NOMES DAS RUAS DE GURUPÁ
Rua Flávio Batista foi uma das grandes conquistas da luta social de um povo que via no desenvolvimento da cidade mais uma perspectiva de vida e mudança para sua família e seus filhos, então o motivo necessário para que se aumentassem as ruas, ampliasse a cidade de modo geral, pois não haviam mais 84 lugares para construção de novas casas, residências do colonos e ruralistas que migravam para a cidade no início da década de 90, e como não havia mais espaço, o povo com conjunto resolveu abrir ruas na área denominada Xingu — Bairro, que naquela época era comandada por uma empresa espanhola, comandada na cidade pelo Ex-prefeito José Vicente de Paula Barreto Meio e o senhor Estevão Almeida que vigiou esta área durante muitos anos, resultado que no final, este senhor encontra-se doente na casa de seus filhos e quanto a empresa que tanto defendia nunca lhe pagou nada pelos serviços prestados durante várias décadas. Depois da resistência dos invasores, a maior luta foi para que se aterrasse a bendita Flávio Batista e somente a partir do ano de 2001, esta foi aterrada, assim como todas as ruas alagadas que havia na cidade, sendo os aterros uma das maiores obras e objetivos do prefeito Nogueira. Parte de nossas travessas e ruas eram completamente alagadas, onde se trafegava através das pontes de madeira construídas pelos moradores e outras vezes com ajuda da prefeitura do município, sendo que atualmente, nenhuma rua da cidade encontra-se sem aterro. A inauguração e funcionamento da Marchetaria em Gurupá — área da Xingu é mais um exemplo de vitória das lutas sociais e através da formação e legalização das associações, tornou-se possível por em prática e funcionamento vários projetos de melhoria para a população, onde ensina e ao mesmo tempo dá empregos diretos para jovens que não tinham uma profissão fixa.
Atualmente, a cidade ganhou outras ruas e travessas que com o crescimento da cidade, foram necessárias abrir outras ruas e criar suas denominações, entre as quais destacamos Rua João Paulo II – justa homenagem ao falecido papa da igreja católica Karol Hoitylla.
Rua Mariocay em homenagem a tribo indígena do mesmo nome que marcou na
história da colonização desta cidade.
Trav. Brasil Norte em homenagem a antiga serraria que funcionou em
Gurupá na década de 80.
Rua Dico Dias – Justa homenagem ao saudoso Raimundo Ribeiro Dias que
tanto contribuiu com a saúde do povo de Gurupá, sendo considerado por muitos o
patrono da saúde deste município.
Rua São José – Justo homenagem ao Santo Padroeira da igreja católica no
mundo inteiro.
Travessa Barradinha – batizada com este nome devido na entrada da
travessa morar um senhor que tem este pseudônimo.
Travessa do Alfinete – também esta travessa assim foi batizada por morar
um senhor nesta travessa que atende por este apelido.
Trav. 11 de Novembro – justa homenagem a data da emancipação política de
Gurupá, dia em que Gurupá ganhou foros de cidade.
Rua Tiradentes – Justa homenagem ao mártires da história brasileira
Joaquim José da Silva Xavier que tive seu corpo esquartejado e pendurado em
postes nas estradas que vão de Belo Horizonte até a cidade do Rio de Janeiro.
Trav. Antonia Neves (antiga 07 de setembro): Homenagem a genitora do ex-
vereador Hamilton Rodrigues da Silva.
Trav. Wasington Luiz: Homenagem ao Presidente da República Wasington
Luis, considerado por milhares de pessoas como um dos grandes governantes do
Brasil.
Trav. Dulcicléia Torres: Homenagem a uma ex-funcionária pública que
também foi Secretária Municipal de Administração e filha do vice-prefeito da
época no mandado do prefeito Juvenal do Vale Tavares.
Trav. Cap. Liberato Borralho: Homenagem ao grande comerciante local,
filho de família de grande relevância, este homem foi sogro do senhor Oscar
José dos Santos que também foi prefeito de Gurupá e considerado por muitos como
o patrono de Gurupá por suas largas propriedades na cidade e no interior e
grande criação de gado e acúmulo de grande riqueza nas décadas de 60,70 e
80.
Av. São Benedito: (antiga 11 de novembro) primeiro foi uma justa
homenagem à data do aniversário da cidade, sua emancipação política e a partir
do governo de José Vicente de Paula Barreto Meio (1980), foram mudados os nomes
das ruas, e a antiga 11 de novembro passou a se chamar Av. São Benedito em
homenagem ao santo protetor da dignidade negro no Brasil, muito cultuado e
festejado nesta cidade.
Av. Santo Antônio (antiga Bento Maciel Parente) primeiro foi dado esta
denominação em homenagem a um dos colonizadores de Gurupá e navegante português
e com a nova lei de 1980, a avenida passou a ser denominada Santo Antônio em
homenagem ao Padroeiro da cidade e do município de Gurupá.
Trav. Abílio Gama: Foi uma justa homenagem ao senhor Abílio Ostílio da
Gama, grande líder comunitário que esteve presente em várias das lutas sociais
do povo trabalhador e que sempre dirigiu sua comunidade (São Raimundo) na Ilha
do Gurupaí, local onde sempre morou. Lembrando também que Abílio Gama como era
conhecido foi um dos fundadores do partido dos trabalhadores em Gurupá e
participou ativamente da tomada do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá
e na fundação das Comunidades Eclesiais de Base (Cebs).
Rua Capitão Pará: Justa homenagem ao Senhor José Libânio de Souza Pará,
prestador de vários serviços públicos entre os quais destacamos o de Promotor
de Justiça de Gurupá por nomeação legal.
Rua Francisco Lima: Justa homenagem ao grande comerciante do Rio Moju
que foi conhecido por Chico Lima, figura de grande importância para o comércio
local nas décadas de 60 e 70.
Rua Antônio Raposo Tavares: Homenagem ao famoso Bandeirante que teve em
Gurupá um dos pontos de referência através de sua fortaleza para os combates
navais, onde se procedeu a conquista da Amazônia.
Trav. Padre Enéas de Lima: Foi vigário da paróquia de Santo Antônio de
Gurupá o Reverendo Enéas de Lima entre os anos de 1922 a 1924.
Trav. Caíto Fonseca: Homenageia o antigo político morador de Gurupá onde
foi também Telegrafista dos Correios, tendo sua residência onde hoje se
localiza a rádio 87,9 FM.

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