A PAIXÃO E MORTE DE JESUS
A morte de Jesus é
“natural”, lógico, de todo seu caminho e atitude, síntese
de sua doutrina, valores e critérios que defendeu e viveu, que entrou em choque
e confronto com as estruturas humanas de pecado.
No entanto, se a paixão e morte é algo
que acontece a Jesus, que se lhe impõe dramaticamente, ao mesmo tempo é algo
de profundamente seu, de ativo, de pessoal, de livremente aceito, escolhido e
assumido; Jesus assume a realidade, faz da sua vida o dom, entregando-se ao
pai pela sua Comunidade, pela Humanidade inteira.
A própria paixão, livremente
aceito por Jesus, a sua atitude interior e exterior perante a ela, é ainda
anuncio de Boa Nova, do reino de Deus: o que Jesus anunciara ao
longo do seu mistério é agora vivido por Jesus até ao extremo na Sua própria
carne e existência. Cita-se como redenção a ação libertadora realizada por Deus
em Jesus Cristo, em favor da humanidade; como significado salvífico da paixão e
morte de Jesus.


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