Projeto Cultural foi idealizado e Coordenado por GILVANDRO TORRES com objetivo do dialogo sobre a realidade de Gurupá-PA.
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5/22/2026
4/27/2026
LANDI em GURUPÁ- GILVANDRO TORRES
Embora a maior parte da fama de Antonio Landi venha de suas obras em Belém, ele também deixou seu traço no interior do estado. No caso de Gurupá, existe um detalhe histórico importante:
Landi projetou a Igreja Matriz de Santo Antônio de Gurupá por volta de 1759-1761.
Diferente das igrejas monumentais de Belém, o projeto para Gurupá foi pensado como um modelo paroquial para o interior da Amazônia.
Landi desenhou uma fachada mais sóbria, adaptada à mão de obra e aos materiais disponíveis na época no interior, mas mantendo a simetria e o equilíbrio do neoclassicismo italiano.
Existem desenhos originais de Landi (planta baixa, fachada e seção) que pertencem ao acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Esses desenhos provam que a coroa portuguesa queria levar a arquitetura "erudita" para pontos estratégicos do Rio Amazonas, como Gurupá.
A Igreja Matriz é um marco central em Gurupá, que é uma das cidades mais antigas do Pará (fundada em 1623). Ela fica próxima ao famoso Forte de Santo Antônio de Gurupá, que também foi peça-chave na defesa da região contra invasores estrangeiros.
Um detalhe curioso: Muitos desses projetos de Landi para o interior sofreram modificações ao longo dos séculos devido a reformas, falta de recursos na época da construção ou até danos durante conflitos (como a Cabanagem).
Por isso, a igreja que vemos hoje pode não ser a cópia exata do desenho original de 1760, mas o "DNA" da arquitetura landiana está na sua fundação e concepção.
GILVANDRO TORRES
Igrejas projetadas por Antônio Landi em Belém- GILVANDRO TORRES
As Igrejas projetadas ou reformadas por Antonio Landi em Belém são verdadeiras joias arquitetônicas. Ele trouxe o rigor da geometria italiana para o cenário amazônico, criando espaços que impressionam pela acústica e pelo jogo de luzes.
Aqui estão as principais que você pode encontrar no Centro Histórico (Cidade Velha e arredores):
1. Catedral Metropolitana de Belém (Sé)
Embora a construção tenha começado antes dele, Landi foi o responsável pela finalização e pelo desenho da fachada atual e dos altares.
Destaque: É a sede do Círio de Nazaré. O interior é monumental, com 28 candelabros de bronze e um dos maiores órgãos da América Latina. O estilo é uma mistura equilibrada entre o Barroco tardio e o Neoclássico.
2. Igreja de Santana (Nossa Senhora de Santana)
Esta é considerada por muitos historiadores como a obra-prima de Landi. Ele a projetou do zero, começando em 1761.
Destaque: A planta da igreja é em formato de cruz grega com uma cúpula central, algo muito comum na Itália, mas raríssimo no Brasil colonial. A cúpula foi a primeira construída na Amazônia e permite uma iluminação natural única sobre o altar.
3. Igreja de São João Batista
Localizada na Praça da Bandeira, é uma igreja menor, mas de uma sofisticação técnica incrível.
Destaque: Ela possui uma planta octogonal, o que gera uma acústica perfeita. Foi construída originalmente para ser a capela do Palácio dos Governadores (que fica logo atrás). É um dos melhores exemplos do Neoclássico puro de Landi.
4. Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos
Landi interveio na reforma desta igreja, que pertencia à irmandade dos negros.
Destaque: A fachada é mais simples do que a da Sé, mas mantém a elegância das linhas retas e simétricas que eram a marca registrada do arquiteto.
5. Igreja e Convento de Nossa Senhora das Mercês
Embora tenha sido danificada durante a Cabanagem (foi palco de combates intensos), o projeto de Landi ainda é visível.
