Identidade Afro Indígena na Amazônia.
Para extrair o pau Brasil os portugueses
utilizavam do trabalho e conhecimento indígena, desde a derruba, corte dos
galhos e madeira que traziam até a praia onde estavam ancorados os navios, era
feito o sistema de trocas não utilizando moeda o escambo. Trocando madeira por
espelho, facas, machados e tecidos.
Os contatos entre os colonizadores e os povos
indígenas, foram elementos de dominação através da exploração dos recursos
naturais, consequência o desaparecimento das línguas indígenas e a forte
catequese que obrigava os indígenas a mudar o comportamento, inserindo nomes
europeus, costumes, foi um processo de colonização com escravidão indígena,
violência contra mulheres e doenças transmitidas pelos não indígenas.
Estima-se que populações inteiras foram
dizimadas e tribos abandonaram suas terras, seus costumes e sua língua de origem,
a miscigenação é o resultado da diversidade a diferença se deve à influência de
outras línguas, as línguas indígenas, por exemplo: nosso vocabulário está cheio
de palavras de origem tupi: além da língua, os portugueses também trouxeram
instrumentos feitos de ferros como machados, espadas, facões, armas de fogos e
etc.
Que não eram conhecidos pelos nossos
indígenas, com a chegada dos negros trazidos pelos portugueses, o Brasil
incorporou as características em sua cultura. Para a religião, os negros trouxeram
a crença nos espíritos, o candomblé.
Na música brasileira são utilizados vários
instrumentos de origem africana, os povos africanos também influenciaram na
nossa língua portuguesa, com sotaques e palavras como senzala, quando os
colonizadores chegaram ao Brasil, várias tribos indígenas eram inimigas entre
si.
Os colonizadores faziam uso das rivalidades, aliando-se a algumas tribos
para derrotar outras, o que facilitava sua dominação sobre o território, durante os primeiros anos da chegada dos portugueses a América, os
nativos foram tratados "como parceiros comerciais", uma vez que os
interesses portugueses voltavam-se ao comércio do pau-brasil, realizado na base
do escambo.
Segundo
os cronistas da época, os indígenas consideravam os europeus, amigos ou
inimigos, conforme fossem tratados: amistosamente ou com hostilidade, com a
instalação do Governo Geral, em 1549, intensificou-se a escravidão dos
indígenas nas diversas atividades desenvolvidas na Colônia, gerando constantes
conflitos, os povos indígenas habitam o território brasileiro muito antes de sua
descoberta.
A população indígena no país
sofreu um enorme decréscimo, entre o século XVI e o século XX, passando de
milhões para a casa dos milhares, extermínios, epidemias e também escravidão
foram os principais motivos dessa redução. Foi após a década de 80 que esse
cenário mudou e a população indígena voltou a aumentar, de acordo com o
Instituto Socioambiental, os povos indígenas têm crescido em média 3,5% ao ano.
Franceses,
holandeses começaram a invadir o litoral brasileiro para extrair especiarias
exóticas, madeira, ouro e minério, os portugueses passaram a colonizar
efetivamente Amazônia, dificultando as invasões.
Os missionários jesuítas
eram contra a escravidão indígena no Brasil, mais impunham a conversão a
religião católica.
Os Tupinambás
ocupavam a foz, tiveram suas terras saqueadas, a história não relata mais houve
muito derramamento de sangue indígena, região ancestral tupinambá Mairí, atual
Belém foi um exemplo capitaneado pelo Cacique Guaimiaba.
A língua universal
indígena era Nheengatu. Herdamos dos povos originários a culinária, andar
descalço, deitar em redes, tomar banho diário além de praticar artesanatos com
fios e fibras.
Os lusitanos
ocuparam a região começando com a expulsam dos franceses do Maranhão e a
implantação do forte do presépio em Belém, as batalhas contra os holandeses,
franceses e corsários ingleses para assegurar o domínio da Amazônia oriental e
os povos indígenas no processo de colonização foram perdendo suas terras,
devido ao surgimento de Vilas e Fortificações.
Essas fortificações
eram bases militares construída uma pequena casa de madeira e palha com um muro
de pedras e canhões médios carregáveis de frente para o rio.
Os conflitos brutais entre indígenas e portugueses resultaram em mortes e aprisionamentos, as relações entre os dois povos foi marcada pela violência e imposição dos lusitanos, ao realizar o projeto expansão os portugueses tinham vários interesses ao erguer a cruz e realizar a primeira missa em 26 de abril de 1500 presidida pelo Frei Henrique de Coimbra nas terras brasileiras, foi compreendido como recebimentos das benções da Igreja católica para a colonização em território brasileiro.
O Estado do Pará
apresenta uma das maiores diversidades etnias do Brasil contando com 55 etnias
e 77 territórios indígenas em 52 municípios paraense, o que representa 25% do
Pará pertence aos povos originários contando com 60 mil indígenas.
O Brasil conta com
305 povos indígenas e 274 línguas originárias diferentes, a demarcação de
terras indígenas é um direito ancestral previsto na Constituição cidadã de
1988, há mais de 500 anos lutam pela proteção de suas famílias, culturas e
terras.
A Amazônia, pesquisas cientificas documentam que a ocupação remontam ao período da pedra, além dos povos tapajônica, marajoara e konduri, outros povos da Guiana estiveram aqui entre a região de Santarém e Xingu.
No século XVIII a
população amazônica somava cerca de 54.200 e atualmente são menos de 12.000 com
cerca de 21% do território nacional, os primeiros contatos deu-se pelo século
XIV com holandeses na região de Gurupá, relatos que grupos indígenas viviam
harmonia entre engaibas, mapuas, aruanes, taconhapés, ingabaybas.
Os primeiros
contatos com os europeus deu-se necessário através de técnicas necessária como
a linguagem universal indígena.
Contudo o
desaparecimento de línguas indígenas foi concentrada em dois troncos
linguísticos: macro e tupí.
Estima-se que 75%
das línguas se perderam ao longo de 500 anos e parte dos povos indígenas que
viviam na costa, no período da colonização, falavam línguas que pertenciam ao
tronco Tupi.
Dentro desse
tronco, o Tupinambá era uma das línguas gerais que existiram no Brasil e que
era usada para se comunicar com os indígenas, o Tupi não é o único tronco
linguístico indígena existente no Brasil. O tronco macro-jê é outro grande
exemplo.
As Terras Indígenas
se resumem em 4 tipos: as Terras Indígenas Tradicionalmente Ocupadas,
relacionadas às terras que constam na Constituição Federal de 1988, no art.
231. “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas,
crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que
tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer
respeitar todos os seus bens.”
Como se vê, nossa
Constituição Cidadã já contempla os direitos indígenas e o respeito às sua
cultura.
Outro tipo de terra
indígena é a Reserva Indígena, que consiste em terras doadas por terceiros,
desapropriadas ou adquiridas pela União, com destino final à posse permanente
dos povos indígenas.
Há também as Terras
Dominiais, que são de propriedade das comunidades indígenas, obtidas por
quaisquer formas dentro da legislação civil do Brasil.
E o último tipo de
terra indígena é a Interditada, que são áreas interditadas pela FUNAI em busca
da proteção de povos e grupos indígenas isolados, restringido a entrada e
trânsito de terceiros nos locais.
Os vários
enfretamentos entre colonos e missionários acabaram por expulsar os Jesuítas do
Maranhão em 1659 e de Belém em 1661.
A criação da
companhia de comercio do Grão Pará e Maranhão em 1682 foi uma tentativa de
desenvolver e colonizar a região, houve nessa época aprisionamento de indígenas
para trabalho escravo, sendo que em 1604 foi promulgado a lei que proibia por
completo escravidão indígena no Brasil.
Os colonizadores se
apossaram de terras e intensificaram o tráfico de pessoas escravizadas trazida
do continente Africano.
Estima-se que
chegaram ao Brasil cerca de 50mil africanos no século XVI e no século seguinte
teriam sido 550 mil e no século XVIII por volta de 1 milhão e 700 mil
africanos.
No total teriam
chegado ao Brasil mais de 4 milhões de africanos seres humanos vindo do grande
continente africano feito cativos.
As quatro
principais rotas dos navios negreiros que ligaram o continente africano ao
Brasil foram as da Guiné, Mina, Angola e Moçambique.
Elas concentravam o
comércio de seres humanos que, na maioria dos casos, eram aprisionados em
guerras feitas por chefes tribais, reis ou sobas africanos para esse fim.
