3/30/2026

biografia do SENADOR JOSÉ PORFÍRIO- AUTOR GILVANDRO TORRES

 Biografia de José Porfírio

Nascido em Remanso (BA), veio ao Pará como sobrinho de Agrário Cavalcante, herdando propriedades como o Forte Ambé e tornando-se o maior seringueiro do estado. 

Ele concluiu a estrada até o rio Ambé, foi intendente de Souzel (criado pela Lei nº 811 de 1874) e senador estadual até 1930, usando alianças como o casamento com Rosalina Lemos. 

Fontes confirmam seu luxo (palacete europeu, iluminação a gás) contrastando com a exploração de seringueiros via aviamento.

Colonização e Missões

Jesuítas chegaram ao Xingu antes de 1750, fundando missões acima da Volta Grande, seguidos por capuchinhos em 1868 que impulsionaram o povoado de Altamira

A estrada primitiva ligava ao Tucuruí; após a Lei Áurea (1888), escravos foram perdidos, mas Porfírio prosperou na borracha. Isso ecoa os fatos cronológicos do texto, como missões em 1750 e explorações em 1842.

Ciclo da Borracha

Seringueiros nordestinos enfrentavam aviamento, com barracões vendendo mercadorias caras e jagunços vigiando fugas; índígenas  Araras atacavam seringais. Porfírio controlava terras, votos e comércio, financiando festas em Altamira enquanto trabalhadores morriam de malária ou maus-tratos. O declínio veio em 1913 com borracha asiática e Crise de 1929.

Declínio Político

A Revolução de 1930 extinguiu senados estaduais e enfraqueceu coronéis; no Pará, Magalhães Barata, interventor, reprimiu oligarquias como a de Porfírio. Regatões desafiaram o aviamento, e Porfírio, falido, morreu no Rio em 1932.

Formação Municipal

Souzel (extinto em 1921, anexado a Porto de Moz/Altamira) foi recriado em 1961 pela Lei nº 2.460 como Senador José Porfírio, desmembrado de Altamira e Porto de Moz; instalado em 1962. Posterior desmembramentos criaram Vitória do Xingu (1991) e Anapu (1995). O município destaca-se pela praia no Xingu.


AUTOR: GILVANDRO TORRES

ESTIRÃO DO RIO - AUTOR GILVANDRO TORRES

 

ESTIRÃO DE SAUDADE

Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescador.

Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.

Nas ruas da cidade, contempla a fé.

O ribeirinho vence os inúmeros estirões de rio, que está em seu caminho navega para chegar ao seu destino.

Os sinos da igreja alertam, para novos tempos.

A esperança de caminha juntos num tom poético de libertação.

As plantações de açaí a beira do do rio, a mata da várzea com seus buritizeiros e a grandeza do rio, seu povo simples.

Acolhedor e amigo, as áreas alagadas pela água escura.

Os açaizeiros são fonte inesgotável de renda, manejado se transforma em um garimpo esperança.  

A pele reflete o esforço do tirador de açaí, a naturalidade e a destreza que o ribeirinho executa seu serviço retira o cacho do açaí com folhas do açaizeiro faz sua peçonha em cesta de cipó, garante a renda e alimentação das famílias.

Onde os rios possuem um papel fundamental na vida dos ribeirinhos, é através dos rios que são estabelecida das ligações entre localidades.

 

 GILVANDRO TORRES

O VELHO TRAPICHE- AUTOR GILVANDRO TORRES

 

 O VELHO TRAPICHE

Encantador és tu Marajó, a vida passa devagar, nesta correnteza, com seu tempo tão particular no olhar do barqueiro, cresce e vendo, seus portos imaginários atraca os barcos, com todos os sonhos no porão. 

Destas pequenas embarcações, calafetadas de zarcão, os trapiches de madeira, à beira do rio com olhar ribeirinho.

