aluguel contratado pelos irmãos Brazão. Foi condenado em 2024 a 78 anos e 9 meses por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.


Marielle Franco foi uma socióloga, ativista de direitos humanos e vereadora da cidade do Rio de Janeiro, eleita em 2016 com expressiva votação. Ela defendia principalmente os direitos das mulheres, da população negra, das comunidades periféricas e da população LGBTQIA+. Nascida e criada na favela da Maré, tornou-se uma das vozes mais reconhecidas na denúncia da violência policial e das desigualdades sociais no Brasil. Em 14 de março de 2018, foi assassinada no Rio de Janeiro junto com o motorista Anderson Gomes, em um crime que teve grande repercussão nacional e internacional e foi tratado como um ataque à democracia e aos direitos humanos. Sua trajetória política curta, porém marcante, transformou seu nome em símbolo de luta por justiça social, igualdade e participação política de mulheres negras.