Os traficantes,
principalmente portugueses, mas também de outras nações europeias e
posteriormente brasileiros, obtinham os prisioneiros em troca de armas de fogo,
tecidos, espelhos, utensílios de vidro, de ferro, tabaco e aguardente, entre
outros.
Os navios,
dependendo do tipo, traziam de 300 a 600 cativos por vez. Entre 10% e 20% deles
morriam na viagem.
Os franceses não
concordavam com a divisão da América entre Portugal e Espanha.
Assim procuravam
invadir terras e fundar colônias que ao norte ficou conhecido França Equinocial
na região atual Estado do Maranhão, entre os anos de 1612 a 1615.
Fundando o forte
São luís, uma tentativa dos franceses de fundar uma colônia francesa, o que
originou a cidade São Luís, atual capital do estado do Maranhão.
Os franceses se
depararam com um vasto território não ocupado pelos portugueses, a expedição
francesa partiu do porto de Cancale na Bretanha sobre o comando de Daniel de La
Touche.
Apesar da breve
existência foi a única capital fundada por outro povo europeu, os franceses
estabeleceram alianças com os indígenas, as Leis francesas proibiram os rituais
de antropofágicos dos tupinambás, que estavam em constante disputas entre
aldeias capturando os inimigos e faziam rituais de Antropofágia.
Os portugueses
expulsaram os franceses no confronto militar ocorrido em 19 de novembro de
1614.
Os portugueses
estavam em bastante número e com os aliados indígenas da etnia tabajará, e seus
conhecimentos da floresta ajudaram a ganhar a batalha de guaxenduba.
É importante
afirmar que a expulsão dos franceses possibilitou que a Amazônia passasse para
o domínio português.
Nesta batalha de
Guaxenduba, houve muitas baixas dos dois lados, entre eles sangue indígena, 115
soldados franceses mortos, 400 indígenas que lutavam ao lado dos franceses.
Do lado português
sobre o comando de Jeronimo de Albuquerque, houve 10 soldados mortos, objetivo
dos franceses estabelecer uma colônia francesa mercantilista denominada: França
Equinocial.
A fundação da
cidade de São luís pelos franceses foi em 08 de setembro de 1612, fundadores
foram Daniel de La Touche e Francois de Rasilly.
O nome forte Saint-
louis foi em homenagem ao Rei Louis XIII.
O povoado fundado pelos franceses manteve-se após o domínio português,
tendo o seu nome sido aportuguesado para "São Luís".
Os franceses
buscaram catequizar os índigenas, atribuindo-lhes nomes cristãos, e
estabelecendo alianças contra os portugueses.
Realizaram também
trocas de mercadorias. Exploraram os rios Mearim e Gurupi e iniciaram plantação
de algodão, tabaco e cana. Os
portugueses, no entanto, viriam a conquistar o Maranhão em 1615.
O Tupi Guarani era língua originaria em 1751 uma provisão real proibiu a utilização do Tupi.
Nossa
linga recebeu influência dos povos originários e também dos povos da África que
aqui chegaram forçadamente para trabalhar.
O Tupi se originou
da língua tupinambá que foi incorporado a nação indígena tupinambás.
Nossa língua ganhou diferencial da língua portuguesa falada em Portugal.
Os dialetos, costumes linguísticos, o legado do povo africano e indígenas contribuiu para os dias atuais uma enorme herança cultural, a beleza e cultura maranhense, começa pelo artesanato, com utilização dos recursos da palha de babacu, na confecção de bolsa, eco turismo e suas belezas culturais urbana e artísticas, um povo hospitaleiro.
A culinária tem influência dos negros e indígenas, ao longo do
tempo dos franceses e portugueses.
As festas populares
danças e ritmos, o bumba meu boi e expressão máxima da cultura popular do
Maranhão, assim como o tambor de crioula e dança do cacuriá.
Quem somos nós e
uma pergunta a ser em nossas comunidades, reconhecer a diversidade cultural de
nossa formação pode ser uma maneira de compreender nossa riqueza cultura.
A capoeira surgiu
como resposta a violência a qual os escravizados eram submetidos em tempos
coloniais e imperiais no Brasil, a partir de golpes e movimentos corporais
ágeis, a luta permitia que eles se defendessem das brutais perseguições dos
capitães do mato, cuja atribuição era capturar quem havia fugido.
Para não levantarem
suspeitas – os senhores de engenho proibiam que praticassem qualquer tipo de
esporte – os capoeiristas adaptaram os movimentos e adicionaram elementos
coreográficos e musicais, camuflando seu verdadeiro significado.
Após a abolição da
escravatura, a prática continuou sendo vista como subversiva e apenas em 1937
deixou de ser considerada criminosa pelo Código Penal brasileiro.
Acredita-se que a
origem do nome capoeira tenha relação aos locais onde o esporte era praticado:
em campos abertos e sem vegetação, esta técnica era também uma forma de
preservar a cultura de origem e desenvolver laços entre os praticantes.
Hoje, a capoeira é
considerada umas das maiores manifestações culturais brasileiras e é
reconhecida mundialmente como prática que une o esporte e a arte. A música é um
dos elementos que distingue esta modalidade de outras lutas. Inclusive, é
essencial para que o praticante seja considerado um capoeirista completo.
Além dos movimentos
corporais, os praticantes devem também saber tocar instrumentos de origem
afro-brasileira como o atabaque, o agogô e o berimbau, este último é o
principal dos instrumentos e também o mais famoso e mundialmente associado à
capoeira.
Existem ainda
diferentes maneiras de toques, como o "toque de cavalaria", que era
utilizado para avisar aos capoeiristas que a polícia estava se aproximando.
Entre os povos do
norte do continente, destacam-se os hábitos e costumes tradicionalmente
islâmicos, pois essa denominação religiosa é predominante por lá.
É comum nas
sociedades, sobretudo a egípcia e a marroquina, a prevalência do uso do véu
para as mulheres muçulmanas e a instituição de um modelo patriarcal de família,
baseado nos costumes do islamismo.
Já os povos do sul
têm uma cultura mais vasta e, consequentemente, mais diversificada. Em alguns
lugares, predomina-se a cultura cristã, sobretudo nos que a colonização
estabeleceu-se com maior força, como a África do Sul.
Já em outros, como
o Congo, Moçambique, Serra Leoa, Somália e Quênia, a prevalência do modo de
vida tribal nos interiores ainda é marcante, o que nos remete às religiões
politeístas nativas ainda existentes.
A cultura afrodescendente no Brasil veio da
cultura africana chegou às terras brasileiras pelos africanos trazidos para cá
para servirem de escravos.
Os navios
carregavam pessoas de várias etnias africanas, o que permitiu a pluralidade
cultural de origem africana no Brasil. Deste contexto nasceu a fusão entre a cultura africana e os vários
elementos da cultura indígena e europeia, nasceu no país uma cultura muito
vasta.
Se buscarmos em
nossas origens, diversos são os elementos que compõem a nossa formação
tradicional e têm origem no continente africano.
Candomblé e umbanda
são religiões originalmente brasileiras, mas que surgiram com base em elementos
religiosos africanos, consiste no culto aos orixás da cultura iorubá, enquanto
a umbanda é uma forma sincrética entre o candomblé, o catolicismo e o
espiritismo kardecista. Sendo uma religião monoteísta que acredita na
existência da alma e na vida após a morte. A palavra “candomblé” significa
“dança” ou “dança com atabaques” e cultua os orixás, normalmente reverenciados
por meio de danças, cantos e oferendas.
A partir do momento
que a Igreja Católica faz a fusão de elementos culturais desse povo na
religiosidade, ela já configurou uma forma de sincretismo religioso, o simcretismo
de origem afro surge com a religião católica, numa busca de camuflar as suas
crenças, que eram totalmente proibidas em país católico.
Apesar das
instituições escravagistas e da Igreja Católica Apostólica Romana, foi possível
aos escravos comunicar, transmitir e
desenvolver sua cultura e tradições religiosas, pois o processo de
catequização dos negros foi bem superficial e houve também vários fatos que os
ajudaram a manter esta continuidade: os vários grupos étnicos continuaram com
sua língua materna; havia um certo número de líderes religiosos entre eles; e
os laços com a África eram mantidos pela chegada constante de novos escravos,
que possibilitava a permanência da prática religiosa.
Embaixo do altar
católico e das imagens de santos os negros louvavam e cultuavam seus orixás,
tendo assim o sincretismo afro-brasileiro, os santos foram justapostos aos
orixás africanos. Essa mistura religiosa originou as religiões
afro-brasileiras. Os portugueses aderiram
ao comercio de pessoas escravizadas da África para o Brasil ficou conhecido na
história como Tráfico negreiro.