Atravessam nas noites de ventos, as redes balançando no convés e a proa desbravando essas águas inquietas do verão amazônico

Deste trapiche, somente a despedida, aqueles que viajam, por esse rio de saudade, tão natural quanto o tempo que passa e nunca para. 

No trapiche rios que se transformam em rua, um vai e vem de embarcações, cada imagem vira poesia, no cotidiano ribeirinho das ilhas.

As pessoas chegando bem cedinho e os barcos cruzando o rio tão vagaroso, sem pressa, as águas vão cortando sua frente e nem fazem maresias neste imenso rio de sonhos e esperança. 

Olhando este rio de saudade, vem uma lágrima em meu olhar, sem palavras, uma perda que não sei explicar, nem consigo falar, sua ausência tão grande.  

O barco vai atravessar as veias dos seus rios e igarapés, enfrentando os impiedosos invernos desta imensa Amazônia

Que me permite pensar na Intocável pintura, rios que viram ruas em seus habitantes imaginários de um universo de pescadores artesanais. Sonhos ilustrados em redes de pesca e barcos encantados num rio sem ruas.

Nas ruas da cidade, contempla-se ouro dos ribeirinho, os açaizais que vencem os inúmeros estirões de rio, que estão em seu caminho, navegando para chegar ao seu destino, onde mora a esperança de cada dia.

GILVANDRO TORRES


 


 

Evangelho (Jo 13,21-33.36-38)

 

Nesta Terçafeira da Semana Santa, Jesus está à mesa com os discípulos, celebrando uma refeição fraterna, um momento de comunhão. De repente, o clima muda: ele anuncia que um deles o trairá e que Pedro o negará três vezes.

A Ceia é, também, sinal da nossa comunidade de Gurupá, onde rezamos juntos, tomamos o mesmo pão, cantamos as mesmas músicas, mas, às vezes, traímos a confiança do próximo, seja por fofoca, por indiferença ou por falta de justiça.

A traição de Judas e as traições de hoje

Jesus diz: “Um de vós me entregará”. E é alguém que estava à mesma mesa, comendo do mesmo pão, da mesma comida. Judas, que cuidava do dinheiro do grupo, recebe o pedaço de pão, sai para trair o Senhor… e entra a noite.

Quantas vezes traímos Jesus no rosto do pobre, do ribeirinho, do trabalhador que não tem direitos?

Quantas vezes traímos a confiança de nossa comunidade por interesses pessoais, por favores políticos ou por comodidade?

Pergunta à assembleia:

“Em que situações, neste Pará, neste Gurupá, eu também me torno como Judas, favorecendo a injustiça e o malestar dos que mais sofrer?”.

A negação de Pedro e a nossa fraqueza humana

Pedro, impetuoso, diz: “Eu darei a minha vida por ti!”. Mas Jesus, sem humilhálo, responde com ternura realista: “O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”. Isso nos fala de presunção e humildade:

Muitas vezes, na missa, nos sentimos fortes, mas, depois, na vida diária, nos escondemos de nossa fé por medo de serem zombados, por medo de perder proveito, por medo de enfrentar a verdade.

Muitas pessoas negam Jesus ao ficarem caladas diante da destruição da natureza, da exploração do povo e da corrupção. “Assim como Pedro negou Jesus, também nós negamos Cristo quando não nos posicionamos em favor da vida, do povo e da terra.” Mesmo com a traição de Judas e a negação de Pedro, Jesus afirma: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele”. A glória aparece não no poder, mas na entrega; não na vitória fácil, mas na fidelidade até o fim. São cruzes de trabalho duro, de injustiças, de expropriação da terra, de filhos que vão embora buscando vida melhor.

Mas, mesmo nisso, Deus se glorifica onde há amor, serviço, cuidado com a família e com a comunidade.

Jesus não fica preso somente na traição e na negação: depois desse texto, ele anuncia o “novo mandamento”: “Amaivos uns aos outros, como eu vos amei”. Esse mandamento é o coração da nossa vida cristã aqui em Gurupá.

