4/15/2026

ENCANTADOR TÚ ÉS GURUPÁ- GILVANDRO TORRES

 O TRAPICHE DE GURUPÁ


Encantador és, Gurupá. A vida aqui passa devagar, no compasso largo da correnteza dos rios Xingu e Amazonas, como se o tempo tivesse um ritmo próprio, conhecido apenas pelos barqueiros que te atravessam desde sempre. Nos olhos de quem navega, a cidade cresce e se revela pelos portos onde atracam barcos carregados de mercadorias e de sonhos, todos guardados, silenciosos, no porão. As pequenas embarcações, calafetadas de zarcão, encostam nos trapiches de madeira à beira do rio, sob o olhar atento e antigo dos ribeirinhos, acostumados a ver o vai e vem das marés humanas que chegam e partem todos os dias.


À noite, quando o vento sopra mais forte, as redes balançam no convés, embalando conversas, memórias e cansaços, enquanto a proa corta firme as águas inquietas do verão amazônico. Deste trapiche, quase sempre o que se vê é a despedida. Partem homens, mulheres e crianças por esse rio de saudade, tão natural quanto o próprio tempo, que passa sem nunca parar. Os rios se transformam em ruas, e as embarcações passam como se fossem carros em uma avenida de águas; num incessante vai e vem, cada imagem parece virar poesia no cotidiano das ilhas, das revoadas de pássaros, do movimento discreto da vida ribeirinha.


De manhã bem cedo, as pessoas começam a chegar. Trazem sacolas, paneiros, filhos pela mão, pequenos carregos da vida diária. Os barcos cruzam o rio devagar, sem pressa de chegar, como se conhecessem o peso do silêncio de quem fica aguardando na beira. As águas se abrem à frente das embarcações, sem alarde, quase sem fazer ondas, neste imenso rio de sonhos e esperança. Ao olhar esse rio de saudade, uma lágrima insiste em brotar; é uma dor antiga, uma perda que não se sabe explicar, uma ausência tão grande que nem encontra palavra para se dizer.


O barco segue, atravessando as veias líquidas dos rios e igarapés, enfrentando os invernos impiedosos desta Amazônia sem fim. Há momentos em que tudo parece uma grande pintura intocável: rios que viram ruas, casas que se refletem na água, embarcações que se confundem com miragens, como se ali morassem habitantes imaginários de um universo encantado de pescadores artesanais. Seus sonhos se desenham em redes de pesca estendidas ao sol, em barcos que parecem encantados, deslizando sobre um rio que, paradoxalmente, não tem ruas, mas define todos os caminhos.


Nas ruas de Gurupá, o ouro do ribeirinho não está nas vitrines, mas nas margens dos rios e nas várzeas férteis. São os açaizais que vencem, um a um, os longos estirões de rio da ilha grande de Gurupá. Lá estão eles, erguidos como colunas vivas, marcando o caminho de quem navega em busca do sustento diário. Cada palmeira de açaí é uma promessa silenciosa de alimento e renda, um fio de esperança que puxa a canoa para frente. Quem navega conhece bem essas paisagens e sabe que, ao final do percurso, mora sempre uma esperança de cada dia, uma fé teimosa que não se deixa levar pela enchente.


A cidade, por sua vez, guarda em suas ruas o brilho discreto da fé em São Benedito de Gurupá, protetor dos que caminham e dos que navegam. É a fé que acalenta o coração do ribeirinho quando o rio se enfurece, quando a cheia ameaça as casas, quando a colheita é incerta. É ela que acompanha o viajante que parte do trapiche, fazendo o sinal da cruz antes de o barco soltar as cordas e sumir na dobra do rio.

O ribeirinho vence, dia após dia, inúmeros estirões de água. Navega entre silêncio e correnteza, desviando de troncos, enfrentando chuvas, sol forte e noites escuras. Segue sempre em direção ao seu destino, guiado pela experiência do corpo e pelo conhecimento ancestral da floresta e das marés. À beira dos rios, as plantações de açaí se espalham, firmes na terra úmida da várzea. Entre buritizeiros e mata fechada, se abre o cenário grandioso do rio, que acolhe um povo simples, resistente e acolhedor.

As áreas alagadas pela água escura guardam o segredo de uma riqueza silenciosa: os açaizeiros, fonte inesgotável de renda para quem aprendeu a dialogar com a floresta. Quando manejados com cuidado, transformam-se num verdadeiro garimpo de esperança. Na pele do tirador de açaí, marcam-se o esforço, a coragem e a destreza de quem sobe ao alto da palmeira com a naturalidade de quem caminha no chão firme. De lá de cima, ele alcança o cacho maduro, corta com precisão, desce trazendo nas mãos o futuro da família. Com as folhas do próprio açaizeiro, tece sua peçonha, arruma os frutos em cestos de cipó, simples e perfeitos, que garantirão a renda e a alimentação de muitos lares.

Os rios têm um papel fundamental na vida dos ribeirinhos. Por eles se estabelecem as ligações entre localidades, as visitas entre parentes, o comércio, as idas à cidade, as idas à igreja, à escola e ao posto de saúde. O rio é estrada, é mercado, é espelho, é mundo. Em cada curva, uma história; em cada porto, um encontro, um abraço, uma despedida. Encantador tu és, minha Gurupá: cidade de rios que viram ruas, de barcos que carregam saudades, de gente que transforma a dureza da vida em poesia silenciosa, bordada na água e na memória.

GILVANDRO TORRES

O TRAPICHE DE GURUPÁ- GILVANDRO TORRES

 O Trapiche de Gurupá


Encantadora és tu, Gurupá,

onde a vida scorre devagar,

na correnteza dos rios Xingu e Amazonas.

Tempo particular no olhar do barqueiro,

que cresce vendo os portos atracarem barcos,

cheios de sonhos no porão.


Pequenas embarcações calafetadas de zarcão,

trapiches de madeira à beira-rio,

com olhar ribeirinho que atravessa noites ventosas.

Redes balançam no convés, proa desbrava

águas inquietas do verão amazônico.


Deste trapiche, só a despedida:

viajantes pelo rio de saudade,

tão natural quanto o tempo que passa, sem parar.

