Os gritos silenciosos de um povo
Quando as matas se fecham, surge no lugar uma voz que tenta gritar, um povo que merece viver, anos de tradição levados pela obsessão
Aqueles que trouxeram a desenvolvimento,
Comprado pelo escambo tradicional;
Palavras enganadas ao povo indígena,
um grito ecoou nas florestas deste imenso Xingu.
Cala-se a voz, é imposto um muro de concreto.
É visto de longe um belo monte de mentiras,
Desenvolvimento a custa de exploração
Mais uma vez nos brancos civilizados colocamos em risco etnias indígenas.
Para que tanta troca de favores, se o certo é que nem sabemos se vai dar luz a todos....
A seca do Xingu, impactos ambientais e tudo por apenas....
luz da ilusão, derrubada das matas ciliares e perca da biodiversidade.
Se perceber que um dia podemos sofrer, parasitas do poder na transamazônica escrever.
A verdade é dita, certa e imposta.
O sacerdote luta, o trabalhador contorce ferros no belo monte, pescadores tentam trazer do rio seu sustento e acaba indo para estatística do êxodo urbano.
Grita-se as forças indígenas, luta pela intoxicação das centenas de cimento, criando seu próprio departamento.
Fala-se de desenvolvimento, só vejo o lamentável enriquecimento das empreiteiras que lavam o rio Xingu.
autor GILVANDRO TORRES

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