Peçamos a Deus a graça de reconhecer onde traímos e negamos Jesus em nossa família, na comunidade, na política local.

Decidamos, esta Semana Santa, viver o novo mandamento:

Defendendo a vida da Amazônia, não apenas com palavras, mas com ações concretas.

Acolhendo o pobre, o idoso, o sofrido, o que chega à nossa igreja com a dor no coração.

GILVANDRO TORRES

A lei que restringe o uso de celulares em escolas públicas e privadas (Lei 15.100, de 2025) completou um ano de vigência e ainda traz desafios de adaptação por parte de alunos, famílias e instituições de ensino.

 


 


A Lei 14.811/2024 incluiu os crimes de bullying e cyberbullying no Código Penal e transforma crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em hediondos, como o sequestro e a indução à automutilação.

 


Segundo o art. 3° da Lei n. 12.318/10: “A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda.”

É crime, com pena de 4 a 10 anos de prisão, "submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone”.

Segundo a Lei 9.294/96, "é proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo fechado, privado ou público."

 


A Lei 14.532, que entrou em vigor em 2023, tipifica como crime de racismo a injúria racial, com a pena aumentada de um a três anos para de dois a cinco anos de reclusão. Enquanto o racismo é entendido como um crime contra a coletividade, a injúria é direcionada ao indivíduo.

Direitos da grávida- PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO 1988

 


Entrou em vigor a Lei Antifacção, que complementa o combate ao crime organizado e fortalece a capacidade de atuação do Estado contra organizações criminosas

 


A Lei n. 13.715/2018 alterou o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente para incluir entre as possibilidades de perda de poder familiar os crimes dolosos (com intenção) sujeitos a pena de reclusão cometidos contra descendentes, como filhos e netos, e contra pessoa que detém igual poder familiar ao do condenado, como seu cônjuge ou companheiro, mesmo que divorciado.

 


3/29/2026

 A civilização maia não desapareceu completamente, mas sofreu um colapso no período Clássico (séculos VIII a X d.C.), com o abandono de grandes centros urbanos nas terras baixas do sul. 

Os maias continuaram existindo e se adaptaram em outras regiões, como o norte da Península de Yucatán, até a chegada dos espanhóis.

Fator Ambiental

Secas prolongadas e extremas, com reduções de até 70% nas chuvas, foram cruciais, agravadas pelo desmatamento para agricultura de corte e queima, que degradou o solo e intensificou a crise hídrica. 

Estudos recentes em estalagmites e lagos confirmam que essas mudanças climáticas coincidiram com quedas na produção de monumentos e alimentos.

Conflitos e Sobrecarga

Guerras entre cidades-estado rivais por terras e recursos escassos geraram instabilidade política e social, combinadas com superpopulação que pressionou o sistema agrícola. A dependência de uma agricultura vulnerável levou a fome e migrações em massa para o norte.

Mito do Desaparecimento

O "mistério" surgiu de visões eurocêntricas dos exploradores espanhóis, que encontraram ruínas sem imaginar a continuidade maia em áreas rurais e no pós-clássico. Pesquisas modernas mostram colapsos regionais graduais, não um fim abrupto.


O único que podia nos julgar… escolheu nos amar. E é isso que muda tudo. Ele não veio pra apontar o erro, veio pra salvar. Que hoje você lembre disso, de verdade: você é amado por Deus. 🤍

 


JESUS disse: ama o teu próximo como a ti mesmo. Amar a todos sem distinção é um ótimo exercício para sermos pessoas melhores, mais humanas, mais empáticas e principalmente saber se colocar no lugar do outro antes de julgá-lo.

 


A Semana Santa começa com um convite: acompanhar Jesus não apenas na entrada gloriosa, mas até o Calvário. É aí que a fé se torna real.