Rios viram ruas num vai e vem de barcos,

cada imagem, poesia no cotidiano das ilhas,

na revoada das águas.


Cedinho, pessoas chegam; barcos cruzam

o rio vagaroso, sem pressa.

Águas cortam a frente, sem maresia,

neste imenso fluxo de sonhos e esperança.

Olhando o rio de saudade, uma lágrima cai,

perda sem palavras, ausência imensa.


O barco atravessa veias de rios e igarapés,

enfrentando invernos impiedosos da Amazônia.

Penso na intocável pintura: rios que viram ruas,

habitantes imaginários de pescadores artesanais.

Sonhos em redes de pesca, barcos encantados

num rio sem ruas.


Nas ruas de Gurupá, ouro ribeirinho:

açaizais vencem estirões da Ilha Grande,

navegando ao destino da esperança diária.

Intocável pintura de pescadores sonhadores.

Contempla a fé em São Benedito de Gurupá.


Ribeirinho vence os estirões, navega ao lar.

Plantios de açaí à beira-rio, várzea com buritizeiros,

grandeza do rio e povo simples, acolhedor.

Áreas alagadas pela água escura, açaizeiros inesgotáveis —

fonte de renda, manejados como garimpo de esperança.


Na pele, o esforço do tirador de açaí;

naturalidade e destreza no corte do cacho,

com folhas no açaizeiro, peçonha em cesta de cipó.

Garante renda e sustento às famílias.


Rios fundamentais: ligam localidades,

tecem a vida ribeirinha.

Encantadora és tu, minha Gurupá!

AUTOR: GILVANDRO TORRES/2026

4/05/2026

A Exortação Apostólica Amoris Laetitia ("A Alegria do Amor")

 A Exortação Apostólica Amoris Laetitia ("A Alegria do Amor"), publicada pelo Papa Francisco em 2016, é um documento pós-sinodal sobre a família, amor conjugal e educação dos filhos. 

Com 325 parágrafos e nove capítulos, o texto foca no acolhimento, discernimento pastoral e integração de famílias, incluindo casos complexos como divorciados recasados, enfatizando que a família é uma oportunidade e não apenas um problema.

Pontos Principais da Amoris Laetitia: 

Acolhimento e Integração: O documento, disponível no site do Vaticano, destaca a necessidade de acolhimento misericordioso a todos, especialmente famílias em situações frágeis ou irregulares, sugerindo a possibilidade de acompanhamento para divorciados em segunda união.

O "Coração" da Exortação (Capítulo 4): Baseado no hino à caridade de São Paulo (1 Coríntios 13), o Papa descreve o amor no matrimônio como paciente, bondoso, capaz de suportar e perdoar, essencial para a vivência cotidiana.

Realidade Familiar: Francisco não idealiza a família, mas a encara com "os pés assentes na terra", reconhecendo desafios, dificuldades e a necessidade de amadurecimento progressivo no amor.

Educação dos Filhos: Aborda a importância da formação moral e espiritual dos filhos no contexto familiar.

Espiritualidade Conjugal: Enfatiza a família como reflexo da união entre Cristo e a Igreja, valorizando a oração e a ajuda mútua.

O documento também valoriza a presença de pessoas com deficiência na família como um dom e um testemunho de vida.


A tradição redentorista, inspirada em Santo Afonso Maria de Ligório, propõe a vivência das Doze Virtudes do Ano como um caminho prático de santificação mensal: para cada mês, escolhe‑se uma virtude central a ser cultivada na oração, na convivência e na missão.

 O que são as Doze Virtudes do Ano

As Doze Virtudes do Ano correspondem a doze virtudes cristãs distribuídas ao longo dos meses, a partir dos ensinamentos de Santo Afonso, que são comentadas e aprofundadas em materiais como o livro As Doze Virtudes para cada mês do ano e em reflexões de padres redentoristas. 

A ideia é oferecer aos fiéis um “programa espiritual simples”: fixar‑se numa virtude por mês, com leitura, oração e pequenas práticas concretas.

Janeiro – Fé

Fevereiro – Esperança

Março – Amor a Deus

Abril – Conversão / Arrependimento

Maio – Consagração a Maria

Junho – Castidade / Pureza

Julho – Obediência

Agosto – Mortificação

Setembro – Humildade

Outubro – Generosidade / caridade ativa

Novembro – Respeito / reverência

Dezembro – Amor ao próximo

O ponto de partida do missionário Leigo Redentorista é "continuar o exemplo de Jesus Cristo Salvador, pregando aos pobres a Palavra de Deus, como disse Ele de si mesmo: enviou-me para evangelizar os pobres" . 

Foi esse ideal que levou Santo Afonso Maria de vida e convidar outros a seguir o mesmo caminho. 

Diante de uma realidade de abandono social e espiritual.

Santo Afonso utilizou diversos meios para oferecer ao povo simples uma catequese sólida, que os ajudasse a compreender a vontade do Pai revelada por Jesus.

O título de "Mãe do Perpétuo Socorro" foi incorporado à devoção redentorista.

Maria ocupa um lugar de destaque na espiritualidade redentorista porque Santo Afonso, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, era profundamente devoto da Imaculada Conceição, escolhendo-a como padroeira da Congregação. 

O título de "Mãe do Perpétuo Socorro" foi incorporado à devoção redentorista. 

O ícone venerado hoje tem origem na ilha de Creta (entre os séculos XII e XVII) e, após um período MISSÃO EM FOCO de esquecimento, foi recolocado na Igreja de Santo Afonso, em Roma, em 1866, a pedido do Papa Pio IX, que também incumbiu os Redentoristas de propagá-lo pelo mundo. 

A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teve início com um gesto de amor profundo à Virgem Maria, reconhecida sob esse título especial como aquela que está sempre pronta a interceder por nós e nos conduzir a Jesus, o Redentor. 

A partir daí, iniciou-se uma linda história marcada por fé e confiança na Mãe Imaculada, que não cessa de apresentar nossas súplicas ao seu Filho. 

Essa devoção foi acolhida com entusiasmo pelos Missionários Redentoristas, que encontraram nas Novenas Perpétuas uma forma concreta e eficaz de torná-la conhecida. 