Destaque: A fachada é convexa (curvada para fora), o que dá um movimento especial ao prédio. É uma das poucas igrejas no Brasil com essa característica arquitetônica.
GILVANDRO TORRES
ANTÔNIO LANDI, LEGADO DE UM ITALIANO NA AMAZÔNIA- GILVANDRO TORRES
A arquitetura e história colonial, falar de Antônio Landi (Giuseppe Antonio Landi) é essencial. Ele foi, sem dúvida, o homem que desenhou o rosto de Belém no século XVIII.
Diferente da Belle Époque, que trouxe um estilo mais francês, Landi trouxe a herança italiana e o neoclassicismo para o meio da Amazônia.
Aqui estão os pontos principais sobre o legado dele:
1. O Arquiteto Bolonhês na Amazônia
Landi chegou ao Grão-Pará em 1753 como parte da Expedição de Limites, enviada pela Coroa Portuguesa para demarcar as fronteiras do Tratado de Madri. Ele era um erudito formado na prestigiada Academia de Bolonha e acabou se apaixonando pela região, onde viveu por mais de 40 anos até sua morte.
2. Obras Icônicas em Belém
A influência de Landi está em quase todos os prédios históricos importantes do centro:
Catedral Metropolitana de Belém (Sé): Ele foi responsável pela conclusão da igreja, dando a ela o porte monumental que vemos hoje.
Palácio dos Governadores (Palácio Lauro Sodré): Uma de suas obras primas, mostrando a transição do barroco para o neoclássico, com linhas mais retas e elegantes.
Igreja de Santana: Considerada por muitos sua obra mais autoral e sofisticada em termos de design arquitetônico.
Igreja de São João Batista: Uma igreja menor, mas que exibe sua maestria no uso de plantas centrais (em formato octogonal).
3. Ciência e Natureza
Landi não era apenas um arquiteto. Como parte da expedição científica, ele fez ilustrações detalhadíssimas da fauna e flora amazônica. Seus desenhos eram tão precisos que serviram de base para estudos botânicos e zoológicos na Europa, ajudando o mundo a "enxergar" a Amazônia pela primeira vez com rigor científico.
4. Uma Curiosidade: O Túmulo Desaparecido
Apesar de ter transformado a paisagem de Belém, o local exato onde ele foi enterrado (provavelmente na Igreja de Santana ou na Igreja das Mercês) permanece um mistério histórico, o que traz um ar de lenda ao seu nome na capital paraense.
É curioso notar como Landi preparou o terreno para o que Belém viria a ser. Enquanto a Cabanagem foi um movimento de resistência e a Belle Époque foi o ápice do luxo, o período de Landi foi o momento em que a capital ganhou sua "espinha dorsal" monumental.
GILVANDRO TORRES
CABANAGEM O POVO NO PODER- GILVANDRO TORRES
1. A Cabanagem: O Povo no Poder (1835–1840)
Diferente de outras revoltas do período imperial, a Cabanagem não foi apenas uma briga de elites. Foi uma explosão social de indígenas, tapuios, negros e ribeirinhos que viviam na miséria total.
A Tomada de Belém: Em janeiro de 1835, os rebeldes invadiram a capital e executaram o governador. Pela primeira vez na história do Brasil, um governo de origem popular assumiu o controle de uma província.
Os Três Governadores: O movimento teve três líderes principais: Félix Malcher, Francisco Vinagre e o jovem Eduardo Angelim (que assumiu com apenas 21 anos). A instabilidade era grande, e as traições internas enfraqueceram o movimento.
O Custo Humano: A retomada pelas tropas imperiais foi implacável. Estima-os que cerca de 30 mil pessoas morreram. Para uma região com pouca densidade populacional, foi um verdadeiro massacre que deixou marcas profundas na identidade de resistência do povo paraense.
2. A Belle Époque: A "Paris n'América" (1890–1910)
Cerca de 50 anos após a Cabanagem, o Pará viveu seu momento de maior riqueza graças à exploração do látex para a indústria automobilística mundial. Belém tornou-se o centro das atenções.