No continente
africano os portugueses trocavam armas, tecidos por pessoas capturadas por
chefes tribais, essas pessoas escravizadas eram aprisionados nas guerras
tribais e eram negociados por mercadores, embarcados nos navios negreiros, muitos
adoeciam e faleciam, as viagem ao Brasil levava até seis semanas, uma viagem
com violência, suicídio, pouca agua potável, e alimentação escassa, as regiões
que mais forneceram pessoas escravizadas, foram os países: Cabo da Guiné, Reinos
do Congo e Angola.
Pertenciam grupos
étnicos sudaneses(Nigéria), Daomé (Costa do Marfim), Bantos (capturados no
Congo), Angola e Moçambique. 388 anos o Brasil teve economia ligado ao trabalho
escravo, as formas mais desumanas eram o acoitamento público e o chicote amento
na senzala, as feridas eram aplicadas limão e sal.
Os africanos
trazido a força do continente africano, alguns se atiravam em alto mar, a
travessia do atlântico era tormento mais de 12 mil africanos vieram nos navios
negreiros. Alimentação era constituída por farinha de mandioca, milho e carne
seca, uma das doenças mais comuns era o Escorbuto que provoca dores no corpo,
inchaço pela falta de vitamina C no organismo.
O Maranhão foi um
dos grandes destino da mão de obra africana, sobretudo durante o último século
do tráfico de escravos para o Brasil (1750-1850), principalmente para a
capital, a Baixada Maranhense e o Vale do Itapecuru, regiões onde existiam
grandes plantações de algodão e cana-de-açúcar.
O Tambor de Mina é
uma religião e também uma atividade cultural, presente não só no Maranhão, mas
em outros estados como Pará e Amazonas, tem sua origem na matriz africana,
deixada por negros que foram trazidos para trabalhar no Brasil como mão de obra
escravo.
E o Tambor de
crioula tem origem africana realizada por descendentes do povo africano no
estado do Maranhão, em homenagem ao Santo São Benedito, um Santo negro, as
justificativas que levam os grupos de pessoas a dançarem o Tambor de Crioula
são diversificados, podendo ser um pagamento de promessa para São Benedito.
Principal região de procedência dos cativos africanos (1693-1755)
Senegâmbia: 1693,
1695, 1696, 1701, 1740,
1741, 1743, 1752,
1755 pessoas escravizadas 1.115
Baía de Biafra 1714
Calabar 356
Baía do Benin 1703,
1708, 1715, pessoas escravizadas:342
Total de pessoas escravizadas para região do Maranhão: 1.813
Principal região de
procedência dos cativos africanos (1756-1778)
Senegâmbia: 1757,
1758, 1759, 1760, 1761,1762, 1763,1764, 1765,
1766, 1767, 1768,
1769, 1770, 1772, 1773, 1774, 1775, 1776,
1777, 1778 total de
pessoas 9.258
África
Centro-Ocidental 1765, 1776 total: 1.017
Soma 10.275
Fonte: www.slavevoyages.org.
A cultura indígena
e africana possui importância fundamental na construção da identidade nacional
brasileira, ela está presente em elementos da dança, festas populares,
culinária e, principalmente, na língua portuguesa falada no Brasil, que é fruto
do processo de aculturação entre povos indígenas, negros e europeus.
Estudar a história
e cultura Afro-brasileira e indígena é descobrir nossas raízes, nos ajuda a
entender o passado, pensar no presente desmistificando ações e falas
preconceituosas e nos possibilita construir um futuro melhor, mais humano e
igualitário.
A obrigatoriedade
de inclusão de História e Cultura afro-brasileira e africana nos currículos da
educação básica é um momento histórico que objetiva não apenas mudar um foco
etnocêntrico, marcadamente de raiz europeia para um africano, mas sim ampliar o
foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e
econômica brasileira.
Nessa perspectiva
cabe às escolas incluir, no contexto dos estudos, atividades que abordem
diariamente as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos
descendentes de asiáticos, além das raízes africanas e europeias.
A Amazônia, de posse espanhola pelo Tratado de Tordesilhas,
em 1494, manteve-se inexplorada até o século XVI, quando se tornou alvo de
interesse de holandeses, franceses, ingleses, irlandeses e, principalmente, de
portugueses, que saíram em 25 de dezembro de 1615 de São Luís do Maranhão e
chegaram ao Pará, onde em 1616, instalaram na baía do Guajará o Forte do
Presépio, nome que fazia referência ao dia da saída do Maranhão.
Após a retirada dos franceses,
a Coroa Portuguesa determinou o envio de uma expedição à foz do rio
Amazonas, com vistas a
consolidar a sua posse sobre a região. Uma expedição de três embarcações, sob o
comando de Francisco Caldeira Castelo Branco, foi enviada, nela seguindo o então Alferes Pedro Teixeira.
Em 12 de
janeiro de 1616, as embarcações ancoraram na baía de Guajará onde,
numa ponta de terra, foi fundado o Forte do Presépio,
atual cidade de Belém, capital do Estado do Pará.
A fundação de Belém do Pará, em
1616, serviria de ponto de apoio e partida para várias entradas que iriam
explorar a Floresta Amazônica, no que hoje seriam os territórios do Pará,
Amazonas e Amapá.
O Militar Bento Maciel Parente,
veterano de guerra da Paraíba e Rio Grande do Norte, e que posteriormente
confrontou os holandeses e ingleses, com a criação do Estado do Maranhão, foi
nomeado Capitão-Mor do Grão-Pará.
Fundou alguns fortes ao longo
do rio Xingu, como os fortes Santo Antônio de Gurupá. Ao longo do rio Xingu,
confrontou forças holandesas que haviam montado fortes ali, saindo vitorioso no
final.
Em maio 1623, junto com Luís Aranha de Vasconcelos,
Aires de Souza Chichorro e Salvador de Melo, Bento Maciel Parente conquistou
dos holandeses os pontos fortificados de Muturu (atual Porto de Moz) e Mariocay
atual Gurupá), próximo à foz do rio Xingu, fundando no lugar do Forte de
Mariocay, o Forte de Santo Antônio de Gurupá, fazendo dele a base de apoio para
as suas arrancadas, expulsando nos anos seguintes os neerlandeses do Baixo
Xingu e do rio Tapajós. A ação realizada no Forte de Mariocay foi um grande
feito. Liderando cerca de 70 soldados e aproximadamente mil índios em canoas
nativas, o Capitão-mor do Pará investiu contra os invasores holandeses, que não
impediram o ataque luso-brasileiro à fortificação.
Bento Maciel Parente, buscando
ludibriar a guarnição holandesa, manobrou na parte leste do Baixo Xingu,
provocando a debandada dos invasores fugindo rumo à selva.
O desfecho português na derrota
da força dos neerlandeses e aliados, foi alcançado no Forte de Nassau, 67 km
acima do Xingu próximo ao atual vila Tapará, uma vez que a fortaleza capitulou
sem luta.
O que teria acontecido com os
indígenas que habitavam próximo ao rochedo do Forte Mariocay, fundado pelos
holandeses em Gurupá, certo que foram dizimados, escravizados, num holocausto escondido
nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses.
A verdadeira vítima da invasão
estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os indígenas que viviam e
ocupavam pacificamente essas terras.
À medida que o forte foi
construído aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento
de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da
etnia indígena de Gurupá.
Com a colonização atraindo
comerciantes que transferiam para Portugal em navios de pequeno porte até
Belém, as produções agrícolas, hoje os povos originários que eram chamados
Mariocay pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central,
que provavelmente eram da nação Tupinambá.
Jorge Hurley em 1936 no livro
“noções de história do Brasil ” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi:
umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado.
E a palavra que deu origem ao
nome Gurupá, baseia-se que os portugueses chamavam de “Corupá”, porque os
indígenas afirmavam que ali era um porto de canoa ou seja origem era Iguaru
pába, porto e seria chamado de igararupá ou seja um porto de muitas canoas.
Informações precisas de Francisco
Adolpho Varnhagem no seu livro história do Brasil do ano de 1962.
Os holandeses que sobreviveram
fugiram para ilha grande de Gurupá. Houve outra batalha após um navio holandês,
comandado por um capitão inglês chegando a frente a cidade de Gurupá, os
portugueses atacaram e afundaram o navio, matando todos.