Com o passar dos anos, a Mãe do Perpétuo Socorro tornou-se parte fundamental da espiritualidade redentorista, profundamente ligada à missão da Congregação: evangelizar os mais pobres e abandonados. 

No ícone venerado globalmente, Maria nos olha com ternura e aponta para Jesus, indicando que é nele que encontramos o verdadeiro socorro e salvação. Seu gesto é um convite constante a voltarmos o olhar ao seu Filho. 

Tamanha é a importância dessa devoção que ela se tornou inseparável da identidade redentorista. 

Falar de Maria sob o título do Perpétuo Socorro é falar de uma experiência de fé que transforma e aproxima o povo de Deus do amor misericordioso do Redentor.


"Ele não está aqui, ressuscitou!" (Lc 24,6)

A Páscoa é o centro da nossa fé cristã e, consequentemente, da nossa missão redentorista. 

Nesta celebração ressoa com força a mensagem dos anjos as mulheres diante do túmulo vazio: "Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo?" (Lc 24,5). 

Essa pergunta continua a nos interpelar hoje, em meio a um mundo marcado por guerras, injustiças, dores e incertezas. 

Mesmo diante de tantas sombras, somos convidados a erguer os olhos com esperança e reconhecer os sinais da vida nova que brotam da Cruz do Senhor. 

A Ressurreição de Cristo não nega o sofrimento, mas o transforma. 

A dor e a morte, tão presentes na experiência humana, ganham um novo sentido à luz da vitória pascal.


Actus Contritionis Ato de Contrição em Latim

 Latim

Deus meus, 

ex toto corde paénitet me ómnium meórum peccatórum, 

eáque detéstor, 

qui peccándo, 

non solum poenas a te iuste statútas proméritus sum, 

sed praesértim quia offéndi te, 

summum bonum, 

ac dignum qui super ómnia diligáris. Ideo firmiter propóno, 

adiuvánte grátia tua, 

de cétero me non peccatúrum peccandíque occasiónes próximas fugitúrum. 

Amen. 


Português

Meu Deus, eu me arrependo, de todo coração de todos meus pecados e os detesto, porque pecando não só mereci as penas que justamente estabelecestes, mas principalmente porque Vos ofendi a Vós, sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Por isso, proponho firmemente, com a ajuda da vossa graça, não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecar. 

Amém.

4/04/2026

Podcast Ecos do Marajó


 

PODCAST ECOS DO MARAJO COM GILVANDRO TORRES


 

Santo Afonso Maria de Ligório (1696–1787) foi um bispo, teólogo moral, escritor espiritual, padre fundador e santo da Igreja Católica, conhecido como Doutor da Igreja e patrono dos confessores e teólogos da moral. Nasceu em 27 de setembro de 1696, em Marianella, perto de Nápoles (Itália), e morreu em 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, com 91 anos. Juventude e formação De origem nobre, Afonso estudou Direito na Universidade de Nápoles e obteve sucesso como advogado, chegando a ganhar grandes processos civis e criminais. No entanto, aos 26 anos, resolveu deixar a carreira jurídica para se dedicar totalmente à vida religiosa, ordenando‑se sacerdote em 1726. Ministério e fundação dos Redentoristas A partir da ordenação, consagrou‑se à pregação, especialmente aos pobres e às populações abandonadas do sul da Itália. Em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas), destinada à evangelização dos pobres, missões e retiros populares, o que se tornou um dos grandes movimentos missionários da Igreja moderna. Bispo e reformador da diocese Em 1762, com cerca de 66 anos, foi nomeado bispo de Santa Águeda dos Godos (Benevento), perto de Nápoles. Exerceu o ministério com grande zelo, visitando paróquias, reformando o clero e a vida litúrgica, vendendo até seus próprios bens para ajudar os pobres, o que lhe valeu o reconhecimento popular como “bispo‑santo”. Obra teológica e espiritual Santo Afonso se consagrou também à escrita, deixando cerca de 120 livros e tratados, entre os quais se destacam: Teologia Moral (clássico da moral católica), Glórias de Maria (grande obra mariana), Visitas ao Santíssimo Sacramento e Tratado sobre a oração. Sua doutrina é marcada por equilíbrio entre a justiça e a misericórdia de Deus, sempre voltada para a consciência e a conversão do penitente.

GILVANDRO TORRES, UM RESUMO DE SUA VIDA

 Gilvandro Torres (cujo nome completo é Gilvandro dos Santos Torres) é um autor, historiador e figura pública natural de Gurupá, no Pará. Ele é amplamente reconhecido por seu trabalho voltado à preservação da memória histórica e cultural da sua região. 

Gilvandro é um pesquisador dedicado à história de Gurupá. Entre suas obras e contribuições destacam-se: "Gurupá, uma conquista do Povo" (2019), publicado pela Editora Paka-Tatu. A obra explora o processo de formação e as lutas sociais do município. 
Além de seu trabalho como escritor, ele possui envolvimento direto com causas sociais e administrativas na região: Conselheiro Tutelar entre os anos de 2020 a 2024 atuou na proteção de direitos da criança e do adolescente no município de Gurupá.  
É frequentemente citado em projetos culturais virtuais que visam levar a história da Amazônia para o mundo através da internet. 

Santo Afonso e a fé na Ressurreição

Santo Afonso, em sua espiritualidade, insiste que a fé nasce da experiência pessoal de Cristo vivo, não apenas de um sepulcro fechado, mas de um sepulcro vazio que aponta para uma presença nova e vitoriosa sobre a morte.

Ele costuma mostrar que a esperança cristã não se apoia em “onde o corpo foi posto”, mas em “ele ressuscitou e vai à frente”, tal como relatado nos evangelhos da Páscoa.

Dizer que “a fé nasce do túmulo vazio” significa que a fé cristã não se alimenta da permanência da morte, mas do mistério de Deus que ressuscita: é diante do sepulcro vazio que a fé se converte em esperança, coragem e testemunho.

Daí a beleza de ligar isso a Santo Afonso: ele é um santo que nasceu pobre (“pobre entre os pobres”) e, como teólogo do perdão e da misericórdia, ensina que a fé verdadeira floresce justamente onde o mundo vê morte, sepulcro e fim.

