Padre José Amaro Lopes de Sousa é um padre católico conhecido por seu trabalho pastoral em Anapu, no Pará, Brasil.
Ele atuou como pároco da Paróquia Santa Luzia por vinte anos e coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), defendendo direitos humanos, reforma agrária e regularização fundiária na região amazônica.
Desde 1998, Padre Amaro trabalha em Anapu, às margens da Transamazônica, sucedendo a missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005.
Ele se envolveu em projetos de desenvolvimento sustentável e apoio a sem-terra, enfrentando conflitos com fazendeiros locais.
Em março de 2018, foi preso por acusações como invasão de terras, associação criminosa e extorsão, ligado a disputas por áreas públicas.
Ficou 92 dias detido, recebeu habeas corpus e foi defendido pela Prelazia do Xingu como vítima de difamação; uma testemunha de sua defesa foi assassinada em 2019.
Nascido no Maranhão, Padre Amaro é visto como líder comunitário, mas enfrenta ameaças constantes por sua militância. A Igreja o apoia como defensor dos pobres, em meio a tensões por terra no Xingu.

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