O começo da pesquisa: Foi com 18 anos de idade em uma viagem de mais de 24 horas de barco, deitado na rede e escrevendo meu diário de pesquisa passando pelas belezas da ilha grande de Gurupá, até a cidade de Breves e seus rios e estreitos, movimentados de barcos de diferentes calados, vilas e povoados, casas cobertas de palha à beira do rio. Uma beleza de estrema grandeza da mata de várzea. às margens do rio amazonas, suas águas amareladas é tão volumosa repleta de canais e palafitas, é uma viagem cansativa pelo fato de você passar muito tempo no barco mais é uma beleza a cada instante em cada cena que podemos ver as belezas interioranas. Recordações de Gurupá, quando tinha dezoito anos de idade eu conheci naquele povo a beleza exótica de uma cultura unindo o passado com o presente, minha origem onde jamais neguei e às vezes fico com os olhos cheios de lágrimas, toda vez que me lembro desse tempo que passei lá, toda vez que vejo o mar vem em minha lembrança às embarcações, casas de madeiras sobre palafitas, paisagens naturais e relembro com emoção tudo que vivi logo eu que sempre fui urbano e de repente me vi na zona rural, cercado por uma beleza incomensurável, com pessoas e estilos de vida completamente diferente do meu, foi um tempo de aprendizagem. Pensei porque não escrever um livro sobre este município, passei 54 meses no rio mararú e absorvi muita experiência e analisei o cotidiano da vida ribeirinha principalmente no rio mararú.
Podemos observar que a politica das fortificações constitui-o expressivo capitulo no processo da dominação lusitana no Brasil.
Era uma grande preocupação de defender o patrimônio ultramarino.
A historia de Gurupá foi marcada em seu relevo por uma intensa disputa desde os holandeses com a fortificação levantada com auxílios dos índios locais e com o plano de estabelecer uma empresa mercantil nas terras exploradas até o rio Xingu entre os fortes Nassau, Maturu e Mariocay, este último seria um deposito das mercadorias exploradas pelo rio Xingu.
A presença estrangeira foi dizimada pelas forças portuguesas em batalhas e conquista do forte, reconstruindo e expulsando a presença dos holandeses na região.
Gurupá era sentinela avançada na região, à conquista lusitana foi essencial para expandir o domínio da coroa portuguesa na região até então desconhecida.
Podemos citar o ano de 1929 quando Gurupá serviu de abastecimento das forças de Pedro Teixeira para tomada do forte do Torrego, também a artilharia pesada contra o navio do Capitão Roger North, do forte de Gurupá foi bombardeado reagindo à altura, fazendo que o inimigo se afasta-se do povoado.
Encerrando gloriosamente com a ultima tentativa de invasão dos holandeses sendo um batalha que afundaram o patachão de vinte peças de artilharia enviado pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.
O forte ficou sem reparos e desarmado por muitos anos...
O povoado foi crescendo, em 1920 a vila era apenas um forte desativado, casas com cobertas de palha e sem manutenção, uma guarnição de meia dúzia de soldados, igreja, convento e enfermaria, construído com recursos da Coroa Portuguesa.
Em 1828 segundo relatos do historiador Hercules Florence a vila era composta por duas ruas de casas simples, a vila se desenvolvia com a arrecadação do posto sendo uma vila pacata até os anos da cabanagem, embora os cabanos tivessem um ideal, os que se esconderam na ilha grande de Gurupá atacavam com estratégia de guerrilha e durantes os anos de 1835/1839 foi dominado por grupos cabanos que não representavam os ideais principais do movimento.
O forte não podia utilizar as peças de artilharia pela situação de imprestabilidade que ofereciam.
Foi no segundo reinado que Gurupá foi elevado pela lei n° 1.209 de 11 de novembro de 1885 a categoria de cidade, a lei n° 286 de 18 de setembro de 1856 caracterizava como vila.
Em 1885 tinha duas ruas, duas travessas, duas praças com 93 casas e 800 pessoas. Já cidade recebeu a visita do Presidente da época Washington Luiz, que ergueu na praça de guerra um marco com datas dos feitos ali travados.
Desde os holandeses, portugueses e exploradores, escravocratas, comerciantes, judeus, pesquisadores, missionários, cabanos e Ribeirinhos. Precisamos valorizar nossa cultura e divulga-la com o sentimento único de orgulho gurupaense.
Podemos dizer hoje que Gurupá evoluiu e desenvolveu bastante, uma cidade muito boa de viver e um povo hospitaleiro e otimista.
AUTOR: GILVANDRO TORRES


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