GILVANDRO TORRES

ANALISE CONJUNTURAL

O cenário que você descreve corresponde, em linhas gerais, a um episódio recente confirmado: um caça F‑15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos foi derrubado por defesas aéreas iranianas sobre o território iraniano, em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã em abril de 2026.

A aeronave derrubada foi identificada como um F‑15E Strike Eagle, que sobrevoava o sul ou centro do Irã durante operações aéreas ligadas à ofensiva dos EUA iniciada no fim de fevereiro.

O presidente Donald Trump confirmou publicamente que um caça americano foi atingido pelo Irã, mas insistiu que o episódio não interrompe as negociações, ao mesmo tempo em que classificou o contexto como “guerra”.

Relatos de autoridades e mídia indicam que um dos tripulantes (piloto ou oficial de sistemas de armas) foi resgatado por forças americanas, enquanto o segundo membro da tripulação ainda está desaparecido ou sob custódia desconhecida. o

Os EUA iniciaram uma complexa operação de busca e resgate (CSAR) com helicópteros como HH‑60 Black Hawk e aeronaves de apoio, mas essas forças teriam sofrido disparos do solo e operado em condições de alto risco, o que levou a ajustes táticos e até recuos em certos momentos. 

O episódio reforça a sensação de que o conflito já entrou em uma fase de guerra aberta, inclusive com troca de ataques contra infraestrutura (como refinarias e alvos militares) e com a ameaça de novas ofensivas coordenadas envolvendo aeronaves, drones e sistemas de defesa.

GILVANDRO TORRES


O que foi a Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial foi um conflito de escala global ocorrido entre 1914 e 1918, centrado na Europa, mas que envolveu também países da Ásia, da África, da América e da Oceania. 

Os principais beligerantes se organizaram em dois grandes blocos: de um lado, a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria‑Hungria e, inicialmente, Itália), e, de outro, a Tríplice Entente (França, Reino Unido e Rússia), à qual depois se somaram outros aliados como Estados Unidos e Japão.

As causas profundas do conflito incluem o imperialismo, o revanchismo (como o desejo francês de recuperar a Alsácia e a Lorena perdidas para a Alemanha em 1871), a corrida armamentista e o nacionalismo exacerbado, com projetos como pangermanismo e pan‑eslavismo. 

Como estopim imediato, conta‑se o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro‑húngaro, em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, por um nacionalista sérvio‑bósnio ligado à organização “Mão Negra”.

A guerra ficou famosa por introduzir ou popularizar o uso de metralhadoras, tanques, armas químicas (como gás cloro e gás mostarda) e aviões, além do uso mais amplo de rádio e outras tecnologias elétricas no campo de batalha. 

Também se destacou pela guerra de trincheiras, sobretudo no front ocidental, onde exércitos ficavam encastelados em trincheiras por longos períodos, com poucos avanços territoriais e altíssimo custo em vidas.

Estima‑se que cerca de 8,5 milhões de militares e cerca de 10 milhões de civis morreram no conflito, além de dezenas de milhões de feridos e traumatizados. 

A guerra levou ao colapso de quatro grandes impérios (Austro‑Húngaro, Alemão, Russo e Turco‑Otomano), mudou o mapa da Europa, fragilizou as democracias liberais e criou as condições para o descontentamento alemão que alimentaria o nazismo e, posteriormente, a Segunda Guerra Mundial.

GILVANDRO TORRES

A negação de Pedro e a nossa fraqueza humana

Pedro, impetuoso, diz: “Eu darei a minha vida por ti!”. Mas Jesus, sem  humilhá‑lo, responde com ternura realista: “O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”. 

Isso nos fala de presunção e humildade:  Muitas vezes, na missa, nos sentimos fortes, mas, depois, na vida diária, nos escondemos de nossa fé por medo de serem zombados, por medo de perder proveito, por medo de enfrentar a verdade. Muitas pessoas negam Jesus ao ficarem caladas diante da destruição da natureza, da exploração do povo e da corrupção. “Assim como Pedro negou Jesus, também nós negamos Cristo quando não nos posicionamos em favor da vida, do povo e da terra.”

Mesmo com a traição de Judas e a negação de Pedro, Jesus afirma: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele”. A glória aparece não no poder, mas na entrega; não na vitória fácil, mas na fidelidade até o fim. São cruzes de trabalho duro, de injustiças, de expropriação da terra, de filhos que vão embora buscando vida melhor. 

Mas, mesmo nisso, Deus se glorifica onde há amor, serviço, cuidado com a família e com a comunidade. Jesus não fica preso somente na traição e na negação: depois desse texto, ele anuncia o “novo mandamento”: “Amai‑vos uns aos outros, como eu vos amei”. Esse mandamento é o coração da nossa vida cristã aqui em Gurupá. 

Defendendo a vida da Amazônia, não apenas com palavras, mas com ações concretas. Acolhendo o pobre, o idoso, o sofrido, o que chega à nossa igreja com a dor no coração. 


Veias aberta no Xingu

 







3 congresso teológico vida e família- 20206


 

... essa era linda demais

 


3 Coisas que você não sabia sobre o seu salário: Você já parou para pensar por que o seu pagamento de todo mês tem esse nome? A resposta está em uma época em que o sal valia tanto quanto o ouro. 🧂💸 1️⃣ Pagamento em tempero: Na Roma Antiga, o sal era essencial para conservar alimentos e manter os soldados saudáveis. Por ser tão valioso, os generais pagavam uma quantia específica para que a tropa comprasse o produto, o chamado salarium. 2️⃣ O "Ouro Branco": Antes da geladeira, quem tinha sal tinha comida garantida. Ele era tão importante que servia como moeda de troca em diversas rotas comerciais ao redor do mundo. 3️⃣ Valor Estratégico: Controlar as estradas de sal (como a famosa Via Salária) era o que mantinha o poder do Império Romano. Sem o "salário", o exército não conseguia marchar para longe, pois a comida estragaria no caminho.

 


4/03/2026

A Prelazia do Xingu foi erigida canonicamente pelo Papa Pio XI, por meio da bula Animarum bonum postulat, de 16 de agosto de 1934, com território desmembrado da Arquidiocese de Belém do Pará, da Prelazia de Santarém e da Prelazia de Santíssima Conceição do Araguaia.Foi confiada pela Santa Sé aos cuidados dos Missionários do Preciosíssimo Sangue.