Os indígenas leais aos
holandeses foram mortos, alguns sobreviveram e se tornaram escravos, para
posterior reconstrução do forte em pedras e argila.
Bento Maciel Parente ficou em
Gurupá, onde após destruir o forte dos holandeses, construí sobre taipa um
forte invocando a proteção de Santo Antônio em 1623.
Em 1625 Pedro Teixeira, tendo
às suas ordens os Capitães Pedro da Costa Favela e Jerônimo de Albuquerque,
ataca e toma o forte holandês de Maniutuba, na foz do Xingu.
O comandante inimigo Oudaen
consegue fugir, com parte da guarnição, em uma lancha, para a ilha de Tucujus. Após
a vitória do dia anterior, desembarca na ilha de Tucujus (Amazonas), onde os
ingleses, comandados por Philipp Pursell, tinham três fortins.
Os dois primeiros foram tomados
quase sem resistência, fugindo os defensores, o Capitão Pedro da Costa Favela
combateu os ingleses e holandeses, os Chefes do fortins inglês Philip Pursell e
Oudaen, foram mortos.
O outro fortim rendeu-se a
Pedro Teixeira. Denominava-se o forte de
Taurege (Torrego), construído pelos ingleses na margem esquerda do Amazonas. Só
foi tomado, em 1629.
Seguiu Teixeira para Vila de
Gurupá. A guarnição inglesa foi conduzida para o Pará e seu chefe James Pursell
remetido para Lisboa. O forte de Taurege ficava na margem esquerda do Amazonas,
junto ao rio hoje chamado Toheré.
Em 1629 chegava o Capitão Pedro
Teixeira com as tropas, que dois dias antes haviam rendido o forte de Taurege,
e com os prisioneiros ingleses, a Vila de Gurupá.
Na fase
paleoindígena, a população era pouco numerosa, dispersa, nômade e estava
baseada na coleta de frutas e moluscos, na pesca e na caça. A ocupação
paleoindígena da Amazônia tenha ocorrido por volta de 11,2 mil anos.
Em Monte Alegre no
estado do Pará, se encontram esses vestígios nas serras paytuna, erere e aroxi,
há uma grande quantidade de pintura rupestre feita com tinta colorida a partir
de pó de rocha.
Os indígenas da
Amazônia pré-colombiana tinham no cultivo da mandioca a base de sua alimentação,
entre os povos que formavam grandes aldeias estavam os tuxauas, guerreiros do
rio Tapajós. Os indígenas da Amazônia pré-colombiana tinham no cultivo da
mandioca a base de sua alimentação. Entre os povos que formavam grandes aldeias
estavam os tuxauas, guerreiros do rio Tapajós.
O Estado do Maranhão e Grão-Pará foi
criado por carta régia de 13 de junho de 1621. Era independente do Estado do
Brasil e estava diretamente subordinado à Lisboa. Entre 1626 e 1775,
compreendia os atuais Estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amazonas.
A
capital era São Luís do Maranhão, embora Belém do Pará representasse no final
do século 17 importante centro comercial, a partir de 1775, o Estado foi
desmembrado e passou a se chamar Estado do Grão-Pará e Maranhão, em 1755, após o terremoto de Lisboa, Portugal decidiu
explorar ainda mais as riquezas da Amazônia e, por essa razão, intensificou o
tráfico de escravos da África para a região.
Estima-se que entre
1755 e 1815, cerca de 51 mil escravos africanos chegaram ao porto de Belém. No
entanto, a população de escravos na Amazônia ainda era pequena, se comparada às
de outras regiões brasileiras.
O trabalho forçado
e desumano no período do Diretório dos Índios uniu indígenas e negros da
Amazônia, os indígenas ensinaram aos negros como sobreviver na floresta e,
assim, quando estes se revoltavam contra os abusos e maus-tratos e conseguiam
fugir, escondiam-se na mata e criavam quilombos para se proteger na época, uma
rede de quilombos formava um arco que começava no território do Maranhão e
terminava no Amapá.
Essas áreas eram
estratégicas, pois ofereciam proteção natural e recursos naturais para a
sobrevivência, os negros do Grão-Pará eram basicamente oriundos de Bissau e
Cacheu, na região da Guiné. Reunidos nos quilombos, os negros podiam manifestar
livremente sua cultura e sua forma coletiva de trabalhar a terra trazidas da
África pelos seus descendentes.
As músicas, danças,
festas, brincadeiras e rituais puderam ser reavivados nessas comunidades e até
hoje estão presentes em algumas regiões, a pintura corporal é um dos elementos que mais
caracterizam a cultura indígena.
Ela também é comum
em outras culturas, como a dos hindus, a dos africanos e a da sociedade
ocidental por meio da maquiagem e da tatuagem.
A pintura corporal
indígena é utilizada com fins cerimoniais. Cada tipo de pintura está ligado a
um evento, como casamento, luta, caça e morte. Todo ritual indígena é retratado
nos corpos, sendo uma expressão bem marcante dessas culturas.
A tinta é obtida
através de pigmentos vegetais, na maioria das vezes, como o urucum, o jenipapo
ou o babaçu. Os desenhos são abstratos, a Arte Plumária está relacionada a
ritos de passagem, relações hierárquicas de prestígio e poder, imagens de
identidade da pessoa, da família, do clã e da nação; essa arte até mesmo pode
indicar o estado de espírito de quem a usa.
O Cocar é um dos
tipos de Arte Plumária mais conhecidos, sua função varia de tribo para tribo,
podendo servir desde adorno até símbolo de status na tribo. Geralmente são os
caciques que o utilizam mais do que um simples objeto, a Arte Plumária é forma
de comunicação, que transmite diversas mensagens, de diversas formas.
A Cerâmica indígena
possui um alto requinte de decoração e uma qualidade técnica muito grande.
Baseada também na funcionalidade, essa expressão artística possui
características estéticas muito marcantes, é preciso observar que, nas
sociedades tradicionais, não existe separação entre arte e artesanato, e entre
artista e pessoa comum, a cerâmica, nas
tribos indígenas, geralmente é responsabilidade das mulheres, que utilizam o
barro, matéria abundante na natureza. Essas peças de cerâmica produzidas se
dividem em objetos utilitários, do tipo de cuias, pratos e panelas, ou em
objetos de rituais, como os cachimbos, utilizados em cerimônias religiosas, e
urnas funerárias.
A cerâmica
Marajoara, das tribos indígenas que habitavam a ilha brasileira de Marajó
(Estado do Pará), durante o período pré-colonial, de 400 a 1400 d.C., é
considerada uma das mais bonitas e sofisticadas das Américas.
Os índigenas
utilizam uma grande variedade de fibras vegetais para realizarem os trabalhos,
como o bambu, a taquara e a flecha de ubá. Após o corte e o destalar dessas
fibras, são feitas tiras de diferentes espessuras e delas é feito um trançado
de acordo com o formato que se queira dar a uma peça.
Os padrões gráficos
do trançado brasileiro foram criados pelos índios, explorando as formas
geométricas das diferentes talas de fibras vegetais, misturando outros
materiais e corantes, o trançado está presente em praticamente todas as tribos
indígenas e é utilizado principalmente para criar cestos, transportar objetos
ou para armazenagens de alimentos.
Os Tapajós
fabricavam belos objetos de ceramica, estudos mostam que ocupavam um extenso
território, onde se encontra a cidade de Santarém. Auge da civilização
tapajônica ocorreu por volta do inicio do século XI. Os primeiros europeus a
explorar a região amazônica, encontraram uma nação indigena, praticava
agricultura, vivia da caça e pesca e tinha um rigida hierarquia obdecendo um
chefe principal.
A arte tapajônica
se caracteriza pelo zoomorfismo em seus vasos e estatuetas, isto é, são peças
que apresentam a forma de um animal. Geralmente os animais da fauna existente
nas cercanias eram os alvos de inspiração dos índigenas, os que mais eram
retratados eram os jacarés e as onças-pintadas, tradição ceramista dos tapajós
mantém vivas raízes e memórias existentes há quase um século. Mãos, argila,
caraipé (cinza extraída do caraipezeiro), pigmentos naturais, paciência e muita
criatividade dão vida à tradição ceramista dos tapajós há quase 100 anos.