 




Café com Tradição


lembrança do maior jogador de futebol Maradona camisa 10





 

Na manhã deste Domingo de Ramos, 29 de março, a polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, juntamente com o Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, de entrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, enquanto se dirigiam para celebrar a missa do Domingo de Ramos. Medida irracional e desproporcional A informação foi divulgada em um comunicado conjunto pelo Patriarcado Latino e pela Custódia da Terra Santa. Impedir a entrada daqueles que “ocupam as mais altas responsabilidades eclesiásticas pela Igreja Católica e pelos Lugares Santos”, denunciam, constitui “uma medida claramente irracional e gravemente desproporcional”. Uma decisão considerada “precipitada e fundamentalmente errada, viciada por considerações impróprias”, que “representa um grave afastamento dos princípios fundamentais de razoabilidade, liberdade de culto e respeito pelo Status Quo”. O primeiro impedimento desse tipo em séculos

 


Em 25 de março de 1824, Dom Pedro I outorgou a Constituição de 1824, a primeira do Brasil independente. O documento estabeleceu as bases políticas e jurídicas do recém-criado Império do Brasil. A Constituição foi imposta pelo imperador após o fechamento da Assembleia Constituinte. Ela consolidou um modelo centralizador, com forte poder nas mãos do monarca. Um de seus pontos mais marcantes foi a criação do Poder Moderador, exclusivo do imperador. Esse mecanismo permitia interferir nos demais poderes, garantindo amplo controle político. Apesar das limitações democráticas, o texto organizou o funcionamento do Estado brasileiro. A Constituição de 1824 permaneceu em vigor por mais de 60 anos, até a Proclamação da República.

Israel nem sequer é um país cristão. Israel também não gosta de cristãos. É um Estado criado em 1948 e não tem nada a ver com o Israel mencionado na Bíblia. Israel não conseguiu convencer países europeus a lutar contra o Irã, mas usou a religião para atrair Uganda com muita facilidade. Apenas 2% da população de Israel é cristã.

(Jesus) não ouve as orações dos que fazem guerra, mas as rejeita, dizendo: ‘ainda que multipliquem as suas orações, eu não as ouvirei, porque as suas mãos estão cheias de sangue”, disse ele, citando uma passagem bíblica. Papa Leão 14 não mencionou especificamente nenhum líder mundial, mas tem intensificado as críticas à guerra contra o Irã nas últimas semanas.

Um verdadeiro profeta que esteve entre nós! Dom Pedro Casaldáliga (1928–2020) foi um Bispo católico espanhol naturalizado brasileiro, figura central da Teologia da Libertação e defensor incansável dos direitos dos povos indígenas e camponeses sem-terra. Como Prelado de São Félix do Araguaia (MT), combateu o latifúndio e a ditadura militar, tornando-se uma voz profética pelos pobres.

 


As Maldivas aprovaram recentemente uma emenda à sua Lei de Imigração que proíbe a entrada de portadores de passaporte israelense, como gesto de solidariedade aos palestinos em meio ao conflito em Gaza.

Essa decisão, ratificada pelo presidente Mohamed Muizzu após aprovação parlamentar em abril de 2025, gerou repercussão global, com Israel recomendando que seus cidadãos evitem o destino e negando acusações de genocídio.

A medida reflete a posição pró-Palestina do governo maldivo, apoiada por governo e oposição, e não é inédita—uma proibição similar foi anunciada em junho de 2024. 

O presidente Muizzu destacou "atrocidades" israelenses, reafirmando solidariedade à causa palestina, o que reacende debates sobre sanções unilaterais em fóruns internacionais.

O turismo responde por cerca de 21% da economia das Maldivas, mas o efeito deve ser limitado: em fevereiro de 2025, o país recebeu 214 mil visitantes, dos quais apenas 59 eram israelenses. 

Especialistas preveem pouca repercussão financeira, dado o baixo volume de turistas israelenses comparado a mercados como Europa e Ásia.