Modernização Acelerada: Enquanto o Rio de Janeiro ainda se transformava, Belém já tinha saneamento, luz elétrica e bondes. A elite da borracha mandava suas roupas para lavar em Lisboa e importava de tudo: de telhas francesas a mármore de Carrara.
O Teatro da Paz: Inspirado no Teatro Scala de Milão, ele é o maior símbolo desse período. Tudo ali foi pensado para que os "Barões da Borracha" se sentissem na Europa.
Arquitetura e Urbanismo: O prefeito Antônio Lemos foi o grande mentor dessa transformação, plantando as famosas mangueiras que hoje dão o apelido de "Cidade das Mangueiras" a Belém, para criar sombra e amenizar o calor tropical para quem vestia ternos pesados à moda europeia.
O Contraste Histórico
É fascinante notar que, enquanto na Cabanagem o povo lutava para ser reconhecido como cidadão, na Belle Époque a elite tentava, de certa forma, "esconder" a floresta e as raízes locais para parecer europeia.
GILVANDRO TORRES
A história do Pará é uma das mais fascinantes e complexas do Brasil, marcada por um isolamento geográfico que, durante séculos, fez com que a região tivesse mais contato direto com Lisboa do que com o Rio de Janeiro.
Aqui estão os pontos fundamentais para entender essa trajetória:
1. O Início: Conquista e o Forte do Presépio (1616)
A ocupação luso-brasileira começou efetivamente em 12 de janeiro de 1616, quando Francisco Caldeira Castelo Branco fundou o Forte do Presépio (hoje o Forte do Castelo), dando origem à cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. O objetivo era expulsar invasores estrangeiros (ingleses, franceses e holandeses) e garantir o domínio sobre a foz do Rio Amazonas.
2. O Estado do Maranhão e Grão-Pará
Devido às correntes marítimas e à distância, era mais fácil navegar de Belém para Portugal do que para o Sul do Brasil. Por isso, a Coroa Portuguesa criou o Estado do Maranhão e Grão-Pará, uma unidade administrativa separada do resto do Brasil que durou até 1774. Isso deu ao Pará uma identidade cultural e política muito distinta.
3. A Cabanagem (1835–1840)
Este foi o movimento popular mais importante da região. A Cabanagem foi uma revolta onde negros, indígenas e ribeirinhos (que viviam em cabanas, daí o nome) tomaram o poder na província. Foi a única revolta regencial em que as camadas populares chegaram a governar. A repressão do Império foi brutal, resultando na morte de cerca de 30% a 40% da população da província na época.
4. O Ciclo da Borracha (1870–1912)
No final do século XIX, a extração do látex transformou Belém em uma das cidades mais ricas do mundo. Esse período trouxe:
A "Paris n'América": Belém ganhou arquitetura europeia, bondes elétricos e luxo.
Teatro da Paz: Um dos símbolos máximos dessa riqueza, construído para receber companhias de ópera europeias.
Declínio: A economia entrou em colapso quando os ingleses conseguiram cultivar seringueiras na Ásia, produzindo borracha mais barata.
5. Integração e Desenvolvimento Moderno
A partir da metade do século XX, o Pará passou por uma nova fase de mudanças com a abertura de rodovias como a Belém-Brasília e a Transamazônica. Surgiram grandes projetos minerais, como a exploração de minério de ferro na Serra dos Carajás e a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, consolidando o estado como uma potência energética e mineral do Brasil.
O Pará não aceitou a independência do Brasil em 7 de setembro de 1822 imediatamente. A adesão só ocorreu quase um ano depois, em 15 de agosto de 1823 (o feriado da "Adesão do Pará"), após intensa pressão militar e política.