A cerâmica
marajoara, foi descoberta no seculo XIX na ilha do marajó o desaparecimento da cultura marajoara ocorreu
de forma gradual, devido a disputas grupos rivais. No seculo XVII quando os
portugueses chegaram não havia descendentes dessa civilização, os povos
indígenas tiveram presença marcante na formação da população paraense, neste
contexto os dominios de Portugal chegam até Amazônia, a ilha do Marajó foi
habitada, muito antes da chegada dos portugueses, entre os anos 400 e 1.300
d.C., por povos que faziam uma cerâmica bonita e refinada.
Eles fabricavam
potes, vasos, tigelas, tangas, urnas funerárias, adornos e outros objetos, com
um estilo próprio, que ficou conhecido como cultura marajoara, a cultura
Marajoara foi a que alcançou o maior nível de complexidade social na
pré-história brasileira, essa complexidade se expressa também na sua produção
cerâmica, tecnicamente elaborada, caracterizada por uma grande diversidade de
formas e decorada com esmero.
O povo Marajoara
recebeu esse nome por causa da atual ilha de Marajó, onde viveram, atingindo um
número aproximado de cem mil pessoas durante a quarta fase da ocupação da ilha,
a partir do século XIX pesquisas
arqueológicas descobriram nesta região um tipo de objetos cerâmicos chamado de
marajoara, os sítios marajoaras localizam-se na metade ocidental da ilha,
próximo ao lago Arari e os tesos ali encontrados indicam terem sido construídos
para fins específicos: como localização de aldeias ou como cemitérios. Além dos
vasos cerâmicos com aprimoradas decorações em cores também foram encontrados
ídolos, cachimbos, bancos, tangas e adornos zoormorfos e antropomorfos.
2- Amazônia um território diversificado e
intercultural.
A floresta amazônica é de uma importância
para o planeta, rica biodiversidade e multicultural, hoje a riqueza da floresta
e dos rios amazônicos está ameaçado pelos grandes interesses econômicos,
contaminação dos rios e expansão das atividades de extração mineral ilegal.
A importância dos indígenas e dos negros na
grande diversidade cultural e religiosa, seus saberes diferentes,
espiritualidade, crenças que provocou expressão amazônica na cultura da
identidade afro amazônida na região.
No contexto histórico percebe-se que a
colonização na região da Amazônia não
foi pacifica, a região Amazônia equivale a 35% das áreas florestais do planeta,
o ecossistema correspondem ao predomínio do clima equatorial úmido, sendo um
dos locais mais chuvosos do planeta.
Apresentando enorme biodiversidade.
Classificando como ecorregiões amazônicas. A floresta amazônica apresenta em
três níveis diferentes: mata do igapó, que permanece alagada com arvores que
chegam a 20 metros, a várzea é alagado durante as cheias e tem arvores
características como seringueira.
A terra firme constitui 75% da floresta onde
a agua não atinge seu solo. Esses são os níveis da floresta amazônica.
A Amazônia Legal abrange nove estados do
Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins
e uma parte do estado do Maranhão.
As principais atividades econômicas
desenvolvidas na região são a agricultura, a pecuária e o extrativismo.
Em relação à atuação de indústrias, atualmente,
um dos maiores problemas enfrentados pela Amazônia Legal está relacionado com o
desmatamento excessivo.
Esse fator tem comprometido o ecossistema bem
como as populações que nele vivem. Cerca de 55% de todos os povos indígenas que
habitam o Brasil vivem na área da Amazônia legal.
A degradação do ambiente, potencializada pelo
desmatamento, afeta diretamente a conservação do ambiente natural e traz sérias
consequências ao ecossistema amazônico.
A extração dos recursos minerais valiosos, a
exploração exagerada das florestas e os métodos de mineração levam ao
desmatamento, à erosão do solo e à contaminação da água com o uso do mercúrio e
os resíduos.
Em muitas partes da Amazônia, a exploração
ilegítima do ouro gera prejuízo as comunidades locais.
Amazônia Legal é
uma nomenclatura usada para demarcar os estados brasileiros responsáveis pela
parte no Brasil.
A Amazônia Legal está
dividida em Amazônia Ocidental e Amazônia Oriental.
A primeira se localiza no
centro geográfico da Amazônia continental, ocupando uma área de
2 194 599 km².
Esta área corresponde a 25,7%
do território brasileiro, tem 6 242 000 habitantes, segundo
censo de 2010 e foi criada pelo decreto-lei 356/68. segundo este, constitui-se dos estados de Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.
Já a Amazônia Oriental é
definida por exclusão, restando ser constituída por: Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará.
3-
Francisco
Orellana, o descobrimento do Rio Amazonas.
O primeiro europeu a navegar o rio amazonas foi Francisco Orellana participou com Francisco Pizarro da conquista do Peru submetendo o Império Inca ao domínio espanhol em 1532-1535. O explorador espanhol Francisco Orellana, vindo do Peru por via fluvial, atingiu o rio amazonas, então chamado de mar dulce.
Em seus relatos documentais narram a viagem
onde encontrou o navegador Gonzalo Pizarro navegaram no percurso da Amazônia
uma das mais ricas biodiversidade e um conjunto de ecossistema que abrange a
bacia amazônica uma das maiores florestas tropicais do mundo.
Objetivo da Expedição era encontrar uma
suposta e valiosa plantação de canela, uma valiosa especiaria do século XVI a
canela servia para várias utilidades.
A canela, juntamente com outras especiarias,
como o cravo, a pimenta-do-reino e a noz-moscada, era utilizada como moeda de
troca para pagar serviços, impostos, dívidas, acordos, obrigações religiosas e
servia até mesmo como dotes, heranças, reservas de capital e divisas de um
reino.
A metade da expedição
vários tripulantes haviam morrido ao adentrar pela floresta acharam as arvores
de canela eram poucas e de baixo valor comercial. Esta expedição, como tantas
outras antes e depois dela, foi motivada pela lenda do ‘El Dorado’ e do ‘País
da Canela’, regiões de riquezas incomensuráveis que os espanhóis julgavam
existir na Amazônia.
A comida havia acabado as
expedições se separaram esse período compreende ao século XVI, tendo uma
perigosa descida a rio abaixo Orellana depois de meses de busca e seguindo a
correnteza do rio e temporais no temido inverno amazônico, sendo seguido pelos
indígenas, alguns hostis e outros pacíficos.
Sendo frequentes os ataques segundo relato do Frei Carvajal foram atacado por mulheres indígenas com habilidades com arcos e flecha. O encontro com as conhapuiaras À medida que desciam rio, os espanhóis passaram por muitas aldeias tributárias das Amazonas, até que no dia 24 de junho teria ocorrido o violento encontro com as índias guerreiras. O episódio recriou a lenda das amazonas em uma versão para a América, e inspirou a imaginação dos aventureiros europeus. Ao ser informado do relato, o Rei Carlos V da Espanha ficou de certo modo tão impressionado que assim deu o nome ao rio – Amazonas, nome que também se estendeu à maior floresta equatorial do mundo que o cerca.
Acampam numa ilha do delta, após longas
noites, doenças mortais, falta de alimentação, conflitos com indígenas, a
tripulação sofre os segredos da floresta amazônica, o próprio Orellana falece
em 1546 sem uma localização especifica ao longo do rio amazonas.
Certas fontes históricas acreditam que os
colonizadores e exploradores europeus chegaram a Amazônia, as populações
indígenas falavam mais de 1.300 diferentes línguas.
As terras que os Tupis chamavam de Pindorama
desde antes de 1.500, a região que chamamos de Pan Amazônia é uma região
geográfica latino americana, que compreende nove países e 67% pertencem ao
Brasil.
O território tem 7,8 milhoes de KM² de
superfície e conta com 34 milhoes de habitantes aos quais cerca de 3 milhões
são povos originário da Amazônia.
Uma mistura de biodiversidade ambiental e uma
vasta riqueza cultural, histórica e religiosa. A cultura indígena possui
importante papel dentro da construção da identidade nacional.
Com a velocidade das águas o rio amazonas tem
uma coloração barrenta, um longo percurso arrastando argila, areia e devido a
densidade e temperatura desde a região dos andes peruano.
O que atraiu os exploradores na Amazônia, as
famosas descrições do El dourado a cidade de ouro, assim sucederam expedições
exploratórias e tentativas de colonização.
Entre várias expedições que percorreram a
região.Importante mencionar que as cerâmicas mais antigas da América, foram
encontradas na Amazônia, na região do Tapajós e no Marajó.
A conquista da Amazônia está marcada por conflitos pela violência, quando os colonizadores chegaram ao litoral, os Portugueses encontraram a arvores que chamaram de Pau Brasil, o nome correto na língua tupi-Guarani “ Ibirapitinga”. Uma arvore com madeira excelente para moveis, tingir tecidos e ornamentos.