Israel rejeita as alegações e alerta riscos aos seus cidadãos nas ilhas, enquanto organizações como Anistia Internacional ecoam críticas semelhantes em relatórios.

 Não há relatos de retaliações econômicas diretas até março de 2026, mas o caso destaca tensões entre política externa e turismo de luxo.

Outros destinos muçulmanos ou pró-Palestina, como Indonésia ou Líbano, já impõem restrições semelhantes, mas paraísos turísticos como Maldivas amplificam o debate. 

A tendência depende de escaladas no conflito de Gaza, podendo influenciar boicotes em resorts globais.


GILVANDRO TORRES

UM POUCO DE HISTORIA COM GILVANDRO TORRES

Essa resolução da ONU é realmente um marco histórico na luta pela memória e reparação da escravidão transatlântica. Vamos contextualizar os fatos de forma clara e precisa, com base em fontes oficiais.

A Assembleia Geral da ONU aprovou, em 24 de março de 2026 (Resolução A/RES/80/XXX, ainda em consolidação final), uma declaração que qualifica o tráfico transatlântico de escravos e a escravidão racializada como "crime contra a humanidade", o mais grave na escala da Convenção de 1948. 

A iniciativa veio de Gana, liderada pelo presidente John Mahama, que enfatizou a importância de "garantir que a história não seja esquecida" e pavimentar caminhos para justiça restaurativa, como pedidos de reparação e educação global.

Apoio e Posições dos Países

Apoiadores (123 países): Incluindo Brasil, grande parte da África, Caribe, Ásia e América Latina. 

O Brasil votou a favor, alinhado à sua própria história de receber cerca de 4,9 milhões de africanos escravizados (maior destino do tráfico).

Contra (3 países): EUA, Israel e Argentina. Críticos apontam que esses governos de orientação direitista resistiram por receio de implicações legais futuras em reparações financeiras.

Abstenções: União Europeia (exceto alguns membros), Reino Unido, Canadá e outros ex-colonizadores, vistos como "covardes" por evitar responsabilidade direta.

Impacto Histórico

Estima-se que, entre os séculos XVI e XIX, o tráfico transatlântico envolveu 12,5 milhões de africanos embarcados, com cerca de 1,8 milhão de mortes no trajeto (dados do Slave Voyages Project, Emory University). 

Somando vítimas indiretas (guerras de captura, marchas forçadas), o total pode chegar a 30 milhões, como você mencionou – uma perda demográfica catastrófica para a África.

Essa vitória reforça mecanismos como o Comitê Internacional sobre Crimes contra a Humanidade e abre portas para:

Reparaações simbólicas e materiais (ex.: fundos para desenvolvimento africano).

Educação obrigatória nas escolas globais.

Ações judiciais contra negacionismo histórico.

Para nós no Brasil, isso ressoa diretamente com o debate sobre reparação aos quilombolas e herdeiros da diáspora africana, fortalecendo vozes como as de Gurupá, onde a herança amazônica inclui influências afro-indígenas. 

É um passo contra o esquecimento, mas o desafio agora é a implementação.

GILVANDRO TORRES

Ver-o-Peso pelos seus 399 anos de história. Mais do que um lugar, és memória viva do povo paraense. Entre cheiros, cores, sabores e vozes, és ponto de encontro de gerações que se cruzam todos os dias, carregando histórias, tradições e sentimentos. És também palco da resenha, onde a conversa corre solta, onde o riso ecoa e onde muitos bicolores se encontram, compartilhando sua paixão, sua cultura e seu jeito único de viver Belém. O Ver-o-Peso não é apenas um cartão-postal. É símbolo, é identidade, é patrimônio imaterial que pulsa no coração da nossa capital.

3/28/2026

 Em 27 de março de 1940 – data próxima à mencionada, com registros confirmando 27 de abril em algumas fontes –, Heinrich Himmler, líder das SS e braço direito de Hitler, ordenou a criação do complexo de Auschwitz-Birkenau, na Polônia ocupada.