 Paróquias

• Paróquia Santo Antônio de Gurupá (Gurupá)

• Paróquia São Francisco Xavier (Senador José Porfírio)

• Paróquia São Bráz (Porto de Moz)

• Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Catedral (Altamira)

• Paróquia Corpo e Sangue de Cristo (Brasil Novo)

• Paróquia Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos (Vitória do Xingu)

• Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Uruará)

• Paróquia Imaculada Mãe dos Pobres (Medicilândia)

• Paróquia Santa Luzia (Anapu)

• Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Placas)

• Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Altamira)

• Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição (Altamira)

• Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Transamazônica (Uruará e Medicilândia)

• Área Pastoral Assurini (Senador José Porfírio e Altamira)

• Área Pastoral Padre Frederico Tschol (Altamira)

• Área Pastoral Sant'Ana (Altamira)

• Área Pastoral São Domingos de Gusmão (Altamira)



4/02/2026

A conquista do Forte de Mariocai em 1623 representa um marco na defesa portuguesa da Amazônia contra as incursões holandesas.

Localizado na confluência do rio Xingu com o Amazonas, próximo a Gurupá (PA), o forte holandês foi erguido por volta de 1610-1621 como base para controle fluvial e alianças com indígenas Tupinambá.

Pedro Teixeira, capitão-mor do Pará, comandou a expedição decisiva em maio de 1623, com Bento Maciel Parente (ou Manoel Maciel Parente) e apoio de Luís Aranha de Vasconcelos. 

Eles destruíram a estrutura de taipa holandesa em um assalto rápido, aproveitando elemento surpresa e superioridade local, sem relatos de combates prolongados.

No mesmo local, ergueram o Forte de Santo Antônio de Gurupá, iniciando o povoado e consolidando a presença luso-brasileira. 

Essa vitória interceptou reforços inimigos, afundou embarcações holandesas aliadas a ingleses e pavimentou a pacificação regional até 1647.

A destruição do Forte de Mariocai em 1623 por Bento Maciel Parente (ou Manuel) e Pedro Teixeira interrompeu a presença holandesa inicial na foz do Xingu, impedindo a consolidação de uma base fluvial estratégica no Amazonas. 

No local, ergueu-se imediatamente o Forte de Santo Antônio de Gurupá, fundando o povoado que se tornou vila oficial em 1639 sob João Pereira Cáceres.

A vitória desencadeou tentativas holandesas de reconquista, como em 1647-1648.












Quando forças sob Bandergué (ou Baldregues/Van der Goes) tentaram refortificar Mariocai com oito embarcações, mas foram repelidas por Sebastião Lucena de Azevedo em combate sangrento. 

Ataques ingleses em 1629 e holandeses em 1639 testaram a guarnição, que resistiu apesar da estrutura frágil em taipa, garantindo o controle português regional.

Consolidou a soberania luso-brasileira na Amazônia, pavimentando a pacificação indígena e expedições como a de Teixeira ao Andes (1637-1639), além de proteger rotas contra invasores até as reconstruções em 1690 e 1760. 

Remanescentes como canhões foram achados no século XIX, atestando o legado militar do episódio.

GILVANDRO TORRES

Gurupá desempenhou papel crucial na resistência portuguesa contra os holandeses na Amazônia, servindo como ponto estratégico na margem direita do Amazonas, na foz do Xingu, onde os invasores haviam erguido o Forte Tucujus ou Mariocái no início do século XVII. 

Em 1623, Bento Maciel Parente, apoiado por Pedro Teixeira e Luís Aranha de Vasconcelos, conquistou o forte holandês, destruindo-o e reconstruindo-o como Forte de Santo Antônio de Gurupá, marcando a expulsão inicial dos neerlandeses e o nascimento do povoado.

Ações Defensivas

A guarnição de Gurupá interceptou reforços holandeses em 1623, afundando um navio comandado por um capitão inglês e capturando ou matando sobreviventes, incluindo indígenas aliados aos invasores. Posteriormente, resistiu a ataques em 1629 (ingleses) e 1639 (holandeses), atuando como sentinela para proteger rotas fluviais amazônicas contra novas incursões estrangeiras.

Legado Estratégico

Como base avançada, Gurupá facilitou a consolidação portuguesa na região, pavimentando a pacificação até 1647 e integrando-se à rede de defesa que culminou na expulsão definitiva holandesa da América portuguesa. Seu forte, tombado pelo IPHAN, simboliza essa bravura local na história amazônica.

GILVANDRO TORRES

 As invasões holandesas em Gurupá ocorreram no contexto das disputas coloniais pelo controle do Amazonas no século XVII, com os neerlandeses buscando expandir sua influência além do Nordeste açucareiro. 

Em 1621-1623, os holandeses, liderados por figuras como Mariocái, estabeleceram um forte provisório na região, conhecido como Forte Tucujus, na confluência do Xingu com o Amazonas, aproveitando alianças com indígenas Tupinambá locais.

Bento Maciel Parente, com apoio de Luiz Aranha de Vasconcelos, liderou a expedição que destruiu o forte holandês em 1623, erguendo sobre suas ruínas o Forte de Santo Antônio de Gurupá, marcando a expulsão inicial dos invasores e o início do povoamento português na área. 

Essa vitória foi parte de uma contraofensiva mais ampla, que incluiu ataques ingleses em 1629 e nova incursão holandesa em 1639, repelida com sucesso apesar das defesas em taipa de pilão.

As incursões holandesas, embora breves em Gurupá, visavam controlar rotas fluviais amazônicas para contrabandear produtos e desafiar Portugal durante a União Ibérica (1580-1640). 

GILVANDRO TORRES

FORTE DE GURUPÁ

 O Forte de Santo Antônio de Gurupá, localizado na margem direita do rio Amazonas, na confluência com o Xingu, é uma fortificação histórica portuguesa erguida em 1623 sobre as ruínas de um forte holandês chamado Mariocái. 

Fundado por Bento Maciel Parente  marcou a expulsão dos invasores neerlandeses na região amazônica, dando origem ao povoado que se tornou Gurupá.