Pedro Teixeira revelou-se decisivo para a definição
do território do Brasil, ao subir o rio Amazonas até Quito, no Equador, assim,
este português contribuiu para a definição do maior país da América Latina.
O Brasil é o único da América que tem o
português como língua oficial. Para delimitar as terras de Portugal e de
Espanha, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, ele fundou o povoado da
Franciscana, na confluência do rio Napo com o Aguarico, no alto sertão em 25 de
julho de 1637, chefiou uma expedição partindo de belém, com 45 canoas, setenta
soldados e mil e duzentos flecheiros e remadores indígenas subindo o curso do
rio amazonas, buscando confirmar a comunicação entre o oceano atlântico e o
peru, rota percorrida no século anterior por Francisco de Orellana.
Fundou
franciscana na confluência do rio napo com o aguarico, no alto sertão, para
delimitar as terras de portugal e espanha, segundo o tratado de tordesilhas a
viagem foi registrada pelo jesuíta cristóbal de acuña em obra editada em 1641.
Pedro
Teixeira foi responsável por achar o melhor caminho terrestre-fluvial entre os
Estados do Pará e o Maranhão e, as vias para as transações comerciais entre as
cidades de Belém e Bragança, que antes ocorria somente via rio Caeté.
Assim
encontrou o Caminho do Maranhão, criado pelos Tupinambás, posteriormente também
serviu para condução do gado de Piauí à Belém, atualmente é uma das principais
vias da capital, chamada de avenida Almirante Barroso.
De Gurupá partiu, em outubro
de 1637, esta incursão, considerada por muitos como a maior façanha sertanista
da região, observando a área, buscou viabilizar o acesso à região peruana por
via atlântica. Subiu os rios Amazonas e Negro onde deixou parte do grupo.
Prosseguindo, alcançou Quito, em outubro de 1638.
Pedro Teixeira tomava posse
das terras em nome do rei de Portugal, embora este Reino ainda estivesse sob o
domínio espanhol favorecidos pelas boas condições de navegação, aqueles homens
aventureiros deparavam-se a todo instante com riquezas naturais da flora
amazônica como o urucu, primeira especiaria a ser exportada para a Europa.
A Expedição de Pedro
Teixeira foi usada pela Coroa lusitana para reivindicar a posse da Amazônia. No
contexto histórico essa ocupação do Vale do Amazonas, foi realizada através da
instalação de fortes e missões religiosas nas margens dos rios.
Alguns capitães e
sertanistas experientes, como Antônio Raposo Tavares, Manuel Coelho e Francisco
de Melo Palheta, passaram a percorrer o Amazonas e seus afluentes descobrindo
comunicações fluviais, atingindo aldeamentos espanhóis na região oriental da
Bolívia, e coletando sem cessar as especiarias, com ajuda dos indígenas.
As atividades desenvolvidas
pela Coroa Portuguesa , assim e pelo religiosos
entre eles franciscanos, carmelitas, mercedários e jesuítas, foram
importantes na expansão territorial, na conquista e na consolidação do domínio
português.
Pedro Teixeira Capitão
português expandiu as fronteiras da atual Amazônia brasileira e sua maior façanha, a primeira expedição subindo o
rio Amazonas, de leste para oeste, até Quito, percorrendo mais de 10000km em
terras desconhecidas, entre 1637 e 1639, possibilitou a aquisição de terras a
oeste do Tratado de Tordesilhas, por Portugal, no século seguinte, aumentando o
território da Coroa Portuguesa.
Em 1639
“O Capitão-mor Pedro Teixeira começa em Quito a sua viagem de regresso para o
Pará. Acompanhavam-no vários religiosos, entre os quais o Padre Christobal de
Acuña, jesuíta autor da relação desta viagem (Nuevo descubrimento del gran rio
de las Amazonas), que partira de Cametá em 28 de outubro de 1637, terminou a
sua famosa expedição no dia 12 de dezembro de 1639.
O
Capitão-mor Pedro Teixeira, de volta de Quito, chega à foz do Aguarico no Napo,
e toma posse da margem esquerda deste último rio, em nome de Filipe IV, para
servir de divisa entre os domínios de Portugal e Castela”.
O século XVI, quando os europeus atingiram o
rio Amazonas, encontraram uma floresta habitada por povos indígenas durante a
conquista e a colonização portuguesa desse território as populações indígenas
foram reduzidas drasticamente, sobretudo por causa das doenças trazidas pelos
europeus.
Atualmente a Amazônia está composta
principalmente por pessoas miscigenados (índios, brancos e negros). Pedro
Teixeira foi um português que se tornou, em 1637, o primeiro europeu a viajar
até toda a extensão do Rio Amazonas.
Será sempre lembrado pela Expedição através
do Rio Amazonas, chegando a região da Cordilheira dos Andes, de onde seguiram
viagem até Quito (atual capital do Equador), na época a cidade pertencia a Real
Audiência de Quito, um território administrativo, na época parte do Vice-Reino
do Peru.
5-
A Lei
10.639/2003
obriga as escolas de ensino fundamental e médio a ensinarem sobre história e
cultura afro-brasileira.
O conteúdo programático
deve incluir o estudo da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a
cultura afro-brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando
a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes
à história do Brasil.
O calendário escolar deve
incluir o dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. Em referência
a morte de ZUMBI dos Palmares.
Já em 2008, outra lei
federal 11.645/ 2008,
tornou obrigatório também o estudo da história e da cultura indígena, incluindo
a contribuição na formação da sociedade brasileira, conforme a lei anterior.
Qual a importância da Lei 10.639 nas escolas
que versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana,
ressalta a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira.
O objetivo dessa lei é combater o racismo em
nossa sociedade através da educação, visto que em nossa educação existe uma
supervalorização da história e cultura branco-europeia em detrimento das
africanas e ameríndias.
Ensinado na escola que o
brasileiro é resultado da mistura de três etnias: o branco europeu, o negro africano
e o indígena nativo. A divisão do conteúdo ensinado, entretanto, não segue essa
proporção.
A história e complexidade
dos povos indígenas e da população negra se encontram muitas vezes resumidas à
descoberta do Brasil e ao período da escravidão.
A nossa grande diversidade
é apagada nos bancos escolares. Há uma tentativa de homogeneizar a cultura
brasileira sob o olhar do colonizador europeu. No Brasil desde 1989 existe a
Lei Federal n. 7.716 que define como crime qualquer forma de preconceito de raça
ou de cor. Lei está que foi atualizada em 1997.
Determinando crime
discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião. Transformando
racismo em crime.
atualmente o dia 13 de maio
é rememorado como o dia nacional da luta contra o racismo. o brasil é uma
mistura étnica dos povos que aqui chegaram e já estavam os povos indígenas,
atualmente 50% da população se identifica como negra ou parda.
Muitos livros didáticos não
expressão o lado verdadeiro da história, em 1755 foi fundado a companhia geral
do comercio do Grão Pará e Maranhão com a finalidade de transportar os produtos
da produção paraense para Portugal e no retorno as embarcações traziam pessoas
escravizada de origem africana, funcionado durante 22 anos.
Aproximadamente 12.587 mil
escravos africanos, muitos ficaram espalhando nas fazendas do marajó no
trabalho da pecuária. alguns conseguindo fugir e se organizando em quilombo.
Os escravos africanos e
seus descendentes crioulos e mestiços influenciaram em profundidade a formação
cultural do País, os aspectos de nossa cultura na religião, música, dança,
alimentação, língua, temos a influência negra, apesar da repressão que sofreram
as suas manifestações culturais mais cotidianas. A preservação da cultura negra
significava a luta diária pela sobrevivência.
Embora ameaçados pelo
cativeiro, proibidos de praticar os seus ritos, vítimas de violência e
separação física entre pessoas do mesmo grupo familiar, eles continuaram
lutando pela manutenção de seus valores culturais.
A partir desse dialogo expressado neste livro
com objetivo de compreender nossa história Afro Amazônida com a necessidade de
entender a multiplicidade dos clamores e gritos amazônicos provocados e
mantidos, até hoje, pelo colonialismo interno.
Da mesma maneira que é importante, também,
conhecer as bases, a realidade e a história da Amazônia brasileira a partir de
seus povos, etnias e comunidades.
A presença afro- indígena é forte em vários
aspectos culturais, como culinária, música e religião.