Frase no Portão: A inscrição "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta") no portão principal de Auschwitz I enganava os prisioneiros, prometendo libertação pelo trabalho forçado, mas servia de ironia cruel em um local de extermínio sistemático.

Campos Anteriores: Os nazistas iniciaram campos de concentração logo em 1933, com Dachau (aberto em março perto de Munique) como o primeiro, modelo para outros como Buchenwald (1937), visando inicialmente opositores políticos e depois ampliando para judeus, ciganos e outros grupos.

Auschwitz-Birkenau é estimado como o local de extermínio onde cerca de 1,1 milhão de pessoas foram assassinadas durante o Holocausto.

Estimativas Confirmadas: Estudos acadêmicos e do Museu do Holocausto dos EUA indicam que, de aproximadamente 1,3 milhão de deportados ao complexo entre 1940 e 1945, 1,1 milhão pereceram, sendo pelo menos 960 mil judeus mortos principalmente em câmaras de gás.

Composição das Vítimas: Além dos judeus (90% do total), foram exterminados cerca de 74 mil poloneses, 21 mil ciganos (romas e sinti), 15 mil prisioneiros soviéticos e 10-15 mil de outras nacionalidades, por gás, fome, doenças ou execuções.

Auschwitz foi libertado em 27 de janeiro de 1945.

Libertação pelo Exército Vermelho

Naquela tarde, tropas soviéticas da 322ª Divisão de Fuzileiros, durante a Ofensiva do Vístula-Oder, entraram no complexo de Auschwitz-Birkenau e Monowitz, encontrando cerca de 7 mil prisioneiros sobreviventes em condições extremas de fome e doença, após os nazistas terem evacuado a maioria em marchas da morte.

Legado da Data

Desde 2005, essa data é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, instituído pela ONU para preservar a memória dos horrores e combater o negacionismo.

 libertação de Auschwitz foi conduzida pela 322ª Divisão de Fuzileiros do 60º Exército do 1º Front Ucraniano do Exército Vermelho soviético.

Unidade Responsável

As tropas entraram no complexo na tarde de 27 de janeiro de 1945, sob o comando do Tenente-General Vassili Petrenko, chefe de estado-maior da 322ª Divisão, que liderou a exploração inicial do campo abandonado pelos nazistas.

Contexto da Operação

Essa divisão fazia parte da ofensiva mais ampla do 1º Front Ucraniano, comandado pelo marechal Ivan Kónev, que avançava contra as forças alemãs na Polônia ocupada durante a Ofensiva do Vístula-Oder.

GILVANDRO TORRES


NUMERO 7

 O número 7 carrega um profundo simbolismo na tradição bíblica, representando plenitude, perfeição e a ação completa de Deus, como visto na criação do mundo. 

Na Semana Santa, os eventos centrais da vida de Jesus se desenrolam em 7 dias, culminando na vitória da ressurreição.

Origem Bíblica

Na narrativa de Gênesis, Deus cria o mundo em 6 dias e descansa no 7º, santificando-o como símbolo de completude divina (Gênesis 2:1-3). 

Esse padrão de 7 dias estabelece o sábado como dia de descanso e totalidade, repetido em contextos como os 7 andares da Arca de Noé e as 7 velas do candelabro do Templo.

Na Vida de Jesus

A Semana Santa resume os momentos cruciais em 7 dias: Domingo de Ramos (entrada triunfal em Jerusalém), Segunda (limpeza do Templo), Terça (ensinamentos no Monte das Oliveiras), Quarta (preparação), Quinta (Última Ceia), Sexta (crucificação) e Domingo de Páscoa (ressurreição), com o Sábado como silêncio de espera.

Significado Atual

Isso nos lembra que Deus opera transformações rápidas, trocando dor por milagre em um ciclo completo de 7 dias, incentivando fé em períodos de provação. 