Construído inicialmente em taipa de pilão, o forte resistiu a ataques ingleses em 1629 e holandeses em 1639, mas caiu em ruínas por falta de manutenção. Reconstruções ocorreram em 1690 por ordem de Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, e depois em 1760 e 1774, embora nunca totalmente concluídas, refletindo as disputas coloniais pelo controle do delta amazônico. 

Em Gurupá (PA), o forte simboliza a resistência portuguesa contra europeus rivais e indígenas Tupinambá locais, servindo de base para expedições que pacificaram a área até 1647. 

Hoje em ruínas sobre um rochedo, representa o patrimônio histórico da região, ligado à evangelização e ao povoamento amazônico, alinhando-se ao seu interesse pela história local de Gurupá.

GILVANDRO TORRES

O Evangelho de João 13,1-15 revela o coração da missão de Jesus por meio do lava-pés, um gesto de humildade radical realizado na véspera de sua Paixão.


 
Esse ato, em meio à traição iminente de Judas e à sombra da cruz, demonstra o amor "até o extremo" (Jo 13,1), invertendo hierarquias ao fazer o Mestre assumir o papel de servo.

Jesus, ciente de sua hora pascual, levanta-se da mesa, depõe a veste exterior, cinge-se com uma toalha e lava os pés dos discípulos, incluindo o futuro traidor Judas. 

Pedro resiste inicialmente, mas Jesus explica que essa purificação é essencial para a comunhão: "Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo" (Jo 13,8). 

O gesto simboliza não só limpeza física, mas espiritual, representando o perdão contínuo dos pecados para quem já foi "banhado" na graça.

Cada detalhe carrega profundidade: despir a capa evoca perda de status; a toalha, traje de escravo; o ajoelhar-se, serviço total. 

Jesus ilumina sua missão como serviço abnegado, contrastando com ambições humanas e antecipando a cruz como ato supremo de amor. 

É uma parábola viva do Reino de Deus, onde o maior serve aos menores.

Chamado ao Discipulado

Após o ato, Jesus questiona: "Compreendeis o que fiz?" (Jo 13,12), dando o exemplo para que os discípulos pratiquem o mesmo: 

"Também vós deveis lavar os pés uns dos outros" (Jo 13,14). 

Esse mandamento transforma a comunidade cristã em espaço de serviço mútuo, ecoando na Quinta-feira Santa e inspirando práticas litúrgicas até hoje.

GILVANDRO TORRES

A mulher com quem Jesus pediu água chama‑se a mulher samaritana ou a mulher no poço de Jacó. Ela é conhecida pela passagem do Evangelho de João, capítulo 4, onde Jesus a encontra à beira de um poço em Samaria e pede a ela: “Dá‑me de beber” (Jo 4,7).

 Quem era essa mulher?

Ela era uma mulher samaritana, de uma região hostil aos judeus, o que torna o gesto de Jesus ainda mais marcante, pois ele rompe preconceitos religiosos e sociais.

Jesus revela que ela já teve cinco maridos e vivia com outro homem, mostrando sua vida marcada por dor, rejeição e moralidade fragilizada, mas sem condená‑la.

O encontro no poço

Jesus lhe oferece a “água viva”, que significa a graça de Deus e a vida eterna, dizendo que quem beber dessa água “nunca mais terá sede” (Jo 4,10–14).

A mulher, tocada por esse encontro, deixa o seu cântaro, volta à cidade e anuncia que encontrou o Messias, levando muitos samaritanos à fé em Jesus (Jo 4,28–39).



Dados recentes do Anuário Estatístico da Igreja confirmam que a população católica mundial ultrapassou 1,4 bilhão de fiéis, com crescimento de cerca de 15,8 milhões em um ano.

 Esse avanço reflete a vitalidade da fé em regiões emergentes, apesar de desafios em áreas tradicionais.

Crescimento Global

O total de católicos chegou a 1,405 bilhão, um aumento de 1,15% entre 2022 e 2023, conforme o Annuarium Statisticum Ecclesiae 2023. 

África lidera com 8,3 milhões de novos fiéis, seguida pela América com 5,6 milhões. Ásia registra expansão de 0,6%, com destaque para Filipinas e Índia.

África e Ásia

Essas regiões superam o crescimento populacional geral, impulsionando a expansão católica nos últimos 50 anos. 

Na África, o aumento é o mais expressivo globalmente, refletindo missões e conversões. Ásia contribui com 11% dos católicos mundiais.

EUA e Outras Regiões

Nos Estados Unidos, há sinais de recuperação com mais conversões, como 1.428 na Arquidiocese de Detroit — o maior em 21 anos. 

Apesar de quedas pontuais na Europa, o avanço moderado nos EUA contrasta com tendências seculares. O fenômeno global reforça a Igreja como força missionária dinâmica.

 


Quinta-feira Santa evoca esses momentos centrais da Paixão de Cristo, marcando a transição do exemplo de serviço para o sofrimento redentor. A Última Ceia e a agonia no Getsêmani revelam a profundidade do amor de Jesus, que se entrega totalmente pela humanidade.

Última Ceia

Naquele jantar pascal, Jesus instituiu a Eucaristia, transformando o pão em seu Corpo e o vinho em seu Sangue, como nova aliança. Ele lavou os pés dos discípulos, ensinando a humildade e o serviço como essência do discipulado. Esse gesto, realizado por um servo na cultura da época, subverteu hierarquias, mostrando que o maior deve servir.

Agonia no Getsêmani

Após a ceia, no Horto das Oliveiras, Jesus experimentou angústia intensa, suando sangue em oração ao Pai, aceitando a vontade divina antes da traição e prisão. Esse silêncio doloroso destaca sua humanidade e obediência total, preparando o caminho para a Cruz. A cena é o primeiro mistério doloroso do Rosário, convidando à contemplação da entrega de Cristo.

Significado na Quinta-feira Santa

O dia inicia o Tríduo Pascal, com a Missa do Lava-pés e a instituição sacerdotal, encerrando a Quaresma. Celebra-se a Eucaristia como presença viva de Jesus e o chamado ao serviço desinteressado. Na fé católica, esses eventos fundamentam a Igreja como comunidade de amor e sacrifício.