A influência não é apenas em elementos
tradicionais. Hoje, a mistura de ritmos mostra que é possível trazer sons africanos, indígenas e ribeirinhos para estilos típicos do região do norte e
compartilhado pelas regiões do Brasil em estilo único.
A cidade de Mazagão no Estado do Amapá é
considerado, praticamente, o porto de entrada da raça negra no Amapá.
Para lá foram negros originários do Norte da
África, na região de Marrocos (Mauritânia), colonizados pelos portugueses que
os trouxeram visando os domínios lusitanos a partir da construção de um forte
na África.
Provavelmente foi pelos rios do estado do
Amapá que vieram os negros escravizados para a localidade Gurupá-Miri.
O Quilombo Gurupá Mirim, em Gurupá-PA, foi
certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.
No período colonial os quilombos não eram só
compostos por escravos fugidos, mas também de escravizados alforriados, brancos
pobres, mestiços, indígenas, entre outros.
Hoje em dia ainda existem quilombos ocupados
pelos remanescentes que possuem as mesmas tradições.
Associação Das Comunidades Remanescentes De
Quilombos De Gurupá foi fundada em 05/11/1999. Título de Reconhecimento de
Domínio Coletivo que o Governo do Estado do Pará, através do Instituto de
Terras do Pará - ITERPA, outorga em favor da ARQMG - Associação dos
Remanescentes de Quilombos de Gurupá.
O que teria acontecido com os indígenas da nação Tupinambá que habitavam próximo ao rochedo do forte de Gurupá antes da chegada dos portugueses.
Os indígenas foram dizimados, escravizados, o certo que
a coroa portuguesa se apoderou das terras Gurupaense, num holocausto escondido
entre os livros didáticos nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses.
A verdadeira vitima da invasão estrangeira e
dos colonizadores portugueses, foram os indígenas da nação Tupinambá; Que
ocupavam pacificamente essas terras. os verdadeiros donos.
À medida que o forte foi construído aquela
sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal
de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de
Gurupá.
Com a colonização portuguesa atraindo
comerciantes que transferiam para Portugal em navios de pequeno porte até
Belém, as produções agrícolas, hoje os indígenas que eram chamados Mariocay
pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central.
O que temos é uma praça a beira mar que
homenageia através de um coreto o nome Mariocay que provavelmente eram da nação
tupinambá, que de inicio a praça era denominada "Coronel Magalhaes
Barata". em homenagem ao Interventor da época que tinha aliados políticos
em Gurupá, com a troca de poderes Ascenção de um novo modelo politico e aqueda
do baratismo, foi trocado o nome da praça e rebatizada como Praça Mariocay.
Jorge Hurley em 1936 no livro “ noções de
historia do Brasil ” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi: umary= frutos
da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado. Verdadeiro nome em Tupi:
UMARY-CAY
Os holandeses chamavam de Mariocay os remanescentes
da nação tupinambá que viviam no local onde atualmente é a sede da cidade de
Gurupá.
Alguns historiadores e pesquisadores
acreditam que os holandeses fizeram amizade com os indígenas e até
comercializavam produtos, podemos descrever que o cotidiano dessa época:
1- Os indígenas produziam roças, e trocavam os produtos com os
Holandeses, eram especialistas também na pesca de tartaruga e no escambo troca
de seus derivados como o óleo;
2- A
caça de animais silvestre com a comercialização da pele de onça, em
troca os holandeses davam espelhos, roupas e utensílios para agricultura.
3- Os
Holandeses trouxeram pessoas escravizadas em suas embarcações provavelmente
angolanos e ajudavam no trabalho pesado e no cultivo das terras pretas
existentes em Gurupá para plantação do tabaco que tinha um preço muito bom na
Europa.
Acredito que deveria ter um trabalho
arqueológico de campo, ainda temos muitas informações guardadas neste solo.
Gurupá Miri é um dos maiores sítios arqueológicos do período Pré colonial.
6-
Gurupá,
identidade afroamazônida. Rumo aos 400 anos.
Gurupá é fruto de um longo processo de
ocupação pelos holandeses que desejavam uma melhor comercialização com os
nativos da região, chamados pelos holandeses de Mariocay.
O termo “nativo”, entre outros significados,
é aquele que nasceu no lugar, ou originário daquele lugar. Dessa forma, o
correto é tratar os povos que chamamos de índios de povos originários ou
nativos.
Em 1623, o Forte denominado de Mariocay pelos
holandeses foi arrasado por Bento Maciel Parente capitão Mor e considerado conquistador
de Gurupá, tendo fundado o forte de Santo Antônio.
Os holandeses pretendiam colonizar o Brasil.
Não seria possível construir fortificações na Amazônia sem a mão de obra
escravocrata.
Então, eles trouxeram pessoas escravizadas da
África para as tarefas braçais, na
construção das feitorias no Xingu e Gurupá. O historiador Theodoro Braga descreve que a origem de Gurupá é indígena
e significa “Porto de canoas”.
As batalhas contra os holandeses, franceses e corsários ingleses para assegurar o domínio da Amazônia oriental, os povos indígenas no processo de colonização foram perdendo suas terras, devido ao surgimento de Vilas e fortificações, essas fortificações eram bases militares construída uma pequena casa de madeira e palha com um muro de pedras e canhões médios carregáveis de frente para o rio.
Os conflitos brutais entre indígenas e
portugueses resultaram em mortes e aprisionamentos.
As relações entre os dois povos foi marcada
pela violência e imposição dos lusitanos, em 1639 a Vila Santo Antônio de
Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de outubro de 1827.
Gurupá foi elevada à categoria de cidade
através da Lei Provincial nº 1.209 de 11 de novembro de 1885.
Completando 400 anos de existência possui uma
importante riqueza histórica.
No município de Gurupá foram encontrados
50(cinquenta) sítios arqueológicos neste município, comprovados pelo museu
Emilio Goeldi.
O município de Gurupá conta com dois
distritos: 1- Carrazedo, localizado entre a sede do município e o município de
Porto de Moz. 2-Itatupã localizado entre Gurupá e o município de Santana no
Estado do Amapá.
A cidade de Mazagão no Estado do Amapá é
considerado, praticamente, o porto de entrada da raça negra no Amapá. Para lá
foram negros originários do Norte da África, na região de Marrocos (Mauritânia),
colonizados pelos portugueses que os trouxeram visando os domínios lusitanos.
Provavelmente foi pelos rios do estado do
Amapá que vieram os negros escravizados para a localidade Gurupá Mirim.
O Quilombo Gurupá Mirim, em, foi certificado
como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares. Associação Das
Comunidades Remanescentes De Quilombos De Gurupá foi fundada em 05/11/1999.
Título de Reconhecimento de Domínio Coletivo que o Governo do Estado do Pará,
através do Instituto de Terras do Pará - ITERPA, outorga em favor da ARQMG -
Associação dos Remanescentes de Quilombos de Gurupá.
Aproximadamente 12.587 mil escravos
africanos, muitos ficaram espalhando nas fazendas do Marajó no trabalho da
pecuária. Alguns conseguindo fugir e se organizando em quilombo.
Os impactos causados pela chegada dos
colonizadores e exploradores (doenças dos brancos para a comunidade indígena
que habitava a região e sua dizimação pelas guerras e doenças.) e os benefícios
que tivemos (termos um Brasil unificado e o mesmo idioma falado em todo o
Território Nacional.
À
esquerda, uma árvore de seringueira em corte, baseado no extrativismo do látex
e da madeira, sobre fundo verde simbolizando nossas florestas.
A fortaleza estará sobre fundo azul,
lembrando nossos céus, rios. Uma faixa branca com a inscrição Gurupá – Pará –
1623 definirá o município, o Estado a que pertence e a data de sua fundação.
Em 1652, a Coroa Portuguesa permitiu que os Jesuítas
estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá, os Jesuítas estavam ansiosos
por controlar a área, pois sentiam que Gurupá era o portão de entrada para a Amazônia.
1655 Padre Antônio Vieira passou por Gurupá viajando em canoa descoberta
anunciando a boa nova. Em 1655, dois Jesuítas Missionários chegaram a Gurupá,
segundo relatórios.
Entretanto, a chegada deles provocou hostilidades entre os
colonos, que não queriam admitir a interferência Jesuítas no modo como
utilizavam os nativos, no trabalho. Por volta de 1656, os Jesuítas
estabeleceram uma missão, com o nome de São Pedro, próxima ao forte de Gurupá.
Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José assumiram a
responsabilidade Pastoral da matriz de Santo Antônio de Gurupá em 1692, sendo
erguido a segunda Paróquia no Estado do Pará, no mesmo ano Dom Pedro mandou
construir um convento no Carrazedo, a cata régia de 19 de março de 1693
confirma as atribuições aos Frades em 1693 é criado Paróquia de Santo Antônio
de Gurupá, em 1831 Gurupá pertence a Diocese de Belém e em 1948 é incorporado a
Prelazia do Xingu. Em 1661 a hierarquia jesuíta ordenou ao Padre de Gurupá, na
época um alemão chamado Betendorf, que fugisse dos colonos, ele escondeu-se na
floresta, com dezesseis nativos, por vários meses até que ficassem sem comida,
quando ele retornou a Gurupá, vários moradores tentaram prendê-lo o Capitão-mor
do Forte de Gurupá era a favor dos jesuítas e protegeu o Padre Betendorf, ele
prendeu os principais agitadores anti-jesuítas e mandou enforcá-los, após
confessarem-se com o padre Betendorf.
O papel da Igreja católica na redemocratização do Brasil em
1977, a conferência nacional dos bispos do brasil (CNBB) efetivou uma ruptura
institucional com o regime militar, publicando o documento “exigências cristãs
de uma ordem política”. afirmava a luta
por democracia, justiça social e direitos humanos como os fundamentos da
crítica católica à ditadura militar que está instituído no Brasil.
A Igreja será sempre porta-voz dos oprimidos e daqueles que não
tem nem voz e nem vez. aqui em grupo aproximou as pessoas para conscientizar e
formar cidadãos críticos: JOC (Juventude Operária Católica); ACO (Ação Católica
Operária), que buscou se aproximar dos trabalhadores urbanos; JEC (Juventude
Estudantil Católica) ; JUC (Juventude Universitária Católica), para os
estudantes; CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), para as classes populares, de
modo geral;
Nas décadas seguintes, surgiram a CJP (Comissões de Justiça e
Paz), o CIMI(Conselho indigenista missionário) e CPT (comissão pastoral da
terra).
Destaca-se o Concílio Vaticano II (1962-1965) foi fundamental no
contexto mundial também era de mudança das sociedades, o Papa João XXIII
decidiu convocar o Concílio Vaticano II para discutir qual seria o papel da
Igreja nas transformações econômicas,
sociais e políticas um profundo impacto na renovação da Igreja Católica, de
entre os efeitos mais visíveis conta-se a utilização das línguas local nas
missas, em vez do tradicional latim e da celebração com o padre virado para a
assistência e não para o altar.
As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) abrangiam grupos
reunidos em torno de uma paróquia ou comunidade, que buscavam soluções para
problemas locais com base ideológica na Teologia de Libertação, corrente da
Igreja Católica que defendia a opção preferencial pelos pobres, por meio da
metodologia do “ver- julgar agir”, tomavam consciência da situação que o Brasil
sob a ditadura. Destaca-se na defesa dos Direitos Humanos: Dom Hélder Câmara,
bispo de Olinda e Recife; e o arcebispo de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns.
Em 06 de novembro de 2019, o Papa Francisco
elevou a Prelazia do Xingu à categoria de Diocese de Xingu Altamira com sede em
Altamira (PA). foi
nomeado como primeiro Bispo Diocesano: Dom Frei João Muniz Alves, OFM.
7-
Igreja
sinodal em Gurupá, processo de educação popular nas Comunidades eclesiais de
base.
O que o Papa Francisco diz sobre a Igreja: “A Igreja é aberta a
todos, então existem regras que regulam a vida dentro da Igreja”, disse Papa Francisco.
“Cada um encontra Deus a seu modo dentro da Igreja.
E a igreja é mãe e guia cada um a seu modo”. O Papa Francisco e
a Sinodalidade.
Não se esqueçam: Igreja em saída. ‘Igreja
em saída’: este é o tema. Sim, a Igreja é como a água: se a água não corre no
rio, fica estagnada, adoece. Por outro lado, a Igreja quando sai, quando
caminha, se sente mais forte. Sigam adiante e que a Igreja de vocês seja sempre
em saída, nunca escondida”, mensagem do Papa Francisco para 15º Intereclesial.
Em suas próprias palavras, a Sinodalidade “é precisamente o
caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio” porque é uma “dimensão
constitutiva da Igreja”.
É por isso que o Papa Francisco pediu um Sínodo sobre a
Sinodalidade, que vem acontecendo desde 2021 e vai até 2024.
Igreja em saída” é um termo cunhado pelo papa
Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium, a alegria do evangelho
(EG).
É nessa exortação que o pontífice exprime
suas principais preocupações a respeito da Igreja e do mundo, e desenvolve
alguns temas que têm implicação direta na dinâmica pastoral e missionária da
Igreja, a fim de delinear novo perfil eclesial.
O convite do papa Francisco para uma “Igreja
em saída” é a marca predominante do seu pontificado, que deseja ver renascer na
Igreja nova experiência de fé cristã missionária, fundamentada no evangelho, de
modo que a mensagem da salvação chegue realmente a todos, sem exclusão.
Guiamo-nos pelo método ver-julgar-agir, nos dias de 18 a 22 de julho.
Com o tema “ Cebs: Igreja em saída, na busca da vida plena para todos e todas”
e o lema “ Vejam! Eu vou criar novo céu e uma nova terra”( Is 65,17ss). Método
consagrado pela tradição da Igreja na América Latina e Caribe.
O reconhecer os sinais dos tempos a presença e atuação de Deus. Diálogos
e varias realidades e regiões do Brasil. Vimos que a desigualdade social é
fruto de um sistema capitalista, de natureza excludente constatamos uma triste
realidade, como: Diocese de Xingu- Altamira
1-
A imensa fila
de desempregados e desempregadas, de trabalhadores e trabalhadoras informais,
muitos/as em trabalhos análogos à escravidão.
2-
O desmatamento
e incêndios criminosos afetando os diversos biomas.
3-
A poluição das
águas, do ar e da terra, destruindo a vida do planeta e das pessoas, o uso
desregulado de agrotóxicos, o avanço do agronegócio e da mineração ilegal.
O
processo de reorganização das Cebs, trazendo a realidade do novo céu e da nova
terra para o viver diário das Cebs.
Identifica
o rosto das Cebs ouvindo e se identificando suas dores e lutas, dos
ribeirinhos, pescadores(as), quilombolas e povos originários como identidade
das Cebs.
A luz
do discipulado de Jesus de Nazaré, uma igreja profética e sinodal. Com a
inserção nos conselhos sociais e pastorais. Neste compromisso assumido das Cebs
como Igreja altamente Sinodal. Ressignificar a identidade das Cebs, via
documentos da Igreja. Implantando grupos de Estudos e reflexões dos documentos
da Igreja. Revendo a realidade enquanto regionais com o estudo do “Documento de
Santarém 50 anos: Gratidão e Profecia”.
Com
objetivo e prioridades principais o fortalecimento das comunidades eclesiais de
base, a formação dos discípulos e discípulas missionárias na Amazônia, a defesa
da vida dos povos da Amazônia, o cuidado com a Casa Comum, a evangelização das
juventudes e a igreja com rostos amazônicos.
REFERENCIAS:
HURLEY, Jorge Henrique. Noções de História do Brasil. Belém: Instituto
Lauro Sodré, 1938.
BETTENDORF, João Felipe. Crõnica dos padres da compahia de Jesus no
Estado do Maranhão. Belém: CENTUR, 1990.
MONTEIRO, Benedito. História do Pará.2006.
ROQUE, Carlos. Fortificações na amazônia.
SANTOS, Fábio José Brito dos. A sincretização
euráfrica na construção da identidade religiosa de Gurupá.
TORRES, Gilvandro dos Santos. Gurupá uma conquista do Povo. 1. Ed,
Belém-Pa: Editora Paka-Tatu, 2019.
PAIVA, Renata. História Pará. 2 Ed, São Paulo-SP: Editora Ática.
TIESE, Teixeira Junior. Estudos Amazônicos. 1 ED, Belém-pa Editora
Paka-Tatu, 2010.
Carta Encíclica Laudato Si - Doc.201: Sobre o cuidado da casa comum Capa
comum – Edição padrão, 23 junho 2015.
Carta Encíclica do Santo Padre Francisco "Fratelli Tutti - Todos
irmãos": sobre a fraternidade e a amizade social Capa comum – 15 outubro
2020.
Exortação apostólica pós-sinodal Querida Amazônia - Doc.209.

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