Gurupá é fruto de um longo processo de ocupação pelos holandeses que desejavam uma melhor comercialização com os nativos da região, chamados pelos holandeses de Mariocay.
Em 1623,
o Forte denominado de Mariocay pelos holandeses foi arrasado por Bento Maciel
Parente Capitão Mor e descobridor e conquistador de Gurupá, tendo fundado o
Forte de Santo Antônio.
Em 1639 a
freguesia de Santo Antônio de Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de
outubro de 1827.
O
historiador Theodoro Braga descreve que a origem de Gurupá é indígena e
significa “Porto de canoas”.
Gurupá é
um município localizado no Estado do Pará.
Fica a
uma distância de 500 km da sua capital Belém, é um dos municípios mais antigos
do arquipélago do Marajó e da região do Xingu, que há quase quatro séculos
encanta nativos e estrangeiros, moradores e turistas, tanto pela sua beleza
natural, quanto pela sua riqueza histórica e patrimonial.
A cidade
de Gurupá foi elevada à categoria de cidade através da Lei Provincial nº 1.209
de 11 de novembro de 1885.
Com 402
anos de existência e possui uma importante riqueza histórica.
Na zona
urbana do município de Gurupá foram encontrados 50(cinquenta) sítios
arqueológicos neste município, comprovados pelo museu Emilio Goeldi.
Localizado
na margem direita do Rio Amazonas logo abaixo do delta (foz) do Rio Xingu, o
município de Gurupá conta com dois (dois) distritos: Carrazedo, localizado
entre a sede do município e o município de Porto de Moz, bem como o distrito de
Itatupã localizado entre Gurupá e o município de Santana no Estado do
Amapá.
Além
desses distritos destacam - se também as comunidades localizadas na zona rural
nos rios Ipixuna, Mararú, Mojú, Marajoí, Pucuruí, Cojuba, Taiassui grande,
Santana do Flexal, Jaburu, Tauarí, Baquiá, Muruchaua, Piracuí, Gurupá Miri,
Maria ribeira e Jocojó.
O
município de Gurupá conta com uma população de 31.623 habitantes, tendo como
principais atividades econômicas: o extrativismo da madeira, a coleta do fruto
do açaí, a pesca da dourada e do camarão, a agricultura familiar, a
piscicultura e o comercio.
Os
holandeses pretendiam colonizar o Brasil.
Não seria
possível construir alguma coisa na Amazônia sem a mão de obra
escravocrata.
Então,
eles trouxeram escravos angolanos para as tarefas braçais, na construção das
feitorias do Xingu e Gurupá.
Os
exploradores neerlandeses cultivaram amizade com os indígenas locais Mariocay
da nação Tupinambá e impuseram seu ritmo comercial na região, tendo os fortes
denominados de Nassau, Maturu e Mariocay como deposito das mercadorias.
Os
indígenas faziam da relação comercial um pacto de luta, afinal ser da
etnia tupinambá era estar em guerra constante contra os próprios indígenas da
região, enquanto isso intensificava as rotas de navegação no mundo.
E a palavra
que deu origem ao nome Gurupá, basea-se na denominação dada pelos portugueses
que chamavam aquela região de “Corupá”, porque os indígenas afirmavam que ali
era um porto de canoa ou seja origem era Iguaru pába= porto e seria chamado
pelos indígenas de igararupá ou seja um porto de muitas canoas.
Sabe-se
que os holandeses defenderam o forte no ataque dos portugueses sobre o comando
de Luís Aranha Vasconcellos.
Os
holandeses que sobreviveram fugiram para ilha grande de Gurupá. Houve
outra batalha após a chegada de um navio holandês, comandado por um capitão
inglês.
Ao chegar
à frente da cidade de Gurupá, os portugueses atacaram e afundaram o navio,
matando todos os tripulantes.
Os
indígenas leais aos holandeses foram mortos, alguns sobreviveram e se tornaram
escravos.
Bento
Maciel Parente ficou em Gurupá, onde, após destruir o forte dos holandeses,
construiu um forte em 1623 sobre taipa, invocando a proteção de Santo
Antônio.
Em 1625
os portugueses sobre o comando de Pedro Teixeira grandes batalhas ferozes.
Os
holandeses fugiram em retirada, de barco.
Com a
morte do Capitão Philip Purcell o irlandês que era tido como herói pelos
holandeses e irlandeses naquela região, os 45 prisioneiros foram impiedosamente
executados.
Pedro
Teixeira foi aniquilando qualquer povoamento e massacrando os índios aliados
aos holandeses, que se escondiam pela ilha grande de Gurupá.
Alguns
holandeses se refugiaram para o interior da ilha grande de Gurupá com auxílio
dos INDIGENAS, e ali viveram silenciosamente escondido, sem dúvida deixando
descendentes, 1629 o Capitão inglês Roger North, tentou atacar o forte de
Gurupá, mais foi atacado destroçando seu navio por Pedro Teixeira.
A coroa
portuguesa elevou Gurupá à capitania, sendo um dos cincos em toda região
amazônica. Anos depois foi realizada a construção de um forte permanente e
a cidade cresceu em torno do forte de Santo Antônio de Gurupá. Em 1639 um
navio holandês foi interceptado pela guarnição de Gurupá, próximo à
cidade.
Tendo
assim último registro de invasão dos holandeses na cidade de Gurupá.
O nome do
novo forte Santo Antônio foi uma homenagem e agradecimento à ajuda dos frades
da província que colaborou com o recrutamento dos índios Tupinambás. Os protagonistas portugueses envolvidos na
tomada de Gurupá em 1623 foram principalmente o capitão Bento Maciel Parente, que comandou a expedição militar que
expulsou os holandeses da região e iniciou a construção do Forte de Santo
Antônio de Gurupá.
Bento Maciel Parente é reconhecido como o principal responsável pela
retomada da área para Portugal.
Além dele, outros militares e agentes da coroa portuguesa participaram
da operação, mas Bento Maciel Parente é a figura central destacada nas fontes
históricas sobre a conquista e fundação da vila que viria a ser Gurupá.
A tomada de Gurupá fazia parte da política de reconquista portuguesa
frente à ocupação estrangeira na Amazônia nos princípios
do século XVII, sendo fase decisiva da presença portuguesa no Grão-Pará.
AUTOR: GILVANDRO TORRES

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