 A Paróquia Santo Antônio de Gurupá, localizada no Pará, é uma das mais antigas da região, intimamente ligada à fundação da cidade e do Forte Santo Antônio em 1623. 

A devoção a Santo Antônio é um dos pilares da fundação e da história da cidade, refletindo a colonização portuguesa e a evangelização na região amazônica

Construída em 1864 por ordem de D. Pedro II. 

O patrimônio pertence a Paróquia Santo Antônio – Diocese de Xingu. A matriz recebe anualmente inúmeros devotos de São Benedito, cuja festividade se realiza no período de 09 a 28 de dezembro

A paróquia é um centro histórico de fé e devoção na margem direita do rio Amazonas, gerindo atividades tradicionais como a festividade de São Benedito.Fundação da Cidade/Forte: Os portugueses ergueram o Forte Santo Antônio em 1623 na aldeia da nação Tupinambá, dando origem a Gurupá.

Tradição Religiosa: A Igreja Matriz de Santo Antônio é um ponto de referência histórico, com a devoção sendo central na história local.

Festividades: A Paróquia Santo Antônio de Gurupá organiza eventos tradicionais, incluindo a Festividade de São Benedito.Endereço: A paróquia está localizada no centro de Gurupá, com informações frequentemente atualizadas pela Pastoral da Comunicação (PASCOM) no Instagram da Paróquia. 

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) são pequenos grupos de fiéis da Igreja Católica, organizados em paróquias ou capelas, que unem a leitura bíblica à realidade social e vida cotidiana. Surgidas com força na década de 1970, focam na participação leiga, solidariedade com os pobres, transformação social e sinodalidade, agindo como "igreja em saída".


3/31/2026

AS MUDANÇAS EM GURUPÁ

 A paisagem natural e cultural de Gurupá, no Pará, era originalmente dominada por florestas densas de várzea, rios como Amazonas e Xingu.

A ocupação indígena pré-colonial com sítios arqueológicos. 

Ao longo do tempo, ocorreu colonização europeia com construção de fortes, ciclos econômicos de borracha e aviamento, levando a declínio populacional e abandono de áreas urbanas no século XX.

Gurupá apresenta relevo plano amazônico, com altitudes baixas, clima equatorial úmido e vegetação de floresta densa aluvial, rica em açaí, buriti e maçaranduba, além de várzeas inundáveis na Ilha Grande de Gurupá. 

Rios como Amazonas, Xingu e igarapés sustentavam pesca artesanal , com solos férteis para roças tradicionais.

Para entender a história: 

há diversidade indígena com vestígios desde o século XVII, holandeses e portugueses ergueram o Forte Santo Antônio (1623), 

característica dos traços culturais indígenas e africanos na áreas de quilombo, mudaram o cenário, tivemos imigrantes europeus- judeus no ciclo da borracha em GURUPÁ. 

Hoje as Comunidades ribeirinhas vivem de extrativismo, em suas comunidades.

Mudanças ao Longo do Tempo

Desmatamento limitado, as ameaças persistem com projetos de carbono ainda sofremos como o passado da exploração madeireira ilegal

Muitos  migrando para criação de peixe . e manejo de açaizal

Hoje as pessoas preservam floresta, com agroflorestais e manejo sustentável.

GILVANDRO TORRES



A Itália está fora da Copa do Mundo pela terceira edição seguida. A Bósnia vence nos pênaltis e conquista a vaga! Itália fora nas edições 2018, 2022 e 2026.

 


Por alguns anos, o povo realmente tomou o poder no Pará. Indígenas, negros e mestiços governaram a província — algo inédito na história do Brasil. A Cabanagem provou que os de baixo também podem liderar. Esse capítulo precisa estar em todo livro de história deste país.

 


Entrando no Túmulo Vazio com Esperança

A fé nasce quando, em vez de fechar o sepulcro com medo, entramos nele com esperança. 

Vamos ao 'vazio' das nossas dores, confiando no Ressuscitado!"

Imagine as mulheres no túmulo: o pavor as paralisa, mas o anjo as chama a "entrar". Elas não fogem do vazio – vão, tocam as faixas vazias e encontram vida! Assim somos nós.

No "sepulcro" de uma perda familiar, entramos orando juntos, e a memória do ente querido vira semente de união. 

No vazio de um projeto comunitário falido, entramos organizando, e Deus o ressuscita em frutos novos. 

Na dor da comunidade esquecida, entramos com fé, e surge a força para lutar por justiça e sustentabilidade na Amazônia.

Não fechemos o sepulcro com medo! Entremos com esperança no Ressuscitado. 

Ele transforma nosso "vazio" em Páscoa viva. 

GILVANDRO TORRES


O Túmulo Vazio: Esperança para o Nosso Povo- GILVANDRO TORRES

No Evangelho, as mulheres chegam ao túmulo de Jesus e o encontram vazio. 

Não há corpo, só faixas de linho e o anúncio dos anjos: "Por que procuram o vivo entre os mortos?" (Lc 24,5). 

Para nós, esse "túmulo vazio" não é apenas história antiga – é profecia para a nossa vida!

Pode ser um projeto que parecia acabado, como aquela iniciativa de desenvolvimento comunitário que o desânimo enterrou. 

Mas Deus abre nova porta: com fé e organização, ele ressuscita em mutirões de trabalho, parcerias e frutos inesperados.

Pode ser uma família que perdeu alguém querido, no luto das enchentes ou das durezas da vida ribeirinha. 

A memória dele não é fim, mas semente de vida: inspira os filhos a lutar pela educação, pela saúde e pela dignidade, florescendo em novos caminhos de esperança.

Pode ser uma comunidade que parece esquecida, como tantos rincões do Pará e Amapá, à mercê da política distante ou das crises ambientais. 

Mas ela ressurge na força da fé, da oração coletiva e da organização popular – virando motor de mudança, com assembleias, projetos sustentáveis e voz profética.

Assim, o túmulo vazio nos ensina lições eternas para o hoje:

A morte não tem a última palavra. Nem o fracasso, nem a perda, nem o abandono – Cristo venceu tudo isso.

Deus age no que parece "vazio" e "sem sentido". No silêncio da oração, no jejum da espera, ele semeia vida nova.