Para comunidades como a de Gurupá, reforça lições de esperança e renovação espiritual em meio a desafios locais.

GILVANDRO TORRES


Quantidade de países por continente...

 


300 de Irã e Palestina.

Por que um ateu convicto aceitaria acompanhar uma comitiva do Vaticano em uma viagem à Mongólia? E por que o papa visitaria um dos países menos católicos do mundo? Em “O louco de Deus no fim do mundo”, Javier Cercas transforma esse convite inédito em uma narrativa íntima e inquietante. Motivado por uma pergunta profundamente pessoal — se a mãe reencontrará o pai na vida eterna —, o autor acompanha o papa Francisco e se lança a uma investigação sobre fé, espiritualidade, religião e a busca pela imortalidade. Dividido entre o antes, o durante e o depois da viagem, o livro combina crônica, ensaio, biografia e memórias pessoais para refletir sobre os limites da Igreja, o legado de Francisco e o cristianismo do século XXI. Um “romance sem ficção” marcado por ironia, humanidade e perplexidade.


 O escritor espanhol Javier Cercas, um ateu convicto, viajou com o Papa Francisco para a Mongólia em 2023, a convite do Vaticano. 

Essa experiência resultou no livro "O Louco de Deus no Fim do Mundo" (Editora Record), que mistura crônica e ensaio para narrar longas conversas sobre fé, Igreja e espiritualidade entre o pontífice e o autor.

Convite Inusitado: Cercas foi convidado pelo Vaticano para acompanhar a comitiva papal à Mongólia em agosto de 2023, com total liberdade para fazer perguntas, mesmo as mais difíceis, sobre a fé e o papel da Igreja.

A Conversa no Avião: O autor descreve o Papa Francisco como um homem de diálogo, que não fugiu de temas controversos e demonstrou uma personalidade notável.

O Livro: O Louco de Deus no Fim do Mundo (título em português) narra a viagem, as reflexões de Cercas e as respostas do Papa, focando no contraste entre o ceticismo do escritor e a espiritualidade do pontífice.

Legado: A obra, lançada em 2025, captura a visão de mundo de Francisco, retratando-o como um "papa revolucionário" e "radical".







XTREMA DIREITA PASSANDO VERGONHA NO MUNDO Enquanto a ONU reconhece a escravidão como o maior crime da humanidade, tem gente que prefere relativizar o óbvio. Ser contra essa resolução não é opinião. É escolher um lado, e não é o lado da humanidade. A história não perdoa. E o mundo está vendo.

OBRIGADO

 














Dom Oscar Romero, rogai a Deus por nós.

 





































24 de março, recordamos Dom Oscar Romero, assassinado em 1980 enquanto celebrava a Missa na capela do Hospital da Divina Providência, em San Salvador. Arcebispo que inicialmente tinha posição mais moderada, Romero passou a denunciar com coragem a repressão, a violência do Estado, a exploração do povo e também os abusos da guerrilha, tornando-se voz profética em defesa dos pobres e oprimidos.
Nascido em 1917, em Ciudad Barrios, El Salvador, Oscar Arnulfo Romero viveu uma trajetória marcada pela fé, pelo serviço pastoral e pela fidelidade ao povo salvadorenho.
Sua mudança mais profunda acontece após o assassinato do padre jesuíta Rutílio Grande, em 1977. A partir daí, suas homilias, transmitidas pela rádio católica, tornaram-se sinal de esperança para o povo e motivo de perseguição por parte dos poderosos.
Em fevereiro de 2015, o papa Francisco reconheceu Romero como mártir, aprovando seu decreto de beatificação.
A cerimônia aconteceu em 23 de maio de 2015, em San Salvador, reunindo cerca de 300 mil pessoas. Para muitas comunidades cristãs da América Latina, porém, Dom Romero já era santo desde o dia do seu martírio.
São Romero da América Latina permanece como símbolo da Igreja comprometida com a paz, a justiça social e a dignidade dos pobres.