GILVANDRO TORRES
GILVANDRO TORRES- UM POUCO DE MINHA HISTÓRIA EM GURUPÁ
Em 2019 participei do processo de escolha
unificada com 24 candidatos sendo eleito Conselheiro Tutelar do município de
Gurupá com 343 votos. Para mandato quadriênio do dia 10 de janeiro de 2020 a 10
de janeiro de 2024. Assumiu por duas vezes a função de Secretário Geral do
Conselho Tutelar(2021-2022), (2023-2024).
Anunciei que não concorre à reeleição como
justificativa, que sempre fui contra a reeleição. Não é agora, que ela em tese
me beneficia que vou mudar de ideia. Preservando a coerência do discurso e a
prática.
Fizemos campanha de conscientização na zona
rural sobre o art. 243 da Lei Federal n. 8.069/1990, alterado pela Lei Federal
n. 13.106/2015. E várias campanhas de informação e comunicação educativa em
defesa de criança e adolescente e sobre as atribuições do Conselho Tutelar.
Representando o Conselho Tutelar fui nomeado
Conselheiro Municipal pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica-FUNDEB para o biênio (2021/2022). Na condição de Titular.
Utilizei a Tribuna da Câmara
Municipal em reunião com entidades presentes propondo e dando sugestões de
políticas públicas para a juventude.
Apresentamos projeto de lei de iniciativa do Conselho Tutelar como rege nossa Lei orgânica aos Membros do Poder Legislativo municipal: Que proíbe e o uso do cerol (vidro moído e cola) venda da linha encerada, conhecida como "Linha Chilena", ou de qualquer produto similar utilizado no ato de empinar pipas, que contenham elementos cortantes. Sendo aprovado por unanimidade pelo colegiado do Poder Legislativo. Tornando Lei Municipal n. 1.256 de 02 de julho de 2021.
Participando dos movimentos sociais, minha experiência nas Ceb´s Gurupá, em 2017 comecei a participar das formações permanentes da Paróquia Santo Antônio de Gurupá.
Participei dos encontros Cebs ribeirinha (Rio
Sarapoí- 2017), (Marajoi- 2019).
Em 2020 comecei apresentar o
programa radiofônico católico “Caminhando com Maria” das 18hs às 18:30hs, com
mensagens de fé e esperança pela Comissão Justiça e Paz.
Adaptações em tempos de pandemia com o
isolamento social, necessário para conter a disseminação do CORONAVÍRUS,
tivemos que se adaptar. Assim, as atividades que eram presenciais, passaram
para o formato online.
Em 17 de março de 2021 fui empossado por decreto
municipal n. 268/2021. Conselheiro
Municipal de Educação, representando a Igreja católica, na condição de suplente
para o mandato de 2022-2023.
Nesse período da pandemia participei
de várias formações na área da Infância e da adolescência, lives, cursos
on-line e presencial, algumas certificações, o importante é o aprendizado.
Participei do I Seminário “Violação
dos Direitos da Criança e do Adolescente em período de pandemia”. Na condição de
palestrante. Promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social em 15 de
dezembro de 2020 em Gurupá.
Participei online do Seminário “O
Atendimento Socioeducativo e a ressocialização através da aprendizagem”,
promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – CEAF do
Ministério Público do Estado do Pará. Relativamente à Lei n.º 13.257/2016
(Marco Legal da Primeira Infância).
Representando o Conselho Tutelar de
Gurupá na cidade de Belém no Distrito de Icoaraci do 2º Workshop Amazônico de
Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. Com o lema: Os desafios de
garantir Direitos na Amazônia.
Evento durou três dias e foram
debatidos diversos temas contemporâneos referentes à infância e adolescência,
em especial as dificuldades de trabalhar a política pública de educação, saúde,
trabalho infantil, violência sexual, ato infracional e a lei orgânica do
Conselho Tutelar.
2º Workshop Amazônico de Direitos
Humanos de criança e adolescente: Os desafios de garantir Direitos na
Amazônia-2021.


















