A fé nasce quando, em vez de fechar o sepulcro com medo, entramos nele com esperança. Vamos ao "vazio" das nossas dores, confiando no Ressuscitado!

Irmãos, nesta Páscoa, levantemo-nos! Do túmulo vazio de Jesus flui a força para transformar Gurupá e nossa região. Aleluia!

Com carinho em Cristo,

Gilvandro Torres

“A fé nasce no túmulo vazio” GILVANDRO TORRES
























O Evangelho nos conta que, bem cedo, as mulheres foram ao túmulo de Jesus carregando unguentos, luto e medo. 

Elas não iam celebrar; iam apenas cumprir um gesto de amor até o fim. 

Mas, ao chegar, encontram o túmulo aberto e vazio. 

O que parecia o fim se torna o começo de uma fé nova.

O túmulo vazio não é apenas um lugar da história de Jesus; é um símbolo poderoso para quem hoje chora, sofre, se sente preso na morte de projetos, sonhos, direitos e até de entes queridos. 

Na Amazônia, tantas vezes sentimos como se nossa terra tivesse um sepulcro fechado: por esquecimento, por abandono, pela pobreza que parece vencer. 

Mas a Páscoa nos lembra: não adianta apenas olhar para o túmulo fechado; é preciso ousar entrar, apesar do medo, para ver que ele está vazio.

A fé nasce ali, justamente quando não encontramos o que esperávamos: o corpo da desesperança, o peso da indiferença. 

O que encontramos é um sinal de que Deus é mais forte do que a morte e mais ousado do que o nosso desespero. 

Pedro e o discípulo amado correm, veem as faixas deitadas, o lençol dobrado, e algo se transforma no coração deles: ainda não entendem tudo, mas começam a crer. 

Nossa fé também não precisa começar pronta, perfeita ou sem dúvidas; ela começa quando, diante do vazio, continuamos a caminhar, a buscar a voz do Senhor.

Para o nosso povo, o “túmulo vazio” pode ser:

  • Um projeto que parecia acabado, mas Deus abre nova porta.
  • Uma família que perdeu alguém, mas descobre que a memória dele é semente de vida.
  • Uma comunidade que parece esquecida, mas ressurge na força da fé, da oração e da organização.

Assim, o túmulo vazio nos ensina:

  • Que a morte não tem a última palavra.
  • Que Deus age no que parece “vazio” e “sem sentido”.
  • Que a fé nasce quando, em vez de fechar o sepulcro com medo, entramos nele com esperança.

Que a Páscoa deste ano nos encontre dispostos a entrar no túmulo vazio da nossa história sem perder a fé, porque, se o túmulo está vazio, significa que Jesus vive – e, vivendo Ele, nossa terra, nossa gente e nosso futuro também podem ressuscitar.

GILVANDRO  TORRES

Dante Alighieri

 


Martin Luther King

 



 

O “canhão de madeira” de Cuipiranga Nos relatos locais e em estudos sobre a Cabanagem em Santarém, diz‑se que os cabanos construíram uma “praça de guerra” sobre os barrancos de Cuipiranga, à margem do rio Amazonas, simulando uma fortaleza com canhões de verdade.

 Na prática, a maioria dessas “peças de artilharia” seria feita de troncos de bacabeira ou outros troncos de madeira, dispostos em fileira para criar o efeito visual de uma bateria de canhões.

Esse engano só teria sido desfeito quando chegaram reforços vindos do Rio de Janeiro, munidos de binóculos melhores, que permitiram perceber que se tratava de um “espantalho” em vez de armas reais. 

Mesmo assim, a estratégia adiou investidas, deu tempo para articulações internas e reforçou a imagem de Cuipiranga como um reduto resistente e quase invencível.

Por que a escola “esconde” essa história

Muitos livros didáticos de história do Brasil tratam a Cabanagem de forma genérica, focando apenas em Belém, datas e nomes oficiais, e acabam “apagando” estratégias criativas, como o canhão de madeira de Cuipiranga. 

Essa omissão transforma a guerra em uma sucessão de batalhas entre “legalistas” e “rebeldes”, sem mostrar a inteligência, a criatividade e a cultura material dos cabanos pobres, índios e caboclados.

O truque dos cabanos revela, então, algo que os manuais raramente dizem: que a resistência popular não é apenas fúria, mas também tática e simbolismo — transformar troncos em “canhões” é uma metáfora de como o povo, sem recursos, usa o que tem para enfrentar uma máquina de guerra organizada.

GILVANDRO TORRES

Preservar a história da Cabanagem é um ato político e de amor ao nosso povo. Durante anos essa revolta foi ignorada nos livros didáticos, tratada como caso de polícia e não como luta por direitos. Mas a memória resiste. E cada vez que contamos essa história, os cabanos vivem de novo

 











“A fé nasce do túmulo vazio” é uma expressão teológico‑pastoral que expressa uma ideia central da Páscoa: a fé cristã tem sua origem no fato de que o sepulcro de Jesus está vazio, porque Ele ressuscitou, e não em ideias puramente abstratas ou sentimentos sem referência histórica concreta.

O túmulo vazio é o sinal de que Jesus não foi apenas “lembrado” pelos discípulos, mas historicamente ressuscitou (Mt 28; Mc 16; Lc 24; Jo 20). 

Os Evangelhos insistem nos detalhes: a pedra removida, os panos de linho cuidadosamente dobrados, e a ausência do corpo, convertem‑se em sinais de fé e não apenas objetos de curiosidade.

Como a fé nasce a partir disso?

Nos relatos de João 20, vemos Pedro e o “discípulo amado” entrando no sepulcro, vendo os sinais, e “crendo” ainda antes de verem o próprio Jesus ressuscitado. 

A fé, nesse contexto, não brota de um raciocínio frio, mas do encontro com indícios concretos do poder de Deus, que conduzem ao coração a crer que “o Senhor ressuscitou”.

Frases como “a fé nasce do túmulo vazio” lembram que o cristianismo não é um mito bonito, mas uma fé ancorada em um acontecimento histórico que transforma a existência: se o túmulo está vazio, a morte não tem a última palavra, e é possível viver com esperança, mesmo diante de sepulturas pessoais (luto, injustiça, desespero).